DUCATI BR: CRESCIMENTO, CONCESSIONÁRIA MODELO E NOVA SUPERESPORTIVA

DUCATI BR: CRESCIMENTO, CONCESSIONÁRIA MODELO E NOVA SUPERESPORTIVA

Enfim, a luz. Depois de um período de forte retração, o segmento de duas rodas está se recuperando de forma gradativa. Segundo dados da Fenabrave, que reúne os concessionários de todo o País, o setor teve crescimento de quase 18% no primeiro trimestre, comparado ao mesmo período de 2018. No acumulado do ano já foram vendidas quase 260 mil motos. Essa retomada de crescimento tem dado uma injeção de ânimo ao mundo corporativo, que não está poupando esforços para ampliar sua capilaridade. Bons exemplos não faltam!

A Triumph, por exemplo, abriu revendas em Várzea Grande (MT) e Fortaleza (CE), além da reinaugurar a Triple, que foi para o Distrito de Sousas, em Campinas (SP). A marca inglesa também prometeu cinco lançamentos para este ano. A Harley-Davidson deve ter mais uma revenda na região Sudeste, que também terá uma realocação. Tudo indica que a marca norte-americana reabrirá uma loja na região Nordeste. Em março, a Ducati inaugurou revenda em Campo Grande (MS), sua primeira concessionária integrada no modelo Audi-Ducati. É a décima loja da marca italiana no Brasil.

O novo formato inclui um espaço exclusivo de 100 metros quadrados para motocicletas com oficina e pátio. Já a área de showroom apresenta um novo modelo de exposição – as motocicletas estarão distribuídas pela concessionária ao lado dos carros da Audi -, numa sinergia entre os modelos de quatro e duas rodas.

Crescimento
Falando na “Ferrari das Motos”, 2019 começou acelerado. A marca italiana registrou o melhor trimestre desde o início da sua operação no País em 2012. Foram 297 unidades emplacadas impulsionando um crescimento de 26% da marca nos primeiros três meses do ano no comparativo com igual período de 2018.

“Este resultado inédito é reflexo do trabalho consistente realizado pela Ducati do Brasil nos últimos dois anos e meio. Sem dúvida a unidade brasileira está em seu melhor momento”, explica Diego Borghi, presidente da subsidiária no País. Segundo o executivo, além da consistência nas ações, “temos sido persistentes ao demonstrar que é possível conquistar mercado, melhorar a rentabilidade e aumentar a capilaridade no território brasileiro. Só para comparar, o mercado de duas rodas acima de 500 cm3 evoluiu apenas 4,3% nos primeiros três meses do ano”, afirma Borghi.

Panigale V4 R à venda
Para deixar os ducatistas, amantes da velocidade ainda mais animados, a marca confirmou a pré-venda da Panigale V 4 R. A nova superesportiva apresenta um novo motor Desmosedici Stradale R, de quatro cilindros, 998 cm3, que oferece 221 cv de potência máxima, distribuídos em apenas 172 quilos.

As encomendas da versão R, modelo mais potente e de maior desempenho já construído pela Ducati, serão feitas por meio dos concessionários. O preço da Panigale V4 R é de R$ 250 mil. Para fazer parte deste seleto grupo, o abonado piloto deverá pagar 20% do valor da moto (R$ 50 mil) já no ato da reserva.

VÍDEO: ANAKEE ADVENTURE, NOVO PNEU MICHELIN PARA BIGTRAILS

VÍDEO: ANAKEE ADVENTURE, NOVO PNEU MICHELIN PARA BIGTRAILS

Com tecnologia vinda da MotoGP, a Michelin amplia sua gama trail e lança o novo pneu Anakee Adventure. Desenvolvido para rodar 80% no asfalto e 20% no fora de estrada, a novidade chega para atender às necessidades e expectativas dos donos de motos bigtrail. “O novo Anakee Adventure é o primeiro pneu trail da Michelin a incorporar as tecnologias 2CT e 2CT+, anteriormente utilizadas apenas em pneus on-road”, explica Daniel D’Almeida, gerente de Marketing da Michelin América do Sul.

Disponível em oito medidas (dianteiro e traseiro), o lançamento da marca de francesa combina novos compostos, nova arquitetura e uma nova escultura, que oferece maior aderência em piso molhado e seco, dirigibilidade, conforto e estabilidade, especialmente em altas velocidades.

Agora, o novo pneu Michelin da família Anakee vem se unir ao Road 5 Trail (100% de uso urbano) e Wild (50% on-road e 50% off-road) e pode equipar vários modelos de motos como, por exemplo, Honda Africa Twin, linha BMW GS, Yamaha Super Ténéré, Suzuki V Strom, KTM Adventure e Triumph Tiger. Aliás, a nova R 1250 GS vem de série com o Anakee Adventure.

Tecnologia de pontaGraças à tecnologia Michelin 2CT, o pneu dianteiro combina diferentes compostos de sílica no centro e nos ombros, garantindo uma excelente aderência em todos os momentos – especialmente em piso molhado – sem prejudicar a performance no tempo seco ou a vida útil do pneu.   

Foto: Johanes Duarte Photo and Road

Já devido à tecnologia Michelin 2CT+, o composto de borracha usado no centro do pneu funciona como uma camada rígida abaixo do composto utilizado para os ombros, proporcionando maior estabilidade ao inclinar, ao mesmo tempo em que oferece alto desempenho em condições úmidas e secas, também sem prejudicar a vida útil do pneu.

O Anakee Adventure ainda apresenta dois novos compostos, 100% de sílica, que proporcionam estabilidade em velocidades altas, além de um alto nível de agilidade. Embora com um desenho mais aberto, a banda de rodagem do novo modelo proporciona a tração necessária em qualquer tipo de piso, aumentando a confiança e o conforto do motociclista.

Enquanto o centro do pneu apresenta um padrão mais compacto para garantir excelente estabilidade em linha reta em altas velocidades, seus sulcos gradualmente se alargam em direção aos ombros, aumentando o escoamento de água, em diferentes ângulos de inclinação, garantindo sua performance em estradas molhadas. “O novo modelo oferece dirigibilidade, conforto, segurança e estabilidade, especialmente em altas velocidades, sem qualquer concessão à vida útil dos pneus ou à agilidade”, afirma Flávio Santana (acima), gerente de Produto Michelin América do Sul.

MICHELIN ANAKEE ADVENTURE
Dimensões – Dianteiro e traseiro
 90/90 – 21 M/C 54V F TL/TT
 110/80 R 19 M/C 59V F TL/TT
 120/70 R 19 M/C 60V F TL/TT
 130/80 R 17 M/C 65H R TL/TT
 140/80 R 17 M/C 69H R TL/TT
 150/70 R 17 M/C 69V R TL/TT
 170/60 R 17 M/C 72V R TL/TT

 


 150/70 R 18 M/C 70V R TL/TT

Equipamentos de segurança usados pelo jornalista Aldo Tizzani, do MinutoMotor, no vídeo do novo pneu Anakee Adventure
Capacete: LS2
Conjunto: LS2
Botas: FOX
Luvas: Race Tech

VÍDEO: SPORT GLIDE 2019, UMA HARLEY 2 EM 1

VÍDEO: SPORT GLIDE 2019, UMA HARLEY 2 EM 1

O destaque da nova Harley-Davidson Sport Glide não é seu motor Milwaukee-Eight 107, que oferece quase 15 kgf.m de torque. Muito menos sua concentração de massa e assento a apenas 680 mm em relação ao solo. Pela suspensão invertida de 43mm na dianteira ou farol em LED. O grande diferencial do modelo 2019 é sua capacidade de transformação, já que esta integrante da família Softail poder ser uma boa opção para viagens curtas, como também para ser usada no dia a dia. O “X” da questão está na minicarenagem e nos alforjes que podem ser removidos em  apenas 30 segundos, deixando a cruiser HD mais ágil e versátil para o dia a dia.

Com a ajuda de Henrique Santos, da concessionária HD AutoStar, a equipe do MinutoMotor mostra como é fácil a retirada das peças. A minicarenagem, que protege o motociclista do vento frontal, é presa na suspensão por abraçadeiras de engate rápido. Já no caso dos alforjes, as malas rígidas contam com uma trava interna, além de dois pontos de ancoragem. A capacidade combinada dos saddle bags é de 25,5 litros.

O projeto da Sport Glide recebeu roda com design direcional, a primeira do gênero a sair da fábrica da Harley em modelos diferentes da linha CVO (customizados de fábrica). Os raios se estendem do cubo ao aro para criar uma maior sensação de movimento. A moto também ganhou acabamento em preto: tampa dos cabeçotes e ponteira do escape, além do chassi.Como nenhuma HD é igual a outra, a Sport Glide 2019 pode receber uma infinidade de acessórios como, por exemplo, sissy bar, bagageiro ou rack para acomodar um Tour-Pak (mala traseira). Da mesma forma que acontece com os alforjes e a carenagem, os acessórios originais da linha HoldFast da HD também podem ser instalados ou removidos em segundos. A moto 2 em 1 da Harley custa a partir de R$ 74.900.

TEST-RIDE: HIMALAYAN, UMA INDIANA ESPARTANA E OUSADA!!!

Ousadia é a palavra-chave que vai nortear os caminhos da Royal Enfield no Brasil a partir de 2019. A marca indiana quer abrir este ano dez novas concessionárias e, de quebra, apresentou a Himalayan, uma espartana trail que tem preço sugerido de R$ 18.990. O termo ‘espartana’ não é pejorativo, se deve há dois motivos: a simplicidade no design e acabamentos e também pela sua capacidade de enfrentar desafios, principalmente no fora-de-estrada. Forjada e testada na mais alta cadeia montanhosa do mundo, o Himalaia, o modelo indiano de estilo retrô está equipado com motor de 410 cm3 de capacidade cúbica, que foi projetado do zero.

A Royal Enfield vê sua trail como um modelo de nicho, com um perfil de público bastante diferenciado, formado por fanáticos pelo estilo mais clássico. “A Himalayan ocupará seu próprio espaço dentro do cenário motociclístico brasileiro. Versátil e robusta, a nossa moto vai ser uma boa opção para que se aventurar pelo Brasil, seja pela terra, seja pelo asfalto”, explica Claudio Giusti, diretor Geral da Royal Enfield do Brasil.

O design “ame ou odeia” desta nova indiana tem suas vantagens, principalmente por não chamar a atenção dos amigos alheio. De cara, a Himalayan lembra a BMW R80 GS, que foi fabricada na década de 1980. Porém, o tanque de combustível está protegido por uma estrutura tubular, minimizando o risco de avarias em caso de uma queda.

A moto conta com dois paralamas na dianteira, um rente ao pneu e outro mais alto, como em suas principais concorrentes. Além disso traz, de série, protetor de cárter, bagageiros e preparação para receber malas laterais e outros itens como, por exemplo, galões sobressalentes. Como curiosidade, há no painel uma bússola digital para dar o “Norte” aos motoviajantes.

MOTOR

A Himalayan está equipada com um motor de um cilindro, 410 cm3 de capacidade, batizado de LS 410. Totalmente novo, o propulsor oferece boa distribuição de torque e potência, principalmente em baixos e médio regimes de rotação. São 3,2 Kgf.m de torque já disponíveis a 4.250 rpm. Já os 24,5 cv de potência estão em seu pico a 6.500 giros.

Ou seja, a moto é esperta na trilha e no trânsito, quando é preciso usar a força, que também é bem-vinda para encarar uma ladeira, apesar de seus 185 quilos à seco.

Neste teste, a equipe do MinutoMotor rodou quase 300 quilômetros pelo interior de São Paulo, entre asfalto, estradas vicinais e trilhas. O desempenho foi surpreendente. Com relação ao motor, o LS 410 vibra bem menos se comparados aos propulsores da linha clássica da Royal e traz câmbio de cinco velocidades. Além disso, o consumo girou entre 25 e 30 km/litro, o que confere a Himalayan uma autonomia de cerca de 450 quilômetros (tanque de 15 litros).

É possível rodar entre São Paulo e Minas com apenas um tanque de combustível. Aqui depende do peso da mão do piloto. Outro diferencial é que está trail retrô pode rodar até 10 mil quilômetros entre trocas de óleo.

CICLÍSTICA

Ancorada por um robusto chassi em berço duplo, a Himalayan é uma motocicleta equilibrada, isso em função do conjunto de suspensão e freios, que conta com ABS de série. Na dianteira o tradicional garfo telescópico de 41mm e 200 mm de curso e freio a disco único de 300 mm de diâmetro.

Já na traseira suspensão monoamortecida, com 220 mm de curso, e disco simples de 220 mm de diâmetro. Apesar de soluções espartanas, o conjunto deu conta do recado. Em nenhum momento, mesmo em voos pelas valas nas trilhas, a moto deu final de curso. Com distância do solo de 220 mm, o modelo supera obstáculos com facilidade.

Já os freios são honestos e cumprem seu papel. Isso graças ao sistema ABS de dois canais. Para ajudar nesta missão, a Himalayan vem calçada com pneus on/off-road (Pirelli MT 60) – aro 21 polegadas na dianteira e 15 polegadas na traseira –, que oferece boa aderência e bom desempenho em qualquer condição de terreno.

ERGONOMIA E CONFORTO

A Himalayan é uma moto confortável, isso em função da largura do guidão, o assento em dois níveis, com espuma de boa densidade; aliado a posição das pedaleiras. Aliás, as pedaleiras largas são um belo aliado para quem gosta de pilotar de pé (como eu) pelos deslocamentos na terra. É possível remover a borracha e deixar no ferro, que é todo serrilhado para apoiar melhor a bota.

Os pontos de fixação de bagagem para malas rígidas, alforjes e galões de combustível fazem parte do design da motocicleta. Ou seja, o motoaventureiro não precisa fazer nenhum tipo de adaptação, já está tudo lá pensado para a instalação de outros acessórios.

O painel de instrumentos é simples, porém completo. Lá é possível controlar a velocidade, temperatura ambiente, tempo de viagem, intervalos de manutenção e direção (bússola). Seu baixo centro de gravidade garante facilidade em colocar os pés no chão e assegura controle total durante a pilotagem. A trail indiana está disponível em duas opções de cores – Granite e Snow – e será comercializada pelo valor de R$ 18,990,00 – sem frete.

CONCLUSÃO

A Royal Enfield Himalayan é uma moto com personalidade forte. Feita para enfrentar qualquer tipo de desafio. Para muitos ela não é bonita, não é a mais potente de sua categoria, muito menos a mais tecnológica. Acho que está aí o seu charme. É uma moto que vai te legar para onde você quiser ir. É uma moto que você poderá rodar sem a preocupação de ter uma arma apontada para sua cabeça, já que não é um modelo ostentação.

A trail Himalayan é uma moto raiz, feira para quem quer curtir e fazer passeios on/off-road. É uma moto para quem não precisa provar mais nada para ninguém. É uma moto para percorrer distâncias, não fazer o melhor tempo. Como disse Claudio Giusti, diretor Geral da Royal Enfield, “a Himalayan é espartana, versátil e confiável que carrega, na sua essência, o espírito de liberdade do motociclista!!”. Isso sem falar na ousadia de encarar a concorrência de frente.

Como postou meu amigo Flávio Bressan no Instagram (estradasamazonicas), “a Himalayan é uma moto rústica, bruta e sistemática! Como todas as trails deveriam ser. A Himalayan é aquela Ténéré 250 mais forte que todos queríamos ter. Se tivesse o logo da Yamaha no tanque tava todo mundo babando e chamando a moto de herdeira real do nome lendário da Ténéré”.

Fotos Johanes Duarte / Divulgação

EXCLUSIVO: ENTREVISTA COM ISSAO MIZOGUCHI, PRESIDENTE DA HONDA

Cada companhia enxerga o momento econômico – interno e global – de formas distintas. Enquanto a Ford fecha sua unidade em São Bernardo do Campo (SP), a Moto Honda da Amazônia anuncia um novo ciclo de investimentos em sua fábrica em Manaus (AM). A empresa prevê aportes na ordem de R$ 500 milhões até 2021. O objetivo é realizar uma completa transformação na cadeia produtiva: melhorias significativas em termos de logística, avanços tecnológicos, maior eficiência e, consequentemente, maior competitividade e aumento na produção. Detalhe: a Honda detém hoje quase 80% do share do mercado de duas rodas no Brasil, cuja produção nacional já superou 24 milhões de unidades, isso desde 1976 com a CG 125. É a Honda em sua incansável “metamorfose ambulante”! Tudo para melhorar processos e diminuir impactos ao meio ambiente.

Issao Mizoguchi, presidente da Honda; Wilson Lima, governador do Estado do Amazonas; e Alfredo de Menezes Júnior, superintendente da Suframa.

“Em 48 anos de Brasil, acompanhamos o amadurecimento deste mercado e, claro, do público consumidor que está cada vez mais exigente em quesitos como design, segurança, tecnologias amigáveis ao meio ambiente e preço. Assim, estamos fortalecendo a nossa eficiência no processo produtivo para continuarmos satisfazendo nossos consumidores e obtendo a competitividade internacional em um segmento cada vez mais concorrido e globalizado”, comenta Issao Mizoguchi, presidente da Honda South America.

A modernização da planta de Manaus – a maior da Honda no mundo em termos de produção verticalizada, já que fabrica 90% de todos os componentes utilizados em seus modelos – consiste na renovação de equipamentos, construção de novos, reposicionamento de linhas produtivas e melhoria dos postos de trabalho estão entre as ações que serão implementadas na fábrica nos próximos três anos com o objetivo de tornar a Moto Honda ainda mais eficiente.

Para se obter um fluxo produtivo mais interligado e com menor movimentação, algumas áreas da empresa serão realocadas. A iniciativa terá início com o agrupamento dos processos para a fabricação de motores, a partir da transferência da fundição, da usinagem, da pintura alumínio e da montagem dos motores para uma nova estrutura predial, inaugurando, assim, a fábrica de motores.

A primeira área a ser transferida será a fundição, cujo novo galpão já está construído e possui 13.852 mil metros quadrados. A partir do segundo semestre deste ano ocorrerá a transferência do processo de usinagem, também para um novo local, com 11.928 metros quadrados, que está em obras no momento.

Já a transferência da pintura alumínio e da nova montagem dos motores, que também ganharão novos prédios, deverá estar concluída até 2020. Da mesma forma, simultaneamente à fábrica de motores, será conduzida a modernização de toda a cadeia produtiva, incluindo a montagem de motos, a produção do chassi, a produção de peças plásticas, os processos de soldagem e pintura dos tanques, além dos departamentos de embalagem e expedição.

Diretoria da Honda – (Júlio Koga à dir) – , além do governador do Amazonas e o superintendente da Suframa

“Estamos engajados em tornar a Honda referência em produtividade. Esta iniciativa irá proporcionar maior flexibilidade e rapidez à nossa operação para superar cada dia mais as expectativas de nossos clientes”, explica Júlio Koga, vice-presidente Industrial da Moto Honda da Amazônia.

  • O jornalista Aldo Tizzani viajou para Manaus (AM) à convite da Honda 

TRIUMPH COMEMORA 25 MIL MOTOS E TERÁ SEIS LANÇAMENTOS EM 2019

“Hoje é dia de superação. Dia de comemorar um recorde histórico. Produzimos 25 mil motos em Manaus. Somos a subsidiária que mais cresceu no mundo. Para este ano projetamos um crescimento de 10% acompanhando, claro, o reaquecimento do mercado, isso em função do novo cenário econômico e político. Mas também fruto da força de expansão de nossa rede de concessionárias, pós-venda eficiente e no decorrer do ano traremos mais seis modelos ao País”, afirma Waldyr Ferreira, gerente geral da Triumph Brasil, durante solenidade na planta da marca na capital manauara, em 13 de fevereiro. Segundo o executivo, a meta para 2019 é fabricar cinco mil motos e encerrar o ano com 30 mil motos montadas e vendidas aqui. Número ambicioso, mas não impossível de se concretizar!

As novidades que o “big boss” se referiu à ampliação do número de revendas – com destaque para Vitória e Cuiabá e previsão de inauguração para Fortaleza e Salvador –, além do lançamento de vários modelos: Bobber Black, Speed Twin, a Scrambler 1200, nas versões XE e XC; e as atualizações da Street Twin e da Scrambler 900, que começam a desembarcar em nosso mercado a partir de abril. “Hoje, com a linha Tiger, somos líderes na categoria Trail de alta cilindrada. Queremos nos manter nesta posição e, vamos avançar com as clássicas modernas, segmento que temos uma belíssima gama de produtos”, conta Ferreira, dizendo que a moto número 25 mil montada em Manaus só poderia ter sido um Tiger 800 XCa.

Fábrica com alta produtividade

A linha já recebeu, desde sua inauguração, cerca de US$ 13 milhões em investimentos. Com uma estrutura modesta, mas altamente produtiva, a planta conta com 3.000 metros quadrados de área construída. No início desse trabalho a Triumph contava com apenas 19 funcionários. Hoje são 60 colaboradores diretos. A capacidade instalada da “Fábrica 6” é de 7 mil unidades/ano e atualmente monta cerca de 30 unidades/dia. Como a linha é totalmente flexível, os kits que chegam da Inglaterra e, principalmente da Tailândia, e correspondem a 21 modelos (cinco famílias) do line-up.

 

Os kits são recepcionados e as peças são separadas em dois carrinhos, que representam cada um dos lados da moto. Lá são acomodados tanque, painel, comandos e parafusos, muitos parafusos. Para não haver confusão na hora da inserção dos componentes tudo é dividido e identificado em bandejas . Organização do início ao fim do processo. O motor recebe atenção especial, já que é totalmente montado e testado no Brasil. Ao final da linha, todas as motos passam pelo dinamômetro e é feita uma checagem minuciosa na eletrônica e parte elétrica. A parte final do processo, a moto segue para o setor de que prepara a moto para seguir para as concessionárias. Ali, o modelo Triumph voltada para a mesma estrutura que chegou ao País. Tudo embalado, lacrado e com alto nível de sustentabilidade.

Só para se ter uma ideia, em 2012 a subsidiária brasileira havia produzido apenas 228 unidades e hoje há a previsão de montar 5 mil motos. Ou seja, a produção cresceu quase 22 vezes. Além da organização, o baixo turnover – 70% dos colaboradores têm mais de 5 anos de casa –, há um comprometimento de cada um dos funcionários para transformar kits em sonhos sobre duas rodas.

Com o crescimento acima da média do mercado e já pensando na “Indústria 4.0”, a Triumph já está preparada para mudar de endereço e ir para um espaço maior. “Com este novo cenário estamos estudando várias possibilidades. Mudar uma linha de produção requer organização e muito planejamento. A mudança demoraria cerca de três semanas”, afirma Leandro Oliveira, gerente da planta Triumph em Manaus.

No mundo, a marca tem mais de 700 concessionárias e perto de 2.000 funcionários. A produção somada deve ficar pouco abaixo dos 67 mil motos por ano. O faturamento mundial gira em torno de R$ 2,1 bilhões e suas vendas no varejo giram na casa de 64 mil unidades anuais.

YAMAHA CROSSER 150 2019 GANHA FREIOS ABS DE SÉRIE

Depois da radical reformulação que Yamaha fez na XTZ 250 Lander ABS – com exceção do motor –, a marca dos três diapasões também resolveu dar um up grade tecnológico e estético na sua trail urbana de entrada. A Crosser 2019 é a primeira moto de sua categoria – on/off até 160cc – a estar equipada com freio ABS de série – na roda dianteira. Sua principal concorrente, a Honda NXR 160 Bros ESDD usa freios combinados (CBS). O ABS evita o travamento da roda dianteira em situações de emergência ou piso com baixa aderência. Além disso, o modelo ganhou freio a disco na roda traseira, que garante mais equilíbrio ao conjunto. Mas as mudanças no param por aí!

A Crosser 2019 traz agora um painel mais completo. Conta-giros analógico e visor LCD digital que apresentam múltiplas funções: velocímetro, hodômetro parcial e total, marcador de combustível, fuel trip e relógio. Em ambas as versões – “S” (para-lama é baixo, junto a roda, para uso no asfalto) e “Z”(paralama mais alto, mais aventureira) –, a Crosser é equipada com lampejador de farol alto. Há ainda indicador “Eco”, para uma pilotagem mais focada na economia de combustível e indicador de marchas, útil para o motociclista entrante.

Para se adaptar à altura do piloto, a Crosser traz guidão ajustável, que melhorou a ergonomia do motociclista. A Yamaha manteve o assento em dois níveis. Segundo a marca, a nova versão da Crosser aumentou a sensação de conforto com a adoção da suspensão traseira do tipo monocross com link, capaz de absorver melhor as imperfeições do piso. Para ajudar neste trabalho, a moto usa roda aro 19 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira, calçadas com pneus de uso misto.

O motor é o bom e velho conhecido: Monocilíndrico arrefecido a ar, com exatos 149cm3 de capacidade, capaz de gerar 12,2 cv de a potência máxima quando abastecido com gasolina, e 12,4 cv com etanol. O modelo conta com fácil manutenção, baixo consumo e boa autonomia (taque de combustível com capacidade para 12 litros). 

A nova Crosser 2019 segue com três anos garantia e também faz parte do programa Revisão Preço Fixo da Yamaha. Estará disponível nas revendas já no início de março. A Crosser “S” tem o preço sugerido de R$ 12.390,00 (+ frete) e será vendida nas cores branco e preto. Já a versão “Z”, duas opções de cores: azul e preto. E valor de R$ 12.590,00 (+ frete).

PORQUE USAR LUVAS É TÃO IMPORTANTE AO PILOTAR UMA MOTO?

PORQUE USAR LUVAS É TÃO IMPORTANTE AO PILOTAR UMA MOTO?

Depois do capacete – item de segurança obrigatório em todo território nacional –, a luva é um equipamento de segurança indispensável para o motociclista. Ignorada muitas vezes pela maioria dos pilotos, as luvas protegem as mãos (ossos, músculos e pele) de impactos e dilacerações, como também do frio, do sol, de pedriscos e de insetos. 

A mão é uma das ferramentas mais precisas do corpo humano. Usamos tal membro todos os dias para inúmeras tarefas: abrir uma porta, teclar uma mensagem, indicar um caminho ou acenar para um amigo. Elas também são fundamentais para a condução da motocicleta: acionar embreagem, freio, acelerador e, claro, segurar o guidão. 

Quando o motociclista cai da moto, instintivamente ele projeta as mãos à frente e é ai que o membro sofre danos – fraturas, escoriações ou, em casos extremos, a amputação. Ou seja, se o motociclista não estiver com uma luva de qualidade – de preferência de couro – as sequelas podem ser irreversíveis.

Em alguns casos o motociclista perderá o tato e até os movimentos dos dedos. Ou seja, sem este movimente ficará impossível pilotar uma motocicleta novamente, já que não haverá como engatar marchas ou frear o veículo.

A mão é bastante delicada e flexível. Por isso perder a pele que a reveste poderá comprometer muito os movimentos. Por isso use luvas, sempre. O equipamento de segurança pode ser a diferença entre o motociclista capaz de pilotar ou uma aposentadoria precoce. Por isso invista em sua segurança. Use luvas!!! É o MunitoMotor na campanha de incentivo ao uso de equipamentos de segurança por parte dos motociclistas. 

DICAS PARA TRANSPORTAR CORRETAMENTE SUA BIKE

Em 2018 foram produzidas mais de 770 mil bicicletas no Brasil, segundo dados da Abraciclo – associação que reúne os fabricantes de motos e bikes. No verão a procura por uma “magrela” explode e a vontade de passear ao ar livre aumenta, principalmente, nos fins de semana. Mas você sabe como transportar sua bike corretamente? Os suportes para veículos de passeio oferecem diversos modelos. Há os que são acoplados diretamente no porta-malas, os que se conectam nos engates automotivos e os que ficam no teto do automóvel.

Os modelos acoplados ao teto requerem que o veículo já tenha barras transversais onde o suporte de bike é fixado. Nesse mecanismo, a bicicleta é transportada em pé e as rodas ficam sobre trilhos. Em alguns casos, a roda dianteira é retirada e acomodada dentro do veículo. Já os suportes fixados diretamente no porta-malas devem ser bem presos por meio de cintas de fixação, que se encaixam no vão do porta malas do veículo, deixando as bikes em uma posição perpendicular ao solo. Uma outra solução são os suportes de bike acoplados ao engate automotivo, que traz como diferencial a fácil instalação. 

Uma das principais fabricantes destes suportes é a Reese, marca da Horizon Global Brasil. Seus produtos se destacam por design arrojado e funcional, além de apresentarem facilidade de instalação. Alguns modelos contam com sistema antifurto, tanto para bike quanto para o suporte de bike. Os preços partem de R$ 220 (suportes de teto).

Legislação
Fique ligado! Se as bikes cobrirem a placa ou as luzes de sinalização de direção do veículo, mesmo que parcialmente haverá necessidade do uso da régua de sinalização e o uso da segunda placa, de acordo com a Resolução 349/10 do Contran. Outra orientação é a necessidade de respeitar o peso máximo de carga especificado para o veículo. Por isso fique atento as regras de regulamentação para transporte de cargas, regidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), evitando assim multas e acidentes.

COM 58 RARIDADES, MUSEU DA HONDA ABRE SUAS PORTAS

Uma viagem pela história da motocicleta no Brasil. É essa a sensação que os amantes das duas rodas terão ao visitar o “Honda Fan Club”, museu que a marca reabriu suas portas no último dia 5 de janeiro na cidade de Indaiatuba (SP). Totalmente repaginado, o espaço fica no último piso do Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH). O local apresenta uma linha do tempo com máquinas que contam história da evolução do veículos e traz várias curiosidades sobre os modelos Honda, que há mais de 40 anos fazem parte da vida dos brasileiros.

O museu conta com 58 motos, desde a CG 125 1976 – a popular CG ‘bolinha’ –, passando pela CB 400, a primeira grande moto do motociclista brasileiro; até a CBX 750F 1986 (a icônica ‘Sete Galo’). Há ainda outros destaques, como GL 1800 Goldwing Edição 40 anos e CBR 1000RR Fireblade Edição Comemorativa Marc Marquez, atual campeão mundial de Motovelocidade – MotoGP. Há espaço também para exemplares das categorias CUB, trail e street. Além de capacetes, campanhas publicitárias, macacões, fotos e até um poster assinado por c.

“O Honda Fan Club nasceu em 2013, como um museu particular da Honda e vem, ano a ano, agregando novos modelos, por meio dos quais pode-se contar a história das duas rodas no País. A empresa está presente em solo brasileiro há 47 anos e, ao longo deste período, desenvolveu diversos modelos que marcaram época e fizeram parte da vida de milhões de brasileiros. Assim, nada mais justo do que proporcionar a experiência de reviver e conhecer essa história aos motociclistas e admiradores da marca”, comenta Leonardo Almeida, Gerente dos Centros Educacionais de Trânsito Honda.

Leonardo diz que a Honda quer dar oportunidade para que mais pessoas conheçam o nosso museu. “Para o atendimento ao público, preparamos uma estrutura acessível e um ambiente especial alinhado com a história dos modelos em exposição. Ficaremos muito felizes com a visita de todos. Detalhe: as visitas são gratuitas e os visitantes serão atendidos por ordem de chegada. O local conta com acessibilidade. Para isso o prédio ganhou um elevador”.

Localizado nas dependências do CETH, que acabou de completar 20 anos de atividade – confira o vídeo abaixo -, o museu Honda Fan Club recebia visitas esporádicas de alunos dos treinamentos de pilotagem oferecidos pela unidade e convidados em eventos e ações da marca. Agora, os aficionados pela marca irão entrar em um túnel do tempo com boa estrutura e acessibilidade.

Serviço
Museu Honda Fan Club
Data: todos os sábados
Horário: das 09h às 17h
Local: Alameda Comendador Dr. Santoro Mirone, 1460 – Distrito Industrial João Narezzi, Indaiatuba – SP, 13347-300
Informações: (19) 3198-2615