AUDI TT RS: EMOÇÃO DE 0 A 100 KM/H EM 3,7 SEGUNDOS

Segue a gente nas mídias
Facebook
Facebook
YouTube
Instagram
Enviar via Email

Ser rico pode gerar uma série de complicações na vida de uma pessoa. Mas também traz lá as suas vantagens. Uma delas é poder cometer extravagâncias normalmente inacessíveis às criaturas comuns. Como comprar um Audi TT RS, por exemplo. A versão mais esportiva do charmoso cupê da marca das quatro argolas é empurrada por um poderoso motor 2.5 de cinco cilindros turbinado que gera 400 cavalos, gerenciados por um câmbio automatizado de dupla embreagem com sete marchas e com tração integral Quattro. O conjunto mecânico permite ao carro fazer de zero a 100 km/h em apenas 3,7 segundos. A velocidade máxima do cupê alemão é de 250 km/h, limitada eletronicamente. O preço sugerido é de R$ 424.990, em versão única. Se o comprador achar que ter um Audi TT RS não é exclusividade suficiente, há a possibilidade de optar pela a cor Lime Green, um tom cítrico oferecido pelo programa Audi Exclusive e que acrescenta R$ 30 mil ao preço do cupê, totalizando R$ 454.990. O cliente pode personalizar também outras características, como costuras, detalhes de acabamento interno e revestimentos.

Por ser um carro exclusivo, demora cerca de 5 meses para chegar ao país. Se a ideia é ser um milionário extravagante, tal exclusividade pode valer o preço adicional e a espera. Mas, para ricos que preferem um estilo mais discreto, a tonalidade Lime Green definitivamente não seria a escolha mais adequada.
Em fevereiro, quase três anos após o lançamento da geração atual do TT, a Audi finalmente trouxe a versão RS para o mercado brasileiro. A sigla vem de Rennsport (automobilismo, em alemão). Ou seja, a RS é a versão do TT com mais identificação com as pistas de corrida. O motor 2.5 com cinco cilindros em linha tem 20 válvulas de abertura variável com duplo comando e injeção direta e indireta de combustível. Entrega não apenas brutais 400 cavalos de potência, mas igualmente impressionantes 49 kgfm de torque, em uma ampla faixa de 1.700 a 5.850 rpm. A potência específica é de excelentes 161,3 cavalos/litro e, como o carro pesa 1.440 quilos, a relação peso/potência é de 3,6 kg/cavalo. Para cativar também a audição, o botão RS ajusta o som emitido pelo escapamento de acordo com a rotação do motor.

A tarefa de gerenciar o motor fica com o conhecido câmbio S Tronic robotizado de dupla embreagem com 7 marchas, que proporciona trocas comandadas por meio de borboletas junto ao volante. A tração é a tradicional Quattro, com distribuição eletrônica inteligente por meio de vetorização de torque. Segundo a Audi, a potência é transmitida para cada roda de acordo com a necessidade, o que melhora a dirigibilidade e a segurança.
Mas nem só de um “powertrain” poderoso se faz um grande cupê esportivo. O visual é um ingrediente fundamental nesse gênero de carro. E o TT RS exibe um desenho sedutor de esportivo, mas com uma “pegada” extremamente elegante. A grade frontal tem acabamento em preto brilhante e moldura em aço escovado. O para-choque conta com duas grandes tomadas de ar laterais e um defletor também em aço escovado ajuda a ressaltar a esportividade – como se isso fosse necessário. Os faróis de leds e os quatro anéis da Audi na tampa do motor completam o aspecto moderno, mas sem exageros espalhafatosos.
Contudo, a principal característica visual do mais poderoso dos TT é mesmo o vistoso aerofólio traseiro.

Na parte inferior, o difusor contribui para aumentar a estabilidade do cupê em altas velocidades. As lanternas exclusivas da versão usam diodos de emissão de luz orgânicos (OLEDs, sigla do termo inglês Organic Light-Emitting Diodes). Os OLEDs podem fornecer luminosidade mais nítida e brilhante e usam menos energia do que os diodos emissores de luz (os leds) convencionais. Junto aos escapamentos com ponteiras ovais e acabamento em preto brilhante, formam um dos mais harmônicos conjuntos traseiros da atual safra automotiva. No perfil, além do belo visual inerente aos cupês e da clássica tampa de combustível – similar às dos carro de competição e que acompanha o TT desde seu lançamento, há duas décadas –, se destacam as parrudas rodas de 19 polegadas exclusivas da versão, que deixam ver os enormes freios a disco ventilados e perfurados.

Por dentro, a principal diferença do RS em relação ao restante da linha TT está no volante. Semelhante ao adotado no R8, traz o botão de partida e o acionamento dos modos de condução embutidos no aro. De resto, as formas do painel e de todo o habitáculo são bem parecidas com as dos outros TT, acrescidas de costuras vermelhas, peças em plástico reforçado com fibra de carbono e couro Alcantara que completam o pacote de acabamento RS.
Em resumo, o TT RS é um “brinquedo de rico” que beira o meio milhão de reais. Para quem tem realmente muito dinheiro, é fã do design arrebatador do cupê da Audi e busca esportividade com exclusividade, é um prazer que o dinheiro pode comprar. Para alguns afortunados, isso já é mais do que suficiente para justificar uma compra. Sorte deles!

Experiência a bordo – Na medida certa

Quando as portas do TT RS são abertas, o nome “Audi Sport” aparece projetado no chão. Uma vez lá dentro, nota-se que o cupê acomoda bem duas pessoas e permite ao motorista dirigir como se estivesse em um cockpit. Os bancos de couro são extremamente aconchegantes. O quadro de instrumentos, chamado pela marca de Audi Virtual Cockpit, é de série e fornece todas as informações relevantes em uma tela LCD de 12,3 polegadas, diretamente no campo de visão do motorista, sobre o volante. É possível selecionar os modos de visualização. No modo Sport, por exemplo, o conta-giros fica centralizado e outros mostradores ligados à performance surgem dos dois lados. Se o motorista preferir, a telona de 12,3 polegadas pode exibir o mapa do navegador GPS. O volante com base achatada é revestido de couro Alcantara, e o carro ainda conta com equipamento de som Bang & Olufsen e sistema multimídia com memória interna para 10 GB, compatível com Android Auto e Apple CarPlay.
A bordo, apesar do espaço restrito inerente aos cupês esportivos, não falta conforto e sofisticação, com acabamentos primorosos que incluem couro e revestimentos em fibra de carbono. Levar qualquer pessoa com mais de 12 anos nos dois pequenos bancos traseiros deve ser evitado. Funcionam mais como um porta-malas adicional. Já para quem ocupa os dois envolventes bancos frontais, ambos com múltiplos ajustes, a ergonomia é ótima. O TT RS ainda oferece confortos como memórias para os ajustes dos bancos, ar-condicionado automático individual e o lúdico Audi Drive Select – que possibilita ajustar direção, suspensão e as respostas do motor para diferentes estilos de condução. Em termos de porta-malas, os dos cupês esportivos costumam ser muito pequenos. O do TT RS nem é dos menores, contudo leva só 305 litros.

Impressões ao dirigir – De parar o trânsito

Pessoas que acham que atrair a inveja alheia pode atrapalhar suas vidas devem evitar desfilar por aí com um Audi TT RS – principalmente no incomum tom Green Lime. O carro funciona como um verdadeiro “ímã de olhares”. Para quem não pertence à nobreza britânica, não é galã de Hollywood ou “pop star” da música e nem ao menos um mega-astro do esporte, é até divertido ter a experiência de ver como é atrair todas as atenções onde quer que se esteja. Alguns passantes se esforçam, porém é impossível ostentar indiferença ao cruzar com o esportivo da Audi. A estupefação generalizada é tamanha que pode ser perigosa e provocar acidentes – alguns motoristas simplesmente não conseguem tirar os olhos do carro e esquecem de olhar para a frente.
Logo na primeira pisada no acelerador, fica evidente que as letras RS não estão no carro por acaso. A denominação das versões mais esportivas dos Audi marca uma série de atributos especialmente aprimorados. Um deles é a suspensão. O Audi TT RS proporciona performances arrebatadoras em estradas sinuosas, onde a rápida aceleração e a absoluta firmeza do conjunto se harmonizam com a tração Quattro, que entrega a potência necessária às rodas. O cupê tem pneus muito largos, que ajudam a manter a aderência nas curvas. As frenagens contam com discos ventilados e perfurados na dianteira e sólidos na traseira. São de uma precisão fora do comum.


O volante tem dois botões na parte de baixo – à direita, fica a ignição, e à esquerda, o Drive Select, com os modos Comfort, Auto, Dynamic e Individual. No Dynamic, a divisão automática de tração entre os eixos traz o carro para dentro da tangência da curva, e a rolagem da carroceria parece ter sido abolida. As trocas podem ser automáticas ou manuais, por meio da alavanca ou das borboletas. São sempre muito ágeis, mérito do câmbio S-Tronic de 7 marchas, com dupla embreagem. Um botão no console serve para selecionar o som do escapamento como esportivo ou normal. No modo esportivo, o ronco grave e “embaralhado” do motor, acompanhado de estampidos secos que saem das ponteiras duplas, lembra bastante o dos carros da Fórmula-1. É tão alto que chama atenção de todos os viventes no entorno – como se tal coisa fizesse sentido no veículo em questão.
Na estrada, basta pisar um pouco mais forte com o pé direito para a marca de 200 km/h aparecer no velocímetro. E é nas altas velocidades que o Audi TT RS mais se sente “em casa”, com um comportamento dinâmico irrepreensível. No trânsito urbano, o start-stop desliga o motor quando o carro está parado com o motorista com o pé no freio, para ajudar a conter o consumo do motorzão. No final, a impressão que se tem é que o TT RS é um esportivo que se passa sem dificuldades por um superesportivo com mais de 500 cavalos – que são modelos com preços bem mais “salgados” que o do TT RS.

TEXTO: Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix    FOTOS: Luiza Kreitlon / Agência AutoMotrix

Ficha Técnica

Audi TT RS Coupé 2.5 TFSI Quattro

Motor: Dianteiro, transversal, gasolina, 5 cilindros em linha, 2.480 cm³, 20 válvulas, turbocompressor, injeção direta e indireta
Potência: 400 cavalos entre 5.850 rpm e 7.000 rpm
Torque: 49 kgfm entre 1.700 e 5.850 rpm
Câmbio: automático sequencial, sete marchas, dupla embreagem
Tração: integral Quattro
Direção: Elétrica
Suspensão: McPherson (dianteira) e Multilink (traseira)
Freios: Discos ventilados (dianteira e traseira)
Pneus: 245/35 R19
Dimensões
Comprimento 4,19 m
Largura: 1,83 m
Altura: 1,34 m
Entre-eixos: 2,50 m
Tanque: 55 litros
Porta-malas: 305 litros
Peso: 1.440 kg
Central multimídia: 12,3 polegadas, integrada ao quadro de instrumentos, não é sensível ao toque
Preço básico: R$ 424.990
Carro avaliado (na cor Green Lime): R$ 454.990

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *