SEIS MITOS E VERDADES PARA QUEM PRECISA VENDER UM CARRO USADO

O mercado de usados está aquecido. A cada veículo novo emplacado, quatro seminovos trocam de mãos. Só nos primeiros quatro meses de 2019 quase três milhões de carros mudaram de donos. Mas vender um automóvel não é uma tarefa tão fácil assim. Afinal, há muitos mitos propagados sobre o setor. Questões como a quantidade de proprietários e o período de venda, por exemplo, ainda exercem peso considerável sobre o valor praticado pelas pessoas. Portanto, antes de colocar seu automóvel à venda, pesquise e planeje bastante para conseguir uma negociação rápida e segura. Para nos ajudar nesta missão contamos com o apoio da InstaCarro, uma startup de compra e vendas de carros. Confira os principais mitos e verdades que rondam o mercado de usados:

Veículos brancos, pretos e pratas têm revenda mais fácil
É uma verdade. Os modelos dessas cores são mais “comercializáveis” por conta da grande procura. Além disso, costumam ser padronizadas, ou seja, não apresentam grandes variações – outro ponto que ajuda quem tem essas preferências. Em contrapartida, o verde e o azul são ótimos exemplos de cores que apresentam variação significativa, o que faz com que muitos compradores tenham resistência a essas colorações.

Carros que tiveram um único dono são mais valorizados
É um mito bastante difundido atualmente. O número de donos não é importante, mas sim o cuidado que ele (ou eles) tiveram com o veículo. A maneira de dirigir, a manutenção e outras iniciativas preventivas podem fazer com que o carro de um único proprietário tenha uma conservação pior do que aquele que já passou em várias mãos. Portanto, na hora de anunciar seu automóvel, divulgue, principalmente, os detalhes sobre como ele foi cuidado, revisões, quilometragem, etc.

A quilometragem é muito importante
Verdade! Analisar e divulgar a quilometragem do veículo é um ponto muito importante para uma venda. Entretanto, um índice menor nem sempre representa as melhores opções – afinal, o carro pode ter ficado parado por muito tempo, não recebendo todas as manutenções necessárias. Então, para não sofrer com desconfiança, anuncie a quilometragem, mas dê informações complementares para ajudar em uma decisão mais criteriosa.

Reparar a lataria é positivo na hora de vender o carro
Esse é um mito que muitos acreditam. O custo de reparos e consertos depende da qualidade do serviço, do gasto envolvido para o proprietário atual e da percepção de valor para o novo proprietário. Em muitos casos, o dono do veículo não tem tanto conhecimento técnico sobre peças e pinturas e pode gastar com algo que não ficará de acordo com o gosto e a experiência do potencial comprador – e que, por sua vez, vai descontar do valor da oferta final. Além disso, dependendo do tipo de reparo visual, pode ser que a inspeção do estado de uma peça mais estrutural seja comprometida, permitindo questionamentos se há ocultação de um problema mais grave no carro e, dessa forma, depreciando o valor de venda.

Blindagens e modificações reduzem o valor na revenda
Sim, é verdade. Muitas pessoas gostam de realizar modificações em seus veículos para deixá-los com um toque personalizado e especial, como capôs, pintura e para-choques. Contudo, essa prática impacta diretamente no preço na hora de tentar vendê-lo. Quanto mais distante um veículo estiver do desenho original, mais difícil será encontrar uma pessoa interessada e, com isso, o valor tende a cair. O mesmo vale para blindagens. O custo para instalação e manutenção não é revertido na revenda e o prejuízo fica com o proprietário.

Vale mais vender o carro por conta própria
Um mito bem comum no setor automotivo. As pessoas têm a sensação de que precisam desembolsar uma quantia considerável para que uma empresa faça a venda por eles. Isso pode até ser verdade em alguns casos, mas hoje existem opções seguras, rápidas e eficientes. Os usuários podem, por exemplo, utilizar plataformas online e vários outros meios oferecidos pelas empresas do setor.

COMO DEVO PREPARAR E REVISAR MEU CARRO ANTES DE UMA VIAGEM?

Muitas pessoas estarão viajando de carro nesse fim de ano. Mas, antes de pegar a estrada certifique-se de que está tudo em ordem. Confira alguns itens para que seu tão sonhado passeio não se transforme em dor de cabeça:

Bateria

Verifique a condição da bateria. Se você vir vazamentos de ácido, rachaduras ou outros danos, não importa se ele for um carro seminovo ou zero quilômetro, a bateria deve ser substituída.

Os terminais da bateria devem estar sempre apertados e não corroídos. Terminais desgastados ou soltos causam problemas de partida, de direção elétrica, entre outros.

Uma bateria de carro dura, em média, entre 5 e 7 anos. Algumas baterias podem ter vida mais longa: 10 anos. Já outras precisam ser substituídas após 3 anos de uso. Se a bateria de seu carro for antiga, teste-a ou substitua-a se não quiser arriscar em uma longa viagem. Muitas oficinas oferecem um teste de bateria complementar.

Pneus

A profundidade mínima dos sulcos dos pneus é um fator muito importante na questão de segurança. Os sulcos dos pneus, que são pequenos canais esculpidos na banda de rodagem. No seu carro seminovo o sulco deve ter 3 milímetros (verifique o TWI, indicador de nível de desgaste). Menos que isso pode causar um acidente e até te colocar na cadeia antes de prestar depoimento no tribunal.

Estepe

Já pensou ter que trocar um pneu furado do seu carro usado no meio da estrada e descobrir que o estepe está faltando ou está danificado? Além do pneu reserva verifique também se o macaco, a alça e o suporte da roda estão no seu automóvel.

Óleo do motor

Sem óleo, o motor vai superaquecer e, em condições extremas, se autodestruir. Com o motor do seu usado frio, verifique a vareta do nível do óleo. Complete se necessário, por meio da tampa na parte superior do motor, e dê ao óleo tempo para descer até o reservatório antes de verificar novamente o nível. Não deixe transbordar.

Vazamentos

Estacione seu carro em uma pista limpa e plana. Em seguida verifique se há vazamentos de óleo ou de água após algum tempo. Mesmo um pequeno vazamento – fissura na mangueira – pode levar a níveis de fluido perigosamente baixos em uma longa jornada.

Luzes

Verifique todas as suas luzes de seu carro, incluindo as de pisca-alerta e as de freio. Ou peça a um amigo para verificar se há lâmpadas queimadas, ou estacione perto de uma parede branca ou em uma vitrine uma noite para vê-las você mesmo.

Equipamentos de emergência

Equipamentos de emergência incluem lanterna, chaves de fenda, alicate e uma chave inglesa. Embora geralmente ausentes, kits médicos e extintor de incêndio podem ser úteis em caso de pane elétrica ou acidente. Não esqueça do triângulo de aviso refletivo.

Limpadores de para-brisa

Boa visibilidade é vital para uma condução segura. Substitua os limpadores de para-brisa se eles apresentarem desgaste, se não estiverem executando seu trabalho corretamente ou se estiverem deixando marcas no vidro.

Se o seu carro ainda contar com os limpadores originais, você pode substituir apenas as recargas de borracha. Elas custam menos e podem ser facilmente adquiridas em qualquer loja de autopeças.

Ao trocar o limpador coloque uma toalha no para-brisa. Os braços do limpador são acionados por mola e podem bater e rachar o para-brisa quando a lâmina do limpador é removida.

Água do limpador de para-brisa

Às vezes, os jatos d’água usados para limpar o para-brisa precisam ser ajustados. Em muitos carros à venda no mercado, o ângulo de pulverização pode ser modificado. Se as estradas estiverem muito enlameadas, é uma boa ideia manter uma garrafa extra de água no veículo para limpar o para-brisa caso necessário.

Ar-condicionado

Teste o sistema de aquecimento/ar-condicionado de seu automóvel. O climatizador não só resfria o ar dentro do carro, como também elimina a umidade. Se o ar-condicionado não funcionar, o para-brisa vai embaçar por dentro no tempo chuvoso ou frio.

Correia de transmissão

A maioria dos carros à venda no mercado tem um ou dois cintos de acionamento (serpentina). Com o tempo, uma das correias de transmissão pode se desgastar. Se a correia de transmissão quebrar, o carro terá que ser rebocado para a oficina.

Mas antes disso, leve o carro o seu mecânico de confiança. Ele pode verificar o estado das correias durante uma troca de óleo, por exemplo. Se uma correia de transmissão mostrar algum desgaste ou tiver rachaduras, é melhor substituí-la imediatamente. Ninguém quer ficar esperando o guincho no acostamento.

Fluido de arrefecimento

Conduzir o carro com baixo nível do líquido arrefecimento pode causar superaquecimento. Portanto, verifique visualmente o nível do fluido de arrefecimento no reservatório. O nível do líquido deve estar entre as marcas “Baixo” e “Completo”.

Se o nível do fluido estiver baixo, você pode completar usando o tipo de líquido recomendado pelo fabricante. Caso o nível esteja bem abaixo da marca “Baixo”, verifique se há vazamentos no seu sistema de arrefecimento. Cuidado na hora de completar, já que o sistema é pressurizado quando quente.

Filtro de ar

Se o filtro de ar estiver sujo, pode ser uma boa ideia trocá-lo antes da viagem. Um filtro ar em péssimas condições pode até causar perda de ‘fôlego’, de torque, ou seja, falta de força ao encarar subida com carga total, por exemplo.

Fluido de transmissão

Uma longa viagem com carga total, especialmente em uma área montanhosa, coloca muita pressão no sistema de transmissão. Se a troca de fluido da transmissão estiver prestes a vencer faça a troca antes da viagem. Detalhe importante: o nível do fluido só pode ser verificado na concessionária ou em uma oficina de sua confiança.

Manual do proprietário

O manual do proprietário contém muitas informações sobre como rebocar o veículo, até como trocar um pneu furado e onde o macaco está localizado. Se você precisar completar o óleo do motor ou outros fluidos, o manual do proprietário também te dará todas as instruções que você precisa para cada tipo de situação.

Você também pode encontrar informações sobre o que fazer se o motor superaquecer ou como trocar a lâmpada do farol.

Se você não tiver o manual do proprietário, muitos fabricantes de automóveis disponibilizam em seus portais na web uma cópia eletrônica do manual para você baixar, imprimir e consigo.

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Fotos: Peter Fazekas/Pexels e Divulgação

VENDA DE VEÍCULOS USADOS TAMBÉM ESTÁ EM ALTA

VENDA DE VEÍCULOS USADOS TAMBÉM ESTÁ EM ALTA

A Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores – FENAUTO – divulgou relatório mensal com os resultados das vendas efetivadas no mês de abril. Segundo a entidade, os resultados das vendas de abril, na comparação com março, tiveram um resultado positivo de 13,3%. Essa variação, segundo a análise da federação dos revendedores, se deve ao fato de o Carnaval ter ocorrido em março, favorecendo um contraste maior neste período. O resultado de vendas por dia útil também foi muito expressivo, chegando a 7,9%.

Já o quadro comparativo entre abril deste ano, e o mesmo mês de 2018, mostra um recuo de 1,2%. As vendas acumuladas neste ano ainda se mantém positivas em 0,8%, porém inferiores aos 1,5% registrados até março. Ou seja, já pode-se perceber uma tênue linha de recuo nos valores acumulados, refletindo, também, as expectativas e previsões corrigidas por várias áreas do mercado para o crescimento da economia como um todo.

Em abril foram comercializados 1.177.470 veículos contra 1.039.535 em março. O acumulado no quadrimestre deste ano ficou em 4.499.859 veículos contra 4.464.773 no mesmo período em 2018. Ou seja, para cada carro novo vendido, três usados trocam de mãos no Brasil.

Para o presidente da FENAUTO, Ilídio dos Santos, “as vendas do segmento parecem estar refletindo o estado de espírito manifestado na pesquisa do Índice de Confiança do Consumidor e outros relatórios de diversos agentes do mercado. Continuamos torcendo para que as propostas para o reaquecimento da economia, apresentadas pela nova equipe econômica, sejam aprovadas e implementadas com rapidez para que o mercado possa retomar um ritmo melhor na geração de negócios.”

Carro usado só com laudo
É essencial, para quem vai vender um carro, garantir que ele esteja recebendo uma avaliação técnica. A loja ou concessionária precisa verificar, de forma objetiva, fatores como quilometragem e condições do motor, freio, lataria, pintura e pneus.
“Quando não existe um processo técnico de avaliação, o preço acaba sendo definido por baixo, pela média inferior”, explica Daniel Nino, vice-presidente comercial da Auto Avaliar, plataforma líder no comércio B2B de veículos usados e seminovos no Brasil. A empresa conecta mais de 2,8 mil concessionárias e 30 mil lojistas multimarcas, o que representa 75% do mercado brasileiro.

MODELOS MAIS NEGOCIADOS EM ABRIL/2019*
VW Gol – 71.078 unidades
Fiat Palio – 45.858
Fiat Uno – 45.114
GM Celta – 26.652
Fiat Strada – 23.454
VW Fox – 22.909
Ford Fiesta – 21.667
GM Corsa – 20.674
Fiat Siena – 19.488
Ford Ka – 18.484
*Fonte Fenabrave

DEZ DICAS PARA COMPRAR OU VENDER UM VEÍCULO

 

Na hora de vender ou comprar um veículo, é comum o cidadão ter algumas dúvidas. Para evitar dor de cabeça futura, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran.SP) listou dez dicas para serem usadas na hora de fechar o negócio. No site da autarquia você também encontra o passo-a-passo para compra ou venda de um veículo, além de localizar endereços e horários de atendimento das unidades espalhadas pelo estado de São Paulo, e de empresas credenciadas para serviços.

1) Antes de fechar negócio, faça uma consulta sobre possíveis débitos, restrições e vistorias do veículo no site do Detran.SP. Basta inserir a placa e o número do Renavam;
2) Desconfie sempre de “ofertas imperdíveis” e “preços muito baixos” de veículos. Consulte a tabela Fipe para verificar os valores atuais de veículos;
3) Ao vender, faça a comunicação de venda no cartório de registros da sua cidade. Isso impede problemas futuros para o antigo dono. É necessário o reconhecimento da assinatura do vendedor (proprietário do veículo) e do comprador pelo cartório;


4) Após a comunicação de venda no cartório, o novo proprietário do veículo tem até 30 dias para providenciar um novo documento. O ideal é não deixar para última hora. Em caso de descumprimento, o novo dono é multado em R$ 127,69 e recebe cinco pontos na CNH (infração grave);
5) O antigo proprietário do veículo pode acompanhar pelo site se a comunicação de venda foi efetiva pelo cartório. Em caso negativo, o cidadão pode notificar a venda ao departamento por meio do site ou então pessoalmente numa unidade;


6) Se o veículo foi vendido sem a comunicação de venda e não transferido pelo novo proprietário, o antigo dono pode solicitar no Detran.SP um bloqueio administrativo. O veículo será removido quando for parado numa blitz;
7) Para transferência do veículo, é necessário fazer uma vistoria de identificação veicular. Há empresas credenciadas pelo Detran.SP em todo o Estado (veja endereços no site do Detran.SP). Procure a melhor opção;
8) Preste atenção nos principais documentos solicitados: cópia e original da CNH atualizada, comprovante de residência atualizado (por exemplo, água ou luz) e os documentos do veículo (CRV e CRLV, que é o licenciamento anual);


9) Se o proprietário do veículo não puder comparecer nas unidades do Detran.SP, um parente próximo (mãe, pai ou irmão) pode representá-lo, desde que apresente cópia simples e o original de um documento comprovando o parentesco (a CNH é ideal), além de uma cópia do documento do dono;
10) Fique atento com relação à placa do veículo. Talvez não seja necessária a troca, apenas a mudança da tarjeta, que é a parte onde está inscrito o nome do município.