PARA COMEMORAR SUA HISTÓRIA, CITROËN LANÇA SÉRIE ESPECIAL 100 ANOS

No mês em que comemora seu centenário, a Citröen apresenta no Brasil a série especial “100 Anos”. A edição exclusiva chega para celebrar a história de criatividade e inovação da marca francesa e será disponibilizada em quatro modelos da gama atual: C3 100 Anos, Aircross 100 Anos, C4 Lounge 100 Anos e SUV C4 Cactus 100 Anos. Ao todo serão comercializadas 550 unidades dos modelos exclusivos.

Aliás, todos os modelos da Série Especial 100 Anos têm um trabalho diferenciado em termo acabamento – cores e materiais -, que remete ao passado e valoriza uma personalização esmerada e exclusiva, tanto no exterior quanto no interior dos veículos. Imediatamente identificáveis, os modelos 100 Anos se distinguem esteticamente graças a um acabamento específico e design que faz referência a um século de inovação e pioneirismo da marca.

Todos os Citröen vêm com adesivos alusivos aos 100 anos, revestimento interno exclusivo com costuras douradas e pintura bicolor nos casos de C4 Cactus e Aircross.

“Se formos pensar em quantas marcas conseguem alcançar os 100 anos de existência, não conseguimos encontrar muitas. Se procurarmos as que se guiaram pela inovação e reinventaram todo o seu setor, as opções são ainda mais limitadas. E assim foi a história da Citroën, da qual nos orgulhamos muito. Mesmo assim, somos uma Marca inquieta e já estamos pensando nos próximos 100 anos”, afirma Ana Theresa Borsari, Country Manager da Citroën no Brasil.

Modelos e preços

Serão vendidas apenas 550 unidades desta série especial: 300 do C4 Cactus, 100 do Aircross , 100 do C3 e apenas 50 do C4 Lounge. Confira os preços da linha Origins:
C3 Origins: R$ 71.790
Aircross Origins: R$ 74.490
C4 Cactus Origins: R$ 104.490
C4 Lounge Origins: R$ 107.490

Detalhe: todos os modelos da Série de 100 anos têm plano de financiamento com parcelamento em 30 meses. As prestações variam entre R$ 699 (C3) e R$ 999 (C4 Lounge). Quem comprar uma das unidades ganhará ainda lenços comemorativos, que também podem ser adquiridos nas concessionárias da Citroën. Mais informações sobre a história da marca e as novas versões, acesse: https://www.citroen.com.br/citroen/historia-da-citroen/serie-especial.html

AUTOTALK 2: CONHEÇA OS TIPOS DE CÂMBIO AUTOMÁTICO

AUTOTALK 2: CONHEÇA OS TIPOS DE CÂMBIO AUTOMÁTICO

O projeto AutoTalk é uma iniciativa da TSO Brasil em parceria com a Douglas Mendonça Conteúdos Digitais, empresa especializada na criação de textos para o setor automotivo. A AutoTalk tem como principal objetivo, levar conteúdo técnico diferenciado e entretenimento para todos aqueles que apreciam carros, seu funcionamento e tendências futuras. Com a devida autorização dos responsáveis pela produção deste material, o MinutoMotor tem a honra de publicar os ensinamentos do mestre Douglas Mendonça. Neste capítulo vamos falar sobre os tipos câmbio automático, que são excelentes aliados dos motoristas, principalmente nos grandes centros. Espero que gostem, comentem e compartilhem!

Lá pelos anos 70 e 80, câmbio automático era tido pela grande maioria dos motoristas como algo abominável. Ninguém queria saber deles e, dizia-se entre aqueles que gostavam de carro, que era coisa de preguiçoso ou de motoristas incompetentes que não sabiam trocar de marcha. Por isso, creio que 95% dos carros que circulavam pelo país na época tivessem câmbios manuais. Mas, claro que o mercado e, principalmente os motoristas evoluíram. Percebeu-se que além do conforto e da dirigibilidade suave, o câmbio automático permitia que o motorista se concentrasse mais no ato de dirigir ao invés de ficar dividindo sua atenção com a transmissão manual e o momento correto de trocar as marchas. Carro automático era também mais seguro.

Já no final dos anos 80 e início dos anos 90, tínhamos a opção do câmbio automático (Ou transmissão automática) em alguns carros de luxo nacionais e a chegada dos importados no início dos anos 90, definitivamente popularizou o câmbio automático nos carros médios e até mesmo nos pequenos. E o brasileiro foi tomando gosto pelo conforto, silêncio e, em algumas situações, até economia de combustível quando comparado aos câmbios manuais. Atualmente, temos a opção de câmbios convencionais automáticos com conversor de torque (Esses, a grande maioria); CVT (Continuously Variable Transmission, ou transmissão continuamente variável no bom português); os chamados câmbios automatizados de embreagem simples e, finalmente, os dupla embreagem (Que basicamente são a evolução dos automatizados).

Automático Convencional
O câmbio convencional automático é o projeto mais antigo entre eles. Claro que foi passando por contínua evolução, e hoje seu funcionamento beira a perfeição. No mercado nacional, a grande maioria dos automáticos possui 6 marchas e a quase totalidade deles é produzida por um único fabricante. Mas, nesses convencionais existem ainda velhos câmbios de 4 marchas, alguns poucos de 5 e outros com 7, 8 e até 9 marchas. O problema desses câmbios normalmente muito duráveis, é que quando necessitam de reparos, os consertos são caros e executados apenas por alguns especialistas. Trocas de óleo no tempo correto e utilizando exatamente o lubrificante recomendado pelo fabricante do veículo é que garantem a longevidade dessas transmissões. Essa é uma ótima dica.
Câmbio CVT
O câmbio CVT começou sendo aplicado na Europa em motores de pequeno torque e potência. Pela natureza do seu funcionamento (São duas polias que vão alterando seus diâmetros simultaneamente ligados por uma correia, alterando a velocidade entre os eixos), a limitação da correia e do calor gerado entre as polias não permitia a transmissão de muito torque. Por isso, a coisa funcionava em scooters e microcarros de motores bem limitados. Mas a tecnologia não parou, e o desenvolvimento de novos materiais e sistemas de monitoramento eletrônicos permitiam que o câmbio CVT fosse viabilizado cada vez por motores maiores e mais potentes. Assim como no câmbio automático convencional, a lubrificação do CVT é ainda mais crítica pela severidade do seu funcionamento: Nesse, é fundamental a troca de óleo no momento correto e a utilização do lubrificante recomendado pelo fabricante. Com relação ao câmbio convencional, o CVT caracteriza-se por manter constante a rotação do motor a medida que a velocidade aumenta. E a pressão no pedal do acelerador é que vai definir a rotação. Quanto mais se pisa, maior é o regime de rotações e mais rápido é o aumento de velocidade.
Câmbio Automatizado
O automatizado é, na realidade, um câmbio convencional manual que, ao invés da alavanca de mudanças e da embreagem, possui um sistema robotizado que aciona a embreagem e faz as trocas de marchas sempre que o sistema eletrônico avalia que é o momento correto. O sistema automatizado funciona relativamente bem, se o motorista não for muito exigente no que tange a suavidade de condução. Particularmente, aprovo o sistema e acho que ele funciona bem, principalmente no pesado trânsito urbano das cidades. Dá conforto ao motorista que não se preocupa com a embreagem nas ladeiras ou com o momento das trocas de marcha. Mas o mercado reclama que, depois de 50 ou 70 mil quilômetros, há desgastes nos mecanismos que executam as trocas, e elas começam a ficar imperfeitas. Nesse caso, necessitam de reparos em intervalos relativamente curtos.
Automatizado de Dupla Embreagem
Finalmente, chegamos a dupla embreagem. Pelo menos, teoricamente, o melhor de dois mundos em termos de transmissão: Não tem as pequenas perdas por escorregamento do câmbio automático convencional e, um bom rendimento mecânico mostra trocas de marcha suaves e silenciosas como um câmbio automático convencional. Apesar de internamente parecer um câmbio convencional manual, tem monitoramento eletrônico e um projeto totalmente novo, onde duas embreagens atuam, dependendo do momento, nas marchas ímpares e a outra nas marchas pares: Quem seleciona a marcha de tração são as embreagens. Quando a embreagem das marchas ímpares está acoplada, está engatada a primeira, a terceira, a quinta ou a sétima. Se estiver acoplada a embreagem das marchas pares, certamente estará engatada a segunda, quarta, sexta ou oitava, dependendo do câmbio. Certamente esse é o câmbio mais inteligente e normalmente destinados aos carros mais caros e sofisticados pelo alto custo do seu projeto.

SEIS MITOS E VERDADES PARA QUEM PRECISA VENDER UM CARRO USADO

O mercado de usados está aquecido. A cada veículo novo emplacado, quatro seminovos trocam de mãos. Só nos primeiros quatro meses de 2019 quase três milhões de carros mudaram de donos. Mas vender um automóvel não é uma tarefa tão fácil assim. Afinal, há muitos mitos propagados sobre o setor. Questões como a quantidade de proprietários e o período de venda, por exemplo, ainda exercem peso considerável sobre o valor praticado pelas pessoas. Portanto, antes de colocar seu automóvel à venda, pesquise e planeje bastante para conseguir uma negociação rápida e segura. Para nos ajudar nesta missão contamos com o apoio da InstaCarro, uma startup de compra e vendas de carros. Confira os principais mitos e verdades que rondam o mercado de usados:

Veículos brancos, pretos e pratas têm revenda mais fácil
É uma verdade. Os modelos dessas cores são mais “comercializáveis” por conta da grande procura. Além disso, costumam ser padronizadas, ou seja, não apresentam grandes variações – outro ponto que ajuda quem tem essas preferências. Em contrapartida, o verde e o azul são ótimos exemplos de cores que apresentam variação significativa, o que faz com que muitos compradores tenham resistência a essas colorações.

Carros que tiveram um único dono são mais valorizados
É um mito bastante difundido atualmente. O número de donos não é importante, mas sim o cuidado que ele (ou eles) tiveram com o veículo. A maneira de dirigir, a manutenção e outras iniciativas preventivas podem fazer com que o carro de um único proprietário tenha uma conservação pior do que aquele que já passou em várias mãos. Portanto, na hora de anunciar seu automóvel, divulgue, principalmente, os detalhes sobre como ele foi cuidado, revisões, quilometragem, etc.

A quilometragem é muito importante
Verdade! Analisar e divulgar a quilometragem do veículo é um ponto muito importante para uma venda. Entretanto, um índice menor nem sempre representa as melhores opções – afinal, o carro pode ter ficado parado por muito tempo, não recebendo todas as manutenções necessárias. Então, para não sofrer com desconfiança, anuncie a quilometragem, mas dê informações complementares para ajudar em uma decisão mais criteriosa.

Reparar a lataria é positivo na hora de vender o carro
Esse é um mito que muitos acreditam. O custo de reparos e consertos depende da qualidade do serviço, do gasto envolvido para o proprietário atual e da percepção de valor para o novo proprietário. Em muitos casos, o dono do veículo não tem tanto conhecimento técnico sobre peças e pinturas e pode gastar com algo que não ficará de acordo com o gosto e a experiência do potencial comprador – e que, por sua vez, vai descontar do valor da oferta final. Além disso, dependendo do tipo de reparo visual, pode ser que a inspeção do estado de uma peça mais estrutural seja comprometida, permitindo questionamentos se há ocultação de um problema mais grave no carro e, dessa forma, depreciando o valor de venda.

Blindagens e modificações reduzem o valor na revenda
Sim, é verdade. Muitas pessoas gostam de realizar modificações em seus veículos para deixá-los com um toque personalizado e especial, como capôs, pintura e para-choques. Contudo, essa prática impacta diretamente no preço na hora de tentar vendê-lo. Quanto mais distante um veículo estiver do desenho original, mais difícil será encontrar uma pessoa interessada e, com isso, o valor tende a cair. O mesmo vale para blindagens. O custo para instalação e manutenção não é revertido na revenda e o prejuízo fica com o proprietário.

Vale mais vender o carro por conta própria
Um mito bem comum no setor automotivo. As pessoas têm a sensação de que precisam desembolsar uma quantia considerável para que uma empresa faça a venda por eles. Isso pode até ser verdade em alguns casos, mas hoje existem opções seguras, rápidas e eficientes. Os usuários podem, por exemplo, utilizar plataformas online e vários outros meios oferecidos pelas empresas do setor.

AUTOTALK 01 – MOTORES: SUPERALIMENTADOS, TURBO E SUPERCHARGER

O projeto AutoTalk é uma iniciativa da TSO Brasil em parceria com a Douglas Mendonça Conteúdos Digitais, empresa especializada na criação de textos para o setor automotivo. A AutoTalk tem como principal objetivo, levar conteúdo técnico diferenciado e entretenimento para todos aqueles que apreciam carros, seu funcionamento e tendências futuras. A partir agora, e com a autorização dos responsáveis pela produção deste material, o MinutoMotor tem a honra de publicar os ensinamentos do mestre Douglas Mendonça. Neste primeiro capítulo vamos falar um pouco sobre motores superalimentados. Espero que gostem, comentem e compartilhem!

Os motores naturalmente aspirados precisam do efeito de bombeamento dos pistões para encher os cilindros com o ar ambiente. Claro que esse movimento de subida e descida dos pistões dentro dos cilindros limitam a quantidade de ar aspirado pelo motor, e consequentemente de oxigênio, limitando a quantidade de combustível que podem ser queimada dentro das câmaras de combustão. Com isso, limitam a potência do motor. Quanto mais ar o motor aspira, mais combustível pode ser queimado dentro das câmaras de combustão e, dessa forma, maior a potência e o torque do motor.

Ainda em um motor naturalmente aspirado, pode-se utilizar comando de válvulas que permitam que se entre mais ar nos cilindros, que em contrapartida prejudicam o bom rendimento nas baixas rotações. Não tem muito o que fazer: Se aumentamos os dutos da admissão e abrimos mais as válvulas para o motor respirar melhor, essa solução compromete as baixas rotações e até os bons níveis de consumo. Assim, um motor aspirado equilibrado, deve funcionar bem, nos baixos, médios e altos regimes de rotações. Mas em nenhum deles com perfeição.

Com essa receita simples, a energia cinética e térmica dos gases de escape movem a turbina e essa, ligada através de um mesmo eixo, aciona o compressor, que aspira o ar atmosférico e o comprime na tubulação de admissão do ar de um motor. Simples e eficiente, não consome muita potência do motor, aproveitando a energia que seria perdida dos gases de escape para melhorar o enchimento dos cilindros. Além disso, sua instalação nos modernos e compactos motores é bem simples, ocupando pouco espaço, não alterando muito o layout quando comparado ao dos motores aspirados.

A boa solução mecânica encontrada pela engenharia de colocar mais ar para dentro dos cilindros e, dessa forma, conseguir queimar mais combustível, aumentando a potência e o torque, é a superalimentação (Ou sobrealimentação). Esses recursos são fáceis de serem intuídos: Ao invés dos cilindros encherem-se de ar pelo movimento de bombeamento dos pistões, colocamos uma bomba de ar externa que força a entrada do ar para dentro dos cilindros, independentemente do movimento de bombeamento dos pistões. Essas bombas externas captam o ar atmosférico e o comprime nos dutos de aspiração do motor. É fácil perceber, que com esse recurso, coloca-se muito mais ar forçado para dentro dos cilindros do que se ele aspirasse naturalmente pela pressão atmosférica.

O Turbocompressor
Uma das formas mais conhecidas de superalimentação, ou sobrealimentação, é proporcionada pelo turbocompressor, mais popularmente chamado de turbo. Ao que tudo indica, o turbo deve ser o caminho de superalimentação que a indústria automobilística mundial vai seguir. O motivo principal dessa preferência é a excelente performance dos turbos quando o assunto é a superalimentação de motores. O turbo é uma máquina de ar relativamente simples: Em um único eixo, fica ligado a turbina, acionada pelos gases de escape, e o compressor.

Quanto mais ar, mais oxigênio dentro dos cilindros. Portanto, mais combustível podemos queimar dentro das câmaras de combustão, combinando oxigênio e combustível na proporção correta. Quanto mais combustível queimado, maior a potência e o torque produzidos pelo motor. Perceba que esse recurso tecnológico aumenta sobremaneira a potência e o torque, no mesmo peso e tamanho do motor aspirado. Assim, um motor aspirado de 1 litro (A soma dos 250 cm³ de um motor de quatro cilindros ou 333 cm³ de um motor de três cilindros, totalizando 1000 cm³ ou 1 litro) que produziria de 70 a 80 cv aspirado, superalimentado ele pode ter essa potência máxima variando de 110 a 130 cv.

É fácil intuir que o ar, quando comprimido, aumenta de temperatura. Claro, teremos mais moléculas que compõe o ar atmosférico concentradas em um espaço menor, consequentemente se chocando mais e gerando mais calor. Esse fato não seria benéfico ao aumento de potência, pois ar quente coloca menos oxigênio nas câmaras de combustão. Por isso, os engenheiros solucionaram a questão esfriando o ar comprimido pelo turbo: Antes de ir para os cilindros, o ar passa através de um radiador, conhecido popularmente como intercooler, se expandindo, esfriando e, consequentemente, aumentando sua massa e quantidade de oxigênio antes de entrar nos cilindros. Na prática, isso representa mais oxigênio nas câmaras de combustão e, portanto, mais potência e torque. Outro recurso simples que aumenta o desempenho e reduz o consumo sem grandes complicações. Um simples radiador, ou intercooler, que esfria o ar da admissão.

Na prática, isso significa um aumento de cerca de 60% na potência e torque máximos, um resultado excepcional, que se alia a um bom torque nas baixas rotações e a baixíssimos índices de consumo. Uma prova cabal de que a superalimentação é a solução imediata para o futuro dos motores: Potência, torque, bom desempenho e baixo consumo. A cara do futuro.

Veja o funcionamento do Turbocompressor


O Supercharger
Uma outra forma de superalimentação é a dos compressores volumétricos, mais popularmente conhecidos como supercharger. O funcionamento deles é bem semelhante ao dos turbos e eles se diferem apenas na forma de acionamento do compressor: Enquanto nos turbos o compressor é acionado pelos gases de escapamento, nos compressores volumétricos, ou supercharger, o compressor de ar é acionado através de correias ou correntes dentadas ligadas diretamente ao virabrequim.

Mas, seu trabalho de captar o ar atmosférico e comprimir para dentro dos dutos de admissão é semelhante ao dos turbos: Eles, através de recursos mecânicos, captam o ar atmosférico e o comprimem para dentro do motor colocando mais ar e, consequentemente, oxigênio para dentro das câmaras de combustão.
Normalmente, devido à complexidade de sua instalação, a adoção do intercooler ou radiador que esfria o ar comprimido pelo compressor, é mais difícil. Mas isso não impede a instalação do intercooler, ou esfriador do ar de admissão, nos motores que utilizam supercharger ao invés do turbo em sua superalimentação.

A vantagem do supercharger sobre o turbo está no significativo ganho de torque nos baixíssimos regimes de rotações. Por estar diretamente ligado ao virabrequim, o supercharger já inicia a compressão de ar para dentro dos cilindros logo que o regime de rotações começa a aumentar. Esse fato favorece as arrancadas e as saídas em ladeiras, pois permite o aumento do torque logo na saída ou nas retomadas de velocidades.

Em contrapartida, ao contrário do turbo, o supercharger cobra um preço para funcionar: Rouba potência do motor diretamente do virabrequim. Dessa forma, podemos dizer que, no regime de potência máxima, o compressor pode chegar a ficar com cerca de 10% do total produzido, diferentemente do turbo que oferecerá apenas uma ligeira contrapressão no sistema de escapamento quando o motor é exigido no seu máximo.

Por suas características de melhorar o torque nas baixas rotações, o supercharger já foi utilizado em motores pela Ford aqui no Brasil, pela Audi e pela Mercedes na Europa e por algumas montadoras em modelos Norte-Americanos. Agora, não tenham dúvidas, a superalimentação de motores é o futuro para unidades motrizes compactas, eficientes, com ótimos resultados de torque e potência e com bons rendimentos térmicos, o que resulta em baixo consumo de combustível e emissões de poluentes. São só vantagens e, sem dúvidas, é um tremendo avanço tecnológico para motores do presente e futuro. Para quem não sabe, os motores de Fórmula 1 atuais são pequenos e compactos 1.6 Turbo que, juntamente com os motores elétricos, dão aos carros da F1 o melhor desempenho dos carros de corrida atuais.

DOUGLAS MENDONÇA -Jornalista na área automobilística há 45 anos, trabalhou na revista Quatro Rodas por 10 anos e na Revista Motor Show por 24 anos, de onde foi diretor de redação de 2007 até 2016. Formado em comunicação na Faculdade Cásper Líbero, estudou três anos de engenharia mecânica na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e no Instituto de Engenharia Paulista (IEP). Como piloto, venceu a Mil Milhas Brasileiras em 1983 e os Mil Quilômetros de Brasília em 2004, além de ter participado em competições de várias categorias do automobilismo brasileiro. Tem 64 anos, é casado e tem três filhos homens, de 17, 28 e 31 anos.

TSO E CACÁ CLAUSET – A TSO Brasil nasceu da experiência de seu idealizador Cacá Clauset em eventos automobilísticos. Antes do surgimento da empresa, em 2003, Cacá trabalhou por dez anos em publicações especializadas da área, como as revistas Carro e Quatro Rodas, sempre como repórter e editor de testes, além de ter somado vasta experiência internacional através da participação, entre outros eventos, de duas edições do Rali Paris-Dakar, quando ainda realizado na África. A partir desse currículo, que inclui participação em programas de TV e desenvolvimento de cursos de pilotagem, Cacá percebeu que poderia com vantagem organizar e operar eventos de test-drive para as fábricas de automóvel instaladas no Brasil, oferecendo para isso equipes mais bem treinadas, familiarizadas com o assunto e com foco na criatividade.

KWID OUTSIDER: O SUV COMPACTO DA RENAULT ESTÁ MAIS DESCOLADO

KWID OUTSIDER: O SUV COMPACTO DA RENAULT ESTÁ MAIS DESCOLADO

A Renault lança o Kwid Outsider, a versão mais descolada e aventureira de seu compacto SUV. O veículo apresenta novidades em design e conectividade. A versão traz de série a nova central multimídia de 7 polegadas (Media Evolution), única do segmento com tecnologia Android Auto e Apple Carplay, que permite usar Spotify, Waze, Google Maps (Android Auto) e reproduzir áudios de Whatsapp na tela touchscreen capacitiva. O Kwid Outsider também recebeu skis frontal e traseiro, barras de teto, proteção lateral, moldura do farol de neblina e calotas na cor preta. Já o interior do veículo apresenta novo revestimento dos bancos com detalhes alaranjados nas portas, volante e câmbio. O Kwid Outsider chega ao mercado brasileiro por R$ 43.990.

Linha Kwid
Com a chegada da versão Outsider, a linha Kwid agora apresenta quatro versões de acabamento: Life, Zen, Intense e Outsider, nas opções de cores Orange Ocre, Branco Marfim, Vermelho Fogo, Branco Neige, Prata Étoile e Preto Nacré. Confira abaixo as os principais itens de série de todas as versões da linha Kwid.

Versão Outsider – R$ 43.990
Barras de teto, skis frontal e traseiro, moldura do farol de neblina, proteção lateral, retrovisores elétricos, calotas na cor preta, detalhes em laranja no volante, câmbio, portas e bancos. Media Evolution com Android Auto, Apple Carplay e câmera de ré, abertura elétrica do porta-malas, rodas Flexwheel e chave dobrável.

Versão Intense – R$ 41.890
Retrovisores elétricos, faróis de neblina cromados, Media Evolution com Android Auto, Apple Carplay e câmera de ré, abertura elétrica do porta-malas, rodas Flexwheel e chave dobrável. Além de diferentes detalhes de acabamento externo e interno.

Versão Zen – R$ 38.790
Direção elétrica, ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos, rádio com Bluetooth e entradas USB e AUX.

Versão Life – R$ 33.290
Principais itens de série: rodas 14”, dois airbags laterais, dois airbags frontais, dois Isofix, predisposição para rádio e indicadores de troca de marcha e de condução.

Os diferenciais do SUV
O Kwid é o único veículo do segmento a trazer de série quatro airbags, sendo dois laterais e dois frontais, em todas as versões. São de série também duas fixações Isofix para cadeirinhas infantis e alertas visual e sonoro, além do pré-tensionador dos cintos de segurança dianteiros.
Com 2.423 mm de entre-eixos, o Kwid garante aos ocupantes um excelente espaço interno. No interior do veículo o ocupante do banco traseiro tem o maior espaço para os joelhos do segmento. O mesmo ocorre com o compartimento de bagagem, que acomoda 290 litros e é o maior da categoria. Com banco rebatível chega até 1.100 litros.

Principais características
O Kwid foi primeiro SUV compacto urbano lançado no Brasil. O veículo se destaca pela maior altura do solo (180 mm) da categoria e os ângulos de entrada (24°) e de saída (40°) dignos do segmento SUV.

A linha Kwid está equipada com o motor 1.0 SCe (Smart Control Efficiency) com três cilindros, 12 válvulas, duplo comando de válvulas (DOHC) e bloco em alumínio. A transmissão é manual de cinco marchas. Abastecido com etanol, rende 70 cv de potência a 5.500 rpm e torque de 9,8 kgfm a 4.250 rpm. Com gasolina, são 66 cv a 5.500 rpm e 9,4 kgfm a 4.250 rpm.

Veículo mais econômico do segmento no uso misto, segundo a Renault, o Kwid Outsider faz 14,1 km/l com gasolina e 9,6 km/l com etanol. Na estrada, 14,4 km/l com gasolina e 10 km/l com etanol. No uso urbano, os números são 13,8 km/l com gasolina e 9,8 km/l com etanol.

LÍDER ENTRE OS SUVs, JEEP RENEGADE REEDITA O PACOTE NIGHT EAGLE

LÍDER ENTRE OS SUVs, JEEP RENEGADE REEDITA O PACOTE NIGHT EAGLE

A Jeep retomou o pacote Night Eagle para o Renegade Sport Flex A/T. A versão mais recheada de equipamentos conta agora central multimídia Uconnect de 7” polegadas (tela igual à do Compass Sport) – compatível com Android Auto e Apple CarPlay -, ar-condicionado dual zone e sensores traseiros de estacionamento. O preço sugerido do Renegade Night Eagle é de R$ 92.020 (R$ 85.990 da versão Sport automática básica, mais R$ 4.500 do kit e a adição de mais R$ 1.530 pela pintura metálica: Cinza Antique, Prata Billet e Preto Carbon. )

Na parte visual, o utilitário esportivo adotou pintura preta nas rodas de liga leve aro 17” (de acabamento brilhante), teto, laterais acima das portas e logotipos. Por dentro, o tema “all-black” continua dando o tom em todas as molduras (aros do volante multifuncional, saídas de ar, alto-falantes e base da alavanca de câmbio).

Segundo dados da Fenabrave, entre janeiro a abril já foram
emplacamentos exatas 21.383 unidades do líder Renegade, 3.499 a mais do que o segundo colocado, o Jeep Compass (campeão de vendas em 2017 e 2018). Os dois somados representam 24% do segmento, praticamente um quarto do total de vendas da categoria.

TESTE: NOVO PEUGEOT 2008, UM SUV MUITO ALÉM DA MULTIDÃO

Até o início da década passada, nos engarrafamentos das grandes cidades brasileiras, ficava evidente o domínio dos hatches compactos no mercado local. Já no trânsito cada vez pior dos dias atuais, chama a atenção a predominância dos utilitários esportivos e dos modelos com apelo aventureiro. Os SUVs e os veículos com adereços “off-road” já são a maioria dos automóveis lançados no Brasil nos últimos tempos e a demanda não para de crescer. Nesse panorama, ninguém quer ficar de fora da briga. Mas o excesso de oferta acaba indo contra a principal razão de compra desse tipo de veículo – que é justamente se diferenciar dos carros “comuns”. Por isso, a Peugeot aposta no estilo para tentar “fazer a diferença” com o novo 2008, que chega agora às concessionárias da marca.

Embora a Peugeot afirme que o design foi desenvolvido exclusivamente para a região pelo Latin America Tech Center do Groupe PSA, na verdade, trata-se de uma remodelação do carro lançado mundialmente em 2013 e no Brasil em abril de 2015. As dimensões permanecem rigorosamente as mesmas – 4,16 metros de comprimento, 1,74 metro de largura, 1,58 metro de altura e 2,54 metros de distância de entre-eixos. As mudanças estão concentradas na dianteira e tornam o novo 2008 muito similar aos SUVs maiores da marca, o 3008 e o 5008. A grade frontal, emoldurada em acabamento em preto e mais verticalizada, traz elementos tridimensionais e ostenta o indefectível emblema do leão. Já o capô está mais horizontalizado, tipicamente SUV. O novo para-choque frontal aumentou o ângulo de ataque do carro, que agora é de 23 graus. Os chamados “dentes do leão”, os recortes agudos na parte inferior dos faróis que remetem aos caninos de um felino, continuam lá, como uma assinatura dos utilitários esportivos da marca. Os faróis são afilados, com luzes diurnas em leds e refletores com lentes semielítpicas. Os protetores pretos na parte inferior da carroceria são item de série para todas as versões.

O novo Peugeot 2008 estará disponível em duas configurações de motorização. Por enquanto, só estão nas lojas as versões com o motor 1.6 EC5 VTI, de 118 cavalos a 5.750 rpm (com etanol), com 16,1 kgfm de torque a 4.750 giros. No último trimestre do ano, será lançada a versão Griffe 1.6 THP, de 173 cavalos a 6 mil rpm e 24,5 kgfm a 4 mil rpm (com etanol). O motor turbo tem 16 válvulas, com duplo comando de válvulas no cabeçote e injeção direta sequencial. O turbocompressor é do tipo Twin-scroll, com bomba eletrônica de alta pressão. Ambos os motores trabalham com o mesmo câmbio automático EAT6 de 6 velocidades da empresa japonesa Aisin – antes, o motor turbo só era usado com o câmbio manual. Traz quatro modos de condução (drive, eco, sport e sequencial), adaptando o veículo às mais diferentes necessidades do proprietário. Para ter respostas mais esportivas do carro, basta acionar o modo “Sport”. E, para reduzir o consumo de combustível em situações de trânsito intenso, o recomendável é acionar a função “Eco”. A versão Griffe THP conta com o Grip Control, que auxilia o motorista na direção ao otimizar a motricidade em diferentes e acidentados terrenos, como neve, areia ou lama. O Grip Control está disponível com cinco ajustes – padrão, areia, neve, lama ou ESP Off.

O novo SUV da Peugeot está disponível em quatro versões. A mais barata é a Allure, equipada de série com dois airbags laterais, ar-condicionado manual, faróis com guia de luz em leds e DRL, controle elétrico para os retrovisores, vidros elétricos dianteiros e traseiros, limitador e regulador de velocidade, volante com comandos integrados, Peugeot Connect Radio de 7”, Android Auto e Apple CarPlay integrados, rodas de aço 16” com calotas, barras de teto e molduras nas caixas de roda pretas. Custa R$ 69.990. A versão Allure Pack acrescenta faróis de neblina, volante revestido em couro, câmera de ré, alarme perimétrico e rodas de liga-leve 16”. Sai por R$ 79.990. A Griffe AT acrescenta à Allure Pack itens como ar-condicionado digital bizone, roda de liga-leve 16” Áquila Diamantada, teto de vidro panorâmico, sensor de chuva e sensor de luminosidade. Sobe para R$ 89.990. E a “top” Griffe THP, que será lançada no final do ano, além de todos os acessórios da versão Griffe AT, vem equipada com motor turbo THP e Grip Control. O preço salta para R$ 99.990. Embora não seja um carro barato, são valores bastante competitivos em relação à concorrência.

O lançamento do novo 2008 também celebra o momento maior do plano estratégico Virada Brasil. Iniciado pela Peugeot em 2015, promoveu uma modernização dos produtos no país e uma reestruturação do modelo de negócios. A partir desse trabalho, foi lançado o Peugeot Total Care, um programa que prioriza a transparência e a excelência dos serviços ao consumidor. Para a nova etapa, segundo a marca, caso o cliente não fique satisfeito com o serviço feito em seu veículo, ele não paga pelo valor da mão de obra. Com o Renova Peugeot, a marca se compromete, ao final do programa, em pagar no mínimo 85% do preço da tabela FIPE no veículo usado na troca por um zero-quilômetro. “Este é um momento especial para nós. Depois de muito trabalho, chegamos ao ponto de virada que havíamos planejado. O novo Peugeot 2008 chega justamente para coroar esse ciclo”, comemora Ana Theresa Borsari, Country Manager da Peugeot Brasil. A expectativa da marca é que 80% das vendas neste ano venham da linha de SUVs – 3008, 5008 e, agora, o novo 2008.

Posicionamento diferente
O conceito i-Cockpit, implementado já há algum tempo pela Peugeot, tornou-se uma das identidades mais marcantes dos modelos da marca. O volante de multifunções com dimensões reduzidas no estilo SportDrive tem assistência progressiva elétrica e proporciona um posto de direção realmente diferenciado. O motorista se sente integrado ao veículo e com acessos simples a todas as funcionalidades presentes no painel ou no volante. O painel de instrumentos está posicionado acima do volante, dentro do campo de visão do motorista, o que permite uma completa visualização de toda a condição do veículo sem precisar tirar os olhos da estrada. Os bancos contam com regulagem de altura, profundidade e inclinação, o que ajuda a achar a posição ideal.
A boa distância de entre-eixos, 2,54 metros, proporciona aos passageiros do banco traseiro um espaço confortável para as pernas e cabeças. O porta-malas tem capacidade para 402 litros. Com o rebatimento dos bancos traseiros, o volume sobe para 1.172 litros. O acabamento, embora adote plásticos rígidos, aparenta qualidade. Detalhes cromados emolduram as saídas de ar condicionado, a central multimídia e as portas, em contraste com o acabamento em black piano. Há um bom número de porta-objetos, todos bem funcionais. O porta-luvas é refrigerado. A central multimídia com tela de 7 polegadas é compatível com Google Android Auto e Apple CarPlay e possibilita o espelhamento do celular.

Primeiras impressões
O teste de apresentação do novo 2008, em uma versão Allure Pack, foi realizado em um trajeto de cerca de 150 quilômetros, do bairro do Butantã, na Zona Oeste paulistana, e o Haras Tuiuti, na cidadezinha paulista de mesmo nome, parte em asfalto e um pequeno trecho de estrada de terra. O 2008 Allure Pack se sai bem, tanto no asfalto quanto na terra. Tem boa dirigibilidade e entrega um rodar suave, com um conjunto suspensivo bem equilibrado, que aderna pouco nas curvas, embora o ESP tenha sido reservado para a versão “top” Griffe. O volante de diâmetro menor proporciona um acesso visual ideal ao quadro de instrumentos, posicionado acima dele. A tela do multimídia tem posicionamento e angulação exemplares. As informações estão onde deveriam estar, o que torna a experiência de dirigir mais agradável e relaxante. Para o exterior, a visibilidade é boa e os retrovisores generosos colaboram bastante.
O motor 1.6 aspirado dá conta do recado, sem entregar maiores emoções. Embora as trocas do câmbio automático de 6 velocidades sejam rápidas e eficientes, as retomadas não são tão vigorosas – a esportividade do modelo certamente será melhor representada pelo motor turbinado THP da versão Griffe. Para obter acelerações mais resolutas, é necessário acionar sem piedade o pedal do acelerador, o que aumenta o nível de ruído a bordo. A utilização do modo manual do câmbio é uma alternativa para tornar o comportamento dinâmico mais instigante. Os freios são eficientes, sem desvios de trajetória. A suspensão elevada, com vinte centímetros de vão livre e o ângulo de entrada de 23 graus ajudam a passar por lombadas e até por trilhas leves. A ausência de tração 4×4 não recomenda maiores radicalidades no “off-road”.

Texto e Fotos Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix

Ficha Técnica
Peugeot 2008 Allure Pack

Motor: flex, dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, 1.587 cm³, 16V, 118 cavalos/115 cavalos a 5.750 rpm, 16,1/16,1 kgfm a 4.750/4.000 rpm.
Câmbio: automático, 6 marchas. Tração dianteira.
Direção: elétrica.
Suspensão: dianteira com conjunto tipo Pseudo McPherson, independente, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos pressurizados a gás e barra estabilizadora. Traseira com travessa deformável, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos pressurizados a gás e barra estabilizadora.
Freios: disco ventilado na dianteira e disco sólido na traseira.
Pneus: 205/60 R16.
Dimensões: comprimento de 4,16 metros, largura de 1, 74 metro; altura de 1,58 metro e entre-eixos de 2,54 metros.
Peso: 1.248 kg.
Porta-malas: 402 litros.
Tanque de combustível: 55 litros.
Preço da versão Allure Pack: R$ 79.990.

DIA DO AUTOMÓVEL: 100 MILHÕES CIRCULANDO E MUITAS OPORTUNIDADES

13 de maio, Dia do Automóvel. A frota atual, segundo dados do Denatran, beira 102 milhões de veículos emplacados no País. Atualmente, o Brasil é o oitavo maior mercado consumidor de automóveis do mundo. Perde para as superpotências China, Estados Unidos, Japão, Índia, Grã-Bretanha e França. Só no ano passado foram licenciados exatos 2.473.173 unidades entre automóveis e comerciais leves. Porém, no ranking de crescimento no período de 2017 e 2018, o Brasil apresentou um aumento de 13,85% e se posicionou na segunda colocação.

E cenário, com números superlativos, merece bastante atenção já que a atual frota de veículos em circulação tem idade média de 9,7 anos, o maior índice dos últimos 18 anos, com tendência de aumento desse índice para os próximos anos, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Segundo o relatório da CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização), cerca de 70% dos carros registrados no Brasil não possuem qualquer tipo de seguro ou cobertura para proteção do bem e terceiros. Essas lacunas podem ser vistas como uma oportunidade para o mercado de seguros oferecer soluções a todos os tipos de veículos, independentemente da idade e condição do veículo.

De acordo com o Automóvel Clube do Brasil, há cerca de 70 mil veículos rodando com placa preta no país. Para obter a identificação visual, os modelos de coleção com mais de 30 anos devem seguir uma série de regras que atestem a originalidade acima de 70%. Outro número que mostra a forte presença dos antigos no Brasil está nos dados divulgados no ano passado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes (Sincopeças), onde 30% dos veículos tinham até 5 anos de idade; outros 35%, entre 6 e 10 anos; 17%, entre 11 e 15 anos; 12%, de 16 a 20 anos; e 6%, mais de 20 anos.

De olho nos ‘velhinhos’
Ou seja, há muitas oportunidades de negócios neste campo. Por isso as seguradoras despertaram e também querem oferecer coberturas para os “velhinhos”! Caso da Azul Seguros. Visando atender a demanda de veículos zero km até os que já tem 25 anos, o Azul Auto Leve oferece um produto focado em custo-benefício. O “Azul Auto Leve” tem o objetivo de estimular a inclusão securitária ao oferecer soluções simplificadas, sem pesar no orçamento dos clientes. “Dessa forma, desejamos levar aos nossos consumidores um produto com um ótimo custo-benefício. O produto é comercializado em todas as regiões do país e é voltado para veículos com importância segurada de até R$ 80 mil e conta com a facilidade no pagamento em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito Porto Seguro ou débito em conta”, ressalta o diretor da Azul Seguros, Gilmar Pires.

O Azul Auto Leve oferece cobertura básica para colisão, incêndio, roubo e furto. O seguro disponibiliza, também, assistência 24 horas ao veículo com guincho até 200 km e indenização que varia entre 80% a 100% da tabela FIPE, de acordo com a apólice contratada.

Cobertura de Furto e Roubo
Já a Suhai Seguradora optou em oferecer a este nicho de mercado um seguro exclusivo de Furto e Roubo com Assistência 24h que pode ser, em média, 80% mais barato do que as coberturas tradicionais. O seguro da Suhai também não tem franquia, e sua contratação é rápida e desburocratizada.

“A Suhai é uma seguradora focada em roubo e furto de automóveis. E como uma empresa nichada, valorizamos muito os veículos antigos, que é um segmento extremamente relevante para esse mercado e é totalmente alinhado com nosso modelo de atuação”, explica Robson Tricarico, diretor comercial da Suhai Seguradora, explicando que as principais razões para as seguradoras mais tradicionais negarem o seguro de um automóvel antigo, com mais de 20 ou 30 anos, estão no fato de os antigos serem mais visados e por eles servirem de base para abastecer, infelizmente, o mercado informal de peças.

NOVAS LÂMPADAS OSRAM: TECNOLOGIA EM PROL DA SEGURANÇA AUTOMOTIVA

Veja e seja visto! Seguindo esta filosofia, a Osram – multinacional com mais de 110 anos de tradição – apresentou uma série de lançamentos que podem equipar vários tipos de veículos no Brasil. Destaques para a lâmpada de farol LED Cool Blue Intense, além de novos acessórios, faróis auxiliares e faróis principais de LED. A lâmpada de farol LED Cool Blue Intense, por exemplo, conta com 6000K de temperatura de cor e 12V. É a solução mais conveniente para atualizar os faróis, proporcionando um visual elegante e moderno, bem como uma visibilidade aprimorada. Os benefícios ficam por conta do design compacto para maior compatibilidade de veículos. O conjunto não ofusca e proporciona excelente projeção, devido a uma distribuição de luz otimizada, refrigeração ativa de alto desempenho e garantia de dois anos. É a solução ideal para combinar a cor dos faróis de neblina e farol principal (luz baixa e alta) com o DRL (farol diurno) LED original de fábrica (6000K). Confira outras novidades da marca:

LED Driving Premium – lâmpada LED para faróis bivolt (12V e 24V). Compatível com carros, ônibus e caminhões, tem 6000k de temperatura de cor. Produto italiano e garantia de cinco anos. Produto de alto desempenho, o LED Driving Premium oferece maior durabilidade e projeção de luz perfeita, evitando assim o ofuscamento dos demais motoristas.

Working Ligts (barras auxiliares em LED) – Farol auxiliar LED ideal para caminhonetes, jipes e caminhões. Conta com a mais sofisticada tecnologia LED e o design mais moderno do mercado. A linha de faróis auxiliares e barras auxiliares de LED Osram oferecem uma grande variedade de opções, formatos e padrões de projeção de luz. É bivolt e está disponível em três categorias: funcionais, multifuncionais e slim. A função DRL (farol diruno) também está disponível em algumas versões.

Headlights – Farol de LED completo para modernizar os modelos de automóveis: Golf, Amarok e Focus. Solução completa plug and play (ligar e usar) com tecnologia LED na função DRL com 6000k de temperatura de cor, luz direcional em LED na cor âmbar, e luz baixa e alta com tecnologia Xenon de 25W (D8S), que garante até 200% mais luz do que o farol original de fábrica. Com este lançamento, a Osram oferece um upgrade de tecnologia e design para Ford Focus III, VW Golf GVII e Amarok não equipados com faróis de xênon.

De acordo com Ricardo Leptich, CEO da Osram, existem muitas opções no mercado, porém a nossa empresa investe em tecnologia de ponta e aposta na tradição para desenvolver o melhor produto. “Nossos sistemas de iluminação possuem melhor projeção, maior durabilidade e resistência”, garante Leptich.

COMO DEVO PREPARAR E REVISAR MEU CARRO ANTES DE UMA VIAGEM?

Muitas pessoas estarão viajando de carro nesse fim de ano. Mas, antes de pegar a estrada certifique-se de que está tudo em ordem. Confira alguns itens para que seu tão sonhado passeio não se transforme em dor de cabeça:

Bateria

Verifique a condição da bateria. Se você vir vazamentos de ácido, rachaduras ou outros danos, não importa se ele for um carro seminovo ou zero quilômetro, a bateria deve ser substituída.

Os terminais da bateria devem estar sempre apertados e não corroídos. Terminais desgastados ou soltos causam problemas de partida, de direção elétrica, entre outros.

Uma bateria de carro dura, em média, entre 5 e 7 anos. Algumas baterias podem ter vida mais longa: 10 anos. Já outras precisam ser substituídas após 3 anos de uso. Se a bateria de seu carro for antiga, teste-a ou substitua-a se não quiser arriscar em uma longa viagem. Muitas oficinas oferecem um teste de bateria complementar.

Pneus

A profundidade mínima dos sulcos dos pneus é um fator muito importante na questão de segurança. Os sulcos dos pneus, que são pequenos canais esculpidos na banda de rodagem. No seu carro seminovo o sulco deve ter 3 milímetros (verifique o TWI, indicador de nível de desgaste). Menos que isso pode causar um acidente e até te colocar na cadeia antes de prestar depoimento no tribunal.

Estepe

Já pensou ter que trocar um pneu furado do seu carro usado no meio da estrada e descobrir que o estepe está faltando ou está danificado? Além do pneu reserva verifique também se o macaco, a alça e o suporte da roda estão no seu automóvel.

Óleo do motor

Sem óleo, o motor vai superaquecer e, em condições extremas, se autodestruir. Com o motor do seu usado frio, verifique a vareta do nível do óleo. Complete se necessário, por meio da tampa na parte superior do motor, e dê ao óleo tempo para descer até o reservatório antes de verificar novamente o nível. Não deixe transbordar.

Vazamentos

Estacione seu carro em uma pista limpa e plana. Em seguida verifique se há vazamentos de óleo ou de água após algum tempo. Mesmo um pequeno vazamento – fissura na mangueira – pode levar a níveis de fluido perigosamente baixos em uma longa jornada.

Luzes

Verifique todas as suas luzes de seu carro, incluindo as de pisca-alerta e as de freio. Ou peça a um amigo para verificar se há lâmpadas queimadas, ou estacione perto de uma parede branca ou em uma vitrine uma noite para vê-las você mesmo.

Equipamentos de emergência

Equipamentos de emergência incluem lanterna, chaves de fenda, alicate e uma chave inglesa. Embora geralmente ausentes, kits médicos e extintor de incêndio podem ser úteis em caso de pane elétrica ou acidente. Não esqueça do triângulo de aviso refletivo.

Limpadores de para-brisa

Boa visibilidade é vital para uma condução segura. Substitua os limpadores de para-brisa se eles apresentarem desgaste, se não estiverem executando seu trabalho corretamente ou se estiverem deixando marcas no vidro.

Se o seu carro ainda contar com os limpadores originais, você pode substituir apenas as recargas de borracha. Elas custam menos e podem ser facilmente adquiridas em qualquer loja de autopeças.

Ao trocar o limpador coloque uma toalha no para-brisa. Os braços do limpador são acionados por mola e podem bater e rachar o para-brisa quando a lâmina do limpador é removida.

Água do limpador de para-brisa

Às vezes, os jatos d’água usados para limpar o para-brisa precisam ser ajustados. Em muitos carros à venda no mercado, o ângulo de pulverização pode ser modificado. Se as estradas estiverem muito enlameadas, é uma boa ideia manter uma garrafa extra de água no veículo para limpar o para-brisa caso necessário.

Ar-condicionado

Teste o sistema de aquecimento/ar-condicionado de seu automóvel. O climatizador não só resfria o ar dentro do carro, como também elimina a umidade. Se o ar-condicionado não funcionar, o para-brisa vai embaçar por dentro no tempo chuvoso ou frio.

Correia de transmissão

A maioria dos carros à venda no mercado tem um ou dois cintos de acionamento (serpentina). Com o tempo, uma das correias de transmissão pode se desgastar. Se a correia de transmissão quebrar, o carro terá que ser rebocado para a oficina.

Mas antes disso, leve o carro o seu mecânico de confiança. Ele pode verificar o estado das correias durante uma troca de óleo, por exemplo. Se uma correia de transmissão mostrar algum desgaste ou tiver rachaduras, é melhor substituí-la imediatamente. Ninguém quer ficar esperando o guincho no acostamento.

Fluido de arrefecimento

Conduzir o carro com baixo nível do líquido arrefecimento pode causar superaquecimento. Portanto, verifique visualmente o nível do fluido de arrefecimento no reservatório. O nível do líquido deve estar entre as marcas “Baixo” e “Completo”.

Se o nível do fluido estiver baixo, você pode completar usando o tipo de líquido recomendado pelo fabricante. Caso o nível esteja bem abaixo da marca “Baixo”, verifique se há vazamentos no seu sistema de arrefecimento. Cuidado na hora de completar, já que o sistema é pressurizado quando quente.

Filtro de ar

Se o filtro de ar estiver sujo, pode ser uma boa ideia trocá-lo antes da viagem. Um filtro ar em péssimas condições pode até causar perda de ‘fôlego’, de torque, ou seja, falta de força ao encarar subida com carga total, por exemplo.

Fluido de transmissão

Uma longa viagem com carga total, especialmente em uma área montanhosa, coloca muita pressão no sistema de transmissão. Se a troca de fluido da transmissão estiver prestes a vencer faça a troca antes da viagem. Detalhe importante: o nível do fluido só pode ser verificado na concessionária ou em uma oficina de sua confiança.

Manual do proprietário

O manual do proprietário contém muitas informações sobre como rebocar o veículo, até como trocar um pneu furado e onde o macaco está localizado. Se você precisar completar o óleo do motor ou outros fluidos, o manual do proprietário também te dará todas as instruções que você precisa para cada tipo de situação.

Você também pode encontrar informações sobre o que fazer se o motor superaquecer ou como trocar a lâmpada do farol.

Se você não tiver o manual do proprietário, muitos fabricantes de automóveis disponibilizam em seus portais na web uma cópia eletrônica do manual para você baixar, imprimir e consigo.

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Fotos: Peter Fazekas/Pexels e Divulgação