São Paulo tem mais de 6 milhões de CNHs especiais ou com restrições

A carteira de habilitação especial pode ser o primeiro passo para que uma pessoa com deficiência se torne mais independente, já que o benefício pode trazer mais mobilidade e qualidade de vida. Ou seja, inclusão social. Já foram emitidas mais de 6 milhões de CNHs especiais ou com restrições no estado de São Paulo. Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP), o número macro contabiliza desde o uso obrigatório de lentes corretivas até a obrigatoriedade do uso de veículo com prolongamento da alavanca de câmbio ou moto com pedal de câmbio adaptado. Aliás, o Detran.SP inaugurou maio um novo local de exames práticos de direção veicular para esta comunidade que requer cuidados especiais (foto abaixo).

O local de atendimento fica anexo ao Centro de Treinamento Paraolímpico, na Zona Sul de São Paulo / Divulgação

Como tirar a primeira CNH especial?
Para solicitar a primeira habilitação especial é necessário que a pessoa seja maior de 18 anos e alfabetizada. Além disso, o candidato deve se dirigir a um auto/moto escola com os seguintes documentos:
RG (carteira de identidade), CPF (Cadastro de Pessoa Física), duas fotos 3×4 colorida com fundo branco, comprovante original de endereço (conta de água, luz, internet, telefone fixo ou banco) no próprio nome ou dos pais.

Portadores de deficiência compram carros, como o Honda WR-V, com isenção de impostos /  Divulgação

O candidato passará por perícia médica. Após ser aprovado no exame, ele deve procurar uma auto/moto escola ou Centro de Formação de Condutores (CFC) que tenha veículos adaptados à sua deficiência e instrutores capacitados. O próximo passo é participar do curso, prova teórica e aulas práticas. Sendo aprovado no exame prático é só aguardar a confecção da CNH. Uma informação interessante é que na área de observação, que fica no verso da CNH, são registradas quais as adaptações e condições especiais o condutor precisa para dirigir com segurança.

CNH para portadores de deficiência demora cerca de 90 dias, segundo Magnelson Souza / Divulgação

Para Magnelson Carlos de Souza (acima), presidente da Sindautoescola de SP, a primeira habilitação para pessoa com deficiência segue os mesmos procedimentos da primeira habilitação normal. Portanto, são em média três meses. “Os casos de reabilitação, quando você possui a CNH comum e sofre um acidente, por exemplo, são mais rápidos porque não há necessidade de curso teórico. Leva em média 30 dias”, explica Magnelson Souza, dizendo que há uma página dedicada a esse público no portal do sindicato.

Deixe seu Comentário

Seu E-mail não Será Publicado.