MINUTOMOTO: RESUMO DA SEMANA – PRODUÇÃO, TRIUMPH, ROYAL E BMW

PRODUÇÃO E VENDAS CRESCEM EM MAIO
A indústria de duas rodas manteve sua curva de expansão em maio. Nesse mês, as fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus (AM) produziram 100.997 unidades, volume 3,9% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado (97.203) e 10,7% maior na comparação com abril deste ano (91.220). Os números são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo. Segundo levantamento do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), em maio foram emplacadas 97.989 motocicletas, correspondendo a um crescimento de 20,6% ante o mesmo mês de 2018 (81.238 unidades) e de 4,9% na comparação com abril do presente ano (93.370 unidades). No acumulado de janeiro a maio o total de motocicletas emplacadas foi de 450.011 unidades, volume 17,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (382.660 unidades).

TRIUMPH E ROYAL ENFIELD INAUGURAM NOVAS CONCESSIONÁRIAS
Royal Enfield e Triumph estão investindo na ampliação de sua rede de concessionárias. No caso da Triumph, a inauguração aconteceu no dia 1º de junho, com a abertura da Triumph Fortaleza, na capital cearense, a 17ª loja da marca inglesa em terras brasileiras. A linha completa da Triumph está a venda, incluindo toda a gama de variação da família Bonneville e as bigtrail da família Tiger. A nova concessionária faz parte de um grupo empresarial que já atua no segmento de distribuição de veículos com lojas de várias outras marcas, inclusive da Yamaha. O objetivo da nova loja é vender 100 motos até dezembro deste ano e fica na Avenida Domingos Olímpio, 32, no bairro de José Bonifácio. Além da ampliação de rede, a marca prepara dois lançamentos: as clássicas Street Twin e a Scrambler 1200.
Já a Royal Enfield segue o plano de expansão anunciado no final de 2018 e inaugurou em em 8 de junho, em Curitiba (PR), a terceira loja da marca no Brasil, após São Paulo e Brasília. A marca de origem inglesa e fabricação indiana atua por aqui desde 2017 e tem planos de chegar a 10 lojas por aqui até o final deste ano. A revenda fica na Rua General Mario Tourinho, 710, no bairro Seminário. A abertura de novos pontos de venda da Royal Enfield é estimulado pela chegada no final de 2018 da trail Himalayan, que alcança níveis de aceitação bem maiores que as motos clássicas da marca. A Royal Enfield vende por aqui três modelos: Bullet 500, Classic 500 e Himalayan 410. A marca de motocicletas mais antiga do mundo em produção contínua deve trazer sua linha de 650cc para o Salão Duas Rodas.

MOTOSTORY EXPÕE NA UNIBES
Se você é apaixonado pelo ‘motociclismo raiz’ não deixe de visitar na Unibes Cultural e ver a exposição da Motostory, que mostra parte da história da motocicleta no Brasil. A exposição acontece até o dia 24 de junho e é parte do Mobile Photo Festival 2019, que oferece a Exposição São Paulo em Movimento, promovida pela produtora MObgraphia.
Idealizado por Carlãozinho Coachman, o Motostory tem o objetivo de contar a história da motocicleta no Brasil e nesta exposição exibe fotografias, reportagens de jornais e revistas antigos e outros registros, como correspondências, anúncios e relações de inscritos de importantes eventos. No espaço há também obras dos fotógrafos Miguel Costa Junior e de Mário Bock, dois fotógrafos especializados em automobilismo e motociclismo respectivamente, que aceitaram o desafio de realizar um ensaio inédito com o celular. “Tentamos mostrar o contraste de dois mundos, da foto moderna do mobile através do olhar clínico de grandes fotógrafos, e uma pequena mostra do acervo histórico do Motostory, que retrata quase um século do motociclismo brasileiro”, explica Coachman.

Exposição Motostory – São Paulo em Movimento
Local: Unibes Cultural
Endereço: Rua Oscar Freire, 2500 – Sumaré, São Paulo
Data: de 05 a 24 de junho.
Horário: das 10:00 às 19:00
Entrada gratuita

BMW INVESTE MAIS R$9 MILHÕES EM MANAUS (AM)
Inaugurada no final de 2016, a única fábrica de motos da BMW fora da Alemanha fica em Manaus (AM). Todas as outras operações da marca para motocicletas fora da Alemanha (China, Tailândia e Índia) são parcerias com outras marcas. E agora, antes de completar 3 anos de atividade, esta unidade recebe novo investimento, desta vez de R$9 milhões, cerca de 24% do investimento inicial, que foi de R$40 milhões (10 milhões de Euros) na época. Como se nota, trata-se de um aporte importante nesta unidade, onde são montadas 10 das 12 motos BMW vendidas no Brasil. As únicas exceções são as touring K 1600 GTL e K 1600 B. O comunicado da empresa informa que esta quantia é destinada a implantação de novas tecnologias na infraestrutura da fábrica, à manutenção de maquinário e também para a adaptação da linha de montagem para receber novos modelos de motocicletas que serão produzidos no local. No entanto, a BMW não informa quais serão estes novos modelos, nem quando eles chegarão. As únicas novas motos que estão confirmadas são a R 1250 GS e a R 1250 GS Adventure, que substituirão as R 1200 GS e R 1200 GS Adventure e entrarão em produção no último trimestre deste ano. Hoje a fábrica produz dez modelos: G 310 R, G 310 GS, F 750 GS, F 850 GS, F 850 GS Adventure, R 1200 GS, R 1200 GS Adventure, S 1000 R, S 1000 RR e S 1000 XR, responsáveis por 99% das vendas da marca no Brasil. Com este novo valor, a fábrica da BMW em Manaus consumiu R$70 milhões em investimentos desde a fundação. A capacidade de produção permanece a mesma – 10 mil motocicletas por ano em um turno de trabalho – com 175 funcionários.

Textos Sidney Levy / Motonline – Edição Aldo Tizzani / MinutoMotor

FAZER 250 ABS 2020 É UMA BOA OPÇÃO DE COMPRA. SAIBA POR QUE!

FAZER 250 ABS 2020 É UMA BOA OPÇÃO DE COMPRA. SAIBA POR QUE!

Uma das motos mais bonitas e eficientes de sua categoria, a Yamaha Fazer 250 ABS ganhou uma nova opção de cor em sua versão 2020: vermelho metálico e custa R$ 15.790 (+ frete). Terceiro modelo mais vendido da categoria City, segundo dados de emplacamentos da Fenabrave, com 9.845 unidades entre janeiro e maio, a representante da Yamaha só perde para as Honda CG 160 (127.972) e para a CB 250F Twister (14.678), sua principal concorrente e que tem preço sugerido a partir de R$ 15.140. Mas será que o modelo é uma boa opção de compra?

Em 12 anos de mercado foram fabricadas mais de 300 mil unidades, por isso a Fazer 250 ABS 2020 pode ser um upgrade natural para que tem uma moto 125, 150 ou 160cc. Outros diferenciais: modelo tem garantia de 4 anos e plano de manutenção com preço fixo. Confira abaixo as principais características da Fazer 250 ABS:

Design
A escolha de sua próxima moto passa, certamente, pelo visual. A Fazer 250 2020 conta com um desenho bastante atual, diria até radical pelas linhas adotadas no tanque de combustível, entradas de ar e rabeta. 100% digital, o painel da Fazer 250 ABS é um dos mais completo de sua categoria. Destaque para os indicadores de consumo médio e instantâneo. O modelo usa ainda farol e lanterna traseira em LED.

Agilidade
Por ser ágil e muito prática, a Fazer é uma moto perfeita para dupla jornada, ou seja, rodar trechos urbanos no dia a dia e em viagens curtas nos finais de semana. O modelo se destaca pela ergonomia, conforto e facilidade na pilotagem. Isso se dá graças à redução do peso em 4 kg em relação à geração anterior, a centralização de massa, a geometria bem acertada e ciclística eficiente.

Freios ABS e disco em ambas as rodas
O sistema de freios é composto por disco simples de 282mm e uma pinça de duplo pistão na frente, e disco de 220mm e pinça dupla na traseira. Destaque para o sistema ABS como item de série. Ele impede o travamento das rodas em condições de baixa aderência (asfalto molhado ou sujo), e até mesmo em frenagens de emergência.

Motor e Economia
O monocilíndrico, de arrefecimento misto – uma vez que conta com o auxílio de um radiador de óleo – tem a capacidade de 249,5 cm³ e utiliza duas válvulas acionadas por comando simples no cabeçote. Com gasolina, a potência máxima da Fazer é de 21,3 cv e de 21,5 cv com etanol, ambos a 8.000 rpm. O torque é de 2,1 kgf.m, alcançado a 6.500 giros. O consumo é de mais de 30 km/l.

Garantia
Outra vantagem oferecida na compra de uma Fazer 250 ABS 0 km é a sua garantia de fábrica de 4 anos, a maior do mercado de duas rodas no Brasil. Só para comparar, a Honda dá para a 250 Twister 3 anos de garantia sem limite de quilometragem, mais óleo grátis em 7 revisões. A moto da Yamaha contará ainda com a Revisão Preço Fixo Yamaha. A primeira revisão acontece aos 1.000 Km, a segunda aos 5.000 Km e as demais a cada 5.000 km. Os preços do plano de manutenção variam entre R$ 104 a R$ 474, que pode ser pago em até seis vezes.

Cores e Preço
O modelo 2020 da Yamaha Fazer 250 ABS três opções de cores: azul metálico, vermelho metálico e preto sólido (Preto Eclipse). Preço sugerido de R$ 15.790,00 + frete.

A “DAMA DE PRATA” DO MOTOCICLISMO BRASILEIRO

Há 32 anos pilotando motos e 18 participando do Rally dos Sertões – uma das maiores e mais exigentes provas do off-road mundial –, Moara Sacilotti pode receber o título de a “dama de prata” do motociclismo brasileiro. Não por seu sorriso largo, muito menos pelo brilho de seu capacete. A experiente piloto de 39 anos adotou um hobby como profissão. Há alguns anos ela transforma prata e ouro em joias feitas de forma artesanal.

De mãos delicadas, mas ao mesmo tempo firmes e fortes, a piloto de rali muitas vezes usa ferramentas de moto para dar forma às suas obras. “O motociclismo tem poucos recursos. Por isso, quando tenho alguma dificuldade para desenvolver uma nova peça vou na minha caixa de ferramentas e tento adaptá-las para esta produção”, explica Moara, dizendo que não é um ourives experiente, mas sim uma iniciante na profissão, que exige foco, determinação e muita concentração. É como pilotar uma moto”!

Hoje, Moara cria vários tipos de joias, muitas delas com a temática carro/moto, que podem servir de pingente, pulseira ou até chaveiro. Mas ela também fabrica brincos e anéis. “Hoje uso prata 950 pura, com apenas 5% de cobre. Recentemente fiz um chaveiro, que precisava ser mais resistente, rústico, por isso optei por uma liga de prata com 7,5% de cobre (926). No final, a peça ganhou mais rigidez. Mas existe ainda a opção de joias feitas em ouro”, conta a esportista.

Tudo começou em 2006
A paixão pela ourivesaria começou na época da faculdade de fisioterapia. Incentivada por uma amiga – Raquel –, Moara se apaixonou por esta nova oportunidade profissional, que foi adotada de pronto. Depois de formada Moara deixou músculos e tendões de lado para focar em martelo e maçarico para fundir metal.

Fez cursos e, aos poucos, foi se especializando. O mercado perdeu um fisioterapeuta, mas ganhou um ourives que traz em suas peças a paixão por competições a motor. Depois de um intervalo de alguns anos para ajudar o pai na administração da empresa familiar – segurança patrimonial -, Moara retorna ao atelier em 2016 para acelerar, efetivamente, sua nova profissão.

Com apenas 1,60 e 53 quilos, Moara Sacilotti quer ir cada dia mais longe, agora com suas criações inspiradas no universo das competições – Rally Dacar, Rally dos Sertões etc . Ela também desenvolve outras temáticas e peças sob encomenda. Agora a sempre agitada motociclista quer investir seu tempo livre na criação de peças artesanais e exclusivas, mas que tem a consciência que precisa evoluir, como sempre fez em seus treinamentos dentro e fora das competições de moto.

Quem quiser conferir alguns trabalhos da “dama de prata” Moara Sacilotti basta seguir o perfil Moh Joalheria de Autor, no Instagram. As peças custam entre R$ 80 e R$ 200. A variação de preço se dá pelo tamanho, peso, metal e quantidade. A produção de apenas uma peça pode durar entre 8 horas a 3 dias, dependendo do grau de dificuldade e dos detalhes.

CONHEÇA A “SOPA DE LETRINHAS” QUE DENOMINA AS HARLEY

CONHEÇA A “SOPA DE LETRINHAS” QUE DENOMINA AS HARLEY

Certamente muitos apaixonados pelo mundo das duas rodas já se perguntou o que significa aquela “sopa de letrinhas” que identifica os modelos da Harley-Davidson. A maioria deve ter se questionado se isso tudo faz algum sentido. Bom, a resposta é sim! Todas aquelas letras que designam um modelo H-D seguem uma linha coerente linha de raciocínio e, hoje, é dia de decifrá-las. Usarei como exemplo dois modelos com longas designações: Ultra Classic Electra Glide, que é denominada FLHTCU; e a Bad Boy (Softail produzida entre 1995 e 1997), também conhecida como FXSTSB. Vale ressaltar que a explicação abaixo vale apenas para os motores “Big Twin”.

1ª Letra: Significa a série do motor

G = Servicar três rodas, produzido de 1932 a 1973
E = Válvulas Overhead de 61 polegadas cúbicas (1000 cc) “Big Twin” (Motor / transmissão separados)
F = Válvulas Overhead de 74 (1200 cc) ou 80 (1340 cc) polegadas cúbicas “Big Twin”
K = Válvula lateral 45 (750 cc) e 55 (900 cc) polegadas cúbicas que substituiu o WL em 1953 e foi substituído pelo Sportster em 1957. O modelo tinha muitos recursos de design que foram transportados para o Sportster.
U = Válvula lateral de 74 (1200cc) ou 80 (1340 cc) polegadas cúbicas “Big Twin”
V = Válvula lateral de 74 (1200cc) polegadas cúbicas feitas antes de 1936
W = Válvula lateral de 45 (750 cc) polegadas cúbicas feitas de 1934 a 1952
X = Esportiva e construção especial. Aplicado no período entre 1918 e 1922 para motores Twin opostos Sport. Em 1944 para motores militares opostos Twin e em 1957 para apresentar a linha Sportster.

2ª Letra: Identifica o tamanho da frente (garfo dianteiro)
*Exclui as Sportster e V-Rod

L = Pneu dianteiro largo e garfo dianteiro Hydra-Glide
X = Pneu dianteiro fino e garfos dianteiros esportivo (fino)

3ª Letra: Designa o chassi ou características da moto

H/T = Highway/Touring
ST = Softail
D = Dyna
R = Rubber-Mount ou Racing (dependendo do modelo)
B = Belt-Drive, partida a bateria (modelos iniciais)

4ª e demais letras: Características dos modelos

A = Versão Militar para exército
B = Acabamento preto,
C = Classic, Competition, Custom
D = Deuce
DG = Disc Glide
E = Partida elétrica
F = Partida a Pedal, “Fat”
H = Varia entre alta performance e alta carga. Por exemplo, as primeiras FLH produziam 5 cv de potência a mais do que as FL regulares.
I = Injeção Eletrônica
L = Low
LR = Low Rider
N = Night (como na Nightster ou Iron 883/1200)
P = Versão Policial
R = Road King
S = Versão Esportiva (exemplo: FLHS – Electra Glide Sport) ou Frente Springer
T = Touring
U = Ultra
WG = Wide Glide
X = Special

Vejamos então a tradução dos modelos mencionados acima:

FLHTCU – Ultra Classic Electra Glide
F = Motor Big Twin
L = Frente Larga
HT = Chassi Highway/Touring
C = Classic
U = Ultra

FXSTSB – Bad Boy
F = Motor Big Twin
X = Frente Fina
ST = Chassi Softail
S = Springer
B = Acabamento preto

Antes de passarmos para a explicação das Sportster e dos novos modelos Softail, equipados com o motor Milwaukee-Eight, vamos explicar a V-Rod.
A família esportiva da H-D, a V-Rod sempre foi conhecida pelas letras VRSC que significa:
V = V Twin
R = Racing
S = Street
C = Custom

Os modelos da família V-Rod ao longo do tempo foram identificados com as seguintes letras:
A = Modelo Inicial
B = Acabamento Preto (chassi principalmente – já que originalmente era pintado de cinza)
D = Dark (Night Rod)
F = Fat (Muscle)
R = Racing (Street Rod)
X = Special

As Sportster são denominadas XL (antes eram XLH) e a explicação aqui é que o “X” representa a esportividade e a letra “L” denominava motores de alta compressão. Já a letra “H” foi introduzida em 1958 para denominar uma taxa de compressão ainda maior. E em 1959 surgiu a XLCH (CH de Competition Hot).

Outra denominação que foi comum a Sportster foi a XLCR (CR significando Cafe Racer) produzida de 1977 a 1978, e a XR 1000 (na qual o “R” denominava Racing).

Softails Milwaukee-Eight
Uma mudança de nomenclatura começou a ser colocada em prática em 2008 com o surgimento da Rocker e mantido na Blackline e Slim. A Rocker era denominada FXCW:
F = Big Twin
X = Frente Fina
C = Custom
W = Wide (pneu de 240 mm).

Já a Blackline era FXS e a Slim FLS, tentando simplificar a nomenclatura. O mesmo padrão foi seguido com a introdução do motor Milwaukee-Eight nos modelos Softail onde:
FX = Big Twin de frente fina
FL = Big Twin de Frente Larga

Restante das letras denomina o modelo:

BB = Street Bob
LR = Low Rider
SL = Slim
FB = Fat Boy / Fat Bob
DE = Deluxe
HC = Heritage Classic
BR = Breakout
DR = Drag Racing

Quando a última letra for acrescida do “S”, significa Sport e se refere ao motor de 114 polegadas cúbicas.

Texto Dan Morel, do Blog Doctor Dan, especial para MinutoMotor / Fotos Divulgação

FUSCAS E CARROS DE CORRIDA NO CONJUNTO NACIONAL

FUSCAS E CARROS DE CORRIDA NO CONJUNTO NACIONAL

Vai até 6 de abril, no espaço Cultural do Conjunto Nacional, a Semana Cultural da Velocidade (Velocult), que comemora os 60 anos da chegada ao Brasil de um dos carros mais simpáticos e icônicos da indústria nacional: o VW Sedan, ou simplesmente “Fusca”. A mostra, que completa 10 anos, é idealizada pelo artista plástico Paulo Soláriz.

Há diversos exemplares do “Besouro” decorando o piso térreo do Conjunto Nacional. São modelos de vários anos, cores e configurações de motorização e acabamento. Ou seja, há Fuscas para todos os gostos.

Além dos simpáticos clássicos da marca alemã, existem também quatro bólidos de competição para agradar os loucos por velocidade que se dirigirem à exposição.

Trata-se de dois Chevrolet Opala, configurados para as pistas de corridas. Um da categoria “Old Stock Race” e o outro da “Opala 250”, que fazem a festa dos “Opaleiros” de plantão e demais admiradores de automobilismo de competição, especialmente os mais saudosistas.

E ainda há os outros dois monopostos da F-Inter, bólidos pensados e nascidos para serem rápidos e seguros dentro dos traçados de um circuito. Os MG15 em questão são os de numeral 03 e cor azul, pilotado pelo Edu Bruza e também o de numeral 13 e cor verde, pilotado pelo Marcelo Zebrinha. Esses carros estiveram recentemente competindo no autódromo paulistano de Interlagos.

Exposição Velocult
Até 06 de abril
Entrada franca
Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073 – SP/SP

TRIUMPH COMEMORA 25 MIL MOTOS E TERÁ SEIS LANÇAMENTOS EM 2019

“Hoje é dia de superação. Dia de comemorar um recorde histórico. Produzimos 25 mil motos em Manaus. Somos a subsidiária que mais cresceu no mundo. Para este ano projetamos um crescimento de 10% acompanhando, claro, o reaquecimento do mercado, isso em função do novo cenário econômico e político. Mas também fruto da força de expansão de nossa rede de concessionárias, pós-venda eficiente e no decorrer do ano traremos mais seis modelos ao País”, afirma Waldyr Ferreira, gerente geral da Triumph Brasil, durante solenidade na planta da marca na capital manauara, em 13 de fevereiro. Segundo o executivo, a meta para 2019 é fabricar cinco mil motos e encerrar o ano com 30 mil motos montadas e vendidas aqui. Número ambicioso, mas não impossível de se concretizar!

As novidades que o “big boss” se referiu à ampliação do número de revendas – com destaque para Vitória e Cuiabá e previsão de inauguração para Fortaleza e Salvador –, além do lançamento de vários modelos: Bobber Black, Speed Twin, a Scrambler 1200, nas versões XE e XC; e as atualizações da Street Twin e da Scrambler 900, que começam a desembarcar em nosso mercado a partir de abril. “Hoje, com a linha Tiger, somos líderes na categoria Trail de alta cilindrada. Queremos nos manter nesta posição e, vamos avançar com as clássicas modernas, segmento que temos uma belíssima gama de produtos”, conta Ferreira, dizendo que a moto número 25 mil montada em Manaus só poderia ter sido um Tiger 800 XCa.

Fábrica com alta produtividade

A linha já recebeu, desde sua inauguração, cerca de US$ 13 milhões em investimentos. Com uma estrutura modesta, mas altamente produtiva, a planta conta com 3.000 metros quadrados de área construída. No início desse trabalho a Triumph contava com apenas 19 funcionários. Hoje são 60 colaboradores diretos. A capacidade instalada da “Fábrica 6” é de 7 mil unidades/ano e atualmente monta cerca de 30 unidades/dia. Como a linha é totalmente flexível, os kits que chegam da Inglaterra e, principalmente da Tailândia, e correspondem a 21 modelos (cinco famílias) do line-up.

 

Os kits são recepcionados e as peças são separadas em dois carrinhos, que representam cada um dos lados da moto. Lá são acomodados tanque, painel, comandos e parafusos, muitos parafusos. Para não haver confusão na hora da inserção dos componentes tudo é dividido e identificado em bandejas . Organização do início ao fim do processo. O motor recebe atenção especial, já que é totalmente montado e testado no Brasil. Ao final da linha, todas as motos passam pelo dinamômetro e é feita uma checagem minuciosa na eletrônica e parte elétrica. A parte final do processo, a moto segue para o setor de que prepara a moto para seguir para as concessionárias. Ali, o modelo Triumph voltada para a mesma estrutura que chegou ao País. Tudo embalado, lacrado e com alto nível de sustentabilidade.

Só para se ter uma ideia, em 2012 a subsidiária brasileira havia produzido apenas 228 unidades e hoje há a previsão de montar 5 mil motos. Ou seja, a produção cresceu quase 22 vezes. Além da organização, o baixo turnover – 70% dos colaboradores têm mais de 5 anos de casa –, há um comprometimento de cada um dos funcionários para transformar kits em sonhos sobre duas rodas.

Com o crescimento acima da média do mercado e já pensando na “Indústria 4.0”, a Triumph já está preparada para mudar de endereço e ir para um espaço maior. “Com este novo cenário estamos estudando várias possibilidades. Mudar uma linha de produção requer organização e muito planejamento. A mudança demoraria cerca de três semanas”, afirma Leandro Oliveira, gerente da planta Triumph em Manaus.

No mundo, a marca tem mais de 700 concessionárias e perto de 2.000 funcionários. A produção somada deve ficar pouco abaixo dos 67 mil motos por ano. O faturamento mundial gira em torno de R$ 2,1 bilhões e suas vendas no varejo giram na casa de 64 mil unidades anuais.

COM 58 RARIDADES, MUSEU DA HONDA ABRE SUAS PORTAS

Uma viagem pela história da motocicleta no Brasil. É essa a sensação que os amantes das duas rodas terão ao visitar o “Honda Fan Club”, museu que a marca reabriu suas portas no último dia 5 de janeiro na cidade de Indaiatuba (SP). Totalmente repaginado, o espaço fica no último piso do Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH). O local apresenta uma linha do tempo com máquinas que contam história da evolução do veículos e traz várias curiosidades sobre os modelos Honda, que há mais de 40 anos fazem parte da vida dos brasileiros.

O museu conta com 58 motos, desde a CG 125 1976 – a popular CG ‘bolinha’ –, passando pela CB 400, a primeira grande moto do motociclista brasileiro; até a CBX 750F 1986 (a icônica ‘Sete Galo’). Há ainda outros destaques, como GL 1800 Goldwing Edição 40 anos e CBR 1000RR Fireblade Edição Comemorativa Marc Marquez, atual campeão mundial de Motovelocidade – MotoGP. Há espaço também para exemplares das categorias CUB, trail e street. Além de capacetes, campanhas publicitárias, macacões, fotos e até um poster assinado por c.

“O Honda Fan Club nasceu em 2013, como um museu particular da Honda e vem, ano a ano, agregando novos modelos, por meio dos quais pode-se contar a história das duas rodas no País. A empresa está presente em solo brasileiro há 47 anos e, ao longo deste período, desenvolveu diversos modelos que marcaram época e fizeram parte da vida de milhões de brasileiros. Assim, nada mais justo do que proporcionar a experiência de reviver e conhecer essa história aos motociclistas e admiradores da marca”, comenta Leonardo Almeida, Gerente dos Centros Educacionais de Trânsito Honda.

Leonardo diz que a Honda quer dar oportunidade para que mais pessoas conheçam o nosso museu. “Para o atendimento ao público, preparamos uma estrutura acessível e um ambiente especial alinhado com a história dos modelos em exposição. Ficaremos muito felizes com a visita de todos. Detalhe: as visitas são gratuitas e os visitantes serão atendidos por ordem de chegada. O local conta com acessibilidade. Para isso o prédio ganhou um elevador”.

Localizado nas dependências do CETH, que acabou de completar 20 anos de atividade – confira o vídeo abaixo -, o museu Honda Fan Club recebia visitas esporádicas de alunos dos treinamentos de pilotagem oferecidos pela unidade e convidados em eventos e ações da marca. Agora, os aficionados pela marca irão entrar em um túnel do tempo com boa estrutura e acessibilidade.

Serviço
Museu Honda Fan Club
Data: todos os sábados
Horário: das 09h às 17h
Local: Alameda Comendador Dr. Santoro Mirone, 1460 – Distrito Industrial João Narezzi, Indaiatuba – SP, 13347-300
Informações: (19) 3198-2615

 

20 CURIOSIDADES SOBRE OS 60 ANOS DO VOLKSWAGEN FUSCA

Um dos veículos mais queridos pelos brasileiros comemora 60 anos no país. O lendário VW Fusca começou a ser produzido em São Paulo há seis décadas. Para que o aniversário do sedã não passasse em branco, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) preparou uma lista com 20 curiosidades e informações sobre o carro mais amado do Brasil!

1. A produção brasileira do Fusca começou em 3 de janeiro de 1959.
2. Os primeiros saíram da fábrica Anchieta da montadora Volkswagen.
3. No sistema do Detran.SP, constam atualmente 827.202 unidades registradas.
4. É o modelo mais colecionado no Estado de São Paulo. Do total de veículos registrados, 6.927 têm a cobiçada placa preta, para colecionadores.
5. São Paulo (com 3.856 unidades), Campinas (com 193) e São Bernardo do Campo (com 167) são as cidades com mais Fuscas com placa preta.

6. O primeiro modelo do Fusca foi lançado na Alemanha em 1935. Ele foi chamado de Volkswagen (ou carro do povo).
7. O automóvel foi criado pelo alemão Ferdinand Porsche (sim, o mesmo da marca Porsche).
8. O Fusca também é conhecido como Beetle (ou “besouro”, em inglês).
9. Bug, Käfer, Type 1, Carocha, Coccinelle, Escarabajo, Maggiolino são alguns exemplos de nomes ou apelidos do Fusca em alguns países.
10. No Brasil, ele chegou como Volkswagen Sedan. E sua fabricação por aqui começou em 1959 e foi até 1986.

11. No Rio Grande do Sul ficou conhecido como Fuca; no Paraná, como Fuqui.
12. De seu projeto, surgiram ainda outros sucessos, como a Brasília e a Variant.
13. Em 1993, o Fusca voltou à linha de produção, a pedido do então presidente Itamar Franco. A nova fase durou até 1996.
14. Houve até uma última versão, a Série Ouro, que teve apenas 1.500 unidades.
15. Durante os anos 1970, a produção do “besouro” bateu a marca de 1,5 milhão de veículos fabricados no Brasil. Ao todo, foram fabricados cerca de 3,3 milhões de Fuscas.

16. No mundo todo, a produção foi de mais de 21,5 milhões de unidades.
17. Até hoje, o Fusca está entre os modelos mais fabricados de todos os tempos, seja no Brasil ou no mundo.
18. No dia 22 de junho é comemorado o Dia Mundial do Fusca. No Brasil, existe ainda o Dia Nacional do Fusca, em 20 de janeiro.
19. O Fusca permaneceu na liderança de vendas do mercado automobilístico por 24 anos consecutivos (entre 1959 e 1982).
20. Sua produção mundial foi encerrada em 2003, no México.

CRESCE VENDAS DA HONDA POP 110i NOS GRANDES CENTROS

Conhecida por sua praticidade, fácil pilotagem e preço acessível (R$ 5.598), a Pop 110i é, com certeza, o modelo mais econômico da linha Honda. Pode rodar até 50 km com um litro de gasolina. Ferramenta de mobilidade que garante o ir e vir de pessoas que vivem em pequenas cidades do interior, agora o modelo está ganhando importância também nos grandes centros, segundo a montadora. Muito provavelmente em função da crise e a necessidade de buscar novas oportunidades com agilidade e economia. A pequena motinho foi lançada há 12 anos como Pop 100. Ao longo deste tempo já ultrapassou a marca de 1 milhão de unidades produzidas no Polo Industrial de Manaus (PIM) e apresentou evolução tecnológica.

Há exatos três anos, a nova Pop ganhou sistema de injeção eletrônica e um moderno motor de 110 cm³ de capacidade, além de mudanças no visual. A Pop 110i ficou mais “esperta” em função do ganho de potência (7,9 cv) e torque (0,90 kgf.m). Desde julho de 2015, quando foi lançada, a Pop 110i já atingiu o marco de 312 mil unidades produzidas em Manaus (AM). É o quarto modelo mais vendido do País, só perde para as Honda CG, NXR 160 Bros e Biz.

Com bom custo-benefício e baixo custo de manutenção, o modelo foi criado para ampliar o acesso à mobilidade em todas as regiões do Brasil. O maior mercado deste do modelo é o Nordeste, com 70% das vendas; seguido pela região Norte, com 22,5%. Sudeste, Centro-Oeste e Sul representam 4,3%, 2,6% e 0,5%, respectivamente.

Apesar de a representatividade ser maior no Nordeste, a região Sudeste vem apresentando importantes resultados. A Grande São Paulo, por exemplo, registrou crescimento de 70% nos emplacamentos do modelo no período de janeiro a agosto de 2018 com relação ao mesmo intervalo de tempo em 2017. Outra localidade que vem se destacando é a capital mineira, Belo Horizonte, que registrou 27% de aumento nas vendas no mesmo período. Será que os moradores dos centros urbanos estão vendo na Pop 110 uma opção barata para fugir do transporte público ineficiente, do elevado preço da gasolina e, consequentemente, da crise econômica?

Entre as modalidades de pagamento, o consórcio se destaca, com 61% de participação, seguido pela compra à vista, com 24%. Já o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) fica com 14% das vendas do modelo. Guardando as devidas proporções, a Pop 110i é para o Norte/Nordeste o que a Vespa foi para a Itália e Europa. Ou seja, um veículo que serve para locomoção e geração de pequenos negócios, com muita economia e baixa manutenção.

FOTOS: Renato Teixeira / MinutoMotor

 

VESPA: HISTÓRICA, VERSÁTIL E MODERNA

Fim da Segunda Grande Guerra Mundial. Povo europeu mentalmente abalado, economicamente arruinado e materialmente destruído. Eram necessários meios de transporte financeiramente viáveis e que não consumissem o então caro e raro combustível. Rodas de trem de pouso, motores de popa e de partida de aviões, além de tubulações destinadas a armamentos. Eram os elementos disponíveis! Neste contexto de poucos recursos surgiu a Vespa, um ícone da genialidade em prol da mobilidade. A Itália e, consequentemente, a Europa, precisava rodar. As videiras e as oliveiras tinham que voltar a produzir para gerar receita. Afinal se a gasolina estava escassa, o dinheiro estava muito mais. E a reconstrução do “Velho Continente” gerou a racionalização de recursos, mas não de ideias.

No início da década de 1940, Enrico Piaggio e Corradino D’Ascanio não tinham noção do que estavam criando. Que o reaproveitamento de muitas peças e partes sucateadas resultaria em um dos veículos que mudaria o conceito de ir e vir que nos norteiam até hoje. No início de 1946, um pequeno e extravagante veículo de duas rodas foi apresentado. Prático e econômico, a Vespa foi projetada especialmente para jovens com espírito de liberdade e mulheres, que agora poderiam finalmente pilotar vestindo saia e sem sujar os sapatos.

O veículo foi batizado de Paperino (Pato Donald, em italiano – acima, à esq.), mas Enrico Piaggio, vendo a silueta de sua criação disse: “Parece uma vespa. E a Vespa nasceu com o seguinte slogan: 80 mil liras para um sonho de liberdade a 60 quilômetros por hora”. Tudo começou com o modelo MP5.

The Oscar Goes To

Mas foi o cinema que decretou o sucesso de público e crítica do produto. A Vespa se tornaria em poucos anos o símbolo da Itália Pós-Guerra e se transformaria em cobiçado objeto de cena de muitos filmes e cartões postais da “Vecchia Botta”. Em particular, o filme ‘Roman Holiday’ (A Princesa e o Plebeu), estrelado por Audrey Hepburn e Gregory Peck. O casal cruza a capital Roma em uma Vespa branca. A inesquecível cena produzida em 1953 se transformaria em um verdadeiro spot publicitário para o fabricante.


Depois disso nenhum turista ficou imune à possibilidade de alugar, mesmo que por apenas por algumas horas, o mítico veículo de duas rodas para circular pelas principais cidades italianas como, por exemplo, Milão, Turim, Gênova e Florença, além, é claro, na “Cidade Eterna” de Roma e seus monumentos históricos. Há quem prefira mergulhar – de corpo, alma e de Vespa – na charmosa Costa Amalfitana.

Museo Piaggio

Quer fazer uma viagem no tempo e conhecer melhor a história da Vespa? Então visite o Museo Piaggio di Pontedera, que fica no coração da Toscana, perto de Pisa, ‘piccolo paese’ famoso por sua torre inclinada. Com certeza será uma experiência inesquecível. Completamente renovado este ano, o Museo Piaggio ocupa hoje cinco mil metros quadrados, recebeu mais de 600 mil visitantes e conta com mais de 50 Vespa, sem contabilizar modelos de competição. A coleção traz modelos da década de 1940 até a edição comemorativa 946 Emporio Armani (acima), de 2015. O modelo é uma releitura de grife construído em 1946. Foi criado em homenagem aos 40 anos da Armani e aos 130 anos do Grupo Piaggio. Além do design impactante, a 946 foi concebida com freios ABS.

Em função de sua infraestrutura e quantidade de veículos, o Museu Piaggio di Pontedera é, hoje, o maior e mais completo museu italiano dedicado ao segmento de duas rodas. O acervo recebe exemplares únicos que contam não apenas a história da Vespa, mas também de outras marcas do Grupo Piaggio, entre elas: Aprilia, Gilera e Moto Guzzi. Mais informações, acesse: www.museopiaggio.it

Texto João Tadeu Boccoli, do Pitacos do Vovô, especial para o MinutoMotor