Captur, o SUV da Renault, ganha “sonzera” de primeira e custa R$ 97.900

SUV Captur ganha sete alto-falantes e caixa selada no porta-malas /  Luiza Kreitlon
SUV Captur ganha sete alto-falantes e caixa selada no porta-malas / Luiza Kreitlon

Lançado no Brasil em 2017, o Renault Captur se mantém como um dos utilitários esportivos mais bonitos do mercado nacional. Dono de um estilo bem contemporâneo, o crossover da marca francesa já ganhou uma nova geração, apresentada na Rússia. No Brasil, a renovação do modelo está prevista para 2021. Como diferencial, a Renault apresentou a série limitada Bose, que ostenta a grife de equipamentos de áudio. O SUV ganhou amplificador de sete canais, twitters com agudos mais refinados, sete alto-falantes especiais e caixa selada (subwoofer) no porta-malas, que não ocupa espaço. Emblemas nos bancos, soleira e escudos Bose na carroceria compõem a indefectível “ostentação estética” que as versões especiais sempre apresentam. O Captur Bose parte de R$ 97.990, exatos R$ 2 mil a mais do que a versão “top” Intense.

Captur ganha sistema de som da grife Bose / Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault
Captur ganha sistema de som da grife Bose / Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault

        Além de incorporar o prestígio da empresa fundada por Amar Bose em 1964 no Estado norte-americano de Massachusetts, que fornece equipamentos de áudio para fabricantes de carros de luxo de todo o mundo, a série Bose inaugurou uma nova combinação de pintura no Captur – carroceria Cinza Cassiopée com teto Prata Étoile, presente no modelo 1.6 CVT X-Tronic avaliado. Mas a série também é disponibilizada em outras três combinações: Preto Nacré com teto prata Étoile, branco Glacier com capota Preto Nacré e Vermelho Fogo com teto preto Nacré.

O modelo conta com painel harmonioso e controles no volante / Luiza Kreitlon
O modelo conta com painel harmonioso e controles no volante / Luiza Kreitlon

        Baseada na configuração topo de linha Intense, a série Bose do Captur tem o Media Evolution com tela de 7 polegadas sensível ao toque, que interage com Android Auto e Apple Carplay e permite usar Spotify, Waze, Google Maps (Android Auto) e áudios de WhatsApp. A configuração tem de série alarme, vidros elétricos, apoio de braço para o motorista, ar-condicionado automático, câmera de ré, chave-cartão, comando de áudio e de celular na coluna de direção (comando satélite), direção eletro-hidráulica, farol de neblina, sensor crepuscular, controle de cruzeiro com indicador e limitador de velocidade, regulagem de altura do volante, regulagem de altura para o banco do motorista, sensor de chuva, banco de couro, rodas aro 17 polegadas de liga leve diamantadas, assistente de partida em rampas (HSA), controle eletrônico de estabilidade (ESP), controle eletrônico de tração (ASR), freios ABS, Isofix e quatro airbags (dianteiros e laterais).

A versão Bose conta com motor de 120 cv e transmissão CVT  / Luiza Kreitlon
A versão Bose conta com motor de 120 cv e transmissão CVT / Luiza Kreitlon

        Com a motorização 1.6 16V flex, o Captur Bose rende 120 cavalos de potência e 16,2 kgfm de torque, independentemente da proporção de etanol e gasolina no tanque. O motor trabalha acoplado a um câmbio automático de variação contínua (CVT). No ano passado, quando a série Bose foi apresentada, era oferecida também na versão com o motor 2.0 16V, que entregava 143 cavalos e 20,2 kgfm com gasolina ou 148 cavalos e 20,8 kgfm quando abastecida com etanol, que trabalhava em parceria com um anacrônico câmbio automático de quatro marchas. No entanto, esse “powertrain” deixou de ser oferecido este ano. A próxima geração do crossover, esperada para 2021 no mercado nacional, deverá marcar a estreia do novíssimo motor 1.3 turbo de 150 cavalos com gasolina.

A central multimídia traz tela de 7 polegadas touch / Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault
A central multimídia traz tela de 7 polegadas touch / Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault

Para ouvidos privilegiados

O painel do Captur Bose tem um cluster análogo-digital bem resolvido e de boa leitura, que incorpora indicador luminoso de função Eco e computador de bordo. Na parte central, um acabamento em preto brilhante com cromados envolve a multimídia Media Nav e o ar-condicionado automático. A pontuação atribuída para eficiência energética estimula a buscar mais economia, assim como os dados de desempenho. A câmera de ré é bastante eficiente, algo relevante em um SUV. O painel conta com um porta-objetos na parte superior, mas há pouco espaço para copos no console. Dois destaques internos do Captur são o botão de partida e slot para a chave-cartão. Não é necessário ligar o carro com ela encaixada no slot, porém, é prático deixá-la carregando por lá – até para não ter de ficar procurando onde está na hora de sair do veículo. O volante tem ajuste só de altura, não de profundidade.

O som preenche todo o habitáculo do Captur Bose / Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault
O som preenche todo o habitáculo do Captur Bose / Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault

        Entretanto, a inegável atração da versão Bose é o sistema de som premium, que coloca a sonorização do Captur em um patamar usual só nos automóveis de luxo. É um sistema com nível de precisão e realismo impressionantes, equipado com sete alto-falantes, estrategicamente posicionados em cada parte do carro, para permitir uma melhor experiência acústica. Para proporcionar graves vibrantes e alta fidelidade sonora, o sistema de som incorpora ainda dois tweeters com ímã de neodímio no painel de instrumentos, dois woofers nas portas frontais e um subwoofer com ímã de neodímio. Para os leigos, tais informações técnicas podem significar pouco, contudo, os tímpanos captam a diferença e transmitem ao cérebro a clara percepção da qualidade sonora do veículo. Resumindo: graves, médios e agudos com personalidade, para quem quer curtir qualquer estilo de música.

Texto: Luiz Humberto Monteiro Pereira / AutoMotrix

Fotos: Luiza Kreitlon / AutoMotrix e Divulgação

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