O bê-á-bá da moto – Parte 4 – Mitos e Verdades sobre pneus

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Pneu está diretamente ligado a segurança. Por isso é preciso calibrar os pneus semanalmente. Para saber qual a pressão recomendada há etiquetas na balança traseira e na capa da corrente (motos) ou mesmo próximo ao porta-luvas, no caso dos scooters. Outro ponto que deve ser observado é o desgaste da banda de rodagem. Para isto, todo pneu tem uma marcação nas laterais com as letras TWI (Tread Wear Indicator), que sinaliza o limite mínimo de segurança do pneu. Pneu careca é passível de multa e pontos na carteira! Com o apoio técnico da Pirelli, nós, do MinutoMotor, produzimos uma lista com mitos e verdades sobre pneus de moto. Confira!

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Pneus são trocados aos pares

VERDADE!

Ao contrário dos carros, as motos dependem apenas desses dois pontos de contato com o solo para serem pilotadas e equilibradas. Assim, em situação que seja necessário trocar um dos pneus, seja o dianteiro ou traseiro, o equilíbrio do conjunto ficaria completamente afetado devido à diferença de desgaste dos pneus, aumentando, e muito, o risco de acidentes, principalmente em condições de baixa aderência, como em pistas molhadas.

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Pneus da mesma marca e modelo nas duas rodas

VERDADE!

Os pneus das motos são feitos para trabalharem em conjunto. O traseiro, especialmente em caso de chuva, fica em contato com a superfície deixada pelo dianteiro e, por isso, caso os modelos sejam diferentes, a estabilidade da roda traseira será afetada. É algo especialmente perigoso em condições de pista com baixa aderência.

Pneus remold são proibidos

VERDADE!

Ao contrário de veículos com quatro ou mais rodas, as motos não podem sofrer com falhas dos pneus por motivo algum, já que em qualquer eventualidade a chance de acidente é enorme. Desta forma, os pneus de motos não são fabricados para suportarem este tipo de tecnologia, o que deve ser respeitado por todos os proprietários de motos.

Denis Armelini / MM

Pneus têm prazo de validade

MITO!

Os pneus das motos levam em suas laterais informações sobre data de fabricação, mas não possuem data de validade. Para a troca, é necessário ficar atento ao indicador de desgaste da banda de rodagem, o famoso TWI, que está apontado nas laterais do pneu, em vários locais. Quando a altura da banda de rodagem chegar ao TWI, é necessário efetuar a troca. Em caso de dúvida, sempre procure um especialista na rede autorizada Pirelli para uma avaliação e indicação do que fazer. Para efeitos de garantia, os pneus da Pirelli possuem cinco anos após a data de compra com apresentação do comprovante fiscal.

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Pneus com rachaduras, hora de trocar?

VERDADE!

Pneus ressecados com rachaduras precisam ser trocados, já que a borracha está aquém da condição ideal para o funcionamento mais seguro do pneu. Para garantir o máximo desempenho e durabilidade de um pneu, evite deixá-lo exposto ao sol caso esteja estocado. Se estiver equipado na moto, nunca passe com o mesmo sobre produtos químicos derivados de petróleo, o que pode atacar a borracha afetando sua durabilidade. Além disso, não se esqueça de mantê-lo sempre calibrado, de acordo com as especificações do fabricante da moto.

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Cera nos pneus?

MITO!

Os pneus novos não possuem cera, mas sim uma camada de produto desmoldante, utilizado no processo de fabricação. O ideal, sempre ao equipar novos pneus, é tomar um certo cuidado nos primeiros quilômetros, deixando que essa fina superfície seja desgastada e a melhor aderência do produto entre em ação, antes de imprimir movimentos mais brusco de aceleração, frenagem e inclinação. Este processo ocorre também em veículos com mais de duas rodas, porém eles são menos suscetíveis à perda de equilíbrio nessas condições.

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Um lado do pneu está mais gasto do que o outro. Há algo de errado na moto? Devo virá-los?

MITO!

Os pneus das motos sofrem desgaste irregular, provocado pelo estilo de pilotagem do proprietário e, principalmente, pela condição do asfalto das estradas e das ruas. Os trajetos são feitos em superfícies levemente inclinadas, que auxiliam no escoamento de líquidos, principalmente água da chuva. Dessa forma, sempre há mais área de contato em um dos lados. Outro motivo fundamental para não virar os pneus é o sentido de utilização. Todos possuem o sentido correto de giro para instalação e a construção dos pneus leva isso em consideração. Ao rodar no sentido inverso, as fibras que formam o pneu podem se deformar e desgastar de forma incorreta a banda de rodagem, diminuindo consideravelmente a vida útil do produto e aumentando o risco de um acidente.

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Pressão maior diminui o desgaste!

MITO!

Todos os pneus são feitos para serem usados com determinada pressão. Nas ruas e estradas asfaltadas, principalmente, a pressão ideal deve ser sempre respeitada para garantir o melhor funcionamento e maior durabilidade do pneu e estabilidade para a moto. Pneus com pressão maior funcionam de forma aquém do ideal, comprometendo a dirigibilidade e segurança da motocicleta. Isso acontece pelo fato de a área de contato com o solo ficar reduzida, fazendo com que os pneus trabalhem com temperatura fora do ideal de utilização. Em situações fora de estrada, para pneus e motos específicos, diminuir a pressão pode auxiliar a tração em superfícies acidentadas com areia, lama e pedras. Mas ao retornar para o asfalto, o ideal é subir novamente a pressão para o recomendado no manual do fabricante.

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