O bê-á-bá da moto – Parte 2 – Conheça as principais partes de uma moto

As motos são formadas, basicamento, por mecânica e ciclística / Mario Villaescusa
As motos são formadas, basicamento, por mecânica e ciclística / Mario Villaescusa

No primeiro capítulo do “bê-á-bá da moto”, MinutoMotor apresentou as diferenças de estilos e uso para cada tipo de motocicleta. A experiência de subir em uma moto pela primeira vez é fantástica. É a porta para um novo mundo, recheado de possibilidades, misto entre liberdade e mobilidade. Por isso, nossa intenção é informar, mas também despertar o interesse dos mais jovens que buscam mobilidade e economia. Mas é preciso conhecer o veículo, dicas de manutenção e tudo que envolve este “mundo moto”, que, infelizmente, está parado em função do Coronavírus!

Para o uso racional é preciso conhecer melhor seu funcionamento / Divulgação
Para o uso racional é preciso conhecer melhor seu funcionamento / Divulgação

Basicamente, os veículos de duas rodas são formados por duas partes distintas: a mecânica (motor, transmissão e câmbio) e a ciclística (rodas, conjuntos de suspensão e freios). O conjunto mecânico é responsável por gerar o movimento da parte ciclística. Uma vez em movimento, a parte ciclística fica responsável por ‘gerenciar’ o equilíbrio, a absorção de impactos, a direção e a frenagem. Veja o vídeo no final deste post!

A Rocket 3 traz maior motor produzido em série do mercado: 2.500cc /MinutoMotor
A Rocket 3 traz maior motor produzido em série do mercado: 2.500cc /MM

Conjunto mecânico – O motor é o coração da motocicleta e sem ele a moto não funciona! Um motor pode ter diversas configurações, cabendo à fabricante definir o tipo mais adequado de acordo com a proposta do modelo. Motos de baixa cilindrada costumam usar motores de um cilindro, sendo que modelos com características esportivas, três ou quatro cilindros.

Já o motor da Honda CG tem 1 cilindro e 160cc / Divulgação
Já o motor da Honda CG tem 1 cilindro e 160cc / Divulgação

Outro aspecto importante aqui é o que chamamos de Capacidade Cúbica de um motor, ou popularmente “cilindrada”. Isto é, o tamanho da câmara de combustão, onde o pistão ‘trabalha’. No mercado temos modelos com motores entre 50cc e 2.300cc.

O pedal de câmbio fica do esquerdo da moto / Johanes Duarte
O pedal de câmbio fica do lado esquerdo da moto / Johanes Duarte

Mas voltando ao que interessa, vamos falar da Transmissão. O conjunto dé responsável por transformar e transmitir a energia gerada pelo motor em energia para as rodas. O câmbio (ou marchas) transforma esta energia de acordo com a necessidade do condutor, seja isto mais força (torque) ou mais velocidade (potência).

Conjunto da Transmissão transfere a força do moto para a roda traseira /Divulgação
Conjunto da Transmissão transfere a força do moto para a roda traseira /Divulgação

Por fim, a energia é transferida para a roda traseira por meio de um conjunto composto por pinhão (junto ao motor), corrente e coroa (na roda traseira). Em alguns modelos, esta transferência pode ocorrer por eixo-cardã, sistema de transmissão bastante usado em caminhões e que oferece baixíssima manutenção. Não podemos nos esquecer do sistema elétrico que é composto por bateria, gerador, ignição. Mas aí precisaremos de uma aula de mecânica para explicar a função de cada um. Por isso fica para uma próxima pauta!

O quadro (chassi) representa o "esqueleto" da moto / Divulgação
O quadro (chassi) representa o “esqueleto” da moto / Divulgação

Parte Ciclística – Pois bem, diria que ciclística é o conjunto de reações das diversas partes que compõe o conjunto dinâmico da motocicleta. Juntamente com um bom motor (o ‘coração’), todos os demais componentes precisam estar em sintonia com um bom conjunto ciclístico.

Suspensão e freios são responsáveis pelo conforto e segurança: Divulgação
Suspensão e freios são responsáveis pelo conforto e segurança: Divulgação

Então, uma ciclística equilibrada começa com um bom chassi (o ‘esqueleto’ que vai te manter de pé), boas suspensões (as ‘articulações’ que vão te ajudar a ter uma pilotagem confortável e segura), bons freios (que vão te ajudar a parar com segurança sempre que precisar) e bons pneus (que irão te passar a confiança de sempre manter o contato com o piso da forma segura)? O próximo tema do “bê-á-bá da moto” será inspeção preventiva.

Consultoria técnica: Hayato Ikejiri, especial para o MinutoMotor

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