CB 1000R NSC: A NOVA CLÁSSICA FUTURISTA DA HONDA TEM 142 CV

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Com design arrebatador, a CB 1000R Neo Sports Café – a nova naked streetfighter retrô da Honda – está equipado com motor quatro cilindros em linha de 142 cv de potência, derivado da superesportiva CBR 1000RR Fireblade. Mas esta cafe racer é muito mais que um rostinho bonito. Moto raiz em sua concepção e construção – motorzão e farol redondo – ela esbanja personalidade. Poderia ser denominada de “clássica futurista”, já que a CB 1000R foi baseada na CB4, uma moto conceito da fabricante japonesa. Para controlar toda a potência desta máquina – segundo modelo flagship fabricado em Manaus (AM) – a CB NSC, de Neo Sports Café, conta com boa dose de eletrônica embarcada: modos de pilotagem, controle de tração, suspensão regulável e freios ABS. Preço sugerido: R$ 58.690.

Pelo que tudo indica, a Honda irá trazer ainda este ano a CB 650R Neo Sports Café , a irmã mais nova da CB 1000R NSC, que deve ser uma das principais atrações da Honda no Salão Duas Rodas, que acontece em novembro, em São Paulo.

Segundo Alfredo Guedes Jr, engenheiro da Honda, não há nenhum parafuso da versão anterior. Tudo o projeto começou do zero, com uma releitura dos modelos dos Anos 1950 e 1960. “Minimalista e com a mecânica toda aparente, a moto ganhou novos sistemas de alimentação e exaustão, e eletrônica na medida certa. A ideia não foi oferecer um mero aumento do desempenho em comparação ao modelo anterior. O objetivo foi proporcionar uma experiência única ao guidão da CB 1000R NSC. O resultado superou as expectativas”, conta o engenheiro.

O novo desempenho do motor, aliado à eletrônica embarca e a uma ciclística refinada faz da nova CB 1000R uma streetfighter puro sangue “gostosa” de pilotar e acelerar. Com entre eixos curto (1.452 mm) e a distribuição de peso de 49%/51% (frente/traseira), a moto conta com bom ângulo de inclinação. Isso faz dessa CB retrô uma devoradora de curvas. Não é uma moto esportiva, mas oferece emoção e segurança na dose certa.

Na parte ciclística, ancorada pelo inédito chassi monotrave superior de aço, suspensões Showa reguláveis, freios a disco em ambas rodas com sistema ABS. O que mostra que esta Honda se preocupou em apresentar um conjunto bastante eficiente e equilibrado, que pode ser adaptar facilmente a qualquer biotipo do piloto e também ao seu estilo de pilotagem.

E essas diferenças ou características de tocada podem te dar uma sensação de esportividade, porém a CB NSC é uma moto muito dócil para ser usada no dia a dia. O segredo é saber configurar a entrega de potência de forma correta, por isso o modelo conta com quatro modos de pilotagem. Tudo para integrar ou alterar o nível de potência, do freio-motor e da intervenção do controle de tração.

Modos de pilotagem
Três dos quatro modos de pilotagem são pré-ajustados: em RAIN, a potência fica no nível mais baixo, o freio-motor em nível intermediário e o controle de tração em nível elevado. No modo STANDARD o nível de potência, do controle de tração e do freio-motor é intermediário para os três parâmetros. Aqui o motor prefere trabalha em baixos e médios regimes de rotação. Usei este parâmetro para rodar em ambiente urbana, sem susto ou trancos nas trocas de marchas, que são suaves e precisas.

Quando comecei a rodar na estrada optei pelo modo SPORT. Neste caso a potência é ajustada em nível pleno, e tanto controle de tração como de freio-motor estão no nível menos intrusivo. Liberdade total para “girar o cabo” de forma segura. Emoção, mas com a moto na mão, totalmente controlada. Aqui os giros dos batimentos cardíacos “giram” forte!

O quarto e último modo é o USER, que permite determinar o nível de cada um dos parâmetros de acordo ao gosto do piloto, e inclusive desligar o controle de tração. Como não sou piloto profissional, mas sim um jornalista na pele de consumidor, não utilizei este modo de pilotagem. A escolha entre os quatro modos de pilotagem acontece por comandos que ficam no punho esquerdo do guidão, mesmo com a moto em movimento.

Para ajudar neste comportamento exemplar, a CB 1000R NSC conta com acelerador eletrônico e câmbio de seis velocidades, que atua em conjunto com a embreagem deslizante de comando hidráulico.

Neste test-ride pelo interior de São Paulo ficou claro que a nova CB tem vocação estradeira, porém pouca proteção aerodinâmica. Mas isso a Honda já está trabalhando, com a criação de um kit composto por vários acessórios, entre eles uma pequena bola para o cockpit e uma pequena cobertura rígida para o (pequeno) assento do garupa. Com relação ao consumo médio, a CB 1000R NSC fez quase 17 Km/l.

Motor derivado da Fireblade
O motor DOHC de 998cm3 de quatro cilindros em linha e cabeçote de 16 válvulas tem potência máxima de 141,4 cv a 10.500 rpm. Derivado da CBR 1000RR fabricada entre 2008 e 2011, o ajuste do propulsor privilegiou torque em regimes médios, entre 6 e 8 mil rpm, onde praticamente os 10,2 kgf.m de torque já está à disposição. Em função dessa força, a moto oferece bom desempenho também rodando na cidade.

A suspensão dianteira, ajustável, é uma Showa SFF-BP (Separate Function front Fork – Big Piston), sua principal característica é abrigar todas as funções de amortecimento de um lado e reservar o outro lado para a mola. Este tipo de arquitetura garante, ao mesmo tempo, resposta uniforme, conforto e controle em todas as condições de condução. Na traseira a balança monobraço está ligada a um conjunto mola-amortecedor Showa, totalmente regulável.

Dessa forma a bela roda de liga leve fica quase que totalmente aparente. Lembra a Ducati X-Diavel. A moto está calçada com pneus Bridgestone 120/70 ZR17 na dianteira e 190/55 ZR17, na roda traseira. Máxima eficiência para absorver impactos.
O sistema de freios é composto de discos flutuantes de 310mm na dianteira com cálipers de fixação radial com quatro pistões. Na traseira, o cáliper de dois pistões “morde” o disco único de 256mm. Ou seja, freios nervosos que, praticamente, estancam a moto!

Full LED e painel completo
O design adotado pela Honda na CB 1000R resultou em uma clássica futurista, com poucas peças plásticas, motor à mostra, ou seja, minimalista do farol redondo até a rabeta curta. Mas deixando claro o elevado desempenho do motor e ciclística eficientes.

A iluminação Full LED desta naked da “marca da asa” traz sistema DRL (Daytime Running Light) na dianteira e traseira. O painel de instrumentos, totalmente digital oferece uma lista telefônica de informações: velocímetro e conta giros, indicador de marchas, nível de combustível, relógio, indicador de temperatura externa e do arrefecimento do motor, computador de bordo (consumo médio, instantâneo e autonomia restante) indicadores de nível de potência, freio motor e controle de tração selecionados, além de luzes alerta para indicadores de direção, ABS, luz alta, sobreaquecimento do liquido de arrefecimento, corte do controle de tração, pressão do óleo do motor, injeção. Além do shift light, luz que indica o momento para efetuar a troca para uma marcha superior, que é totalmente (personalizável).

Conclusão
A CB 1000R NSC é uma moto de personalidade forte, tanto em termos estéticos, como em desempenho. Motorzão de quatro cilindros de mais de 140 cv bastante dócil e controlável, porém tem comportamento esportivo quando exigido. Eletrônica funcional e simples nos ajustes, tudo bem intuitivo. E, de quebra, o modelo é confortável, ergonômico – já que o piloto “veste” bem a moto. Como destaque traz uma tecnologia vinda dos carros de luxo: em frenagens de emergência a moto aciona, além da luz de freio, o pisca-alerta (dianteiro e traseiro, simultaneamente).

Com relação ao preço público sugerido de R$ 58.690 (base Estado de São Paulo), muitos vão achar um ‘absurdo de caro’, outros nem tanto. Basta comparar todo o pacote desta naked retrô com, por exemplo, uma Yamaha Factor 150 UBS (R$ 9.590) ou um scooter Dafra Citycom S 300i ABS (R$ 21.990) para perceber que o preço desta 1000cc não é tão estratosférico assim. A CB 1000R NSC está disponível nas cores vermelho metálico e o preto perolizado. A garantia é de três anos sem limite de quilometragem e o modelo conta com assistência 24 horas em países da América do Sul.

Equipamentos de segurança usados pelo jornalista Aldo Tizzani, do MinutoMotor, no test-ride da CB 1000R NSC
Capacete: LS2 Arrow
Jaqueta: Dainese
Calça: HLX
Botas: FOX
Luvas: Dainese

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