VÍDEO: JEEP RENEGADE EM VERSÃO EXCLUSIVA E LIMITADA ‘WILLYS’

VÍDEO: JEEP RENEGADE EM VERSÃO EXCLUSIVA E LIMITADA ‘WILLYS’

Para comemorar a liderança no segmento de utilitários-esportivos (SUVs) no Brasil, a montadora de origem norte-americana apresentou durante o Jeep Day (4/4) mais duas novas versões de seus SUVs, que, aliás, são os líderes da categoria no País.

O primeiro é a exclusiva edição especial Renegade Willys, cujas 250 unidades, baseadas na versão Trailhawk, homenageiam o Willys MB de 1941, criado para lutar na Segunda Guerra Mundial. Preço: R$ 146.490.

O segundo é o Compass S, série especial baseada na versão Limited Diesel. O modelo traz agora o maior pacote de tecnologia para condução autônoma em um veículo produzido no Brasil. Entre os recursos há controle adaptativo de velocidade (ACC), aviso de colisão frontal com frenagem automática (FCW+) e monitoramento de mudança de faixa com correção ativa (Lane Sense). Preço: R$ 187.990.

Jeep em números
No mês de março, a Jeep obteve no Brasil seu melhor market share no mundo, com 24,9% de participação no mercado de SUVs. Resumindo: de cada quatro utilitários-esportivos emplacados aqui, um ostentava a inconfundível grade dianteira de sete fendas. A fatia da Jeep foi maior que a soma das marcas que ficaram nas segunda e terceira posições, que chegou a 22,5%.

O balanço dos três primeiros meses do ano também é positivo, com a Jeep representando 23,5% do universo de SUVs, enquanto as duas marcas seguintes atingiram, juntas, 23,2%. “É uma enorme satisfação conseguirmos mais esses resultados tão expressivos em relativamente pouco tempo, pois o Polo Automotivo Jeep, que mudou nossa história no país, foi inaugurado há somente quatro anos”, declara Tania Silvestri, diretora da Jeep para América Latina.

VÍDEO: CONHEÇA EM DETALHES O NOVO JEEP WRANGLER RUBICON

VÍDEO: CONHEÇA EM DETALHES O NOVO JEEP WRANGLER RUBICON

A Jeep confirmou no último dia 4 abril, Dia Mundial do Jeep, que irá importar a versão mais “off-road” do trilheiro Wrangler. A chegada do novo modelo está prevista para o segundo semestre, em duas opções: Sahara e Rubicon. Aliás, o nome Rubicon é uma homenagem a uma das trilhas mais famosas e complexas que o SUV enfrenta anualmente em encontros de fãs e jipeiros nos Estados Unidos.

Vale ressaltar que todo Wrangler já nasce com o selo “Trail Rated” que garante seu potencial off-road, ao atender as exigências da Jeep em cinco quesitos: tração, distância do solo, articulação, manobrabilidade e capacidade de submersão.

Equipado com motor 2.0 turbo de impressionantes 272 cavalos e 40,8 kgfm de torque, o Wrangler conta com câmbio automático de oito marchas. A versão Rubicon traz como diferencial suspensão até 5 cm mais alta que a de um Wrangler convencional, diferenciais de bloqueio eletrônico, pneus mais lameiros é maior proteção de carroceria.

Multimídia de última geração
Pela primeira vez, o Jeep Wrangler oferece a quarta geração do conjunto multimídia Uconnect, com tela de toque de 8,4 polegadas. O novo sistema inclui recursos fáceis de usar, potência de processamento aprimorada, tempos de inicialização mais rápidos e gráficos de alta resolução. Além de navegação GPS própria e conectividade com os sistemas Apple Car Play e Android Auto.

Outra exclusividade do Uconnect no Wrangler são as Off-Road Pages. Essas telas passam informações importantes como os graus de inclinação lateral e longitudinal do veículo, o modo de tração selecionado, o grau de esterço da direção, as coordenadas geográficas, altitude em relação ao nível do mar, entre outras.

À frente do motorista, salta aos olhos a tela colorida de 7” no centro do quadro de instrumentos, com inúmeras possibilidades de configuração e uma simpática surpresa ao dar a partida – um dos vários easter eggs espalhados pelo veículo. Nesse visor, também podem ser selecionadas muitas das informações do monitor central do Uconnect.

Mais segurança
A segurança e proteção dos ocupantes tem sido primordial ao desenvolver o novo Jeep Wrangler, que se reflete nas dezenas de componentes de segurança ativos e passivos. Como por exemplo: quatro air bags sendo dois frontais e dois laterais, controles de tração, de estabilidade (ESC) e oscilação da carroceria (ERM), assistente de partida em rampa (HSA) e assistente de descida (HDC) Os preços sugeridos para os Wrangler são de R$ 259.990 (2p) e R$ 274.990 (4p).

Texto: André Deliberato, especial para o MinutoMotor

VÍDEO: NISSAN KICKS COM ESTILO E DESIGN NA MEDIDA

Vídeo-teste Nissan Kicks 2018

Quem busca um utilitário esportivo com design moderno e estilo de sobra, o Nissan Kicks pode ser uma alternativa. Quando chegou no mercado em 2016 foi comparado com veículos de categorias superiores. Tecnologia ativa de segurança na versão topo de linha, como controle de tração e estabilidade, controle dinâmico em curvas (regula o movimento da carroceria e utiliza o freio motor e os freios para reduzir o subesterço), câmera com visão 360º com sistema inteligente e o estabilizador ativo de carroceira reforçaram esse posicionamento. MinutoMotor pode rodar com a versão topo de linha, 1.6 SL Pach Tech 2018. Com preço sugerido de R$ 100.990,00, a linha 2019 acabou de chegar na rede Nissan com pouquíssimas alterações.

Quem busca um utilitário esportivo com design modernos e estilo de sobra, o Nissan Kicks pode ser uma alternativa.

A primeira impressão é que o SUV da Nissan, com linhas retas e angulares exteriormente, passa a sensação de modernidade e sofisticação. O teto com cor diferente da carroceria reforça essa percepção e praticamente ditou uma tendência vista no dia a dia das grandes cidades. As rodas com 17 polegadas, calçadas com pneus 205/55 finalizam o conjunto.

Nissan, com linhas retas e angulares exteriormente, passa a sensação de modernidade e sofisticação

Internamente, o utilitário avaliado era equipado com bancos em couro com tonalidade claro, assim como acabamentos no painel. Por não estar acostumado com essa configuração, assim como boa parte dos brasileiros, estranhamos um pouco no início, mas com o passar do tempo é agradável e passa a sensação de amplitude. O que realmente não agradou foi o excesso de plástico no interior do veículo.

Equipado com bancos em couro com tonalidade claro, assim como acabamentos no painel

Já a versão 2019 do Kicks, que chegou recentemente no mercado, adota uma nova central multimídia  Nissan Multi-App de 7” polegadas, que conta com Apple CarPlay e Android Auto para a versão topo de linha, a SL Pack Tech . A versão 2018 avaliada trazia o sistema Multiapp, com rádios AM/FM , CD e DVD player, função RDS, entrada auxiliar para MP3 Player, conector USB, conexão à internet por intermédio de wi-fi pela plataforma Android, download de aplicativos como, por exemplo, Waze e Spotify. Já as versões de entrada e intermediárias não contam com essa atualização. Uma pena.

Motor 1.6 flex de segunda geração, com 114 cv a 5.600 rpm e 15,5 kgfm a 4.000 rpm de torque

Já o motor é o conhecido 1.6 flex de segunda geração, com 114 cv a 5.600 rpm e 15,5 kgfm a 4.000 rpm de torque, combinado com um câmbio CVT que simula seis marchas, deixa o veículo com um dirigir suave, mesmo quando utilizado o discreto modo esporte. Rodando boa parte tempo em trecho urbano, o Kicks marcou média de 5,2 km/l no computador de bordo, isso quando abastecido com etanol. Com 41 litros de capacidade no tanque, a autonomia é modesta.

GOSTAMOS: Design, estilo, duas cores do exterior, ergonomia, tecnologia de segurança ativa

NÃO GOSTAMOS: Excesso de plástico interno, suspensão.

Ficha técnica

Motor:  quatro cilindros, dianteiro, transversal, 1.598 cm³ de cilindrada, 16V, comando duplo, flex


Potência: 114 cv a 5.600 rpm 


Torque: 15,5 kgfm a 4.000 rpm 


Câmbio: automático CVT, seis marchas simuladas, tração dianteiro


Direção: Elétrica


Suspensão: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira


Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, ABS


Rodas e Pneus: liga-leve aro 17” com pneus 205/55


Comprimento: 4,29 m


Largura: 1,76 m


Altura: 1,59 m


Entre-eixos: 2,61 m


Capacidade do tanque: 41 litros

Porta-malas: 432 litros


Peso: 1.146kg 
Central multimídia: 7 polegadas sensível ao toque

Imagens do Kicks 2019

VW T-CROSS 200 TSI COMFORTLINE: NEM TANTO, NEM TÃO POUCO

VW T-CROSS 200 TSI COMFORTLINE: NEM TANTO, NEM TÃO POUCO

A Volkswagen chegou atrasada à “festa” dos utilitários esportivos compactos, segmento automotivo que não para de crescer no Brasil e no mundo desde meados da década passada. Ao longo desse período, modelos como o Ford EcoSport, o Renault Duster, o Jeep Renegade, o Honda HR-V e o Hyundai Creta tiveram seus dias de glória e renderam ótimos resultados para suas marcas. Como chegou depois da concorrência, o primeiro utilitário esportivo “made in Brazil” da Volkswagen teve tempo de desenvolver com calma a sua estratégia. Desembarca nas concessionárias em abril, em quatro configurações, com preços de R$ 84.990 a R$ 109.990. A mais cara é a versão Highline 250 TSI, que tem uma “pegada” mais esportiva e é equipada com motor 1.4 de 150 cavalos com etanol a 4.500 giros e torque de 25,5 kgfm, acoplado à transmissão automática de 6 marchas. Porém, a função de brigar pelas vendas fica mesmo é com as três versões 200 TSI, que investem mais na relação custo/benefício e são movidas pelo propulsor 1.0 com 128 cavalos de potência com etanol a 5.500 rotações por minuto e torque de 20,4 kgfm na faixa de 2 mil a 3.500 rpm, associado ao câmbio manual ou à transmissão automática com 6 marchas e “paddles shifts” no volante para trocas sequenciais. Dessas três versões 200 TSI, a Comfortline é mais bem equipada. Seu preço deixa clara a passagem pelo departamento de marketing da marca. Custa R$ 99.990, estratégicos R$ 10 abaixo dos R$ 100 mil. Um valor que muitos consumidores do segmento se impõem como “teto” para gastar na compra de um novo carro.

O T-Cross é montado sobre a plataforma modular MQB, a mesma do hatch Polo e do sedã Virtus. Mede 4,20 metros de comprimento e 1,57 metro de altura. A distância entre os eixos é de 2,65 metros – o mesmo entre-eixos do Virtus. O design é indisfarçavelmente Volkswagen. A identidade com outros modelos da marca é total. A dianteira é alta, com uma grade ampla e faróis de leds integrados. Todas as versões são equipadas com luz de condução diurna (DRL) em leds, integrada ao farol de neblina. A lateral é atravessada por um friso largo em baixo relevo, abaixo das maçanetas das portas, que vai do final do para-lama dianteiro até as lanternas. Na traseira, as lanternas são unidas por uma “ponte” de refletores estendida transversalmente, emoldurada por um painel preto.

Todos os T-Cross vêm com controle de estabilidade (ESC), seis airbags, freios a disco nas quatro rodas com ABS, bloqueio eletrônico do diferencial, direção elétrica e ajuste de altura e distância para o volante, assistente para partida em rampas (Hill Hold), sensores traseiros de estacionamento, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, faróis com função Coming & Leaving, de neblina com função cornering, luzes de condução diurna e lanternas em led, banco dianteiro do passageiro com encosto rebatível, suporte para smartphone com entrada USB, travas e vidros elétricos e volante multifuncional.

A versão automática acrescenta controle de velocidade, apoio de braço central com porta-objetos, volante multifuncional revestido de couro, duas entradas USB para o banco de trás, saída traseira de ar-condicionado, sistema de som Composition Touch com tela colorida sensível ao toque de 6,5 polegadas e App-Connect. E a Comfortline adiciona ar-condicionado digital, banco do motorista com ajuste lombar, câmera de ré, indicador de pressão dos pneus, manopla da alavanca de câmbio revestida de couro, porta-luvas refrigerado, sistema save de variação do espaço do porta-malas, rodas de liga leve de 17”, sensores de estacionamento e sistema de frenagem automática pós-colisão. Detalhes cromados na grade dianteira pintada em preto brilhante, colunas centrais na cor preto brilhante e para-choque traseiro com apliques cromados na região inferior diferenciam a versão.

Para o T-Cross Comfortline, há quatro pacotes opcionais. O Exclusive & Interactive, que custa R$ 3.950, inclui sistema de infoentretenimento Discover Media com navegador via satélite, tela de 8 polegadas, comando por voz e entrada USB no console central, iluminação ambiente em leds, seletor do modo de condução, sistema Kessy de abertura das portas sem chave e partida do motor por botão; retrovisores externos com rebatimento elétrico e tapetes adicionais de carpete. O pacote Sky View II, de R$ 4.800, traz o teto solar panorâmico, retrovisor interno eletrocrômico e sensores de chuva e crepuscular. O pacote Design View, que sai por R$ 1.950, agrega bancos de couro com detalhes na cor marron e apliques decorativos no painel com detalhes na cor bronze namíbia. O quarto pacote, o Premium, sai por R$ 6.050 e incorpora o sistema Park Assist 3.0, faróis full-led com luz de condução diurna em leds e sistema de som Beats com subwoofer. São oito as opções de cores para a carroceria: branco puro, preto ninja, prata sargas, cinza platinum, vermelho crimson, azul norway e as novas laranja energetic – a do modelo testado – e bronze namibia.

Lugar familiar
Quem entra pela primeira vez no T-Cross 200 TSI Comfortline se impressiona com o espaço. É bastante generoso para um SUV compacto – o entre-eixos de 2,65 metros resulta em bastante área livre para quem viaja no banco traseiro. Tanto na frente quanto atrás, a percepção de espaço é similar aos sedãs médios. O Virtus traz de série itens como cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos os assentos, seis airbags e sistemas de ancoragem de assentos infantis. Tudo isso ajudou o mais novo Volkswagen a alcançar cinco estrelas no Latin NCAP, que afere a segurança automotiva na América Latina. Em termos de design interno e acabamento, a sensação de “dejá vù” é inevitável. O motorista tem a impressão de que já esteve naquele carro antes. Há bastante plástico rígido e tecido e muitos detalhes parecidos com os de outros modelos da Volkswagen. Comandos de faróis, ar-condicionado e retrovisores elétricos, assim como o suporte para celular, são todos “herdados” do Gol. Já o volante é similar ao do Polo e do Virtus.

O porta-celular permite pendurar o smartphone no alto do painel para que o motorista possa utilizar dispositivos como o Waze – há inclusive uma entrada USB adicional. O aparato é de série, mas pode ser removido por quem achar que sua presença compromete a estética interna do veículo. O descanso de braço central é ajustável longitudinalmente em 10 centímetros e é o mesmo do Virtus. Sob ele, há um compartimento para guardar objetos. Na versão Comfortline, o sistema de entretenimento é intuitivo e conta com entradas USB, para SD-card e conexão Bluetooth. O sistema integra a imagem da câmera traseira de auxílio ao estacionamento. Também são de série ar-condicionado, direção elétrica, travas e vidros elétricos, alarme, controle de estabilidade e tração, controle de descida, bloqueio eletrônico do diferencial, volante multifuncional com ajustes de altura e profundidade, sensor de estacionamento e espelhos elétricos. O porta-malas tem volume variável de 373 a 420 litros, de acordo com o posicionamento do banco traseiro.

Primeiras impressões
O T-Cross 200 TSI Comfortline é um automóvel fácil de gostar. O SUV compacto se destaca por seu bom comportamento dinâmico e entrega bastante prazer ao dirigir. O motor 200 TSI Total Flex desenvolve potência de até 128 cavalos a 5.500 rpm, com etanol – com gasolina, são 116 cavalos, à mesma rotação. O torque máximo é de 20,4 kgfm (ou 200 Nm, o que justifica a denominação do motor), com gasolina ou etanol, sempre na faixa de 2 mil a 3.500 rpm. São números mais que suficientes para mover com desenvoltura os 1.252 quilos do SUV. Na versão Comfortline, esse motor é combinado a um câmbio automático de 6 marchas com função Tiptronic, que além de uma manopla ergonômica conta com as aletas no volante para troca de marcha. Faz de zero a 100 km/h em 10,4 segundos e atinge 184 km/h de velocidade máxima. Nada extremamente esportivo, mas um conjunto bastante satisfatório. Revestidos em tecido, os bancos dianteiros acomodam bem o corpo e não cansam, mesmo em trajetos longos.

No T-Cross 200 TSI Comfortline, arrancadas e retomadas são bem espertas e a elasticidade do conjunto permite até encarar rampas sem precisar recorrer à primeira marcha. O câmbio automático tem um sutil “delay” de reação, principalmente quando os giros caem demais. Nada que chegue a causar incômodo. O nível de rigidez da carroceria e a inclinação nas curvas é bem decente para um utilitário esportivo. A assistência elétrica oferece respostas bem diretas. Os freios, a disco nas quatro rodas, dão conta do recado com eficiência. Sistemas como os controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e bloqueio eletrônico de diferencial ajudam a tornar a vida do motorista mais tranquila, assim como a câmera de ré e os sensores dianteiros de estacionamento. Já o isolamento acústico poderia ser melhor. O ruído do motor domina o habitáculo quando se pisa forte no acelerador.

Texto e Fotos Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix

Ficha técnica
Volkswagen T-Cross 200 TSI Comfortline

Motor: flex, dianteiro, transversal, 3 cilindros, 12 válvulas, 999 cm3, turbocompressor. Injeção eletrônica de combustível.
Tração: dianteira
Potência máxima: 115/128 cavalos a 5.500 rpm (G/E)
Torque máximo: 20,4 kgfm de 2 mil a 3.500 rpm (G/E).
Diâmetro e curso: 74,5 x 76,4 mm
Taxa de compressão: 10,5:1
Câmbio: automático Tiptronic de 6 marchas
Direção: elétrica
Suspensão: dianteira com McPherson e traseira com eixo de torção
Freios: disco ventilado (dianteira) e sólido (traseira)
Pneus: 205/55 R17
Direção: elétrica
Dimensões: 4,20 metros de comprimento, 1,75 metro de largura (estimada), 1,72 metro de altura, 2,65 metros de distância entre os eixos
Preço: R$ 99.990.

VÍDEO: COM FREIOS COMBINADOS, A POP 110I 2019 ESTÁ MAIS SEGURA

VÍDEO: COM FREIOS COMBINADOS, A POP 110I 2019 ESTÁ MAIS SEGURA


Conhecida por sua versatilidade e preço acessível a Pop 110i é, com certeza, o modelo mais econômico da Honda. Ela pode rodar até 50 km com um litro de gasolina e custa R$ 5.790 (frete não incluso). Características que fazem da Pop uma ferramenta de mobilidade para muitos brasileiros que vivem em pequenas cidades e mesmo nos grandes centros urbanos.

A Honda Pop é a quarta moto mais vendida no Brasil e na versão 2019 ganhou nova textura para o assento e freios combinados (Combined Brake System). O sistema de freio CBS é uma exigência da legislação e também um excelente aliado para os pilotos iniciantes.

Neste teste em condições reais de uso, a equipe do MinutoMotor rodou cerca de 300 quilômetros com a Pop 2019. Trafegou pelo trânsito carregado, enfrentou ruas de paralelepípedo, áreas rurais e, de quebra, encarou a Rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais.

Embora ela não seja projetada para rodar na estrada, em muitos casos o dono da Pop é obrigado a circular nesse tipo de via. Com o crescimento dos grandes centros, nossas estradas se tornaram “grandes avenidas” ligando cidades dormitórios a áreas industriais. Exemplos não faltam nos arredores de São Paulo, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte. Em muitos casos o trabalhador mora numa cidade e trabalha (ou estuda) em outra. Nesse caso a motocicleta cumpre seu papel de veículo de deslocamento. Basta olhar nos estacionamentos das fábricas e nas ruas perto das faculdades e perceber a enorme quantidade de motos estacionadas.

Facilidade
Nesta liberdade democrática de ir e vir, a Honda Pop 110 i usa a injeção eletrônica de combustível e um moderno motor de 110 cm³ de capacidade. Configuração que deixa a Pop 110i “espertinha”, isso em função de sua potência (7,9 cv) e também de seu torque (0,90 kgf.m). Seu visual espartano é compensado pela agilidade e economia – ela chega a fazer 50 km/litro de gasolina.

Na cidade ela larga na frente dos carros quando o semáforo abre e roda com muita, muita desenvoltura entre os automóveis. O desempenho favorável acontece graças ao bom acerto do motor, escalonamento do câmbio de quatro velocidades (diferente do utilizado na Biz, já que no caso da Pop conta com a ajuda da embreagem), mas também pelo seu baixo peso: apenas 87 quilos.

Freios que salvam vidas
O modelo está equipado com freios a tambor em ambas as rodas e com a adoção do sistema de freios CBS, o sistema distribui a frenagem de maneira equilibrada entre a traseira e a dianteira, garantindo mais segurança ao piloto, encurtando a distância de frenagem.
Na prática, quando o motociclista aciona o pedal de freio traseiro parte desta força aplicada vai para o freio dianteiro. É aí que está a eficiência da tecnologia do sistema de freios CBS que pode salvar a vida dos menos experientes, já que mesmo sem a intenção, o freio dianteiro é acionado.

Suspensão acertada
Sucesso de vendas principalmente na região Nordeste, o modelo já ultrapassou, desde seu lançamento, um milhão de unidades produzidas na fábrica da Honda em Manaus (AM). Com bom custo-benefício e baixo custo de manutenção, a ‘motoquinha’ também é amplamente usada em lugares onde não há caminhos asfaltados. Detalhe: mais de 80% estradas brasileiras não têm asfalto. Nos deslocamentos por terra ela não faz feio.

A Pop 2019 segue firme e forte graças ao conjunto de suspensão – bichoque na traseira de 83 mm de curso. Na dianteira, garfo telescópico tradicional de 100 mm de curso, que absorve bem as imperfeições.
Em nosso teste, a Honda Pop 110i 2019 se mostrou um “mini tanque de guerra” sobre duas rodas. A ampliação da segurança, a facilidade de pilotar e o peso reduzido aumentam o carisma do modelo que é o mais barato e o mais democrático da Honda.

VÍDEO: ANAKEE ADVENTURE, NOVO PNEU MICHELIN PARA BIGTRAILS

VÍDEO: ANAKEE ADVENTURE, NOVO PNEU MICHELIN PARA BIGTRAILS

Com tecnologia vinda da MotoGP, a Michelin amplia sua gama trail e lança o novo pneu Anakee Adventure. Desenvolvido para rodar 80% no asfalto e 20% no fora de estrada, a novidade chega para atender às necessidades e expectativas dos donos de motos bigtrail. “O novo Anakee Adventure é o primeiro pneu trail da Michelin a incorporar as tecnologias 2CT e 2CT+, anteriormente utilizadas apenas em pneus on-road”, explica Daniel D’Almeida, gerente de Marketing da Michelin América do Sul.

Disponível em oito medidas (dianteiro e traseiro), o lançamento da marca de francesa combina novos compostos, nova arquitetura e uma nova escultura, que oferece maior aderência em piso molhado e seco, dirigibilidade, conforto e estabilidade, especialmente em altas velocidades.

Agora, o novo pneu Michelin da família Anakee vem se unir ao Road 5 Trail (100% de uso urbano) e Wild (50% on-road e 50% off-road) e pode equipar vários modelos de motos como, por exemplo, Honda Africa Twin, linha BMW GS, Yamaha Super Ténéré, Suzuki V Strom, KTM Adventure e Triumph Tiger. Aliás, a nova R 1250 GS vem de série com o Anakee Adventure.

Tecnologia de pontaGraças à tecnologia Michelin 2CT, o pneu dianteiro combina diferentes compostos de sílica no centro e nos ombros, garantindo uma excelente aderência em todos os momentos – especialmente em piso molhado – sem prejudicar a performance no tempo seco ou a vida útil do pneu.   

Foto: Johanes Duarte Photo and Road

Já devido à tecnologia Michelin 2CT+, o composto de borracha usado no centro do pneu funciona como uma camada rígida abaixo do composto utilizado para os ombros, proporcionando maior estabilidade ao inclinar, ao mesmo tempo em que oferece alto desempenho em condições úmidas e secas, também sem prejudicar a vida útil do pneu.

O Anakee Adventure ainda apresenta dois novos compostos, 100% de sílica, que proporcionam estabilidade em velocidades altas, além de um alto nível de agilidade. Embora com um desenho mais aberto, a banda de rodagem do novo modelo proporciona a tração necessária em qualquer tipo de piso, aumentando a confiança e o conforto do motociclista.

Enquanto o centro do pneu apresenta um padrão mais compacto para garantir excelente estabilidade em linha reta em altas velocidades, seus sulcos gradualmente se alargam em direção aos ombros, aumentando o escoamento de água, em diferentes ângulos de inclinação, garantindo sua performance em estradas molhadas. “O novo modelo oferece dirigibilidade, conforto, segurança e estabilidade, especialmente em altas velocidades, sem qualquer concessão à vida útil dos pneus ou à agilidade”, afirma Flávio Santana (acima), gerente de Produto Michelin América do Sul.

MICHELIN ANAKEE ADVENTURE
Dimensões – Dianteiro e traseiro
 90/90 – 21 M/C 54V F TL/TT
 110/80 R 19 M/C 59V F TL/TT
 120/70 R 19 M/C 60V F TL/TT
 130/80 R 17 M/C 65H R TL/TT
 140/80 R 17 M/C 69H R TL/TT
 150/70 R 17 M/C 69V R TL/TT
 170/60 R 17 M/C 72V R TL/TT
 150/70 R 18 M/C 70V R TL/TT

VÍDEO: SPORT GLIDE 2019, UMA HARLEY 2 EM 1

VÍDEO: SPORT GLIDE 2019, UMA HARLEY 2 EM 1

O destaque da nova Harley-Davidson Sport Glide não é seu motor Milwaukee-Eight 107, que oferece quase 15 kgf.m de torque. Muito menos sua concentração de massa e assento a apenas 680 mm em relação ao solo. Pela suspensão invertida de 43mm na dianteira ou farol em LED. O grande diferencial do modelo 2019 é sua capacidade de transformação, já que esta integrante da família Softail poder ser uma boa opção para viagens curtas, como também para ser usada no dia a dia. O “X” da questão está na minicarenagem e nos alforjes que podem ser removidos em  apenas 30 segundos, deixando a cruiser HD mais ágil e versátil para o dia a dia.

Com a ajuda de Henrique Santos, da concessionária HD AutoStar, a equipe do MinutoMotor mostra como é fácil a retirada das peças. A minicarenagem, que protege o motociclista do vento frontal, é presa na suspensão por abraçadeiras de engate rápido. Já no caso dos alforjes, as malas rígidas contam com uma trava interna, além de dois pontos de ancoragem. A capacidade combinada dos saddle bags é de 25,5 litros.

O projeto da Sport Glide recebeu roda com design direcional, a primeira do gênero a sair da fábrica da Harley em modelos diferentes da linha CVO (customizados de fábrica). Os raios se estendem do cubo ao aro para criar uma maior sensação de movimento. A moto também ganhou acabamento em preto: tampa dos cabeçotes e ponteira do escape, além do chassi.Como nenhuma HD é igual a outra, a Sport Glide 2019 pode receber uma infinidade de acessórios como, por exemplo, sissy bar, bagageiro ou rack para acomodar um Tour-Pak (mala traseira). Da mesma forma que acontece com os alforjes e a carenagem, os acessórios originais da linha HoldFast da HD também podem ser instalados ou removidos em segundos. A moto 2 em 1 da Harley custa a partir de R$ 74.900.

MAIS RADICAL, A YAMAHA MT-09 2020 CHEGA POR R$ 43.690

MAIS RADICAL, A YAMAHA MT-09 2020 CHEGA POR R$ 43.690

A segunda geração do Yamaha MT-09 chega agora em março com várias novidades: estéticas, ciclísticas e tecnológicas, com destaque para a adoção do controle de tração e câmbio quick shift, além de suspensão dianteira com ajustes e reposicionamento do painel, que é 100% digital. A MT-09 2020 está disponível em três opções de cores – preto fosco, azul e cinza. O preço público sugerido (sem frete) é de R$ 43.690, com garantia é de um ano sem limite de quilometragem. 


Em termos de design, a naked da marca nipônica, que está chegando com certo atraso ao mercado nacional, traz um novo conjunto óptico formado por dois faróis duplos em LED, tomadas de ar maiores, que estão posicionadas junto ao tanque de combustível e as carenagens de proteção do radiador, na qual agora são fixados os piscas dianteiros, deixaram seu visual ainda mais arrojado e musculoso à naked. Já na traseira, lanterna com efeito 3D em LED e paralama junto à roda que. A peça está fixada diretamente na balança, que também tem a função de suporte da placa. Realmente, a MT-09 está mais radical.

Tecnologia embarcada

A versão 2020 vem equipada com controle de tração, sistema “quick shift” – que permite trocas de marchas ainda mais rápidas – e embreagem deslizante do tipo “slip clutch”, que possibilita reduções de marcha mais bruscas sem risco do travamento da roda traseira. O novo sistema, segundo a Yamaha, reduz em 20% o esforço do piloto no acionamento do manete de embreagem.

A moto conta com o sistema Yamaha D-MODE (Drive Mode), que possibilita a escolha de três diferentes formas de respostas ao acelerador, a STD, A e a B, que podem ser escolhidos de acordo com as condições de pilotagem e estilo de cada um:
•STD: Opção que cobre várias situações de pilotagem, entregando torque firme e contínuo tanto em baixa como em alta velocidade;
•A: Mais agressivo do que o modo STD, com respostas mais rápidas;
•B: Brando, se comparado ao STD, este modo proporciona uma pilotagem mais moderada.

Já o controle eletrônico de tração tem a função de dosar a entrega de torque do motor para a roda traseira, evitando que ela destracione em situações de aceleração brusca ou quando houver baixa aderência no piso.

Na MT-09 esse recurso tem duas opções de ajustes: o modo 1 evita que a roda patine em qualquer situação, enquanto o modo 2 realiza um controle moderado, intervindo menos na pilotagem. Além disso, o sistema permite ser desligado para tornar a pilotagem ainda mais emocionante, ideal para quem utiliza a MT-09 de forma mais esportiva, como em um track day, por exemplo.

Apesar de toda a evolução, o motor continua o mesmo: motor de três cilindros em linha de 847 cm³ de capacidade e tecnologia Crossplane, que gera 115 cv de potência máxima a 10.000 rpm e absurdos 8,9 kgf.m de torque máximo a 8.500 giros. A relação peso e potência é de 1,67 quilo por cv.

TEST-RIDE: HIMALAYAN, UMA INDIANA ESPARTANA E OUSADA!!!

Ousadia é a palavra-chave que vai nortear os caminhos da Royal Enfield no Brasil a partir de 2019. A marca indiana quer abrir este ano dez novas concessionárias e, de quebra, apresentou a Himalayan, uma espartana trail que tem preço sugerido de R$ 18.990. O termo ‘espartana’ não é pejorativo, se deve há dois motivos: a simplicidade no design e acabamentos e também pela sua capacidade de enfrentar desafios, principalmente no fora-de-estrada. Forjada e testada na mais alta cadeia montanhosa do mundo, o Himalaia, o modelo indiano de estilo retrô está equipado com motor de 410 cm3 de capacidade cúbica, que foi projetado do zero.

A Royal Enfield vê sua trail como um modelo de nicho, com um perfil de público bastante diferenciado, formado por fanáticos pelo estilo mais clássico. “A Himalayan ocupará seu próprio espaço dentro do cenário motociclístico brasileiro. Versátil e robusta, a nossa moto vai ser uma boa opção para que se aventurar pelo Brasil, seja pela terra, seja pelo asfalto”, explica Claudio Giusti, diretor Geral da Royal Enfield do Brasil.

O design “ame ou odeia” desta nova indiana tem suas vantagens, principalmente por não chamar a atenção dos amigos alheio. De cara, a Himalayan lembra a BMW R80 GS, que foi fabricada na década de 1980. Porém, o tanque de combustível está protegido por uma estrutura tubular, minimizando o risco de avarias em caso de uma queda.

A moto conta com dois paralamas na dianteira, um rente ao pneu e outro mais alto, como em suas principais concorrentes. Além disso traz, de série, protetor de cárter, bagageiros e preparação para receber malas laterais e outros itens como, por exemplo, galões sobressalentes. Como curiosidade, há no painel uma bússola digital para dar o “Norte” aos motoviajantes.

MOTOR

A Himalayan está equipada com um motor de um cilindro, 410 cm3 de capacidade, batizado de LS 410. Totalmente novo, o propulsor oferece boa distribuição de torque e potência, principalmente em baixos e médio regimes de rotação. São 3,2 Kgf.m de torque já disponíveis a 4.250 rpm. Já os 24,5 cv de potência estão em seu pico a 6.500 giros.

Ou seja, a moto é esperta na trilha e no trânsito, quando é preciso usar a força, que também é bem-vinda para encarar uma ladeira, apesar de seus 185 quilos à seco.

Neste teste, a equipe do MinutoMotor rodou quase 300 quilômetros pelo interior de São Paulo, entre asfalto, estradas vicinais e trilhas. O desempenho foi surpreendente. Com relação ao motor, o LS 410 vibra bem menos se comparados aos propulsores da linha clássica da Royal e traz câmbio de cinco velocidades. Além disso, o consumo girou entre 25 e 30 km/litro, o que confere a Himalayan uma autonomia de cerca de 450 quilômetros (tanque de 15 litros).

É possível rodar entre São Paulo e Minas com apenas um tanque de combustível. Aqui depende do peso da mão do piloto. Outro diferencial é que está trail retrô pode rodar até 10 mil quilômetros entre trocas de óleo.

CICLÍSTICA

Ancorada por um robusto chassi em berço duplo, a Himalayan é uma motocicleta equilibrada, isso em função do conjunto de suspensão e freios, que conta com ABS de série. Na dianteira o tradicional garfo telescópico de 41mm e 200 mm de curso e freio a disco único de 300 mm de diâmetro.

Já na traseira suspensão monoamortecida, com 220 mm de curso, e disco simples de 220 mm de diâmetro. Apesar de soluções espartanas, o conjunto deu conta do recado. Em nenhum momento, mesmo em voos pelas valas nas trilhas, a moto deu final de curso. Com distância do solo de 220 mm, o modelo supera obstáculos com facilidade.

Já os freios são honestos e cumprem seu papel. Isso graças ao sistema ABS de dois canais. Para ajudar nesta missão, a Himalayan vem calçada com pneus on/off-road (Pirelli MT 60) – aro 21 polegadas na dianteira e 15 polegadas na traseira –, que oferece boa aderência e bom desempenho em qualquer condição de terreno.

ERGONOMIA E CONFORTO

A Himalayan é uma moto confortável, isso em função da largura do guidão, o assento em dois níveis, com espuma de boa densidade; aliado a posição das pedaleiras. Aliás, as pedaleiras largas são um belo aliado para quem gosta de pilotar de pé (como eu) pelos deslocamentos na terra. É possível remover a borracha e deixar no ferro, que é todo serrilhado para apoiar melhor a bota.

Os pontos de fixação de bagagem para malas rígidas, alforjes e galões de combustível fazem parte do design da motocicleta. Ou seja, o motoaventureiro não precisa fazer nenhum tipo de adaptação, já está tudo lá pensado para a instalação de outros acessórios.

O painel de instrumentos é simples, porém completo. Lá é possível controlar a velocidade, temperatura ambiente, tempo de viagem, intervalos de manutenção e direção (bússola). Seu baixo centro de gravidade garante facilidade em colocar os pés no chão e assegura controle total durante a pilotagem. A trail indiana está disponível em duas opções de cores – Granite e Snow – e será comercializada pelo valor de R$ 18,990,00 – sem frete.

CONCLUSÃO

A Royal Enfield Himalayan é uma moto com personalidade forte. Feita para enfrentar qualquer tipo de desafio. Para muitos ela não é bonita, não é a mais potente de sua categoria, muito menos a mais tecnológica. Acho que está aí o seu charme. É uma moto que vai te legar para onde você quiser ir. É uma moto que você poderá rodar sem a preocupação de ter uma arma apontada para sua cabeça, já que não é um modelo ostentação.

A trail Himalayan é uma moto raiz, feira para quem quer curtir e fazer passeios on/off-road. É uma moto para quem não precisa provar mais nada para ninguém. É uma moto para percorrer distâncias, não fazer o melhor tempo. Como disse Claudio Giusti, diretor Geral da Royal Enfield, “a Himalayan é espartana, versátil e confiável que carrega, na sua essência, o espírito de liberdade do motociclista!!”. Isso sem falar na ousadia de encarar a concorrência de frente.

Como postou meu amigo Flávio Bressan no Instagram (estradasamazonicas), “a Himalayan é uma moto rústica, bruta e sistemática! Como todas as trails deveriam ser. A Himalayan é aquela Ténéré 250 mais forte que todos queríamos ter. Se tivesse o logo da Yamaha no tanque tava todo mundo babando e chamando a moto de herdeira real do nome lendário da Ténéré”.

Fotos Johanes Duarte / Divulgação

TEST-DRIVE: YARIS SEDAN XLS 1.5 É LACUNA PREENCHIDA

A Toyota é uma grande conhecida do brasileiro. O pós-venda dos seus veículos e valor de revenda jogam sempre a favor dos automóveis da marca. Mas faltava algo no portfólio da fabricante japonesa. Bem, isso já não pode ser mais questionado. A chegada do Yaris, nas versões hatch e sedan, tentam completar e ao mesmo tempo conquistar os clientes do segmento compactos premium. Será que consegue?  avaliou a versão completa do sedan, a XLS 1.5 automática com câmbio CVT, que tem preço sugerido de R$ 83.590.

Logo de cara, o visual agrada, com linhas bem resolvidas. Lembra o irmão mais velho, o Corolla. Com desenho moderno e harmonioso, com faróis alongados integrados a grade dianteira deixam a dianteira do sedan bonita. Já as laterais possuem traços mais suaves e a traseira aposta nas lanternas horizontais, que invadem o porta-malas. E é exatamente neste ponto a primeira falha do Yaris, a falta de cuidado no acabamento do bagageiro.

Já internamente, temos espaço de sobra para quatro ocupantes. Os 2,55 metros de entre-eixos do Yaris Sedan possibilita aos passageiros viajarem com conforto, mas a curvatura da caída do teto podem incomodar os mais altos.

Já o fato do túnel central ser mais baixo, representa um ganho expressivo para as pernas. Outro ponto positivo é ao adentrar no veículo. Mesmo com muito plástico rígido, o desenho no geral é agradável, até mais moderno que o Corolla. O acabamento em preto brilhante tenta dar um ar mais sofisticado, mas para por aí.

A versão topo de linha, avaliada por MinutoMotor, conta ainda com teto solar, sensor de chuva, maçanetas cromadas, faróis com projetor e lâmpadas halógenas, lanternas em LED e sete airbags, adicionando dois laterais, dois de cortina e um de joelhos para o motorista, além dos banco de couro, ar-condicionado digital, nova central multimídia com tela de sete polegadas (um tanto confusa para espelhar e fazer funcionar um smartphone), entre outros mimos.

O motor 1.5 com 110 cavalos de potência e 14,9 kgmf de torque quando abastecido com álcool tem sede. No computador de bordo do Yaris Sedan, a máxima alcançada foi de 5 km/l na média, o que no final assustou, já que seu tanque tem apenas 45 litros. Já o câmbio é o mesmo utilizado no Corolla, o conhecido CVT e a suspensão tem acerto mais voltado para o conforto, o que pode incomodar ao passar por vias mais esburacadas. Já na estrada, é bastante agradável.

 

+ GOSTAMOS: Design, conforto, acabamento interno, preço se comparado aos principais rivais

– NÃO GOSTAMOS: Acabamento porta-malas, autonomia, consumo, usabilidade da central multimídia confusa

Texto e Fotos: Fernando Eduardo, especial para o MinutoMotor

YARIS SEDAN XLS 1.5

Ficha Técnica
Motor: quatro cilindros, dianteiro, transversal 1.496 cm³ de cilindrada, 16V, comando duplo variável, flex

Potência: 105/110 cv a 5.600 rpm (G/E)

Torque: 14,3/14,9 kgfm a 4.750 rpm

Câmbio: automático CVT simulando sete marchas

Direção: Elétrica

Suspensão: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira com barra estabilizadora

Freios: Discos solidos na dianteira e tambores na traseira, ABS

Rodas e Pneus: Liga-leva aro 15” com pneus 185/60 R 15

Comprimento: 4,42 m

Largura: 1,73 m

Altura: 1,49 m

Entre-eixos: 2,54 m

Capacidade do tanque: 45 litros

Peso: 1.150 kg

Central multimídia: 7 polegadas