Concurso cultural: Quando o instrutor é nota 10!

Regiane Marangne, instrutora da Auto Motoescola Hortolândia, de Jundiaí (SP), foi a vencedora da primeira edição do Concurso Cultural Instrutor Nota 10. As avaliações – teóricas e práticas – aconteceram em 31 de janeiro, no Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH), em Indaiatuba (SP). Pela conquista, a instrutora que tem dez anos de profissão ganhou uma Honda CG 160 Fan “0 KM”. O concurso, inédito no País, recebeu a inscrição de 803 instrutores e 382 alunos de todas as regiões do estado de São Paulo. O prêmio teve a organização da revista Moto Escola, com apoio do Sindautoescola-SP e Honda.

O avaliadores do CETH mostram aos finalistas como será a prova de frenagem / Mario Villaescusa

O objetivo do Concurso Cultural Instrutor Nota 10 foi estimular as boas práticas ao guidão. Para concorrer os instrutores acessaram o site do concurso, preencheram o formulário e aceitaram o regulamento. O candidato assistiu cinco vídeos de treinamento relacionados à segurança e manutenção. Depois respondeu a um ‘Quiz’ com perguntas ligadas aos assuntos abordados e, para finalizar, escrevia uma frase com o tema: “Como o instrutor pode construir um trânsito melhor”.

Os cinco finalistas do "Instrutor Nota 10" fizeram provas no CETH, em Indaiatuba / Mario Villaescusa

Os acertos nas respostas e a frase bem criativa foi o passaporte para cinco finalistas que tiveram uma experiência diferenciada no centro de ensino da Honda, em uma ação que valorizou o profissional de instrução de trânsito. Os cinco finalistas foram: Jean Albert Martins Leal (Agudos), Carlos Roberto Camossa (Santa Cruz das Palmeiras), Benedito Tadeu Alves (Itapira), Eliane Camargo Brisola (Pilar do Sul) e Regiane Marangne (Jundiaí).

Confraternização entre os participantes na noite anterior a final do concurso / Mario Villaescusa

Recepção e ansiedade

Os finalistas foram recepcionados pela equipe da revista Moto Escola, Honda e Sindautoescola-SP para um jantar de confraternização e pernoitaram em Indaiatuba. A ansiedade estava estampada no rosto dos competidores. “Não dormi nada!”, contou Regiane. “Já Carlos dormiu como uma pedra”, conta José Carlos Borotto, diretor de ensino da Auto Moto Escola Centenário, de Pilar do Sul (SP). Na manhã do dia 31 Benedito Tadeu Alves se integrou ao time de finalistas.

Participantes, acompanhantes e convidados na apresentação na Honda / Mario Villaescusa

A pressão aumentou quando o grupo se reuniu no Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH), unidade de ensino que tem a missão de qualificar e requalificar motociclistas de várias áreas de atuação, seja militar, frotista ou instrutor de trânsito. Depois do café da manhã, os finalistas foram encaminhados para uma sala de aula onde receberam as informações sobre as avaliações e a agenda do dia com testes teóricos e práticos, a visita ao Honda Fan Club (museu) e experimentação de modelos Honda.

Luiz Gustavo Guereschi, Supervisor de Treinamento da Honda, dá boas vindas aos finalistas / Mario Villaescusa

Hora da verdade

Depois das boas-vindas, Luiz Gustavo Guereschi, Supervisor de Treinamento; e Francisco Henrique Guedes Brasil, Analista de Planejamento de Pilotagem, ambos do CETH, fizeram as apresentações das provas. Todos os participantes começaram a disputa com 1.000 pontos. Em caso de falta de abordagem do tema ou falha de pilotagem pontos eram subtraídos desse total. Ganharia quem somasse mais pontos ao final das provas. A avaliação teórica foi uma entrevista, na qual os finalistas tinham que falar sobre tópicos abordados nos cinco vídeos: capacete, curvas, frenagem e postura na pilotagem.

Francisco Henrique Guedes Brasil, Analista de Planejamento , explica as regras das avaliações  / Mario Villaescusa

As provas práticas de habilidade de pilotagem foram divididas em três fases: frenagem, low speed balance (equilíbrio em baixa velocidade) e slalon. Estas atividades duraram toda a manhã. As penalidades variaram de 20 pontos (Grave. Exemplo: derrubar a moto), 10 pontos (Média. Exemplo: viseira aberta) e 5 pontos (Leve. Exemplo: pé no chão). Se o candidato encurtou o traçado na prova de slalon era descontado, de cara, 250 pontos. O CETH disponibilizou uma equipe de 10 pessoas que acompanhou cada centímetro rodado pelo instrutor. Qualquer falha era anotada em uma planilha de descontos.

As avaliações práticas de pilotagem foram divididas em etapas / Mario Villaescusa

Dessa forma e com apenas 105 pontos descartados, a grande campeã da primeira edição do Concurso Cultural Instrutor Nota 10 foi Regiane Marangne (895 pontos), seguido de Jean Leal (630 pontos), Carlos Camossa (630 pontos), desempate na prova de slalon; Eliane Brisola (585 pontos) e Tadeu Alves (570 pontos).

A campeão Regiane Marangne ganhou um Honda CG 160 Fan 0KM / Mario Villaescusa

Para a vencedora, que representa a Auto Motoescola Hortolândia, de Jundiaí, estar na posição do aluno não uma das tarefas mais agradáveis. “Aqui a pressão é forte. Nossa profissão é um misto de educador, psicólogo e mãe. Sensação de vitória e, principalmente de valorização do profissional e do ser humano”, conta, emocionada, a vencedora deste concurso pioneiro que envolveu motoescolas de todo o estado de São Paulo. Sua postura na parte educacional e de pilotagem foi recompensada com uma Honda CG 160 Fan zero quilômetro. Os demais candidatos ganharam prêmios que variavam de R$ 1.000 a R$ 4.000.

Os cinco finalistas tiveram a oportunidade de pilotar vários motos Honda / Mario Villaescusa

FRASES DOS INSTRUTORES FINALISTAS:

“Quando o coração pulsa mais forte ao ensinar, evita que outros corações parem de pulsar.” – Jean Albert Martins Leal (Agudos – Auto Motoescola Sem Limites)

“Instrutor de trânsito preparado, dedicado e capacitado. Trânsito mais seguro e educado.” – Carlos Roberto Camossa (Santa Cruz das Palmeiras – Auto Motoescola Centenário)

“O instrutor consciente da sua profissão não ensina o aluno a só passar no exame, ele ensina a pilotar para a vida. Educar para o trânsito é salvar vidas.” – Benedito Tadeu Alves (Itapira – Auto Motoescola Souza)

Finalistas, organizadores, representantes da Honda e do Sindauto-SP durante a premiação / Mario Villaescusa

“Sendo um multiplicador de conhecimento e conscientização para um trânsito mais humano e seguro. Sempre priorizando a vida.” – Eliane Camargo Brisola (Pilar do Sul – Auto Motoescola Carvalho e Soares)

“Conscientizando o aluno que o trânsito não é brincadeira, que todo cuidado e atenção são sempre necessários e que o respeito pelo próximo faz um trânsito seguro.” – Regiane Marangne (Jundiaí – Auto Motoescola Hortolândia).

ALUNOS TAMBÉM GANHAM PRÊMIOS

Os alunos de moto escolas do Estado de São Paulo também concorreram a prêmios de R$ 1.500 (valor referente ao custo de emissão da CNH – Categoria “A”) e capacetes Honda. Confira os vencedores e as frases escolhidas:

Dois alunos tiveram as despesas da CNH, categoria A,  pagas pela organização / reprodução

CNH

“Com uma moto posso ir pra minha faculdade sem dificuldade.” – Karoline de Oliveira Veronês

“Finalmente vou poder aposentar a bicicleta.” – Sarah Ricardo Falcão da Frota

Dez alunos também receberam capacetes Honda como prêmio / reprodução

CAPACETES

“Pra mim vai ser mais prático até pra arrumar um emprego.” – Rian Henrique Almalmeida De Souza

“Me dará a liberdade de correr atrás dos meus sonhos que estão quilômetros à minha frente.” – Pamela Maria Mariano Correa

“Trazendo liberdade, mobilidade e abrindo portas para grandes aventuras!” – Luiz Antonio Oliveira Carmo Filho

“Com uma otimização de tempo, espaço e dinheiro”. – Lucas Gabriel Menezes dos Santos

“Uma moto vai encurtar distâncias, ganhar tempo e me trazer liberdade e forte emoções.” – Raylane Aparecida Galdino De Oliveira

O vídeo sobre capacete capacete foi um dos temas do 'Quiz' / reprodução

“Vai melhorar pois ando de bicicleta, ficará mais fácil e rápido de ir aos lugares.” – Erica Caldeira dos Santos

“Economia e menor tempo em trânsito parado, mais sempre prevalecendo a segurança.” – Douglas Carvalho dos Santos Brito

“Para ir para o trabalho, para passeio e para minha independência.” – Mayara Aparecida Lopes Ribeiro

“Facilitando a minha locomoção de um lugar ao outro, com segurança e em menor tempo.” –  Karolaine Vieira

“Ter uma moto representa liberdade, praticidade e principalmente economia.” – Vanessa de Souza

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