Rodamos 1.500 quilômetros com a Yamaha Nmax 160, um scooter entre a razão e a emoção

Misto entre razão e emoção, a Yamaha Nmax 160 ABS, faz mais de 30 km/l e custa R$ 12.590 / Foto Fabiano Godoy

Colocar na balança razão e emoção é um exercício muito saudável e que nos traz muitos benefícios. Seja nos pequenos detalhes ou em grandes tomadas de decisão. E a hora de decidir a compra de uma moto se encaixa perfeitamente nisso. Economia ou esportividade? Para usar na cidade, estrada ou Track Days? Preta, vermelha, roxa, branca ou azul? Por mais que o lado racional esteja latente, é inevitável, a paixão tem uma porcentagem alta nesse momento. E o que fazer em uma situação dessas?

O modelo da Yamaha é ágil e econômico, ideal para mobilidade urbana / Foto Fabiano Godoy

Rodamos 1.500 quilômetros, em quatro meses, de uso diário e misto (estrada e cidade), com a scooter Yamha Nmax 160 ABS, para tentar entender se é possível fazer uma escolha racional, com todos os cálculos de custos e ainda, de quebra, se emocionar com as sensações que ele nos entrega.

A Nmax 160 ABS traz desenho atual e iluminação de LED  / Foto Fabiano Godoy

Mas, antes que você pergunte. Por quê a Nmax? Pelo simples desse modelo ter o DNA da Yamaha, uma marca conhecida por embutir emoção em seus produtos, seja nas trail, com as Ténérés, nas pistas, com as esportivas, como a lendária R1. Ou até as antigas DT’s, RX’s e RD’s. Quer dizer, ao colocar o piloto da MotoGP Valentino Rossi para fazer a campanha de lançamento da Nmax 160, a marca deu a dica que ali poderia ter uma boa pitada de paixão, sem perder a razão. Afinal, ainda falamos de um scooter, sinônimo de uma escolha feita na “ponta do lápis”.

A scooter da Yamaha é confortável e bastante ergonômica / Foto Fabiano Godoy

Design e ciclística
Uma rápida passada de olho na Nmax 160 ABS basta para perceber que tem algo a mais por baixo daquelas carenagens. O conjunto óptico, com máscara preta e cara de poucos amigos, parece dizer, em uma piscada: “e aí, vamos rodar o dia todo ou vai apenas admirar?”. As linhas retas e o acabamento, todo em preto, com uma capa de guidão “invocadíssima”, mostra que você está prestes a ter a sensação de pilotar algo mais que um scooter. E basta sentar na Nmax e dar as primeiras voltas para perceber o peso da assinatura da Yamaha.

Para maior segurança na pilotagem, a scooter usa disco em ambas as rodas e sistema ABS  / Foto Fabiano Godoy

Como na maioria dos seus modelos, a pequena scooter tem bem definida a sua parte ciclística, com centro de gravidade baixo, posição confortável e, ao mesmo tempo, esportiva. É um “blend” de razão e emoção que, acredito, deve ser 60% para a segunda. Basta posicionar os pés no apoio alto para se sentir protegido e em perfeito encaixe na motocicleta isso é uma característica muito forte das motos de pista da marca. Ponto para o quesito “escolha com o coração”.

O modelo conta com frenagens precisas  / Foto Fabiano Godoy

Emoção na ‘tocada’
Com muito torque em baixa, elasticidade e um bom desenvolvimento em velocidades mais altas, a Nmax 160 passa segurança – aliás conta com sistema de freios ABS em ambas as rodas – e instiga o piloto a rodar quilômetros. Quer dizer, não é difícil pensar em se programar para pegar estrada. E foi isso que fizemos. Descemos e subimos a Serra do Mar, em alguns bate e volta para Santos, no litoral paulista, e encaramos dar um pulo até Atibaia, no interior de São Paulo, com garupa. Mais ou menos 200 quilos de carga sobre a scooter. Nas duas situações ela se saiu muito bem, mantendo as médias entre 100 km/h e 110 km/h e o consumo na casa dos 36 km/l. Na cidade, ela se mostrou mais gastona, 32 km/l. O que já era esperado em uma máquina desenhada para passar emoção.

Neste teste de longa duração, a Nmax 160 ABS fez 36 km/l  / Divulgação

Outro fato interessante é do motor da Nmax não desligar quando ela está parada em um semáforo, por exemplo, uma tendência na concorrência. Isso passa a sensação da scooter estar sempre pronta para largar, o que remete a esportividade, nas suas devidas proporções. Basta observar para perceber que isso é intencional. Para manter o bom consumo, sem abrir mão de oferecer a moto ligada 100% do tempo em uso, a Yamaha aplicou a tecnologia VVA (Atuação de Válvula Variável), que garante a economia contínua, não apenas em situação de parada.

Com painel 100% digital, o scooter da Yamaha oferece múltiplas informações  / Divulgação

Razão em números
Em quatro meses de uso e 1.500 quilômetros rodados, a Nmax custou, em média, R$ 210,93 de combustível, R$ 316,00 de seguro, uma parceria da Yamaha com a Porto Seguro; R$ 45,96 da revisão dos mil quilômetros, que foram pagos em 6 parcelas sem juros, uma sugestão que a Yamaha dá em suas campanhas sobre revisão, e alguns concessionários podem aderir. Assim, o custo total, nos quatro meses ficou em R$ 572,89 ou R$ 143,89 por mês, com combustível, revisão e seguro.

Pilotar a Nmax 160 é sinônimo de liberdade e economia  / Foto Fabiano Godoy

Para fazer o mesmo trajeto que utilizamos, diariamente, durante 22 dias de trabalho mensais, gastaríamos R$ 8,60 de metrô, por dia (ou R$ 189,20/mês), contra os R$ 6,50 que a Nmax nos ofereceu. Quer dizer, economia de tempo, dinheiro e, de quebra, um ganho enorme da tão desejada liberdade de ir e vir a hora que quiser ou precisar.

Acessório que pode ser instalado para revestir o baú para não riscar o capacete  / Foto Fabiano Godoy

Acessórios
Uma lista enorme de acessórios são oferecidos para a Yamaha Nmax, principalmente manetes e manoplas que remetem às superesportivas. Além de kits de preparação, ponteiras esportivas e bolhas altas. Mas, o que mais nos agradou para acompanhar esse teste foi a forração do baú, com um kit de bolsos, e uma capa para o porta-treco que fica no painel, ambos bem úteis e muito usados no dia-a-dia.

O porta-treco ganho uma uma capa que pode proteger pequenos objetos  / Foto Fabiano Godoy
Texto e Fotos Fabiano Godoy       

Ficha Técnica
Yamaha Nmax 160 ABS

Cilindros 1
Cilindrada real 155 cm³
Diâmetro x curso 58,0 x 58,7 mm
Taxa de compressão 10,5:1
Potência máxima 15,1 cv (8.000rpm)
Torque máximo 1,5 kgf.m / 6.000rpm
Tipo de alimentação injeção eletrônica
Partida elétrica
Transmissão CVT
Chassi Underbone
Pneu dianteiro 110/70-13M/C 48P
Pneu traseiro 130/70-13M/C 63P
Freio dianteiro Disco hidráulico de 230 mm (+ABS)
Freio traseiro Disco hidráulico de 230 mm (+ABS)
Suspensão dianteira Garfo telescópico, com 100 mm de curso
Suspensão traseira Motor/Balança, com 90 mm de curso
Comprimento total 1.955 mm
Largura total 740 mm
Altura total 1.115 mm
Altura do assento 765 mm
Distância entre-eixos 1.350 mm
Altura mínima do solo 135 mm
Capacidade do tanque (reserva) 6,6 L (1,4 L)
Peso 127 kg
Preço R$ 12.590 ( + frete R$ 789,00 )

2 Comentários

    • Aldo Tizzani

      Caro Aloysio,
      Este é um site de conteúdo e não de vendas.
      Minha sugestão. Entre no site da Yamaha – https://www3.yamaha-motor.com.br/ – e procure uma concessionária mais perto de você.
      Peles poderão te dar todas as informações.
      Obrigado por acompanhar nosso trabalho.
      Aldo Tizzani
      Editor-chefe

      Responder

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