Honda CRF 1000L Africa Twin é uma moto na medida certa

Test-ride em Cuiabá (MT) com Africa Twin, bigtrail da Honda / Foto: Caio Mattos

Pilotei a CRF 1000L Africa Twin por rodovias que ligam Cuiabá até a Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. A Honda disponibilizou as duas versões para esse test-ride: o modelo standard e a Adventure Sports, cujo diferencial fica por conta da suspensão de maior curso (240mm) e com o tanque de combustível com capacidade para 24,2 litros.
 
A bigtrail da Honda tem bom equilíbrio e uma boa relação entre peso e potência. Rodando pelo asfalto senti o quanto os novos ajustes da CRF 1000L Africa Twin fizeram bem para a motocicleta.  O acelerador eletrônico, por exemplo, deixou a moto mais dócil para a pilotagem, tanto em trechos off-road, quanto no asfalto. A suspensão, aliada ao novo banco, proporcionou uma viagem confortável. Você quase não sente os buracos.


Consumo médio de combustivel ficou na casa dos 16,5 km/l / Foto: Caio Mattos

Para quem quer um modelo para viajar e também fazer o uso em ambiente urbano, a minha opção opção seria a CRF 1000L Africa Twin. Ela é mais leve (216 kg) e conta com regulagem do banco. Se você tiver menos de 1,80m conseguirá colocar o pé no chão sem problema.

A moto está equipada com motor OHC, de dois cilindros, quatro tempos, arrefecimento líquido e 999,1 cm3 de capacidade cúbica. O propulsor gera 88,9 cv a 7.500 rpm e torque de 9,5 Kgf.m a 6.000 rpm. Conta com bom desempenho e entregas mais progressivas, sem sustos. A média de consumo de combustível ficou entre 16,5 Km/l, rodando no asfalto e off-road, num total de 350 quilômetros.

A bigtrail tem uma excelente ergonomia para percorrer longas distancias/ Foto: Caio Mattos

A bigtrail da Honda conta com três modos de pilotagem: Urban, Tour, User, esse último o piloto pode configurar totalmente a entrega de potência, o freio-motor e o controle de tração. Já o Urban fez toda diferença para rodar no asfalto liso por conta de uma fina camada de fuligem proveniente das queimadas.

Na experiência off-road tive meus limites superados. O pessoal da TSO – que idealizou o trajeto – escolheu alguns trechos com areia para que a moto pudesse mostrar realmente todo o seu potencial no fora de estrada. Aliás, vale lembrar que para esse ride os pneus originais foram substituídos pelo Metzeler Karoo 3 (com cravos). O resultado e o desempenho na areia e na terra foi surpreendente! Além de maior segurança na tocada.

No off-road até a Chapada dos Guimarães a tecnologia ajudou a superar os trechos de areia / Foto: Caio Mattos

Como nunca tinha pilotado em areia fofa, a cautela foi redobrada. Moto e piloto passaram ilesos pelo percurso. É claro que depois de alguns trechos rodando na areia, a confiança aumentou e até consegui fazer algumas experiências com o controle de tração.

E, realmente, junto com o acelerador eletrônico, a tração controlada fez a diferença nos deslocamentos pela terra e areia. Eletrônica embarcada em prol de uma pilotagem mais equilibrada e segura. Só para lembrar, a CRF 1000L Africa Twin tem sete níveis de controle de tração, e a possibilidade de desligar o ABS da roda traseira para facilitar a pilotagem no off-road.

Com sete níveis de controle de tração, a moto encara qualquer terreno / Foto: Caio Mattos

Conclusão: A Africa Twin veio para brigar de igual para igual com suas principais concorrentes – BMW R 1250 GS e Triumph Tiger/Scrambler 1200. A moto é excelente para longas viagens, mas também tem potencial para grandes aventuras na terra, areia, rípio etc. Apesar do calor intenso – 40 graus à sombra –, não senti nenhum desconforto ou cansaço pilotando a bigtrail da Honda. Isso atesta também a boa ergonomia do modelo. 

Moto perfeita para estrada asfaltada e deslocamentos na terra / Foto: Caio Mattos

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