Honda CG versus VW Gol: a evolução dos veículos mais vendidos do Brasil

Em 40 anos, os dois veículos venderam juntos 22 milhões de unidades / Arte FFGodoy
Em 40 anos, os dois veículos venderam juntos 22 milhões de unidades / Arte FFGodoy

Apesar de tudo – pandemia e, consequentemente, paralisação de toda a cadeia produtiva no segmento automotivo – esta indústria tem comemorado excelentes resultados. Em março, a Honda comemorou a produção de sua motocicleta número 25 milhões. É a primeira fabricante do País a registrar tal número, ou seja, recorde histórico. Desde seu lançamento, em 1976, já foram produzidas 13 milhões de CGs – o veículo mais vendido do País. Já Volkswagen também está em festa, o Volkswagen Gol – o modelo mais produzido, vendido e exportado da indústria automobilística de quatro rodas – comemora 40 anos com mais de 8,5 milhões de unidades fabricadas no Brasil.

VW Gol: mais de 8,5 milhões de unidades fabricadas no Brasil / Divulgação
VW Gol: mais de 8,5 milhões de unidades fabricadas no Brasil / Divulgação

“A fábrica de Taubaté está diretamente ligada à história do Gol. A unidade foi responsável pela fabricação de mais de 5 milhões de unidades do modelo, o que representa mais de 70% do total produzido. Temos muito orgulho de fazer parte desta história de 40 anos e celebramos esta conquista sendo atualmente uma fábrica referência em produtividade no Grupo Volkswagen. São importantes marcos para comemorarmos”, finaliza Vilque Rojas, Plant Manager da Volkswagen do Brasil em Taubaté.

Das 25 milhões de motos fabricadas pela Honda, 13 milhões são CG / Reprodução
Das 25 milhões de motos fabricadas pela Honda, 13 milhões são CG / Reprodução

Já o presidente da Honda South America, Issao Mizoguchi, disse que comemorar 25 milhões de motocicletas produzidas em Manaus é algo grandioso e uma imensa alegria para nós. “Seguimos há 48 anos com o propósito de melhorar a vida das pessoas por meio das nossas soluções de mobilidade. Em 1976 tínhamos apenas a pequena CG 125. Atualmente fabricamos 24 modelos, de 110 a 1.000 cilindradas, que somam 108 versões”, afirma Mizoguchi.

Confira a evolução dos dois modelos, que juntos já venderam 22 milhões de unidades em quatro décadas.

Linha de produção da primeira geração do VW Gol, em Taubaté (SP) / Divulgação
Linha de produção da primeira geração do VW Gol, em Taubaté (SP) / Divulgação

VW GOL

G1 – Em 1980 surgia o Gol com motor 1.3l, 42 cavalos e 9,2 Kgf.m de torque. Em 1982, a marca comemorou as primeiras 100 mil unidades produzidas. Ao longo dos anos, o carro sofreu mudanças significativas de visual, com destaque para 1984, quando recebeu sua primeira versão esportiva, o Gol GT. Trazia motor 1.8 refrigerado a água de 99 cv de potência. Em 1990, o primeiro marco: 1.000.000 unidades produzidas.

G2 – Entre 1994 e 2003, a segunda geração do Gol passou a ser fabricada. Diferente do Gol “quadrado”, essa versão tinha formas mais arredondadas e por isso passou a ser conhecida como “bolinha”. o Gol GTI, em 1989, foi o primeiro carro brasileiro com injeção eletrônica, com um sistema analógico totalmente desenvolvido no Brasil.

Em 1990, a Volkswagen comemora 1 milhão de unidades produzidas do Gol / Divulgação
Em 1990, a Volkswagen comemora 1 milhão de unidades produzidas do Gol / Divulgação

G3 – Chamado de G3, apresentado em 1999 e fabricado até 2005, na verdade era somente uma reestilização profunda da segunda geração. A maior diferença ficava por conta da plataforma, alongada, que deixava o conjunto óptico mais reto. Em 2003 chega o Gol TotalFlex, primeiro carro com motor flex do Brasil.

G4 – Ainda usando como base a segunda geração de 1994, a VW lançou, em 2005, a versão G4 do Gol. Nesta versão, o conjunto ótico voltou a ser mais arredondado, mantendo-se assim até 2014.

Todas as gerações de um sucesso de vendas chamado Gol / Divulgação
Todas as gerações de um sucesso de vendas chamado VW Gol / Divulgação

G5 – Em 2008 foi apresentada de fato a terceira geração do carro. O Novo Gol apresentava uma plataforma totalmente atualizada e que ficou em produção sem nenhuma alteração até 2012.

G6 – Com cara de Fox, a VW apresentou, em 2012, a primeira atualização da terceira geração do Gol. O modelo foi mantido até a linha 2016, com novos faróis, nova grade e para-choques redesenhados.

G7 – A segunda modificação da terceira geração do Gol foi apresentada em 2016. Para favorecer o motor tricilíndrico do up!, a VW aposentou o motor 1.0 de quatro cilindros. Em 2017, a unidade de Taubaté inicia produção do Gol com transmissão automática. Agora o modelo comemora 8,5 milhões de unidades fabricadas no Brasil, 5 milhões fabricadas na unidade de Taubaté.

A CG 40 anos e a versão "Bolinha", da 1976: quilômetros de histórias e vendas / Divulgação
A CG 40 anos e a versão “Bolinha”, da 1976: quilômetros de histórias e vendas / Divulgação

HONDA CG

1ª GERAÇÃO (1976-1982) – A pequena CG “Bolinha” nasceu equipada com motor monocilíndrico, quatro tempos e 11cv. Era capaz de fazer até 57km/l, segundo a marca.

2ª GERAÇÃO (1983-1988) – A CG ganha visual com linhas retas e fica mais encorpada. Ganhou balança traseira mais longa, guidom mais alto, pneus maiores e tanque de 12 litros. Em 1985 veio o câmbio de cinco velocidades, com a primeira marcha para cima. Em 1988, surge a primeira Cargo, uma versão destinada a frotistas.

3ª GERAÇÃO (1989-1994) – É lançada a CG 125 Today. Tinha amortecedores traseiros reguláveis, ignição eletrônica. Em 1991 recebeu 69 alterações no motor e 74 no chassi, melhorando o desempenho e a resistência do conjunto.

Surge, em 1995, a primeira versão da Honda CG Titan / Divulgação
Surge, em 1995, a primeira versão da Honda CG Titan / Divulgação

4ª GERAÇÃO (1995-1999) – Surge a primeira CG 125 com o sobrenome Titan. Ganhou novo design e cerca de 90 alterações técnicas.

5ª GERAÇÃO (2000-2003) – A Titan sofreu novas alterações: banco mais largo e com duas seções, guidão mais alto e farol redondo, entre outras. Neste ciclo evolutivo viria a versão KSE (pedal e elétrica e freio a tambor). É desta geração a série especial dourada criada para comemorar a produção de 5 milhões de unidades.

6ª GERAÇÃO (2004-2009) – A moto passa a se chamar CG 150 Titan. Ganha motor de 150cm³ e 14,2cv, versão ESD (partida elétrica e freio a disco). Em 2006, veio a CG Special Edition. Tinha cor laranja, grafismos com faixas pretas e douradas e emblema com a inscrição “Brazil 1971-2006 35th Special Edition” na rabeta.

A CG atual conta com motor de 160cc e visual moderno / Divulgação
A CG atual conta com motor de 160cc e visual moderno / Divulgação

7ª GERAÇÃO (2009-2013) – A CG 150 Titan ganha injeção eletrônica, tanque maior (16,1 litros) e novo chassi. Surge a versão 150 Titan Mix, primeira moto bicombustível do mundo. Em 2010, a Fan vira 150, também flex.

8ª GERAÇÃO (2013-2016) – Mais bonita, a linha passa a ser composta pelas versões 125 Fan, 150 Fan e 150 Titan. Em 2014 é lançada a versão BR, que tinha pintura nas cores da bandeira brasileira, e comemorar os 10 milhões de unidades vendidas. Em 2015, a Titan ganha freios combinados.

9ª GERAÇÃO (2016) – Surge o motor com 160cm³ e 15,1cv. É lançada a série comemorativa dos 40 anos, com visual inspirado no dos modelos de competição da marca. Durante 40 anos mais de 11 milhões de unidades foram vendidas. Em 2020 já saíram da linha de montagem de Manaus 13 milhões de unidades de CG.

4 Comentários

  1. Hayato Ikejiri

    Ótima matéria Aldo!
    Orgulho de ter feito parte das mudanças da CG desde 1996, em especial da versão Flex, onde tive que passar por uns “perrengues” no inverno japonês pra validar o funcionamento do sistema!

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    • Aldo Tizzani

      Caro Hayato,
      Como é bom fazer parte da história.
      Estive em Manaus no lançamento da CG Mix e tive o privilégio de fazer parte da Expedição CG 40 Anos – Quilômetros de Histórias. Recentemente participei das comemorações dos 25 milhões de motos produzidas pela marca.
      Vc é um baita profissional, profundo conhecedor dos produtos Honda, além de piloto experiente.
      Forte abraço,
      Aldo Tizzani
      Editor-Chefe

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  2. Fausto Macieira

    Muito maneirow o comparativo, com a CG ganhando de, err 7 a 1 dos ‘alemão’, haha. Não gostei muito da inscricão em inglês na edição comemorativa dos 35 anos; pow, a moto é – orgulhosamente – fabricada no Brasil, pra que o ‘Made in Brazil, 35th Edition’? Pra inglês ver, e ler. A meu ver, nada a ver, hehe. Tinha que ser em português. Mas o artigo é ótimo, amigo Aldow. Abrax cariocass em um dia frio pacaraio, parece Sampa, hehe… Braaap!

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    • Aldo Tizzani

      Caro Fausto,
      Um elogio vindo de vc ganhei o ano!!! A década!!!
      Temos que sair do lugar comum, procurar pautas interessantes para nossos leitores.
      Hoje eles querem entretenimento, curiosidades e notícias com bom conteúdo.
      Seguiremos em frente, acelerando…
      Faça chuva ou sol; calor ou frio.
      BRAAAAAAAPPPPP!!!!
      Abs,

      Aldo Tizzani
      Editor-chefe

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