Royal Enfield apresenta sua linha de 650cc e quer fábrica no Brasil

As novas Twin da Royal Enfild são apresentadas en duas versões: Interceptor e Continental GT / Fabiano Godoy

A Royal Enfield quer ampliar sua participação no Brasil com uma estratégia focada nas médias cilindradas. Para isso ampliará sua rede de concessionárias – de 6 para 10 até março – e colocará novos produtos no mercado. A marca de motocicletas mais antiga em produção contínua do mundo – iniciou suas operações em 1901 – quer dar um passo mais arrojado e fincar, definitivamente, raízes no País. Para isso estuda a possibilidade de implementar uma linha de montagem no sistema CKD (Complete Knock Down), em Manaus (AM). Neste caso, as motos virão desmontadas da Índia e montadas no Polo Industrial (PIM).

Os preços partem de R$ 24.990 para a Interceptor e R$ 25.990 para a GT / Johanes Duarte

A informação foi dada por Vinod Dasari, CEO global da Royal Enfield, que participou do lançamento da linha Twin 650 no Brasil. Os modelos mais modernos da marca indiana apresentam design clássico e um bom custo benefício: a partir de R$ 24.990 (+ frete). Só para comparar, o scooter Maxsym 400i, da Dafra, tem preço sugerido de R$ 26.990. Detalhe: no seu país de origem, a Royal Enfield fabrica um milhão de unidades/ano e quer fazer do Brasil seu segundo maior mercado.

Motor e ciclística iguais, posição de pilotagem bem diferente /Johanes Duarte

Nesta estratégia de crescimento sustentado, a Royal Enfield começou a vender suas novas Twin 650 Interceptor (estradeira) e Continental GT (cafe racer), que foram desenhadas do zero e compartilham chassi e motor. Um bicilíndrico de 650 cc, que atinge 47 cavalos de potência máxima e 5,3 kgfm de torque. Uma boa notícia é que 80% do torque já está disponível a 2.500 rpm. Já o câmbio é de seis velocidades, bem escalonadas. Há um conversa bastante afinada entre motor e caixa de transmissão. De quebra, nenhuma vibração.

De frente é possível constatar a diferença de altura do guidão entre as versões / Fabiano Godoy

Ambas contam com freios com sistema ABS de dois canais, embreagem deslizante e rodas aro 18 polegadas. Numa espécie de “jogo dos sete erros”, as principais diferenças entre os dois modelos ficam por conta do guidão, pedaleiras, tanque de combustível, assento e itens de acabamento como capa do farol e espelhos retrovisores. A GT não conta com cavalete central. Assim, a marca indiana confia em um produto básico, fácil de pilotar e acessível para seduzir o motociclista brasileiro. Confira as primeiras impressões de pilotagem da linha 650 da Royal Enfield.

A Interceptor 650 pode ser uma excelente companheira de viagem / Vinícius Ferraz

Primeiras Impressões

A Interceptor 650 é uma motocicleta ágil, com respostas e retomadas rápidas e precisas. Oferece um conjunto ciclístico (chassis, suspensão e freios) de dar inveja a muita esportiva de porte médio. Destaque para o câmbio de seis velocidades, que proporciona uma entrega de potência bastante linear, sem sustos. Sua posição de pilotagem é confortável, apesar do banco duro. Mesmo contra o vento, a moto oferece boa estabilidade em altas velocidades.

Básica, a Interceptor traz apenas ABS de dois canais com item de segurança / Vinícius Ferraz

Nas curvas a novidade da Royal se comporta de maneira estável, já que seu habitat natural é realmente a estrada. Por isso a Interceptor 650 pode rodar com boa desenvoltura em qualquer tipo de rodovia, seja de pista dupla, simples ou bastante sinuosa.

Com design clássico, a Twin da Royal está calçada com pneus aro 18 polegadas / Vinícius Ferraz

No trânsito, a clássica da Royal Enfield se comporta com muita agilidade e rapidez nas mudanças de direção – devido ao guidão alto e largo e a roda aro 18 –, o que traz mais conforto e segurança ao motociclista. O consumo é de 23 km/l.

O diferencail da Continental GT fica por conta da postura e da ergonomia do piloto / Fabiano Godoy

Já o comportamento dinâmico da Continental GT é semelhante ao da Inteceptor, o que muda realmente é a ergonomia e o conforto. Na Cafe Racer da Royal, o piloto vai com o tronco projetado à frente e as pedaleiras estão mais recuadas. Ou seja, uma postura mais racing, ideal para deslocamentos curtos. Um pouco cansativa para longas jornadas.  De qualquer forma, ambas motos oferecem uma tocada bem vigorosa.

Avaliação: Gustavo Ceccarelli – Instrutor e piloto de testes, especial para o MinutoMotor

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