‘ROCK IN RIO’ SOBRE DUAS RODAS INICIA A VENDA DE INGRESSOS

Os aficionados por motociclismo já podem adquirir os ingressos para o Festival Duas Rodas, que acontecerá entre os dias 29 de agosto e 1º de setembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP). As entradas estarão à venda a partir de R$ 55,00 e oferecerão uma vasta gama de experiências para o público

Espécie de Rock in Rio sobre Duas Rodas, o evento terá shows e lançamentos de motocicletas, até test-ride e apresentações de pilotos. Atrações como Flat Track, Motocross Freestyle e Wheeling também farão parte deste grande parque temático de motos. Os ingressos podem ser comprados através do site www.festivalduasrodas.com . O evento contará com a presença das principais montadoras do setor, como BMW, Dafra, Ducati, Harley-Davidson, Honda, Kawasaki, KTM, Triumph e Yamaha.

Além de uma programação voltada ao mundo de duas rodas, o público poderá curtir shows exclusivos que vão agitar e animar ainda mais o evento. No sábado, quem comanda o som é a banda Capital Inicial, que apresentará grandes sucessos de sua carreira e novas canções que fazem parte do novo álbum “Sonora”.

Já no domingo, o Call The Police, formado pelo guitarrista Andy Summers, do The Police, o baterista João Barone, dos Paralamas do Sucesso, e o baixista Rodrigo Santos, ex-Barão Vermelho, embala a galera com sucessos e hits como “So Lonely”, “Every Breath You Take”, “Roxanne” e “Message in a Bottle”, encerrando o Festival com chave de ouro.

INFORMAÇÕES SOBRE INGRESSOS:
· Street Pass: acesso para toda a área de exposição + pista de mobilidade urbana + estacionamento gratuito para moto
Dia/avulso – R$ 55,00 inteira / R$ 27,50 meia-entrada
Combo 4 dias Inteira – R$ 176,00 (20% de desconto)
Combo 4 dias Meia – Conforme a Lei federal 12.933/2013, que dispõe sobre a meia-entrada, o benefício não será cumulativo com quaisquer outras promoções.
Combo 3 dias Inteira – R$ 148,50 (10% de desconto)
Combo 3 dias Meia – Conforme a Lei federal 12.933/2013, que dispõe sobre a meia-entrada, o benefício não será cumulativo com quaisquer outras promoções.

· Show Pass: acesso para toda a área de exposição + pista de mobilidade urbana + acesso para show noturno + estacionamento gratuito para moto
Dia/Avulso – R$ 98,00 inteira / R$ 49,00 meia-entrada
Combo 2 dias Inteira – R$ 176,40 (10% de desconto)
Combo 2 dias Meia – Conforme a Lei federal 12.933/2013, que dispõe sobre a meia-entrada, o benefício não será cumulativo com quaisquer outras promoções.

· Ride Pass: direito ao test-ride em todas as pistas + acesso para toda a área de exposição + acesso para show noturno + estacionamento gratuito para moto.
Valor único – R$ 395,00

· Training Pass: curso de pilotagem com Leandro Mello + direito ao test-ride em todas as pistas + acesso para toda a área de exposição + acesso para show noturno + estacionamento gratuito para moto.
Valor único – R$ 980,00

Classifcação: Livre*
*Menor de 16 anos: acompanhado dos pais ou responsável legal
16 anos em diante: permitida a entrada desacompanhado

Até 10 anos – entrada gratuita
De 11 a 17 anos – necessária a apresentação do ingresso (meia-entrada)

CONHEÇA A “SOPA DE LETRINHAS” QUE DENOMINA AS HARLEY

CONHEÇA A “SOPA DE LETRINHAS” QUE DENOMINA AS HARLEY

Certamente muitos apaixonados pelo mundo das duas rodas já se perguntou o que significa aquela “sopa de letrinhas” que identifica os modelos da Harley-Davidson. A maioria deve ter se questionado se isso tudo faz algum sentido. Bom, a resposta é sim! Todas aquelas letras que designam um modelo H-D seguem uma linha coerente linha de raciocínio e, hoje, é dia de decifrá-las. Usarei como exemplo dois modelos com longas designações: Ultra Classic Electra Glide, que é denominada FLHTCU; e a Bad Boy (Softail produzida entre 1995 e 1997), também conhecida como FXSTSB. Vale ressaltar que a explicação abaixo vale apenas para os motores “Big Twin”.

1ª Letra: Significa a série do motor

G = Servicar três rodas, produzido de 1932 a 1973
E = Válvulas Overhead de 61 polegadas cúbicas (1000 cc) “Big Twin” (Motor / transmissão separados)
F = Válvulas Overhead de 74 (1200 cc) ou 80 (1340 cc) polegadas cúbicas “Big Twin”
K = Válvula lateral 45 (750 cc) e 55 (900 cc) polegadas cúbicas que substituiu o WL em 1953 e foi substituído pelo Sportster em 1957. O modelo tinha muitos recursos de design que foram transportados para o Sportster.
U = Válvula lateral de 74 (1200cc) ou 80 (1340 cc) polegadas cúbicas “Big Twin”
V = Válvula lateral de 74 (1200cc) polegadas cúbicas feitas antes de 1936
W = Válvula lateral de 45 (750 cc) polegadas cúbicas feitas de 1934 a 1952
X = Esportiva e construção especial. Aplicado no período entre 1918 e 1922 para motores Twin opostos Sport. Em 1944 para motores militares opostos Twin e em 1957 para apresentar a linha Sportster.

2ª Letra: Identifica o tamanho da frente (garfo dianteiro)
*Exclui as Sportster e V-Rod

L = Pneu dianteiro largo e garfo dianteiro Hydra-Glide
X = Pneu dianteiro fino e garfos dianteiros esportivo (fino)

3ª Letra: Designa o chassi ou características da moto

H/T = Highway/Touring
ST = Softail
D = Dyna
R = Rubber-Mount ou Racing (dependendo do modelo)
B = Belt-Drive, partida a bateria (modelos iniciais)

4ª e demais letras: Características dos modelos

A = Versão Militar para exército
B = Acabamento preto,
C = Classic, Competition, Custom
D = Deuce
DG = Disc Glide
E = Partida elétrica
F = Partida a Pedal, “Fat”
H = Varia entre alta performance e alta carga. Por exemplo, as primeiras FLH produziam 5 cv de potência a mais do que as FL regulares.
I = Injeção Eletrônica
L = Low
LR = Low Rider
N = Night (como na Nightster ou Iron 883/1200)
P = Versão Policial
R = Road King
S = Versão Esportiva (exemplo: FLHS – Electra Glide Sport) ou Frente Springer
T = Touring
U = Ultra
WG = Wide Glide
X = Special

Vejamos então a tradução dos modelos mencionados acima:

FLHTCU – Ultra Classic Electra Glide
F = Motor Big Twin
L = Frente Larga
HT = Chassi Highway/Touring
C = Classic
U = Ultra

FXSTSB – Bad Boy
F = Motor Big Twin
X = Frente Fina
ST = Chassi Softail
S = Springer
B = Acabamento preto

Antes de passarmos para a explicação das Sportster e dos novos modelos Softail, equipados com o motor Milwaukee-Eight, vamos explicar a V-Rod.
A família esportiva da H-D, a V-Rod sempre foi conhecida pelas letras VRSC que significa:
V = V Twin
R = Racing
S = Street
C = Custom

Os modelos da família V-Rod ao longo do tempo foram identificados com as seguintes letras:
A = Modelo Inicial
B = Acabamento Preto (chassi principalmente – já que originalmente era pintado de cinza)
D = Dark (Night Rod)
F = Fat (Muscle)
R = Racing (Street Rod)
X = Special

As Sportster são denominadas XL (antes eram XLH) e a explicação aqui é que o “X” representa a esportividade e a letra “L” denominava motores de alta compressão. Já a letra “H” foi introduzida em 1958 para denominar uma taxa de compressão ainda maior. E em 1959 surgiu a XLCH (CH de Competition Hot).

Outra denominação que foi comum a Sportster foi a XLCR (CR significando Cafe Racer) produzida de 1977 a 1978, e a XR 1000 (na qual o “R” denominava Racing).

Softails Milwaukee-Eight
Uma mudança de nomenclatura começou a ser colocada em prática em 2008 com o surgimento da Rocker e mantido na Blackline e Slim. A Rocker era denominada FXCW:
F = Big Twin
X = Frente Fina
C = Custom
W = Wide (pneu de 240 mm).

Já a Blackline era FXS e a Slim FLS, tentando simplificar a nomenclatura. O mesmo padrão foi seguido com a introdução do motor Milwaukee-Eight nos modelos Softail onde:
FX = Big Twin de frente fina
FL = Big Twin de Frente Larga

Restante das letras denomina o modelo:

BB = Street Bob
LR = Low Rider
SL = Slim
FB = Fat Boy / Fat Bob
DE = Deluxe
HC = Heritage Classic
BR = Breakout
DR = Drag Racing

Quando a última letra for acrescida do “S”, significa Sport e se refere ao motor de 114 polegadas cúbicas.

Texto Dan Morel, do Blog Doctor Dan, especial para MinutoMotor / Fotos Divulgação

DUCATI BR: CRESCIMENTO, CONCESSIONÁRIA MODELO E NOVA SUPERESPORTIVA

DUCATI BR: CRESCIMENTO, CONCESSIONÁRIA MODELO E NOVA SUPERESPORTIVA

Enfim, a luz. Depois de um período de forte retração, o segmento de duas rodas está se recuperando de forma gradativa. Segundo dados da Fenabrave, que reúne os concessionários de todo o País, o setor teve crescimento de quase 18% no primeiro trimestre, comparado ao mesmo período de 2018. No acumulado do ano já foram vendidas quase 260 mil motos. Essa retomada de crescimento tem dado uma injeção de ânimo ao mundo corporativo, que não está poupando esforços para ampliar sua capilaridade. Bons exemplos não faltam!

A Triumph, por exemplo, abriu revendas em Várzea Grande (MT) e Fortaleza (CE), além da reinaugurar a Triple, que foi para o Distrito de Sousas, em Campinas (SP). A marca inglesa também prometeu cinco lançamentos para este ano. A Harley-Davidson deve ter mais uma revenda na região Sudeste, que também terá uma realocação. Tudo indica que a marca norte-americana reabrirá uma loja na região Nordeste. Em março, a Ducati inaugurou revenda em Campo Grande (MS), sua primeira concessionária integrada no modelo Audi-Ducati. É a décima loja da marca italiana no Brasil.

O novo formato inclui um espaço exclusivo de 100 metros quadrados para motocicletas com oficina e pátio. Já a área de showroom apresenta um novo modelo de exposição – as motocicletas estarão distribuídas pela concessionária ao lado dos carros da Audi -, numa sinergia entre os modelos de quatro e duas rodas.

Crescimento
Falando na “Ferrari das Motos”, 2019 começou acelerado. A marca italiana registrou o melhor trimestre desde o início da sua operação no País em 2012. Foram 297 unidades emplacadas impulsionando um crescimento de 26% da marca nos primeiros três meses do ano no comparativo com igual período de 2018.

“Este resultado inédito é reflexo do trabalho consistente realizado pela Ducati do Brasil nos últimos dois anos e meio. Sem dúvida a unidade brasileira está em seu melhor momento”, explica Diego Borghi, presidente da subsidiária no País. Segundo o executivo, além da consistência nas ações, “temos sido persistentes ao demonstrar que é possível conquistar mercado, melhorar a rentabilidade e aumentar a capilaridade no território brasileiro. Só para comparar, o mercado de duas rodas acima de 500 cm3 evoluiu apenas 4,3% nos primeiros três meses do ano”, afirma Borghi.

Panigale V4 R à venda
Para deixar os ducatistas, amantes da velocidade ainda mais animados, a marca confirmou a pré-venda da Panigale V 4 R. A nova superesportiva apresenta um novo motor Desmosedici Stradale R, de quatro cilindros, 998 cm3, que oferece 221 cv de potência máxima, distribuídos em apenas 172 quilos.

As encomendas da versão R, modelo mais potente e de maior desempenho já construído pela Ducati, serão feitas por meio dos concessionários. O preço da Panigale V4 R é de R$ 250 mil. Para fazer parte deste seleto grupo, o abonado piloto deverá pagar 20% do valor da moto (R$ 50 mil) já no ato da reserva.

VÍDEO: SPORT GLIDE 2019, UMA HARLEY 2 EM 1

VÍDEO: SPORT GLIDE 2019, UMA HARLEY 2 EM 1

O destaque da nova Harley-Davidson Sport Glide não é seu motor Milwaukee-Eight 107, que oferece quase 15 kgf.m de torque. Muito menos sua concentração de massa e assento a apenas 680 mm em relação ao solo. Pela suspensão invertida de 43mm na dianteira ou farol em LED. O grande diferencial do modelo 2019 é sua capacidade de transformação, já que esta integrante da família Softail poder ser uma boa opção para viagens curtas, como também para ser usada no dia a dia. O “X” da questão está na minicarenagem e nos alforjes que podem ser removidos em  apenas 30 segundos, deixando a cruiser HD mais ágil e versátil para o dia a dia.

Com a ajuda de Henrique Santos, da concessionária HD AutoStar, a equipe do MinutoMotor mostra como é fácil a retirada das peças. A minicarenagem, que protege o motociclista do vento frontal, é presa na suspensão por abraçadeiras de engate rápido. Já no caso dos alforjes, as malas rígidas contam com uma trava interna, além de dois pontos de ancoragem. A capacidade combinada dos saddle bags é de 25,5 litros.

O projeto da Sport Glide recebeu roda com design direcional, a primeira do gênero a sair da fábrica da Harley em modelos diferentes da linha CVO (customizados de fábrica). Os raios se estendem do cubo ao aro para criar uma maior sensação de movimento. A moto também ganhou acabamento em preto: tampa dos cabeçotes e ponteira do escape, além do chassi.Como nenhuma HD é igual a outra, a Sport Glide 2019 pode receber uma infinidade de acessórios como, por exemplo, sissy bar, bagageiro ou rack para acomodar um Tour-Pak (mala traseira). Da mesma forma que acontece com os alforjes e a carenagem, os acessórios originais da linha HoldFast da HD também podem ser instalados ou removidos em segundos. A moto 2 em 1 da Harley custa a partir de R$ 74.900.

HARLEY DIVULGA O PREÇO DA LIVEWIRE: US$ 29.799, CERCA DE R$ 112 MIL

A Harley-Davidson divulgou mais novidades sobre a LiveWire, seu primeiro modelo da linha 2020, que será também a pioneira de uma família totalmente elétrica da marca norte-americana. Exibida inicialmente no Dealer Convention pelo chefe do Departamento de Estilo e Design da marca, Paul James, a moto elétrica da Harley é também o primeiro modelo do projeto “More Roads to H-D”, na tradução literal: ‘Mais estradas para a H-D’. Naquela ocasião, poucas informações estavam disponíveis à imprensa, a não ser que o modelo seria lançado oficialmente em agosto de 2019, já como linha 2020.

Já em Milão, durante o Salão de Motos (Eicma 2018), a equipe do MinutoMotor trouxe novas informações técnicas sobre a moto como, por exemplo, que teria suspensões ajustáveis e carregadores para carga rápida e lenta. Além de freios de alto desempenho da grife Brembo e rodas aro 17 polegadas calçadas com pneus Michelin Scorcher Sport. Porém, a notícia mais importante vinda da ‘Terra do Tio Sam’ é que a LiveWire já está em pré-venda e custará US$ 29.799 – quase R$ 112 mil. A título de comparação, a Electra Glide Ultra Limited custa nos Estados Unidos US$ 28.089 (R$ 105 mil).

Hoje, durante o CES 2019 – maior feira de equipamentos eletrônicos do mundo, que acontece em Las Vegas, a HD aproveitou para apresentar outros dados técnicos sobre a LiveWire: Totalmente elétrico, o novo motor já tem nome: Revelation. Sim, este é o nome, e não é brincadeira! Na primeira vez que li, achei que era uma piada pronta, mas seguindo a linha do motor de arrefecimento líquido que havia recebido o nome de Revolution, até ai, um tanto compreensível. Mas neste caso achei que faltou um certo carisma.

A moto faz de 0-100 km/h em 3,5 segundos. Extremamente rápida, ainda levando-se em conta que não há embreagem para acionar e não há marchas para serem engatadas. Basta girar o acelerador e 100% do torque está disponível instantaneamente. Já a velocidade máxima será de aproximadamente 177 km/h, segundo a marca. A moto elétrica da H-D possui sistema de frenagem com geração de energia, que recarrega a bateria quando há uma frenagem. Sistema similar aos usados nos Formula 1 e em veículos híbridos.

A autonomia será de pouco mais de 170 quilômetros. Com chance de aumentar até a entrega das primeiras unidades. O percurso percorrido pela HD LiveWire já é maior que outras motos similares no mercado (Zero Motorcycles). Mas não dá para aquela longa viagem dos sonhos pela Highway 1 ou Route 66.

A moto contará com um painel 4.3 polegadas em LCD, touchscreen, capaz de mostrar autonomia, velocidade, status da bateria e pode ser customizável e mostrar até a direção ponto-a-ponto. A LiveWire contará ainda com conectividade com o celular – chamado de HD Connect, que informará dados sobre carga de bateria, alertas sobre violação, localização da moto e lembretes/notificações de serviços e revisões.

 

Inicialmente a LiveWire será comercializada em concessionárias específicas nos EUA e também na Europa e contará com três opções de cores: Yellow Fuse, Orange Fuse e Vivid Black.

Texto Dan Morel, do Blog Doctor Dan, especial para MinutoMotor / Fotos Divulgação

 

 

TEST-RIDE: HARLEY FXDR 114, A EMOÇÃO COMEÇA EM 2.500 RPM

As muscle bikes me fascinam. Atraem meu olhar por suas linhas radicais que esbanjam personalidade. São arrojadas, musculosas, torcudas e potentes. Seu desempenho esportivo vem de motores mais apimentados e sua ciclística impõe respeito pela robustez e eficiência. Em 2016 tive o privilégio de participar do lançamento mundial da Ducati XDiavel, em Santa Mônica, na Califórnia (EUA). Mas antes disso, a partir do início dos anos 2000, pilotei praticamente toda a linha V-Rod, da Harley-Davidson. Cheguei a rodar nos Estados Unidos com a Night Rod em 2012. Testei ainda as versões Muscle e a Night Rod Special. Em termos globais, o Brasil ocupou a segunda posição em vendas desta família. Apesar do sucesso, aposentadoria da família V-Rod veio em 2016. De lá para cá havia uma lacuna que só agora foi preenchida com a chegada da FXDR 114 2019, nova integrante da linha Softail.

Misto entre Night Rod Special e XR 1200X, a nova power cruiser da H-D não usa o motor Revolution, desenvolvido em parceria com a alemã Porsche, mas sim o novo Milwaukee-Eight 114 (de 114 polegadas cúbicas), refrigerado a ar, que oferece ‘apenas’ 16,11 kgf.m de torque já disponíveis a 3.500 rpm . A moto se diferencia também pelo uso materiais mais leves: alumínio na balança e no sub-chassi. O resultado é o menor peso – 303 kg em ordem de marcha – e mais agilidade.

O que incomoda, à primeira vista sãs as peças em plástico que emolduram o assento solo e o paralama traseiro, que se move junto com a suspensão que, alias, recebeu um monoamortecedor com nova posição de ancoragem. São 112 mm de curso e ajuste na pré-carga da mola. Aqui valeria um acabamento mais requintado, como o uso da fibra de carbono, já que estamos falando em uma moto que custa a partir de R$ 80.200. Porém este tipo de acabamento faz parte de uma extensa linha de acessórios da marca, desenvolvida exclusivamente para o modelo!

A posição de pilotagem lembra a da Night Rod Special, ou seja, braços esticados e bem abertos e pernas semiflexionadas, com as pedaleiras não tão à frente, quando comparado com as primeiras V-Rod. É uma postura de pilotagem diferente, com o troco projetado para frente Aqui a relação é ‘ame ou odeie’. Eu gosto!

Atenção nas manobras em baixa velocidade, como em uma moto esportiva o ângulo de esterço é reduzido. Além disso, a FXDR 114 – assim como a Breakout – conta com um ângulo de cáster de 34 graus. Mas a altura do assento, de 720 mm, auxilia o motociclista nesta situação. Outro item que veio das superesportivas foi a suspensão dianteira: invertida (upside down) com tubos de 43mm de diâmetro e 130mm de curso. Absorve bem as irregularidades do piso, deixa a moto sempre no trilho e dita o caminho para a próxima curva.

COMO É PILOTAR?

Para domar esta usina de força, o piloto precisa ir com calma, até se acostumar com a nova posição de pilotagem. Já o motor é bruto e muito cuidado nas aceleradas mais vigorosa. Aqui de duas uma: ou a FXDR114 vai empinar ou a moto vai sair fritando o pneu traseiro de 240mm, enrugando o asfalto. Por isso, o motociclista precisa ter total controle sobre a máquina.

Ao apertar o botão do start, o Milwaukee-Eight 114, de cerca de 80 cv de potência máxima (número não confirmado pela Harley), desperta e emite um som médio-grave que é propagado pelo escape 2 em 1. O ‘rugido’ do motor refrigerado a ar instiga o piloto a girar o cabo. E é a 2.500 giros que a emoção começa.

Com uma boa relação de marchas, a FXDR114 vai ganhando velocidade de forma controlada. Aqui o mais importante não é o torque, mas sim como esta força é distribuída. No caso desta Softail é feita de forma exemplar, progressiva. Mas se o motociclista quiser mais emoção é só girar o acelerador com vontade e ter adrenalina correndo solta no corpo, já que a moto vai derrapar nas saídas de curva. Por isso, a Harley deveria ter investido em um pacote eletrônico completo – modos de pilotagem e controle de tração – como na sua coirmã italiana.

Em pista plana, asfalto bom, sexta marcha engatada e motor girando a 3.150 rpm, a muscle bike da HD já estava a 140 km/h, com folga para muito mais. A velocidade por ultrapassar, com facilidade, 200 km/h. A autonomia é de cerca de 300 km, já que o tanque tem capacidade para 16,7 litros da gasolina.

Depois de cruzar a Marginal Pinheiros e um trecho da rodovia Castelo Branco, a FXDR seguiu pela Estada dos Romeiros, que liga Itu a Cabreuva, no interior de São Paulo. Devoradora de curvas – as mais abertas, de preferência –, a moto mostrou para que veio: rodar com o giro baixo, porém de forma bastante vigorosa. Quando é preciso de mais potência e troque bastava dar uma leve girada da manopla do acelerador. No trecho mais sinuoso, a moto rodou praticamente o tempo todo em quarta marcha. A FXDR 114 até parecia um scooter. Claro que oferecendo mais emoção!

Agora nas saídas de curvas e já emendando em retas, a nova HD despeja força e potência quase que de forma instantânea, já que o comportamento dinâmico do ‘V2’, de 1.868 cm³, é quase um soco no estômago. Em função da nova arquitetura, com a transmissão primária deslocada para traz, o motor oferece um dos maiores ângulos de inclinação na família Softail, que faz desta Harley boa de curvas e de retas. O mais incrível é que em nenhum momento a pedaleira raspou no chão.

Aqui duas ressalvas, antes de mergulhar nas curvas o correto é frear antes, deixar o sistema entrar em ação – disco duplo de 300mm na dianteira e, na traseira, disco simples de 292mm. Em alguns momentos de abuso por parte do piloto (este que vos escreve), o ABS entrou em ação e não deixou a roda travar. Em resumo, a FXDR não é uma moto para iniciantes, mas sim para pilotos experientes que gostam de acelerar. Com a nova muscle bike ninguém vai ficar órfão da V-Rod.

Fotos: Guilherme Veloso / Divulgação – Harley-Davidson

EXCLUSIVO – EICMA 2018: NOVIDADES HARLEY, INDIAN E ROYAL ENFIELD

Harley-Davidson

A empresa norte-americana apresentou em Milão a versão oficial do LiveWire. Neste lançamento global, ainda alguns detalhes técnicos não foram declarados. Com design arrojado, a LiveWire oferece aceleração instantânea, baixo centro de gravidade e ultrapassa os 150 km/h. Bom, foi isso que disseram os executivos da marca na Itália. 

Mas o que fica evidente é que a HD está apostando e mostrando ao mundo do que ela é capaz de fazer. E que a companhia vai muito além dos motores de dois cilindros em “V”.

Destaques para a FXDR 114, a nova muscle bike da HD, e para a final mundial do concurso de customização “Battle of The Kings” (abaixo), que reuniu quase 300 participantes de todo o mundo, inclusive do Brasil. A grande final aconteceu durante o EICMA e a equipe campeão foi da Tailândia. 

Indian

Mais naked que custom, a FTR 1200 da Indian – marca norte-americana de deixou o Brasil recentemente – foi apresentada oficialmente no EICMA. O lançamento foi inspirado nos modelos que participam das flat-track (corridas em circuitos ovais de terra). Conta com base mecânica da Scout, só que com mais cavalaria e força. A FRT 1200 está equipada com o tradicional motor V2 de 1.203 cm3, que gera 120 cv de potência máxima e quase 12 kgf. de torque. 

Royal Enfield

Da prancheta à realidade em apenas seis meses. A Concept Royal Enfield KX exposta no EICMA foi inspirada na KX de 1938. O protótipo está equipado com motor de dois cilindros e 838 cm3 de capacidade. Parece pronto para ir para as lojas.

Outros destaques ficaram por conta da Continental GT 650 (acima) e Interceptor 650, que já devem desembarcar no Brasil em meados e 2019, logo após a chegada da Himalayan. A apresentação oficial da trail da Royal acontece em janeiro para a mídia especializada .

O jornalista Aldo Tizzani, do MinutoMotor, viajou à convite do ITA (Italian Trade Agency) e também do ICE (Agência para a internacionalização das empresas italianas)

LINHA 2019 DA HARLEY CHEGA COM TRÊS BELAS NOVIDADES

Só para recordar, a linha 2018 da Harley-Davidson chegou ao país radicalizando em termos estéticos e com motores mais eficientes. Agora a marca norte-americana apresenta três novos modelos 2019: a power cruiser FXDR 114, a versátil Sport Glide, da família Softail; além da Iron 1200, da linha de entrada Sportster. Outra novidade é a adoção do Apple CarPlay nas motos da linha Touring. Confira abaixo as principais características de cada lançamento, além da tabela de preços de todas as motocicletas da linha H-D 2019 vendida no Brasil. A mais barata, a Iron 883 custa R$ 42.400. Já a mais cara, a CVO Limited, sai por R$ 172.900.

FXDR 114Visualmente, a nova FXDR 114 teve seu design inspirado no estilo drag. A moto traz linhas bem agressivas e, com certeza, vai atrair o público que ficou órfão da família da V-Rod. O para-lama traseiro é desenhado para cobrir o pneuzão de 240mm de largura. A nova power cruiser americana está equipada com o Milwaukee-Eight 114. Aliás, o motor mais poderoso oferecido no chassi Softail, com 16,11 kgf.m de torque a 3.500 rpm. Balança, sub-chassi e as rodas foram fabricadas em alumínio. Tudo para melhorar a relação peso/potência (a cavalaria não é divulgada pela H-D).

A FXDR 114 é a nona Harley-Davidson lançada no Brasil baseada na plataforma Softail e introduzida para a linha 2019, além de ser uma das mais recentes em uma linha de 100 motocicletas de alto impacto comercial que a montadora planeja introduzir até de 2027.


A pergunta que fica é se a nova power cruiser da H-D fará tanto sucesso quanto a linha V-Rod. O Brasil foi um dos principais mercados do modelo mais esportivo da Harley que, além do design radical, estava equipada com motor de dois cilindros em “V” dispostos a 60°, refrigerado a líquido, que gerava 125 cv de potência máxima a 8.250 rpm. Ou seja, bem diferente o Milwaukee-Eight 114, “V2” a 45º .

SPORT GLIDE

Customizada de fábrica, a Sport Glide 2019 é uma moto versátil. Pode ser usada em viagens longas, no dia a dia ou para passeios curtos. Conta com estilo clássico e contemporâneo empresado da linha Touring, da qual adotou também as malas laterais (com 25,5 l de capacidade, cada), que podem ser facilmente removidas – sistema que lembra a aposentada Switchback. Na parte ciclística, a nova Softail ganhou suspensão invertida de 43mm na dianteira, além do ajuste remoto da pré-carga da mola do amortecedor traseiro.

Traz iluminação em LED e acelerador eletrônico com controle eletrônico de velocidade de cruzeiro. Já as belas rodas de alumínio fundido são calçadas com pneus Scorcher 31, da Michelin. Oitavo modelo lançado no Brasil com base na plataforma da Softail, a Sport Glide está equipada com o motor Milwaukee-Eight 107, que é montado diretamente no chassi, porém conta com contrabalanceadores, que foram instalados para reduzir a vibração em marcha lenta.

IRON 1200A nova integrante da família Sportster da Harley, a Iron 1200 esbanja personalidade. É ideal para deslocamentos urbanos ou até viagens curtas. Traz guidão alto, a carenagem emoldura o farol dianteiro e está equipada com o tradicional motor Evolution 1200 V-Twin, que oferece 36% mais torque – 9,5 kgf.m em contra 6,83 kgf.m se comparado ao Evolution 883. A título de curiosidade, a família Sportster é fabricada desde 1957 e, de lá prá cá, ganhou várias roupagens: bobber, chopper, scrambler, café racer e foi até moto de corrida (dirt track). Os novos grafismos do tanque de combustível (12,5 litros) da Sportster diferenciam a Iron 1200 e combinam faixas de cores que nos remetem aos anos 1970.

O assento individual integrado ao quadro flui do para-lama traseiro e é moldado para ajudar a manter o motociclista numa posição ideal quando o torque do Evolution 1200 é colocado à prova. Aliás, todo o motor foi estilizado com as tampas do cabeçote na popular cor preta. Protetores do escapamento e dos silenciadores, e tampas da embreagem e dos comandos de válvulas, tudo pintado de preto. Já os tubos das varetas de comando e tampas dos tuchos cromados são os únicos detalhes brilhantes e destacam o formato do motor V-Twin. A Iron 120 recebeu rodas de nove raios totalmente pretas (19 polegadas na dianteira e na traseira de 16 polegadas).

DOC MOTO: HARLEY FXDR 114 NO BRASIL E AS NOVAS CORES PARA 2019

 

Antes que me perguntem, o lineup brasileiro terá sim a nova FXDR 114 e a Sport Glide, que foi lançada como modelo mid-year em 2018. Ambas já estão em processo de homologação no País. Abaixo minha percepção e comentários sobre os modelos e as paletas de cores.

Como cheguei nos EUA em pleno Labor Day (feriado americano análogo ao nosso Dia do Trabalho) acreditei que não iria encontrar lojas abertas no estado da Flórida. A minha primeira opção foi a Palm Beach Harley-Davidson que, de fato, estava fechada. Segui adiante para a pequena cidade de Stuart para conhecer a revenda Treasure Coast Harley-Davidson. Lá fui razoavelmente bem atendido e digo, razoavelmente, pois minha intenção era apenas olhar os novos modelos e comprar uma camisa que procurava. Lá pude ver algumas motos em cores que potencialmente me interessariam no Brasil, já que as mudanças da linha Harley 2019 foram principalmente cosméticas, vamos lá:

FXDR 114

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O modelo foi o único lançamento para a linha 2019 (até o momento) e fonte de muitos comentários tanto positivos, como negativos. De uma maneira geral, a moto traz linhas bem agressivas e, com certeza, vai atrair o público que ficou órfão da família da V-Rod. Como só tive a possibilidade de ver em Vivid Black posso dizer que o modelo lembra, em alguns aspectos, a Night Rod Special, principalmente no tocante a posição de pilotagem.

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O banco é um tanto desconfortável para longos percursos, mas o propósito do modelo não será este. E para quem perguntar, a tampa atrás do banco sai e dá para um “buraco” que não pode se chamar de porta-trecos. Na verdade, a intenção da marca foi deixar um espaço para a instalação de um banco para uma eventual garupa.
De fato, o filtro de ar, que foi desenhado para ser algo similar ao oferecido pela linha Screamin’ Eagle, ficou um tanto estranho, virando alvo de piadinhas no Brasil, já que foi comparado com uma furadeira Bosch. Realmente, o brasileiro é muito criativo.
Uma solução que achei um tanto estranha e levanta dúvidas quanto sua durabilidade é o “para-lama” traseiro. A peça é feita em plástico.

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A FXDR 114 promete ser um sucesso de vendas, especialmente por deixar o motor de arrefecimento líquido de lado e ter instalado no berço do chassi o tradicional V2 com refrigeração a ar, que traz de volta o som do motor digno de uma HD, ainda que o Milwaukee Eight não se compare com o som dos Evolution.

Heritage Classic


Billiard Blue & Billiard White. Esta combinação de cores ficou muito interessante e talvez ficasse melhor ainda se a Heritage tivesse os cromados de volta. Se a HD-BR decidir incluir como opção será uma cor popular . Com o motor 107 Milwaukee Eight haverá duas opções de cores em dois tons para a Heritage: Wicked Red e Twisted Cherry (já conhecida da linha 2018, em outros modelos).
O azul, que parece em fotos como sendo um azul-marinho brilhante, ao vivo dá a impressão de ser uma cor sólida, que não fica tão bonita assim a não ser na combinação de dois tons.

Fat Boy


Talvez uma das cores mais bonitas para 2019 e que estará na Fat Boy e na Deluxe (na Heritage terá uma opção dois tons, porém só na versão equipada com o motor de 114 Milwaukee Eight). É um marrom metálico, lindo, chamado de Rawhide. Estará disponível também como opção Denim (fosca) na Iron e também na Fat Bob. Porém a cor metálica é algo simplesmente maravilhosa e de muito bom gosto.

Deluxe e Low Rider


Em 2018, a opção de dois tons de marrom com prata foi uma combinação interessante, entretanto, para 2019 a HD preferiu seguir uma linha mais tradicional em oferecer um azul (diferente da Heritage) com prata, chamado de Midnight Blue & Barracuda Silver. Quem olha a moto dentro do showroom tem uma certa dificuldade em ver que a cor é azul, pois é tão escuro que facilmente se confunde com preto.
Na foto acima, a Deluxe até dá para parecer que é azul. A Low Rider também ganhou a cor Midnight Blue, que também parece preto.
Outra cor que pude ver na Low Rider foi o Barracuda Silver, que também deixa a moto bonita (ainda que preferisse o Bonneville Salt, de 2018).

Slim


A Slim na foto promocional tanto do site da HD como do catálogo, em Billiard Blue, faz parecer que a moto é um azul lindo, metálico, mas ao vivo perde um pouco o impacto. Entretanto, há um amarelo fosco chamado de Rugged Gold Denim que ficou bem interessante, além do mesmo vermelho fosco das touring. Resta saber quais serão as cores que a HD-BR pretende comercializar. Gosto não se discute. Façam suas apostas?

Texto e Fotos Dan Morel, do Blog Doctor Dan, especial para MinutoMotor

HOJE É SEXTA: VAMOS PRATICAR O MOTOTURISMO?

 

Ferramenta de trabalho, opção inteligente para a questão da mobilidade urbana, a moto é também um instrumento de prazer. Já que ela pode levar o homem a conhecer novos lugares, novas culturas… Pode ser considerada um agente de socialização. Não há nada melhor que depois de dezenas de quilômetros rodados parar em uma cidadezinha, fazer novas amizades – ou rever velhos amigos de estrada –, poder trocar experiências e contar ‘causos’. E isso é uma experiência única!
Pode ser ainda um ‘rolê’ no centro velho, conhecer uma cidade histórica, descer para o litoral e ver o mar. Muitas vezes a moto se transforma em um tanque de guerra que enfrenta obstáculos. Em outras oportunidades em um avião para devorar as curvas de um autódromo em alta velocidade. É ir até onde a imaginação deixar (ou a rodovia permitir). Praticar o mototurismo é um estado de espírito, um estilo de vida que rejuvenesce as pessoas .
Não tem nenhuma ligação com marca, modelo ou cilindrada. Claro que há afinidades, gosto pessoal. Mas no final não importa o tamanho do “brinquedo”. O que importa mesmo é se aventurar, programar roteiros incríveis, já que a moto não tem fronteiras. Espero que as 11 fotos de Johanes Duarte, do Photo & Road, inspirem muitas pessoas a redescobrirem o Brasil sobre duas rodas, um País continental de inúmeras belezas!
Revise a moto, faça as malas e boa viagem. Bons equipamentos são fundamentais para uma viagem mais confortável e segura. Ah! Não esqueça da capa de chuva. O smartphone também é indispensável para registrar os momentos de alegria e descontração. Agora é pé na estrada!!!

FOTOS: Johanes Duarte / Photo & Road – www.photoandroad.com