Chevrolet Onix RS apresenta apenas um visual mais esportivo ao carro mais vendido do Brasil

Com visual mais agressivo, o Onix RS parte de R$ 78.090 / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
Com visual mais agressivo, o Onix RS parte de R$ 78.090 / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

Líder de vendas no mercado brasileiro desde 2015, Chevrolet Onix ganhou no final do ano passado a versão RS, com uma roupagem mais esportiva. Posicionada entre a intermediária LTZ e a “top” Premier, adota o mesmo “powertrain” de outras versões – motor 1.0 turbo de 116 cv de potência e com câmbio automático de 6 velocidades. A nova configuração acrescenta itens inspirados nos modelos de competição à versão LTZ, quase todos em variações de preto como, por exemplo, a grade tipo colmeia, os spoilers mais pronunciados esculpidos nas extremidades do próprio para-choque, os faróis tipo projetor com máscara negra e luz DRL com moldura em preto brilhante, além do emblema RS e da gravata Chevrolet “black bow tie”. Os retrovisores ganharam um tom “Black Piano” e o teto e as rodas são pintados com uma tinta negra metalizada, enquanto as máscaras dos faróis e os adesivos de coluna são foscos. Na traseira, o Onix RS traz spoiler em preto metálico integrado ao para-choque, um aerofólio em “Black Piano” e o emblema “RS” em acabamento vermelho.

O GM Onix RS traz spoiler e aerofólio na parte traseira /  Luiza Kreitlon / AutoMotrix
O GM Onix RS traz spoiler e aerofólio na parte traseira / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

No interior, o RS reforça a “fantasia esportiva” do Onix, porém, a cor escolhida para dar um aspecto dinâmico ao visual é o vermelho. Está presente nas costuras pespontadas da forração do volante esportivo de base reta, iguais às que decoram os bancos envolventes. Já as saídas de ar têm molduras com um toque vermelho acetinado que combina com o grafismo do quadro de instrumentos. A versão RS é a única da linha a trazer cabine com revestimento de teto e colunas escurecidos. Ao contrário da “top” Premier, a RS não oferece o sistema start/stop, que desliga automaticamente o motor em paradas temporárias, nem o carregador Wireless (sem fio) para celulares. O serviço de concierge OnStar e o Wi-Fi 4G nativo – destaques da Premier – também não estão disponíveis. Outra ausência notável é a da câmera de ré – a RS traz apenas sensor de estacionamento, com alerta sonoro e visual no painel.

O motor 1.0 turbo é o mesmo das demais versões / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
O motor 1.0 turbo é o mesmo das demais versões / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

Em uma versão esportiva que traz a sigla “RS” era de se esperar um câmbio manual, que oferecesse ao motorista maior controle sobre a motorização. Mas as pesquisas da Chevrolet apontam que os consumidores brasileiros priorizam cada vez mais a praticidade e preferem a transmissão automática, tornando mais confortável o uso no trânsito urbano. Assim, o câmbio automático de 6 velocidades foi mantido, sem modo “Sport” ou borboletas no volante. Trabalha junto ao motor 1.0 turbo flex com três cilindros e 12 válvulas. Entrega potência de 116 cavalos (com gasolina e etanol) a 5.500 rpm e torque máximo de 16,3 kgfm com gasolina e 16,8 kgfm com etanol, sempre a 2 mil rpm.

O carro não conta com Wi-Fi e câmera de ré / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
O carro não conta com Wi-Fi e câmera de ré / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

O preço do Onix RS começa em R$ 78.090, se vier na cor metálica Preto Ouro Negro – um valor dentro da atual faixa de preços do hatch da Chevrolet, que vai dos R$ 60.790 da versão básica MT aos R$ 85.190 da “top” Premier Turbo 2. A cor sólida Branco Summit sobe o valor a pagar em R$ 850 e a metálica Vermelho Carmim (a do modelo testado) acrescenta R$ 1.600 à fatura, que atinge R$ 79.690. A mais nova versão do Onix não oferece opcionais. No entanto, quem quiser “entrar na brincadeira”, pode incorporar acessórios como tapetes de carpete com borda vermelha e logo “RS”, pedaleiras esportivas, ponteira do escapamento cromada com dupla saída e antena de teto mais curta.

O visual agressivo é reforçado pelas rodas pretas / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
O visual agressivo é reforçado pelas rodas pretas / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

Impressões ao dirigir – O motor 1.0 turbo Ecotec viabiliza retomadas de velocidade decentes e confere ao Onix habilidade para circular com desembaraço, tanto na cidade quanto na estrada. Mas nada que permita à versão ser chamada de esportiva, como os adereços e a aparência do modelo insinuam. Disponível já na faixa de 2 mil giros, o torque máximo de 16,3 kgfm dá ao motor a capacidade de reagir rápido. Porém, quando o motorista pisa fundo no acelerador, a reação não é tão imediata por que a injeção não é direta. Quando o turbo entra em ação, o carro ganha velocidade rapidamente.

Grade colmeia, spoilers, DLR e logo "RS" chamam a atenção / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
Grade colmeia, spoilers, DLR e logo “RS” chamam a atenção / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

Se o RS não chega a ser empolgante como se espera de um automóvel que ostenta um aerofólio na traseira, também não pode ser classificado como enfadonho. Responde bem ao acelerador e permite que retomadas e ultrapassagens surjam feitas sem estresse. O câmbio automático de 6 marchas é bem escalonado e não apresenta trancos. O Onix não traz borboletas atrás do volante para as trocas de marchas manuais, mas é possível mudar sequencialmente as seis marchas, colocando a alavanca na posição “L” e acionando um pouco ergonômico botão na lateral.

O Onix conta com controles de estabilidade e tração / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
O Onix conta com controles de estabilidade e tração / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

A suspensão é a mesma adotada nas outras configurações do hatch. É um tanto rígida e transfere parte das irregularidades do solo para dentro do carro. Embora a carroceria incline nas curvas mais fechadas, o carro oferece um bom nível de estabilidade em trechos sinuosos percorridos em altas velocidades – os pneus Continental PowerContact 2 de perfil 55 também cooperam na tarefa. Quando o Onix RS começa a escapar, os controles de estabilidade e tração atuam providencialmente para que a coisa não fique perigosa. E a direção elétrica bem ajustada também facilita o controle.

Texto Luiz Humberto Monteiro Pereira / AutoMotrix

Ficha Técnica
Chevrolet Onix RS

Motor: dianteiro, transversal, três cilindros e 12 válvulas, 999 cm³, flex, turbo
Potência máxima: 116 cavalos (com gasolina e etanol) a 5.500 rpm
Torque máximo: 16,3 kgfm com gasolina e 16,8 kgfm com etanol, sempre a 2 mil rpm
Transmissão: câmbio automático de 6 velocidades com mudanças manuais na alavanca. Tração: dianteira
Suspensão: dianteira independente tipo McPherson, com barra estabilizadora, e traseira semi-independente, com eixo de torção
Rodas e pneus: alumínio de 16 polegadas com pneus 195/55 R16
Direção: do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica
Freios: discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, com ABS e EBD
Tanque de combustível: 44 litros
Porta-malas: 275 litros
Dimensões: 4,16 metros de comprimento, 1,74 metro de largura, 1,47 metro de altura, 2,55 metros de distância de entre-eixos
Peso: 1.085 quilos
Preço: inicial de R$ 78.090. Na cor Vermelho Carmim do modelo testado, atinge R$ 79.690.

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