COM MAIS “PEGADA”, TRIUMPH LANÇA NO BRASIL A BOBBER BLACK

COM MAIS “PEGADA”, TRIUMPH LANÇA NO BRASIL A BOBBER BLACK

Os planos da inglesa Triumph para 2019 são ambiciosos: vender 5 mil unidades no País. Além da liderança nas bigtrails, a marca inglesa quer obter melhores resultados em suas clássicas modernas, que já representam 25% de suas vendas. Para ampliar sua participação nesta categoria, a marca apresentou a Triumph Bonneville Bobber Black, com preço sugerido de R$ 49.990. O modelo conta com motor de dois cilindros e1200 cc, que esbanja torque, assento único e, como o nome já sugere, traz uma série de detalhes e acabamentos pintados em preto. Isso sem falar numa boa dose de tecnologia.

O modelo mais retrô da Triumph têm dois os modos de pilotagem Road e Rain e controle de tração, agora comutável. Além disso conta com iluminação em LED (lanterna traseira, indicadores e luz da placa de identificação), um imobilizador de última geração com transponder incorporado na chave e piloto automático.

Motor de 77 cv e 1200cc
Com refrigeração líquida, o motor Bonneville de 1200cc de dois cilindros paralelos, conta com intervalo de acionamento de 270° na ignição. Oferece 10,8 kgf.m de torque, disponíveis já a apenas 4.000 rpm, e 77 cv de potência (a 6.100 rpm). Para esta nova versão, o propulsor ganhou uma dose maior de torque e potência em baixas rotações – que irá facilitar a vida dos motociclistas em deslocamento por trechos urbanos. Assim como todas as novas Bonneville, a Bobber é equipada com o acelerador eletrônico (ride-by-wire). Outro diferencial é que Bobber Black conta com um primeiro grande intervalo de manutenção de 16.000 km.

Ciclística refinada
A Bonneville Bobber Black conta com sistema de freios ABS; auxiliado por discos duplos de 310 mm na frente, com duas pinças de dois pistões Brembo, e disco simples na traseira, com pinça de pistão único. A suspensão também apresenta uma atualização: garfos dianteiros Showa, com tubos de 47mm de diâmetro e 90mm de curso. O trem dianteiro ganhou roda dianteira de 16 polegadas, que está calçada com os exclusivos pneus “balão” Avon Cobra.

Para Cláudio Peruche, gerente de pós-vendas da Triumph do Brasil, “a moto ganhou mais que simples perfumaria. A Bobber Black teve sua suspensão reforçada, adoção de novas tecnologias e a possibilidade de inúmeras modificações estéticas”.

Mais de 120 acessórios
Como qualquer boa clássica, a Bobber Black foi planejada para ser customizada. Para isso, a Triumph oferece mais de 120 acessórios, que podem deixar sua moto mais bonita, confortável e até com um melhor desempenho. Estes acessórios incluem, por exemplo, diferentes opções de guidão, espelhos alternativos, indicadores LED compactos, para-lamas curtos, assentos distintos e manoplas aquecidas. Os acessórios originais da marca incluem, também, suspensão traseira ajustável Fox e silenciadores de alumínio usinados Vance & Hines.

Série limitada, by Shibuya
Bonneville Bobber Limited é um projeto da Garagem Shibuya feito especialmente para a Triumph. Cada revenda da marca no País receberá apenas uma unidade, ou seja, uma série limitada e numerada de 1 a 16 na carenagem (a numeração é definida pela sequência de inauguração das concessionárias) e lanterna traseira preta.

São três níveis de customização: básico, intermediário e completo. Preço a partir de R$ 47.990. “A Bobber Limited, além de muito exclusiva, é uma evolução da Bobber lançada aqui no ano passado, com ainda mais estilo e personalidade”, explica André Molnár, gerente de Marketing da Triumph.

Para Teydi Deguchi, fundador da Garagem Shibuya, a Bobber é um produto com grande aceitação no mercado de customização. “É uma motocicleta com linhas muito puras, o que deixa a customização ainda mais interessante”, conclui.

CB 400: UMA MOTO – LITERALMENTE – DE COLEÇÃO


Entre amostras de tecido, moldes, manequins e talões de pedido, Evandro Luiz de Souza Baptista tem uma paixão especial por rodas e motores. Desde a infância, o comerciante do ramo do vestuário feminino tinha em seu imaginário pilotar carros de corrida. Na fase adulta Evandro conseguiu realizar parte de seus sonhos acelerando um kart em Interlagos (SP), circuito no qual ganhou algumas provas amadoras.

Fã de carteirinha de Ayrton Senna que, aliás, morou no mesmo bairro (Horto Florestal, extremo da Zona Norte de São Paulo), Evandro acompanhou todos os passos do vizinho campeão. “Ele era um piloto diferenciado, dono de um estilo único. Senna impressionava por sua dedicação e postura positiva frente às adversidades”. Mas o que Ayrton e Evandro têm em comum? A paixão pela velocidade e pelas motos. No caso do comerciante, uma Honda CB 400 1981 impecavelmente “zerada”! 


Em função da correria do dia a dia, do excesso de trabalho e por sua paixão por carros, especificamente pelos Fiat Uno 1.5R e Tempra Style Turbo, sedã que está na família desde 1.995 -, a CB 400 ficou parada por dois períodos, que totalizaram 12 anos de hibernação. Hoje, com exatos 27.240 quilômetros rodados, a primeira grande moto do brasileiro traz o visual – e a aura – de uma unidade que acabou de sair da linha de montagem.

A pintura é reluzente e os adesivos estão intactos. Por cima do polimento do motor, a CB ganhou uma demão de verniz, que protege e dá mais vida ao propulsor de dois cilindros, de ‘impressionantes’ 40 cavalos de potência máxima. Detalhe: os parafusos foram zincados para não enferrujar. Recentemente a moto ganhou pneus novos. “A CB nunca foi restaurada, apenas cuidamos de sua estética e fizemos uma completa manutenção mecânica. Nível máximo de conservação para dar aquelas voltinhas de final de semana”, comemora o comerciante de 57 anos.


Na garagem da casa dos Baptista, a moto saiu do estado de inércia e ganhou vida já na segunda ‘pedalada’. O motor propagou um som médio, ritmado, sem bater válvulas. A moto está com o Evandro desde que saiu da concessionária. O próximo passo será reunir a papelada para garantir a placa preta, indicada para veículos fabricados há mais de 30 anos e que conserva suas características originais de fabricação.

Mas a paixão pela máquina está sempre na memória do paulistano que levava o modelo, literalmente, para passear. “Eu colocava a moto na carreta para curtir a viagem de carro e lá, no destino, aproveitava para fazer passeios curtos de CB em companhia da minha esposa Cibele”, conta quase que gargalhando, lembrando das aventuras por Monte Verde (SP) e Guarapari (ES). “A moto saia de frente e de traseira no barro e na areia”.


Tamanho natural e miniatura – Para formar dupla com a Honda CB original de fábrica, o comerciante uniu seu outro hobby: o de colecionar de miniaturas. Há pouco tempo o comerciante fez uma encomenda para Claudio Antonio da Silva, da Claus Miniatura, modelista de Minaçu, interior de Goiás (GO).

Em escala 1:12, a mini CB 400 de Evandro traz riqueza de detalhes. Tanque, rabeta, farol, escapamentos, além da cor. Tudo igual ao modelo de tamanho original. “Depois da encomenda, a motinho demorou quase três meses para chegar. Fiquei preocupado, mas valeu a espera, já que a miniatura feita em resina de forma artesanal é muito bem acabada”, explica o comerciante de São Paulo.

Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil!!! – Além da CB 400, a Evandro Baptista tem um santuário na parte superior de sua casa no qual guarda algumas recordações do tempo do kart – fotos e troféus – e 204 miniaturas, exemplares de marcas europeias, norte-americanas, japoneses, modelos dos anos 1930, clássicos nacionais, esportivos e, é claro, uma coleção completa de carros pilotados pelo ídolo Ayrton Senna.

São 22 réplicas, desde a Mercedes C190 até a Willians, passando pelo kart e também pelas equipes Toleman, Lotus e os carros campeões da McLaren. Oito miniaturas em tamanho 1:18 e mais 14 em escala 1:43. A coleção começou em 1992 com os populares “carrinhos de ferro” da Matchbox.


Seja em tamanho real ou em miniatura, “a CB 400 era o sonho de consumo, um marco da indústria nacional. Aliás, sonho para poucos. O modelo Honda carregava status, glamour. Época de um motociclismo romântico. Comparando, seria como comprar hoje modelos de luxo da BMW, Harley ou Triumph”, finaliza, saudosista, Evandro Baptista, que se diz um apaixonado pelo ronco dos motores de três cilindros da marca inglesa.

FOTOS: Renato Teixeira

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COM A CLÁSSICA Z900 RS, KAWASAKI COMEMORA10 ANOS DE BRASIL

A Kawasaki Motores do Brasil está em festa. A marca comemora 10 anos de operação oficial no País. A inauguração da primeira concessionária na capital paulista em 2008 e, no ano seguinte, a instalação de uma linha de montagem em Manaus (AM), deram o ‘start’ para uma trajetória de crescimento sustentado e consolidação das “verdinhas” junto ao motociclista brasileiro. Em uma década de Brasil, a subsidiária da Kawasaki Heavy Industries já produziu pouco mai de 64 mil unidades. Para fechar com have de ouro, a Kawa deverá oficializar a comercialização da Z900 RS, uma clássica moderna que foi apresentada quase que simultaneamente nos salões de Milão (Eicma) e Duas Rodas (São Paulo) no final do ano passado. No melhor estilo retrô, mas motor e ciclística atual, a moto chega no início julho e o preço sugerido é de R$ 48.990.

Desde o início das operações, o objetivo da Kawasaki foi o de oferecer uma linha diversificada de motos, alinhada com os principais lançamentos mundiais da marca. A companhia buscava trazer opções de modelos e categorias inéditas no Brasil. Bons exemplos não faltam, como a Ninja 250R, uma mini-esportiva que elevou a categoria de baixa cilindrada a um novo patamar; e a Z750, uma naked que ocupou uma lacuna entre média e alta cilindrada. De lá pra cá surgiram outras boas novidades, como a insana H2R, superesportiva equipada com um compressor (supercharger).

“Esses modelos reforçam nosso histórico de inovação globalmente, já que acabávamos de criar novos segmentos no mercado nacional, lançando uma tendência posteriormente seguida até por nossos concorrentes”, destaca Sonia Harue, gerente comercial e de marketing da Kawasaki. “Inovação é algo que realmente faz parte de nossa história de mais de 140 anos no mundo todo e ela não fica restrita às atualizações tecnológicas, à busca constante por entregar desempenho e a um belo design”, concluí Sonia Harue.

Confira abaixo os fatos que marcaram a trajetória da Kawasaki no Brasil

2008
• Início das atividades da Kawasaki Motores do Brasil com a inauguração de uma revenda. A esportiva Ninja ZX-6R é primeiro modelo comercializado oficialmente no País

2009
• Inauguração da fábrica em Manaus (AM) e os lançamentos de três ícones da marca: a mini-esportiva Ninja 250R; a naked Z750, a primeira motocicleta quatro cilindros produzida fora do Japão e a superesportiva Ninja ZX-10R

2010
• Fábrica de Manaus atinge 10.000 motos produzidas

2011
• Os modelos Z1000 e Versys 650 começam a ser montados no Brasil

2012
• Lançamento da Ninja 300, modelo que substituiu a Ninja 250R. A marca inicia as vendas da Concours 14, grã-turismo com motor de 1.400 cc e derivada da esportiva ZX-14

2013
• Comemoração dos primeiros cinco anos da Kawasaki Motores do Brasil

2014
• Chega ao mercado a Ninja 1000. A nova geração da sport-touring traz controle de tração, três modos de mapeamento do motor e malas laterais na cor da moto
• Fábrica de Manaus atinge a marca de 48 mil unidades produzidas desde o início das atividades em 2009

2015
• A Kawasaki trouxe para o Salão Duas Rodas a novíssima ZX-10 R, que estreou simultaneamente em Barcelona (Espanha) e São Paulo
• Lançamento da Z300, naked de baixa cilindrada inspirada nas motos da linha Z: Z1000 e Z800
• Lançamento da custom Vulcan S

2016
• Lançamento da superesportiva H2R, equipada com um compressor (supercharger), que atinge incríveis 326 cv de potência

2017
• Lançamento das nakeds Z650 e Z900
• Início da produção nacional dos modelos off-road KX250 e KX450
• Lançamento da Versys-X 300, modelo de entrada da linha aventureira da Kawasaki

2018
• Produção acumulada da Kawasaki no Brasil ultrapassa as 64 mil unidades
• A retrô Z900 RS traz motor de quatro cilindros e 111 cv, controle de tração e iluminação em LED

 

ROYAL ENFIELD REÚNE FÃS AO REDOR DO MUNDO

O One Ride, tradicional passeio promovido pela Royal Enfield, aconteceu no segundo domingo de abril, dia 8. A oitava edição global do tour foi realizada simultaneamente em 28 países, inclusive no Brasil, teve o tema “Ride as One”. Unindo centenas de cidades, milhares de motociclistas e muitos quilômetros rodados ao redor de uma só paixão: o moto purismo. Ou seja, rodar sobre uma autêntica clássica. Para quem não sabe, a Royal Enfield é a marca  mais antiga de motocicletas em produção contínua do mundo. Construiu seu primeiro modelo em 1901 na Inglaterra.

Além dos 219 rides promovidos na Índia – onde a linha de motos é fabricada – em mais de 119 cidades, outras localidades receberem o One Ride 2018. Entre elas Milwaukee, nos EUA (casa da Harley-Davidson); Leipzig, na Alemanha; Barcelona e Madri, na Espanha; Milão e Turim, na Itália; Porto e Lisboa, em Portugal; cidade do Kuwait, no Kuwait; Hetauda, no Nepal; e Medellín e Bogotá, na Colômbia. Nossos vizinhos sulamericanos já receberam a Himalayan 400, modelo mais aventureiro da Royal Enfield.

Próxima de comemorar um ano, a Royal Enfield Brasil promoveu a segunda edição do One Ride. O encontro reuniu 50 pilotos, maior número de motociclistas pilotando modelos Royal juntos no País. E nós, do MinutoMotor, pegamos carona neste “bonde” sentido Socorro (SP), cidade considerada um polo de esportes de aventura.

Aliás, o maior “tesão” dessa moto não é rodar em rodovias abertas, mas sim em estradas sinuosas, travadas, em velocidade mais baixa para curtir o comportamento dessas clássicas e as paisagens. Na cidade, aos modelos Royal Enfield e seus motores de um cilindro fazem cerca de 30 Km/l.

O passeio de cerca de 200 quilômetros teve início na concessionária Royal Enfield SP – Av. República do Líbano, 2.070, São Paulo –  com destino ao Parque de Aventura Monjolinho. Além das atividades disponíveis para os participantes do ride, como rafting e arborismo, foi oferecido test-rides. 

“Impulsionado pelo moto purismo, já contamos com uma comunidade unida, que é apaixonada pelas máquinas clássicas da Royal Enfield. Desejamos que cada vez mais motociclistas possam fazer parte dos nossos eventos e aproveitar o que há de mais prazeroso no motociclismo: rodar e fazer novos amigos”, afirma Claudio Giusti, diretor geral da Royal Enfield no Brasil, que participou do One Ride 2018 com sua Classic 500.