VW GOL, FIAT PALIO E UNO: CARROS USADOS “BONS DE NEGÓCIO”

VW GOL, FIAT PALIO E UNO: CARROS USADOS “BONS DE NEGÓCIO”

Contra números não há argumentos. Se algum comerciante disser que o Chevrolet Meriva “é bom de negócio” mostre prá ele que você sabe das coisas. O mononolume da Chevrolet está apenas na 48ª posição no mercado de emplacamentos de carros usados no primeiro trimestre. Segundo dados da Fenabrave foram vendidos apenas 3.211 unidades do Meriva, nos três primeiros meses de 2019. Na outra ponta do relatório está o líder Gol que acumula 62.716 unidades emplacadas no mesmo período.

O VW Gol puxa um crescimento do mercado de carros usados segue a todo vapor . A venda acumulada é de 2.152.966 unidades contra os 2.135.990 do ano passado, um crescimento de 0,79% no mesmo período com o total dos meses janeiro, fevereiro e março.

Dentro desse universo, os carros mais vendidos foram o Gol, seguido pelo Fiat Palio com 40.742 unidades e pelo Uno com 40.423 emplacamentos. Na escala dos 50 carros usados mais comercializados do Brasil, o Honda HR-V é o último com 3.094 unidades antes dele está o Peuget 206 com 3.182 e o GM Meriva, que foi a escolha de apenas 3.211 consumidores.

Texto Cicero Lima, especial para o MinutoMotor

VÍDEO: JEEP RENEGADE EM VERSÃO EXCLUSIVA E LIMITADA ‘WILLYS’

VÍDEO: JEEP RENEGADE EM VERSÃO EXCLUSIVA E LIMITADA ‘WILLYS’

Para comemorar a liderança no segmento de utilitários-esportivos (SUVs) no Brasil, a montadora de origem norte-americana apresentou durante o Jeep Day (4/4) mais duas novas versões de seus SUVs, que, aliás, são os líderes da categoria no País.

O primeiro é a exclusiva edição especial Renegade Willys, cujas 250 unidades, baseadas na versão Trailhawk, homenageiam o Willys MB de 1941, criado para lutar na Segunda Guerra Mundial. Preço: R$ 146.490.

O segundo é o Compass S, série especial baseada na versão Limited Diesel. O modelo traz agora o maior pacote de tecnologia para condução autônoma em um veículo produzido no Brasil. Entre os recursos há controle adaptativo de velocidade (ACC), aviso de colisão frontal com frenagem automática (FCW+) e monitoramento de mudança de faixa com correção ativa (Lane Sense). Preço: R$ 187.990.

Jeep em números
No mês de março, a Jeep obteve no Brasil seu melhor market share no mundo, com 24,9% de participação no mercado de SUVs. Resumindo: de cada quatro utilitários-esportivos emplacados aqui, um ostentava a inconfundível grade dianteira de sete fendas. A fatia da Jeep foi maior que a soma das marcas que ficaram nas segunda e terceira posições, que chegou a 22,5%.

O balanço dos três primeiros meses do ano também é positivo, com a Jeep representando 23,5% do universo de SUVs, enquanto as duas marcas seguintes atingiram, juntas, 23,2%. “É uma enorme satisfação conseguirmos mais esses resultados tão expressivos em relativamente pouco tempo, pois o Polo Automotivo Jeep, que mudou nossa história no país, foi inaugurado há somente quatro anos”, declara Tania Silvestri, diretora da Jeep para América Latina.

VÍDEO: CIVIC SI VERSUS CBR 1000RR FIREBLADE SP. QUAL É A SUA PRAIA?

VÍDEO: CIVIC SI VERSUS CBR 1000RR FIREBLADE SP. QUAL É A SUA PRAIA?

Esportividade é um termo bastante habitual na Honda e muitas vezes levado ao extremo: basta olhar a quantidade de títulos mundiais que a empresa fundada por Soichiro Honda conquistou nas principais categorias do esporte a motor, entre Formula 1 e MotoGP. Neste comparativo colocamos lado a lado o que a marca japonesa tem de mais especial no mercado brasileiro: de um lado o Civic SI e do outro, a CBR 1000RR Fireblade SP. Em comum o DNA esportivo e a boa dose de tecnologia embarcada. Isso sem falar que os dois veículos compartilham da mesma arquitetura do motor: um quatro cilindros em linha. Uma pergunta: qual é a sua praia? Moto ou carro?

Produzido pelo MinutoMotor em parceria com a Miopia Filmes, este conteúdo contou com a participação de André Deliberato, um especialista no assunto que trabalhou sete anos em UOL Carros. Neste comparativo entre os modelos mais “apimentados” da Honda, Deliberato – que oficialmente passa a colaborar com o MinutoMotor – nos empresta todo seu conhecimento para falar desse rojão de 208 cv de potência máxima, que mais parece um kart com ar-condicionado.

Guiar o Civic Si significa ter a mais pura esportividade japonesa em suas mãos. Câmbio preciso com engates extremamente rápidos, motor turbo com fôlego de sobra e dinâmica com excelente comportamento em curvas: o Si 2019 une todas as melhores características de um kart em um cupê de alto desempenho. Sim, cupê! O novo Civic Si só chega importado ao Brasil na versão de duas portas e com caimento exclusivo na coluna traseira. Custa R$ 162.900.

Pilotar a CBR 1000RR Fireblade SP é ter uma moto de competição homologada para a rua. O modelo é utilizado pela Honda na principal categoria da motovelocidade nacional, a Superbike Brasil. Não é um ‘brinquedo’ para pilotos inexperientes, já que potência e torque se apresentam de forma instantânea, isso em função do acelerador eletrônico.

A Fireblade SP conta com seis modos de pilotagem, sendo três já pré-programados e outros dois totalmente customizáveis. Para uso em pista, por exemplo, a entrega de potência é absurda e as trocas de marchas via quickshift são rápidas e precisas. Até o pneu da SP é homologado para pista, que oferece maior aderência, principalmente em curvas mais acentuadas. Resumindo: motor, ciclística e eletrônica estão na mesma sintonia. O que reflete em um controle total numa pilotagem mais agressiva! Custa R$ 79.900.

VÍDEO: CONHEÇA EM DETALHES O NOVO JEEP WRANGLER RUBICON

VÍDEO: CONHEÇA EM DETALHES O NOVO JEEP WRANGLER RUBICON

A Jeep confirmou no último dia 4 abril, Dia Mundial do Jeep, que irá importar a versão mais “off-road” do trilheiro Wrangler. A chegada do novo modelo está prevista para o segundo semestre, em duas opções: Sahara e Rubicon. Aliás, o nome Rubicon é uma homenagem a uma das trilhas mais famosas e complexas que o SUV enfrenta anualmente em encontros de fãs e jipeiros nos Estados Unidos.

Vale ressaltar que todo Wrangler já nasce com o selo “Trail Rated” que garante seu potencial off-road, ao atender as exigências da Jeep em cinco quesitos: tração, distância do solo, articulação, manobrabilidade e capacidade de submersão.

Equipado com motor 2.0 turbo de impressionantes 272 cavalos e 40,8 kgfm de torque, o Wrangler conta com câmbio automático de oito marchas. A versão Rubicon traz como diferencial suspensão até 5 cm mais alta que a de um Wrangler convencional, diferenciais de bloqueio eletrônico, pneus mais lameiros é maior proteção de carroceria.

Multimídia de última geração
Pela primeira vez, o Jeep Wrangler oferece a quarta geração do conjunto multimídia Uconnect, com tela de toque de 8,4 polegadas. O novo sistema inclui recursos fáceis de usar, potência de processamento aprimorada, tempos de inicialização mais rápidos e gráficos de alta resolução. Além de navegação GPS própria e conectividade com os sistemas Apple Car Play e Android Auto.

Outra exclusividade do Uconnect no Wrangler são as Off-Road Pages. Essas telas passam informações importantes como os graus de inclinação lateral e longitudinal do veículo, o modo de tração selecionado, o grau de esterço da direção, as coordenadas geográficas, altitude em relação ao nível do mar, entre outras.

À frente do motorista, salta aos olhos a tela colorida de 7” no centro do quadro de instrumentos, com inúmeras possibilidades de configuração e uma simpática surpresa ao dar a partida – um dos vários easter eggs espalhados pelo veículo. Nesse visor, também podem ser selecionadas muitas das informações do monitor central do Uconnect.

Mais segurança
A segurança e proteção dos ocupantes tem sido primordial ao desenvolver o novo Jeep Wrangler, que se reflete nas dezenas de componentes de segurança ativos e passivos. Como por exemplo: quatro air bags sendo dois frontais e dois laterais, controles de tração, de estabilidade (ESC) e oscilação da carroceria (ERM), assistente de partida em rampa (HSA) e assistente de descida (HDC) Os preços sugeridos para os Wrangler são de R$ 259.990 (2p) e R$ 274.990 (4p).

Texto: André Deliberato, especial para o MinutoMotor

DUCATI BR: CRESCIMENTO, CONCESSIONÁRIA MODELO E NOVA SUPERESPORTIVA

DUCATI BR: CRESCIMENTO, CONCESSIONÁRIA MODELO E NOVA SUPERESPORTIVA

Enfim, a luz. Depois de um período de forte retração, o segmento de duas rodas está se recuperando de forma gradativa. Segundo dados da Fenabrave, que reúne os concessionários de todo o País, o setor teve crescimento de quase 18% no primeiro trimestre, comparado ao mesmo período de 2018. No acumulado do ano já foram vendidas quase 260 mil motos. Essa retomada de crescimento tem dado uma injeção de ânimo ao mundo corporativo, que não está poupando esforços para ampliar sua capilaridade. Bons exemplos não faltam!

A Triumph, por exemplo, abriu revendas em Várzea Grande (MT) e Fortaleza (CE), além da reinaugurar a Triple, que foi para o Distrito de Sousas, em Campinas (SP). A marca inglesa também prometeu cinco lançamentos para este ano. A Harley-Davidson deve ter mais uma revenda na região Sudeste, que também terá uma realocação. Tudo indica que a marca norte-americana reabrirá uma loja na região Nordeste. Em março, a Ducati inaugurou revenda em Campo Grande (MS), sua primeira concessionária integrada no modelo Audi-Ducati. É a décima loja da marca italiana no Brasil.

O novo formato inclui um espaço exclusivo de 100 metros quadrados para motocicletas com oficina e pátio. Já a área de showroom apresenta um novo modelo de exposição – as motocicletas estarão distribuídas pela concessionária ao lado dos carros da Audi -, numa sinergia entre os modelos de quatro e duas rodas.

Crescimento
Falando na “Ferrari das Motos”, 2019 começou acelerado. A marca italiana registrou o melhor trimestre desde o início da sua operação no País em 2012. Foram 297 unidades emplacadas impulsionando um crescimento de 26% da marca nos primeiros três meses do ano no comparativo com igual período de 2018.

“Este resultado inédito é reflexo do trabalho consistente realizado pela Ducati do Brasil nos últimos dois anos e meio. Sem dúvida a unidade brasileira está em seu melhor momento”, explica Diego Borghi, presidente da subsidiária no País. Segundo o executivo, além da consistência nas ações, “temos sido persistentes ao demonstrar que é possível conquistar mercado, melhorar a rentabilidade e aumentar a capilaridade no território brasileiro. Só para comparar, o mercado de duas rodas acima de 500 cm3 evoluiu apenas 4,3% nos primeiros três meses do ano”, afirma Borghi.

Panigale V4 R à venda
Para deixar os ducatistas, amantes da velocidade ainda mais animados, a marca confirmou a pré-venda da Panigale V 4 R. A nova superesportiva apresenta um novo motor Desmosedici Stradale R, de quatro cilindros, 998 cm3, que oferece 221 cv de potência máxima, distribuídos em apenas 172 quilos.

As encomendas da versão R, modelo mais potente e de maior desempenho já construído pela Ducati, serão feitas por meio dos concessionários. O preço da Panigale V4 R é de R$ 250 mil. Para fazer parte deste seleto grupo, o abonado piloto deverá pagar 20% do valor da moto (R$ 50 mil) já no ato da reserva.

VW T-CROSS 200 TSI COMFORTLINE: NEM TANTO, NEM TÃO POUCO

VW T-CROSS 200 TSI COMFORTLINE: NEM TANTO, NEM TÃO POUCO

A Volkswagen chegou atrasada à “festa” dos utilitários esportivos compactos, segmento automotivo que não para de crescer no Brasil e no mundo desde meados da década passada. Ao longo desse período, modelos como o Ford EcoSport, o Renault Duster, o Jeep Renegade, o Honda HR-V e o Hyundai Creta tiveram seus dias de glória e renderam ótimos resultados para suas marcas. Como chegou depois da concorrência, o primeiro utilitário esportivo “made in Brazil” da Volkswagen teve tempo de desenvolver com calma a sua estratégia. Desembarca nas concessionárias em abril, em quatro configurações, com preços de R$ 84.990 a R$ 109.990. A mais cara é a versão Highline 250 TSI, que tem uma “pegada” mais esportiva e é equipada com motor 1.4 de 150 cavalos com etanol a 4.500 giros e torque de 25,5 kgfm, acoplado à transmissão automática de 6 marchas. Porém, a função de brigar pelas vendas fica mesmo é com as três versões 200 TSI, que investem mais na relação custo/benefício e são movidas pelo propulsor 1.0 com 128 cavalos de potência com etanol a 5.500 rotações por minuto e torque de 20,4 kgfm na faixa de 2 mil a 3.500 rpm, associado ao câmbio manual ou à transmissão automática com 6 marchas e “paddles shifts” no volante para trocas sequenciais. Dessas três versões 200 TSI, a Comfortline é mais bem equipada. Seu preço deixa clara a passagem pelo departamento de marketing da marca. Custa R$ 99.990, estratégicos R$ 10 abaixo dos R$ 100 mil. Um valor que muitos consumidores do segmento se impõem como “teto” para gastar na compra de um novo carro.

O T-Cross é montado sobre a plataforma modular MQB, a mesma do hatch Polo e do sedã Virtus. Mede 4,20 metros de comprimento e 1,57 metro de altura. A distância entre os eixos é de 2,65 metros – o mesmo entre-eixos do Virtus. O design é indisfarçavelmente Volkswagen. A identidade com outros modelos da marca é total. A dianteira é alta, com uma grade ampla e faróis de leds integrados. Todas as versões são equipadas com luz de condução diurna (DRL) em leds, integrada ao farol de neblina. A lateral é atravessada por um friso largo em baixo relevo, abaixo das maçanetas das portas, que vai do final do para-lama dianteiro até as lanternas. Na traseira, as lanternas são unidas por uma “ponte” de refletores estendida transversalmente, emoldurada por um painel preto.

Todos os T-Cross vêm com controle de estabilidade (ESC), seis airbags, freios a disco nas quatro rodas com ABS, bloqueio eletrônico do diferencial, direção elétrica e ajuste de altura e distância para o volante, assistente para partida em rampas (Hill Hold), sensores traseiros de estacionamento, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, faróis com função Coming & Leaving, de neblina com função cornering, luzes de condução diurna e lanternas em led, banco dianteiro do passageiro com encosto rebatível, suporte para smartphone com entrada USB, travas e vidros elétricos e volante multifuncional.

A versão automática acrescenta controle de velocidade, apoio de braço central com porta-objetos, volante multifuncional revestido de couro, duas entradas USB para o banco de trás, saída traseira de ar-condicionado, sistema de som Composition Touch com tela colorida sensível ao toque de 6,5 polegadas e App-Connect. E a Comfortline adiciona ar-condicionado digital, banco do motorista com ajuste lombar, câmera de ré, indicador de pressão dos pneus, manopla da alavanca de câmbio revestida de couro, porta-luvas refrigerado, sistema save de variação do espaço do porta-malas, rodas de liga leve de 17”, sensores de estacionamento e sistema de frenagem automática pós-colisão. Detalhes cromados na grade dianteira pintada em preto brilhante, colunas centrais na cor preto brilhante e para-choque traseiro com apliques cromados na região inferior diferenciam a versão.

Para o T-Cross Comfortline, há quatro pacotes opcionais. O Exclusive & Interactive, que custa R$ 3.950, inclui sistema de infoentretenimento Discover Media com navegador via satélite, tela de 8 polegadas, comando por voz e entrada USB no console central, iluminação ambiente em leds, seletor do modo de condução, sistema Kessy de abertura das portas sem chave e partida do motor por botão; retrovisores externos com rebatimento elétrico e tapetes adicionais de carpete. O pacote Sky View II, de R$ 4.800, traz o teto solar panorâmico, retrovisor interno eletrocrômico e sensores de chuva e crepuscular. O pacote Design View, que sai por R$ 1.950, agrega bancos de couro com detalhes na cor marron e apliques decorativos no painel com detalhes na cor bronze namíbia. O quarto pacote, o Premium, sai por R$ 6.050 e incorpora o sistema Park Assist 3.0, faróis full-led com luz de condução diurna em leds e sistema de som Beats com subwoofer. São oito as opções de cores para a carroceria: branco puro, preto ninja, prata sargas, cinza platinum, vermelho crimson, azul norway e as novas laranja energetic – a do modelo testado – e bronze namibia.

Lugar familiar
Quem entra pela primeira vez no T-Cross 200 TSI Comfortline se impressiona com o espaço. É bastante generoso para um SUV compacto – o entre-eixos de 2,65 metros resulta em bastante área livre para quem viaja no banco traseiro. Tanto na frente quanto atrás, a percepção de espaço é similar aos sedãs médios. O Virtus traz de série itens como cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos os assentos, seis airbags e sistemas de ancoragem de assentos infantis. Tudo isso ajudou o mais novo Volkswagen a alcançar cinco estrelas no Latin NCAP, que afere a segurança automotiva na América Latina. Em termos de design interno e acabamento, a sensação de “dejá vù” é inevitável. O motorista tem a impressão de que já esteve naquele carro antes. Há bastante plástico rígido e tecido e muitos detalhes parecidos com os de outros modelos da Volkswagen. Comandos de faróis, ar-condicionado e retrovisores elétricos, assim como o suporte para celular, são todos “herdados” do Gol. Já o volante é similar ao do Polo e do Virtus.

O porta-celular permite pendurar o smartphone no alto do painel para que o motorista possa utilizar dispositivos como o Waze – há inclusive uma entrada USB adicional. O aparato é de série, mas pode ser removido por quem achar que sua presença compromete a estética interna do veículo. O descanso de braço central é ajustável longitudinalmente em 10 centímetros e é o mesmo do Virtus. Sob ele, há um compartimento para guardar objetos. Na versão Comfortline, o sistema de entretenimento é intuitivo e conta com entradas USB, para SD-card e conexão Bluetooth. O sistema integra a imagem da câmera traseira de auxílio ao estacionamento. Também são de série ar-condicionado, direção elétrica, travas e vidros elétricos, alarme, controle de estabilidade e tração, controle de descida, bloqueio eletrônico do diferencial, volante multifuncional com ajustes de altura e profundidade, sensor de estacionamento e espelhos elétricos. O porta-malas tem volume variável de 373 a 420 litros, de acordo com o posicionamento do banco traseiro.

Primeiras impressões
O T-Cross 200 TSI Comfortline é um automóvel fácil de gostar. O SUV compacto se destaca por seu bom comportamento dinâmico e entrega bastante prazer ao dirigir. O motor 200 TSI Total Flex desenvolve potência de até 128 cavalos a 5.500 rpm, com etanol – com gasolina, são 116 cavalos, à mesma rotação. O torque máximo é de 20,4 kgfm (ou 200 Nm, o que justifica a denominação do motor), com gasolina ou etanol, sempre na faixa de 2 mil a 3.500 rpm. São números mais que suficientes para mover com desenvoltura os 1.252 quilos do SUV. Na versão Comfortline, esse motor é combinado a um câmbio automático de 6 marchas com função Tiptronic, que além de uma manopla ergonômica conta com as aletas no volante para troca de marcha. Faz de zero a 100 km/h em 10,4 segundos e atinge 184 km/h de velocidade máxima. Nada extremamente esportivo, mas um conjunto bastante satisfatório. Revestidos em tecido, os bancos dianteiros acomodam bem o corpo e não cansam, mesmo em trajetos longos.

No T-Cross 200 TSI Comfortline, arrancadas e retomadas são bem espertas e a elasticidade do conjunto permite até encarar rampas sem precisar recorrer à primeira marcha. O câmbio automático tem um sutil “delay” de reação, principalmente quando os giros caem demais. Nada que chegue a causar incômodo. O nível de rigidez da carroceria e a inclinação nas curvas é bem decente para um utilitário esportivo. A assistência elétrica oferece respostas bem diretas. Os freios, a disco nas quatro rodas, dão conta do recado com eficiência. Sistemas como os controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas e bloqueio eletrônico de diferencial ajudam a tornar a vida do motorista mais tranquila, assim como a câmera de ré e os sensores dianteiros de estacionamento. Já o isolamento acústico poderia ser melhor. O ruído do motor domina o habitáculo quando se pisa forte no acelerador.

Texto e Fotos Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix

Ficha técnica
Volkswagen T-Cross 200 TSI Comfortline

Motor: flex, dianteiro, transversal, 3 cilindros, 12 válvulas, 999 cm3, turbocompressor. Injeção eletrônica de combustível.
Tração: dianteira
Potência máxima: 115/128 cavalos a 5.500 rpm (G/E)
Torque máximo: 20,4 kgfm de 2 mil a 3.500 rpm (G/E).
Diâmetro e curso: 74,5 x 76,4 mm
Taxa de compressão: 10,5:1
Câmbio: automático Tiptronic de 6 marchas
Direção: elétrica
Suspensão: dianteira com McPherson e traseira com eixo de torção
Freios: disco ventilado (dianteira) e sólido (traseira)
Pneus: 205/55 R17
Direção: elétrica
Dimensões: 4,20 metros de comprimento, 1,75 metro de largura (estimada), 1,72 metro de altura, 2,65 metros de distância entre os eixos
Preço: R$ 99.990.

TEST-RIDE: HIMALAYAN, UMA INDIANA ESPARTANA E OUSADA!!!

Ousadia é a palavra-chave que vai nortear os caminhos da Royal Enfield no Brasil a partir de 2019. A marca indiana quer abrir este ano dez novas concessionárias e, de quebra, apresentou a Himalayan, uma espartana trail que tem preço sugerido de R$ 18.990. O termo ‘espartana’ não é pejorativo, se deve há dois motivos: a simplicidade no design e acabamentos e também pela sua capacidade de enfrentar desafios, principalmente no fora-de-estrada. Forjada e testada na mais alta cadeia montanhosa do mundo, o Himalaia, o modelo indiano de estilo retrô está equipado com motor de 410 cm3 de capacidade cúbica, que foi projetado do zero.

A Royal Enfield vê sua trail como um modelo de nicho, com um perfil de público bastante diferenciado, formado por fanáticos pelo estilo mais clássico. “A Himalayan ocupará seu próprio espaço dentro do cenário motociclístico brasileiro. Versátil e robusta, a nossa moto vai ser uma boa opção para que se aventurar pelo Brasil, seja pela terra, seja pelo asfalto”, explica Claudio Giusti, diretor Geral da Royal Enfield do Brasil.

O design “ame ou odeia” desta nova indiana tem suas vantagens, principalmente por não chamar a atenção dos amigos alheio. De cara, a Himalayan lembra a BMW R80 GS, que foi fabricada na década de 1980. Porém, o tanque de combustível está protegido por uma estrutura tubular, minimizando o risco de avarias em caso de uma queda.

A moto conta com dois paralamas na dianteira, um rente ao pneu e outro mais alto, como em suas principais concorrentes. Além disso traz, de série, protetor de cárter, bagageiros e preparação para receber malas laterais e outros itens como, por exemplo, galões sobressalentes. Como curiosidade, há no painel uma bússola digital para dar o “Norte” aos motoviajantes.

MOTOR

A Himalayan está equipada com um motor de um cilindro, 410 cm3 de capacidade, batizado de LS 410. Totalmente novo, o propulsor oferece boa distribuição de torque e potência, principalmente em baixos e médio regimes de rotação. São 3,2 Kgf.m de torque já disponíveis a 4.250 rpm. Já os 24,5 cv de potência estão em seu pico a 6.500 giros.

Ou seja, a moto é esperta na trilha e no trânsito, quando é preciso usar a força, que também é bem-vinda para encarar uma ladeira, apesar de seus 185 quilos à seco.

Neste teste, a equipe do MinutoMotor rodou quase 300 quilômetros pelo interior de São Paulo, entre asfalto, estradas vicinais e trilhas. O desempenho foi surpreendente. Com relação ao motor, o LS 410 vibra bem menos se comparados aos propulsores da linha clássica da Royal e traz câmbio de cinco velocidades. Além disso, o consumo girou entre 25 e 30 km/litro, o que confere a Himalayan uma autonomia de cerca de 450 quilômetros (tanque de 15 litros).

É possível rodar entre São Paulo e Minas com apenas um tanque de combustível. Aqui depende do peso da mão do piloto. Outro diferencial é que está trail retrô pode rodar até 10 mil quilômetros entre trocas de óleo.

CICLÍSTICA

Ancorada por um robusto chassi em berço duplo, a Himalayan é uma motocicleta equilibrada, isso em função do conjunto de suspensão e freios, que conta com ABS de série. Na dianteira o tradicional garfo telescópico de 41mm e 200 mm de curso e freio a disco único de 300 mm de diâmetro.

Já na traseira suspensão monoamortecida, com 220 mm de curso, e disco simples de 220 mm de diâmetro. Apesar de soluções espartanas, o conjunto deu conta do recado. Em nenhum momento, mesmo em voos pelas valas nas trilhas, a moto deu final de curso. Com distância do solo de 220 mm, o modelo supera obstáculos com facilidade.

Já os freios são honestos e cumprem seu papel. Isso graças ao sistema ABS de dois canais. Para ajudar nesta missão, a Himalayan vem calçada com pneus on/off-road (Pirelli MT 60) – aro 21 polegadas na dianteira e 15 polegadas na traseira –, que oferece boa aderência e bom desempenho em qualquer condição de terreno.

ERGONOMIA E CONFORTO

A Himalayan é uma moto confortável, isso em função da largura do guidão, o assento em dois níveis, com espuma de boa densidade; aliado a posição das pedaleiras. Aliás, as pedaleiras largas são um belo aliado para quem gosta de pilotar de pé (como eu) pelos deslocamentos na terra. É possível remover a borracha e deixar no ferro, que é todo serrilhado para apoiar melhor a bota.

Os pontos de fixação de bagagem para malas rígidas, alforjes e galões de combustível fazem parte do design da motocicleta. Ou seja, o motoaventureiro não precisa fazer nenhum tipo de adaptação, já está tudo lá pensado para a instalação de outros acessórios.

O painel de instrumentos é simples, porém completo. Lá é possível controlar a velocidade, temperatura ambiente, tempo de viagem, intervalos de manutenção e direção (bússola). Seu baixo centro de gravidade garante facilidade em colocar os pés no chão e assegura controle total durante a pilotagem. A trail indiana está disponível em duas opções de cores – Granite e Snow – e será comercializada pelo valor de R$ 18,990,00 – sem frete.

CONCLUSÃO

A Royal Enfield Himalayan é uma moto com personalidade forte. Feita para enfrentar qualquer tipo de desafio. Para muitos ela não é bonita, não é a mais potente de sua categoria, muito menos a mais tecnológica. Acho que está aí o seu charme. É uma moto que vai te legar para onde você quiser ir. É uma moto que você poderá rodar sem a preocupação de ter uma arma apontada para sua cabeça, já que não é um modelo ostentação.

A trail Himalayan é uma moto raiz, feira para quem quer curtir e fazer passeios on/off-road. É uma moto para quem não precisa provar mais nada para ninguém. É uma moto para percorrer distâncias, não fazer o melhor tempo. Como disse Claudio Giusti, diretor Geral da Royal Enfield, “a Himalayan é espartana, versátil e confiável que carrega, na sua essência, o espírito de liberdade do motociclista!!”. Isso sem falar na ousadia de encarar a concorrência de frente.

Como postou meu amigo Flávio Bressan no Instagram (estradasamazonicas), “a Himalayan é uma moto rústica, bruta e sistemática! Como todas as trails deveriam ser. A Himalayan é aquela Ténéré 250 mais forte que todos queríamos ter. Se tivesse o logo da Yamaha no tanque tava todo mundo babando e chamando a moto de herdeira real do nome lendário da Ténéré”.

Fotos Johanes Duarte / Divulgação

EXCLUSIVO: ENTREVISTA COM ISSAO MIZOGUCHI, PRESIDENTE DA HONDA

Cada companhia enxerga o momento econômico – interno e global – de formas distintas. Enquanto a Ford fecha sua unidade em São Bernardo do Campo (SP), a Moto Honda da Amazônia anuncia um novo ciclo de investimentos em sua fábrica em Manaus (AM). A empresa prevê aportes na ordem de R$ 500 milhões até 2021. O objetivo é realizar uma completa transformação na cadeia produtiva: melhorias significativas em termos de logística, avanços tecnológicos, maior eficiência e, consequentemente, maior competitividade e aumento na produção. Detalhe: a Honda detém hoje quase 80% do share do mercado de duas rodas no Brasil, cuja produção nacional já superou 24 milhões de unidades, isso desde 1976 com a CG 125. É a Honda em sua incansável “metamorfose ambulante”! Tudo para melhorar processos e diminuir impactos ao meio ambiente.

Issao Mizoguchi, presidente da Honda; Wilson Lima, governador do Estado do Amazonas; e Alfredo de Menezes Júnior, superintendente da Suframa.

“Em 48 anos de Brasil, acompanhamos o amadurecimento deste mercado e, claro, do público consumidor que está cada vez mais exigente em quesitos como design, segurança, tecnologias amigáveis ao meio ambiente e preço. Assim, estamos fortalecendo a nossa eficiência no processo produtivo para continuarmos satisfazendo nossos consumidores e obtendo a competitividade internacional em um segmento cada vez mais concorrido e globalizado”, comenta Issao Mizoguchi, presidente da Honda South America.

A modernização da planta de Manaus – a maior da Honda no mundo em termos de produção verticalizada, já que fabrica 90% de todos os componentes utilizados em seus modelos – consiste na renovação de equipamentos, construção de novos, reposicionamento de linhas produtivas e melhoria dos postos de trabalho estão entre as ações que serão implementadas na fábrica nos próximos três anos com o objetivo de tornar a Moto Honda ainda mais eficiente.

Para se obter um fluxo produtivo mais interligado e com menor movimentação, algumas áreas da empresa serão realocadas. A iniciativa terá início com o agrupamento dos processos para a fabricação de motores, a partir da transferência da fundição, da usinagem, da pintura alumínio e da montagem dos motores para uma nova estrutura predial, inaugurando, assim, a fábrica de motores.

A primeira área a ser transferida será a fundição, cujo novo galpão já está construído e possui 13.852 mil metros quadrados. A partir do segundo semestre deste ano ocorrerá a transferência do processo de usinagem, também para um novo local, com 11.928 metros quadrados, que está em obras no momento.

Já a transferência da pintura alumínio e da nova montagem dos motores, que também ganharão novos prédios, deverá estar concluída até 2020. Da mesma forma, simultaneamente à fábrica de motores, será conduzida a modernização de toda a cadeia produtiva, incluindo a montagem de motos, a produção do chassi, a produção de peças plásticas, os processos de soldagem e pintura dos tanques, além dos departamentos de embalagem e expedição.

Diretoria da Honda – (Júlio Koga à dir) – , além do governador do Amazonas e o superintendente da Suframa

“Estamos engajados em tornar a Honda referência em produtividade. Esta iniciativa irá proporcionar maior flexibilidade e rapidez à nossa operação para superar cada dia mais as expectativas de nossos clientes”, explica Júlio Koga, vice-presidente Industrial da Moto Honda da Amazônia.

  • O jornalista Aldo Tizzani viajou para Manaus (AM) à convite da Honda 

YAMAHA CROSSER 150 2019 GANHA FREIOS ABS DE SÉRIE

Depois da radical reformulação que Yamaha fez na XTZ 250 Lander ABS – com exceção do motor –, a marca dos três diapasões também resolveu dar um up grade tecnológico e estético na sua trail urbana de entrada. A Crosser 2019 é a primeira moto de sua categoria – on/off até 160cc – a estar equipada com freio ABS de série – na roda dianteira. Sua principal concorrente, a Honda NXR 160 Bros ESDD usa freios combinados (CBS). O ABS evita o travamento da roda dianteira em situações de emergência ou piso com baixa aderência. Além disso, o modelo ganhou freio a disco na roda traseira, que garante mais equilíbrio ao conjunto. Mas as mudanças no param por aí!

A Crosser 2019 traz agora um painel mais completo. Conta-giros analógico e visor LCD digital que apresentam múltiplas funções: velocímetro, hodômetro parcial e total, marcador de combustível, fuel trip e relógio. Em ambas as versões – “S” (para-lama é baixo, junto a roda, para uso no asfalto) e “Z”(paralama mais alto, mais aventureira) –, a Crosser é equipada com lampejador de farol alto. Há ainda indicador “Eco”, para uma pilotagem mais focada na economia de combustível e indicador de marchas, útil para o motociclista entrante.

Para se adaptar à altura do piloto, a Crosser traz guidão ajustável, que melhorou a ergonomia do motociclista. A Yamaha manteve o assento em dois níveis. Segundo a marca, a nova versão da Crosser aumentou a sensação de conforto com a adoção da suspensão traseira do tipo monocross com link, capaz de absorver melhor as imperfeições do piso. Para ajudar neste trabalho, a moto usa roda aro 19 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira, calçadas com pneus de uso misto.

O motor é o bom e velho conhecido: Monocilíndrico arrefecido a ar, com exatos 149cm3 de capacidade, capaz de gerar 12,2 cv de a potência máxima quando abastecido com gasolina, e 12,4 cv com etanol. O modelo conta com fácil manutenção, baixo consumo e boa autonomia (taque de combustível com capacidade para 12 litros). 

A nova Crosser 2019 segue com três anos garantia e também faz parte do programa Revisão Preço Fixo da Yamaha. Estará disponível nas revendas já no início de março. A Crosser “S” tem o preço sugerido de R$ 12.390,00 (+ frete) e será vendida nas cores branco e preto. Já a versão “Z”, duas opções de cores: azul e preto. E valor de R$ 12.590,00 (+ frete).

NISSAN COMEMORA 300 MIL VEÍCULOS PRODUZIDOS EM RESENDE

NISSAN COMEMORA 300 MIL VEÍCULOS PRODUZIDOS EM RESENDE

A Nissan alcançou os 300 mil veículos produzidos no Complexo Industrial de Resende (RJ). Um Nissan Kicks foi o responsável pela marca histórica. Inaugurada em abril de 2014, a unidade do sul fluminense produz o crossover Nissan Kicks e os compactos March e Versa. Em setembro de 2017, cerca de três anos e meio após o início das operações, a fábrica chegou aos 150 mil carros produzidos. Para alcançar a marca histórica, a Nissan precisou de apenas 16 meses. As atividades na unidade vão desde a área de estamparia até as pistas de testes, passando pela chaparia, pintura, injeção de plásticos, montagem e inspeção de qualidade, além da fábrica de motores.

Mais que atender às demandas do mercado brasileiro e as necessidades do consumidor, o Complexo também é um importante centro de exportações para toda a América Latina. Veículos produzidos em Resende são exportadas para diferentes mercados, como Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Panamá, Peru, Paraguai e Uruguai. A fábrica de Resende é a primeira da Nissan na América Latina, operação que conta também desde julho de 2018 com a fábrica de picapes de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina, onde é produzida a Nissan Frontier.

“Seguimos um altíssimo padrão japonês de qualidade, e o esforço de todas as equipes se reflete no sucesso de nossa marca. Nossa fábrica é um dos pilares que sustentam o crescimento da Nissan na América Latina, e estamos cumprindo nossos objetivos. A marca de 300 mil carros produzidos reforça ainda mais o compromisso da Nissan com o país e com a região”, disse Sergio Casillas, vice-presidente de Operações de Manufatura da Nissan América Latina.