HARLEY DIVULGA O PREÇO DA LIVEWIRE: US$ 29.799, CERCA DE R$ 112 MIL

A Harley-Davidson divulgou mais novidades sobre a LiveWire, seu primeiro modelo da linha 2020, que será também a pioneira de uma família totalmente elétrica da marca norte-americana. Exibida inicialmente no Dealer Convention pelo chefe do Departamento de Estilo e Design da marca, Paul James, a moto elétrica da Harley é também o primeiro modelo do projeto “More Roads to H-D”, na tradução literal: ‘Mais estradas para a H-D’. Naquela ocasião, poucas informações estavam disponíveis à imprensa, a não ser que o modelo seria lançado oficialmente em agosto de 2019, já como linha 2020.

Já em Milão, durante o Salão de Motos (Eicma 2018), a equipe do MinutoMotor trouxe novas informações técnicas sobre a moto como, por exemplo, que teria suspensões ajustáveis e carregadores para carga rápida e lenta. Além de freios de alto desempenho da grife Brembo e rodas aro 17 polegadas calçadas com pneus Michelin Scorcher Sport. Porém, a notícia mais importante vinda da ‘Terra do Tio Sam’ é que a LiveWire já está em pré-venda e custará US$ 29.799 – quase R$ 112 mil. A título de comparação, a Electra Glide Ultra Limited custa nos Estados Unidos US$ 28.089 (R$ 105 mil).

Hoje, durante o CES 2019 – maior feira de equipamentos eletrônicos do mundo, que acontece em Las Vegas, a HD aproveitou para apresentar outros dados técnicos sobre a LiveWire: Totalmente elétrico, o novo motor já tem nome: Revelation. Sim, este é o nome, e não é brincadeira! Na primeira vez que li, achei que era uma piada pronta, mas seguindo a linha do motor de arrefecimento líquido que havia recebido o nome de Revolution, até ai, um tanto compreensível. Mas neste caso achei que faltou um certo carisma.

A moto faz de 0-100 km/h em 3,5 segundos. Extremamente rápida, ainda levando-se em conta que não há embreagem para acionar e não há marchas para serem engatadas. Basta girar o acelerador e 100% do torque está disponível instantaneamente. Já a velocidade máxima será de aproximadamente 177 km/h, segundo a marca. A moto elétrica da H-D possui sistema de frenagem com geração de energia, que recarrega a bateria quando há uma frenagem. Sistema similar aos usados nos Formula 1 e em veículos híbridos.

A autonomia será de pouco mais de 170 quilômetros. Com chance de aumentar até a entrega das primeiras unidades. O percurso percorrido pela HD LiveWire já é maior que outras motos similares no mercado (Zero Motorcycles). Mas não dá para aquela longa viagem dos sonhos pela Highway 1 ou Route 66.

A moto contará com um painel 4.3 polegadas em LCD, touchscreen, capaz de mostrar autonomia, velocidade, status da bateria e pode ser customizável e mostrar até a direção ponto-a-ponto. A LiveWire contará ainda com conectividade com o celular – chamado de HD Connect, que informará dados sobre carga de bateria, alertas sobre violação, localização da moto e lembretes/notificações de serviços e revisões.

 

Inicialmente a LiveWire será comercializada em concessionárias específicas nos EUA e também na Europa e contará com três opções de cores: Yellow Fuse, Orange Fuse e Vivid Black.

Texto Dan Morel, do Blog Doctor Dan, especial para MinutoMotor / Fotos Divulgação

 

 

TEST-RIDE: HARLEY FXDR 114, A EMOÇÃO COMEÇA EM 2.500 RPM

As muscle bikes me fascinam. Atraem meu olhar por suas linhas radicais que esbanjam personalidade. São arrojadas, musculosas, torcudas e potentes. Seu desempenho esportivo vem de motores mais apimentados e sua ciclística impõe respeito pela robustez e eficiência. Em 2016 tive o privilégio de participar do lançamento mundial da Ducati XDiavel, em Santa Mônica, na Califórnia (EUA). Mas antes disso, a partir do início dos anos 2000, pilotei praticamente toda a linha V-Rod, da Harley-Davidson. Cheguei a rodar nos Estados Unidos com a Night Rod em 2012. Testei ainda as versões Muscle e a Night Rod Special. Em termos globais, o Brasil ocupou a segunda posição em vendas desta família. Apesar do sucesso, aposentadoria da família V-Rod veio em 2016. De lá para cá havia uma lacuna que só agora foi preenchida com a chegada da FXDR 114 2019, nova integrante da linha Softail.

Misto entre Night Rod Special e XR 1200X, a nova power cruiser da H-D não usa o motor Revolution, desenvolvido em parceria com a alemã Porsche, mas sim o novo Milwaukee-Eight 114 (de 114 polegadas cúbicas), refrigerado a ar, que oferece ‘apenas’ 16,11 kgf.m de torque já disponíveis a 3.500 rpm . A moto se diferencia também pelo uso materiais mais leves: alumínio na balança e no sub-chassi. O resultado é o menor peso – 303 kg em ordem de marcha – e mais agilidade.

O que incomoda, à primeira vista sãs as peças em plástico que emolduram o assento solo e o paralama traseiro, que se move junto com a suspensão que, alias, recebeu um monoamortecedor com nova posição de ancoragem. São 112 mm de curso e ajuste na pré-carga da mola. Aqui valeria um acabamento mais requintado, como o uso da fibra de carbono, já que estamos falando em uma moto que custa a partir de R$ 80.200. Porém este tipo de acabamento faz parte de uma extensa linha de acessórios da marca, desenvolvida exclusivamente para o modelo!

A posição de pilotagem lembra a da Night Rod Special, ou seja, braços esticados e bem abertos e pernas semiflexionadas, com as pedaleiras não tão à frente, quando comparado com as primeiras V-Rod. É uma postura de pilotagem diferente, com o troco projetado para frente Aqui a relação é ‘ame ou odeie’. Eu gosto!

Atenção nas manobras em baixa velocidade, como em uma moto esportiva o ângulo de esterço é reduzido. Além disso, a FXDR 114 – assim como a Breakout – conta com um ângulo de cáster de 34 graus. Mas a altura do assento, de 720 mm, auxilia o motociclista nesta situação. Outro item que veio das superesportivas foi a suspensão dianteira: invertida (upside down) com tubos de 43mm de diâmetro e 130mm de curso. Absorve bem as irregularidades do piso, deixa a moto sempre no trilho e dita o caminho para a próxima curva.

COMO É PILOTAR?

Para domar esta usina de força, o piloto precisa ir com calma, até se acostumar com a nova posição de pilotagem. Já o motor é bruto e muito cuidado nas aceleradas mais vigorosa. Aqui de duas uma: ou a FXDR114 vai empinar ou a moto vai sair fritando o pneu traseiro de 240mm, enrugando o asfalto. Por isso, o motociclista precisa ter total controle sobre a máquina.

Ao apertar o botão do start, o Milwaukee-Eight 114, de cerca de 80 cv de potência máxima (número não confirmado pela Harley), desperta e emite um som médio-grave que é propagado pelo escape 2 em 1. O ‘rugido’ do motor refrigerado a ar instiga o piloto a girar o cabo. E é a 2.500 giros que a emoção começa.

Com uma boa relação de marchas, a FXDR114 vai ganhando velocidade de forma controlada. Aqui o mais importante não é o torque, mas sim como esta força é distribuída. No caso desta Softail é feita de forma exemplar, progressiva. Mas se o motociclista quiser mais emoção é só girar o acelerador com vontade e ter adrenalina correndo solta no corpo, já que a moto vai derrapar nas saídas de curva. Por isso, a Harley deveria ter investido em um pacote eletrônico completo – modos de pilotagem e controle de tração – como na sua coirmã italiana.

Em pista plana, asfalto bom, sexta marcha engatada e motor girando a 3.150 rpm, a muscle bike da HD já estava a 140 km/h, com folga para muito mais. A velocidade por ultrapassar, com facilidade, 200 km/h. A autonomia é de cerca de 300 km, já que o tanque tem capacidade para 16,7 litros da gasolina.

Depois de cruzar a Marginal Pinheiros e um trecho da rodovia Castelo Branco, a FXDR seguiu pela Estada dos Romeiros, que liga Itu a Cabreuva, no interior de São Paulo. Devoradora de curvas – as mais abertas, de preferência –, a moto mostrou para que veio: rodar com o giro baixo, porém de forma bastante vigorosa. Quando é preciso de mais potência e troque bastava dar uma leve girada da manopla do acelerador. No trecho mais sinuoso, a moto rodou praticamente o tempo todo em quarta marcha. A FXDR 114 até parecia um scooter. Claro que oferecendo mais emoção!

Agora nas saídas de curvas e já emendando em retas, a nova HD despeja força e potência quase que de forma instantânea, já que o comportamento dinâmico do ‘V2’, de 1.868 cm³, é quase um soco no estômago. Em função da nova arquitetura, com a transmissão primária deslocada para traz, o motor oferece um dos maiores ângulos de inclinação na família Softail, que faz desta Harley boa de curvas e de retas. O mais incrível é que em nenhum momento a pedaleira raspou no chão.

Aqui duas ressalvas, antes de mergulhar nas curvas o correto é frear antes, deixar o sistema entrar em ação – disco duplo de 300mm na dianteira e, na traseira, disco simples de 292mm. Em alguns momentos de abuso por parte do piloto (este que vos escreve), o ABS entrou em ação e não deixou a roda travar. Em resumo, a FXDR não é uma moto para iniciantes, mas sim para pilotos experientes que gostam de acelerar. Com a nova muscle bike ninguém vai ficar órfão da V-Rod.

Fotos: Guilherme Veloso / Divulgação – Harley-Davidson

EXCLUSIVO – EICMA 2018: NOVIDADES HARLEY, INDIAN E ROYAL ENFIELD

Harley-Davidson

A empresa norte-americana apresentou em Milão a versão oficial do LiveWire. Neste lançamento global, ainda alguns detalhes técnicos não foram declarados. Com design arrojado, a LiveWire oferece aceleração instantânea, baixo centro de gravidade e ultrapassa os 150 km/h. Bom, foi isso que disseram os executivos da marca na Itália. 

Mas o que fica evidente é que a HD está apostando e mostrando ao mundo do que ela é capaz de fazer. E que a companhia vai muito além dos motores de dois cilindros em “V”.

Destaques para a FXDR 114, a nova muscle bike da HD, e para a final mundial do concurso de customização “Battle of The Kings” (abaixo), que reuniu quase 300 participantes de todo o mundo, inclusive do Brasil. A grande final aconteceu durante o EICMA e a equipe campeão foi da Tailândia. 

Indian

Mais naked que custom, a FTR 1200 da Indian – marca norte-americana de deixou o Brasil recentemente – foi apresentada oficialmente no EICMA. O lançamento foi inspirado nos modelos que participam das flat-track (corridas em circuitos ovais de terra). Conta com base mecânica da Scout, só que com mais cavalaria e força. A FRT 1200 está equipada com o tradicional motor V2 de 1.203 cm3, que gera 120 cv de potência máxima e quase 12 kgf. de torque. 

Royal Enfield

Da prancheta à realidade em apenas seis meses. A Concept Royal Enfield KX exposta no EICMA foi inspirada na KX de 1938. O protótipo está equipado com motor de dois cilindros e 838 cm3 de capacidade. Parece pronto para ir para as lojas.

Outros destaques ficaram por conta da Continental GT 650 (acima) e Interceptor 650, que já devem desembarcar no Brasil em meados e 2019, logo após a chegada da Himalayan. A apresentação oficial da trail da Royal acontece em janeiro para a mídia especializada .

O jornalista Aldo Tizzani, do MinutoMotor, viajou à convite do ITA (Italian Trade Agency) e também do ICE (Agência para a internacionalização das empresas italianas)

LINHA 2019 DA HARLEY CHEGA COM TRÊS BELAS NOVIDADES

Só para recordar, a linha 2018 da Harley-Davidson chegou ao país radicalizando em termos estéticos e com motores mais eficientes. Agora a marca norte-americana apresenta três novos modelos 2019: a power cruiser FXDR 114, a versátil Sport Glide, da família Softail; além da Iron 1200, da linha de entrada Sportster. Outra novidade é a adoção do Apple CarPlay nas motos da linha Touring. Confira abaixo as principais características de cada lançamento, além da tabela de preços de todas as motocicletas da linha H-D 2019 vendida no Brasil. A mais barata, a Iron 883 custa R$ 42.400. Já a mais cara, a CVO Limited, sai por R$ 172.900.

FXDR 114Visualmente, a nova FXDR 114 teve seu design inspirado no estilo drag. A moto traz linhas bem agressivas e, com certeza, vai atrair o público que ficou órfão da família da V-Rod. O para-lama traseiro é desenhado para cobrir o pneuzão de 240mm de largura. A nova power cruiser americana está equipada com o Milwaukee-Eight 114. Aliás, o motor mais poderoso oferecido no chassi Softail, com 16,11 kgf.m de torque a 3.500 rpm. Balança, sub-chassi e as rodas foram fabricadas em alumínio. Tudo para melhorar a relação peso/potência (a cavalaria não é divulgada pela H-D).

A FXDR 114 é a nona Harley-Davidson lançada no Brasil baseada na plataforma Softail e introduzida para a linha 2019, além de ser uma das mais recentes em uma linha de 100 motocicletas de alto impacto comercial que a montadora planeja introduzir até de 2027.


A pergunta que fica é se a nova power cruiser da H-D fará tanto sucesso quanto a linha V-Rod. O Brasil foi um dos principais mercados do modelo mais esportivo da Harley que, além do design radical, estava equipada com motor de dois cilindros em “V” dispostos a 60°, refrigerado a líquido, que gerava 125 cv de potência máxima a 8.250 rpm. Ou seja, bem diferente o Milwaukee-Eight 114, “V2” a 45º .

SPORT GLIDE

Customizada de fábrica, a Sport Glide 2019 é uma moto versátil. Pode ser usada em viagens longas, no dia a dia ou para passeios curtos. Conta com estilo clássico e contemporâneo empresado da linha Touring, da qual adotou também as malas laterais (com 25,5 l de capacidade, cada), que podem ser facilmente removidas – sistema que lembra a aposentada Switchback. Na parte ciclística, a nova Softail ganhou suspensão invertida de 43mm na dianteira, além do ajuste remoto da pré-carga da mola do amortecedor traseiro.

Traz iluminação em LED e acelerador eletrônico com controle eletrônico de velocidade de cruzeiro. Já as belas rodas de alumínio fundido são calçadas com pneus Scorcher 31, da Michelin. Oitavo modelo lançado no Brasil com base na plataforma da Softail, a Sport Glide está equipada com o motor Milwaukee-Eight 107, que é montado diretamente no chassi, porém conta com contrabalanceadores, que foram instalados para reduzir a vibração em marcha lenta.

IRON 1200A nova integrante da família Sportster da Harley, a Iron 1200 esbanja personalidade. É ideal para deslocamentos urbanos ou até viagens curtas. Traz guidão alto, a carenagem emoldura o farol dianteiro e está equipada com o tradicional motor Evolution 1200 V-Twin, que oferece 36% mais torque – 9,5 kgf.m em contra 6,83 kgf.m se comparado ao Evolution 883. A título de curiosidade, a família Sportster é fabricada desde 1957 e, de lá prá cá, ganhou várias roupagens: bobber, chopper, scrambler, café racer e foi até moto de corrida (dirt track). Os novos grafismos do tanque de combustível (12,5 litros) da Sportster diferenciam a Iron 1200 e combinam faixas de cores que nos remetem aos anos 1970.

O assento individual integrado ao quadro flui do para-lama traseiro e é moldado para ajudar a manter o motociclista numa posição ideal quando o torque do Evolution 1200 é colocado à prova. Aliás, todo o motor foi estilizado com as tampas do cabeçote na popular cor preta. Protetores do escapamento e dos silenciadores, e tampas da embreagem e dos comandos de válvulas, tudo pintado de preto. Já os tubos das varetas de comando e tampas dos tuchos cromados são os únicos detalhes brilhantes e destacam o formato do motor V-Twin. A Iron 120 recebeu rodas de nove raios totalmente pretas (19 polegadas na dianteira e na traseira de 16 polegadas).

DOC MOTO: HARLEY FXDR 114 NO BRASIL E AS NOVAS CORES PARA 2019

 

Antes que me perguntem, o lineup brasileiro terá sim a nova FXDR 114 e a Sport Glide, que foi lançada como modelo mid-year em 2018. Ambas já estão em processo de homologação no País. Abaixo minha percepção e comentários sobre os modelos e as paletas de cores.

Como cheguei nos EUA em pleno Labor Day (feriado americano análogo ao nosso Dia do Trabalho) acreditei que não iria encontrar lojas abertas no estado da Flórida. A minha primeira opção foi a Palm Beach Harley-Davidson que, de fato, estava fechada. Segui adiante para a pequena cidade de Stuart para conhecer a revenda Treasure Coast Harley-Davidson. Lá fui razoavelmente bem atendido e digo, razoavelmente, pois minha intenção era apenas olhar os novos modelos e comprar uma camisa que procurava. Lá pude ver algumas motos em cores que potencialmente me interessariam no Brasil, já que as mudanças da linha Harley 2019 foram principalmente cosméticas, vamos lá:

FXDR 114

Divulgação

O modelo foi o único lançamento para a linha 2019 (até o momento) e fonte de muitos comentários tanto positivos, como negativos. De uma maneira geral, a moto traz linhas bem agressivas e, com certeza, vai atrair o público que ficou órfão da família da V-Rod. Como só tive a possibilidade de ver em Vivid Black posso dizer que o modelo lembra, em alguns aspectos, a Night Rod Special, principalmente no tocante a posição de pilotagem.

Divulgação

O banco é um tanto desconfortável para longos percursos, mas o propósito do modelo não será este. E para quem perguntar, a tampa atrás do banco sai e dá para um “buraco” que não pode se chamar de porta-trecos. Na verdade, a intenção da marca foi deixar um espaço para a instalação de um banco para uma eventual garupa.
De fato, o filtro de ar, que foi desenhado para ser algo similar ao oferecido pela linha Screamin’ Eagle, ficou um tanto estranho, virando alvo de piadinhas no Brasil, já que foi comparado com uma furadeira Bosch. Realmente, o brasileiro é muito criativo.
Uma solução que achei um tanto estranha e levanta dúvidas quanto sua durabilidade é o “para-lama” traseiro. A peça é feita em plástico.

Divulgação

A FXDR 114 promete ser um sucesso de vendas, especialmente por deixar o motor de arrefecimento líquido de lado e ter instalado no berço do chassi o tradicional V2 com refrigeração a ar, que traz de volta o som do motor digno de uma HD, ainda que o Milwaukee Eight não se compare com o som dos Evolution.

Heritage Classic


Billiard Blue & Billiard White. Esta combinação de cores ficou muito interessante e talvez ficasse melhor ainda se a Heritage tivesse os cromados de volta. Se a HD-BR decidir incluir como opção será uma cor popular . Com o motor 107 Milwaukee Eight haverá duas opções de cores em dois tons para a Heritage: Wicked Red e Twisted Cherry (já conhecida da linha 2018, em outros modelos).
O azul, que parece em fotos como sendo um azul-marinho brilhante, ao vivo dá a impressão de ser uma cor sólida, que não fica tão bonita assim a não ser na combinação de dois tons.

Fat Boy


Talvez uma das cores mais bonitas para 2019 e que estará na Fat Boy e na Deluxe (na Heritage terá uma opção dois tons, porém só na versão equipada com o motor de 114 Milwaukee Eight). É um marrom metálico, lindo, chamado de Rawhide. Estará disponível também como opção Denim (fosca) na Iron e também na Fat Bob. Porém a cor metálica é algo simplesmente maravilhosa e de muito bom gosto.

Deluxe e Low Rider


Em 2018, a opção de dois tons de marrom com prata foi uma combinação interessante, entretanto, para 2019 a HD preferiu seguir uma linha mais tradicional em oferecer um azul (diferente da Heritage) com prata, chamado de Midnight Blue & Barracuda Silver. Quem olha a moto dentro do showroom tem uma certa dificuldade em ver que a cor é azul, pois é tão escuro que facilmente se confunde com preto.
Na foto acima, a Deluxe até dá para parecer que é azul. A Low Rider também ganhou a cor Midnight Blue, que também parece preto.
Outra cor que pude ver na Low Rider foi o Barracuda Silver, que também deixa a moto bonita (ainda que preferisse o Bonneville Salt, de 2018).

Slim


A Slim na foto promocional tanto do site da HD como do catálogo, em Billiard Blue, faz parecer que a moto é um azul lindo, metálico, mas ao vivo perde um pouco o impacto. Entretanto, há um amarelo fosco chamado de Rugged Gold Denim que ficou bem interessante, além do mesmo vermelho fosco das touring. Resta saber quais serão as cores que a HD-BR pretende comercializar. Gosto não se discute. Façam suas apostas?

Texto e Fotos Dan Morel, do Blog Doctor Dan, especial para MinutoMotor

HOJE É SEXTA: VAMOS PRATICAR O MOTOTURISMO?

 

Ferramenta de trabalho, opção inteligente para a questão da mobilidade urbana, a moto é também um instrumento de prazer. Já que ela pode levar o homem a conhecer novos lugares, novas culturas… Pode ser considerada um agente de socialização. Não há nada melhor que depois de dezenas de quilômetros rodados parar em uma cidadezinha, fazer novas amizades – ou rever velhos amigos de estrada –, poder trocar experiências e contar ‘causos’. E isso é uma experiência única!
Pode ser ainda um ‘rolê’ no centro velho, conhecer uma cidade histórica, descer para o litoral e ver o mar. Muitas vezes a moto se transforma em um tanque de guerra que enfrenta obstáculos. Em outras oportunidades em um avião para devorar as curvas de um autódromo em alta velocidade. É ir até onde a imaginação deixar (ou a rodovia permitir). Praticar o mototurismo é um estado de espírito, um estilo de vida que rejuvenesce as pessoas .
Não tem nenhuma ligação com marca, modelo ou cilindrada. Claro que há afinidades, gosto pessoal. Mas no final não importa o tamanho do “brinquedo”. O que importa mesmo é se aventurar, programar roteiros incríveis, já que a moto não tem fronteiras. Espero que as 11 fotos de Johanes Duarte, do Photo & Road, inspirem muitas pessoas a redescobrirem o Brasil sobre duas rodas, um País continental de inúmeras belezas!
Revise a moto, faça as malas e boa viagem. Bons equipamentos são fundamentais para uma viagem mais confortável e segura. Ah! Não esqueça da capa de chuva. O smartphone também é indispensável para registrar os momentos de alegria e descontração. Agora é pé na estrada!!!

FOTOS: Johanes Duarte / Photo & Road – www.photoandroad.com

INÉDITA FXDR 114 E CONTROLE DE TRAÇÃO: NOVIDADES DA LINHA HARLEY 2019

Durante o Annual Dealer Meeting, a Harley-Davidson apresentou aos concessionários sua linha 2019. O evento aconteceu hoje, 21 de agosto, em San Diego, Califórnia. A marca mostrou os protótipos da Streetfighter 975 (naked) e da Pan America 1250 (bigtrail), além de um modelo da LiveWire de produção. Quem esperava ver a moto elétrica da H-D já disponível para o mercado se desapontou. A LiveWire será lançada em 2019, mas como linha 2020. Ou seja, só no final do ano que vem ganhará as ruas. Destaques para a nova power cruiser, batizada de FXDR 114 (acima), e a adoção do controle de tração para a linha Touring. Confira abaixo um resumo das principais novidades da Harley, divididas por família.

Família CVO
A família topo de linha manteve o motor de 117 polegadas cúbicas, mas com algumas poucas alterações em relação à linha tradicional. Na questão de acabamento, motos ganharam mais personalidade.

Família Touring
Em relação aos modelos tradicionais, as motos Touring ganharam o motor de 114 polegadas cúbicas e uma nova central multimídia BOOM Box GTS, com uma nova tela com Gorilla Glass, que diminui o reflexo. A tela, como na versão anterior, é sensível ao toque, mesmo com o uso de luvas (seca ou molhada).

Outra novidade na linha Touring foi a atualização do sistema de freios combinados – Reflex -, que agora conta com um controle de tração. Além disso, os modelos adoraram o Drag-torque Slip Control System (DSCS), que detecta um escorregamento excessivo da roda traseira em momento de desaceleração e faz o ajuste do torque do motor para combinar melhor a velocidade da roda traseira com a velocidade da estrada.

Família Softail
Além de novas combinações de cores, houve a apresentação da inédita FXDR 114. A nova power cruiser – primeiro modelo de uma nova geração de motos H-D – vem para ocupar o nicho deixado pela V-Rod. Trata-se de um modelo bem agressivo com suspensão invertida e filtro de ar baseado visualmente no utilizado na linha Screamin’ Eagle. Conta também com um novo sistema de escapamento 2-em-1 (abaixo). A imprensa especializada norte-americana que já testou o modelo e rasgou elogios ao desempenho da FXDR 114.

O restante da linha Softail permanece inalterada a não ser por novas opções de cores, que no caso da Deluxe e Heritage Classic as combinações dois-tons ficaram realmente impactantes.

Família Sportster
As motocicletas da linha de entrada da marca tiveram pequenas alterações cosméticas com, por exemplo, novos logotipos de tanque para a Iron 883, SuperLow, Roadster e Forty Eight. Além de novos padrões de cores.

No geral, esperava uma enxurrada de novos modelos, especialmente depois da Harley ter atiçado o ‘mundo moto’ relevando o futuro da marca por meio do programa “More Roads to Harley-Davidson”. Ficou aquele gostinho de “quero mais”!

Texto Dan Morel, do Blog Doctor Dan, especial para MinutoMotor  / Fotos Divulgação

VÍDEO: EU, ELE E A MOTO – ESPECIAL DIAS DOS PAIS

VÍDEO: EU, ELE E A MOTO – ESPECIAL DIAS DOS PAIS

Como explicar a relação de amor entre pai e filho? Esta troca de experiências é muito mais que ‘bater uma bolinha’ ou empinar um pipa. A intensão deste vídeo produzido pelo MinutoMotor é mostrar a parceria e o companheirismo entre duas gerações tendo na motocicleta uma ferramenta de união, respeito e cumplicidade. Ou seja, uma paixão que fortalece os laços familiares.

Neste caso, a moto tem o poder de amadurecer os mais jovens e rejuvenescer os mais experientes. Em cima da ‘motoca’ todos são iguais. O melhor de tudo é olhar para o espelho retrovisor e ver seu pai, ali, junto com você. Ou, quem sabe, ver seu filho lado a lado na estrada dividindo uma mesma paixão.

A relação de pai e filho é eterna, porém poder compartilhar estes momentos é simplesmente um privilégio, uma dádiva. Feliz Dias dos Pais, seja ele motociclista ou não!

COM OUSADIA E NOVOS MODELOS, HARLEY QUER RENOVAR PÚBLICO


É preciso se reinventar para crescer. Enfrentar desafios, criar novos rumos e oportunidades! A partir de agora a Harley-Davidson adotará uma atitude mais agressiva para renovar seus produtos e, consequentemente, buscar consumidores cada vez mais jovens. Prestes a completar 115 anos, a H-D apresentou em 30 de julho o projeto More Roads to Harley-Davidson. Nestes novos caminhos, a marca terá modelos em novas categorias e até motos de baixa capacidade cúbica produzidas no continente asiático. Essa é a estratégia da marca norte-americana para se popularizar. Segundo a própria Harley, o primeiro passo é criar uma nova plataforma (modular) capaz de servir de base para três novos modelos e de motorização distinta, que podem variar de 500cc a 1.250cc, mas sempre com motor V2.


A notícia está causando o maior alvoroço nos sites especializados e nas mídias sociais. Muita especulação ainda em relação às especificações técnicas. A Pan America 1250 (acima) será uma “adventure touring”. Este ‘tanque de guerra’ estará equipado com motor V2 de 1250cc de arrefecimento líquido. A moto terá suspensões de longo curso (Showa) freios Brembo (duplo disco e pinça de fixação radial na dianteira), painel 100% digital e múltiplas proteções (farol, tanque, motor e manoplas, com pisca integrado). O formato da carenagem frontal lembra a Road Glide, da família Touring. Com a Pan America 1250 os caminhos ganharão novos pisos: terra, areia, cascalho! 

A Streetfighter 975 (acima) lembra muito a XR 1200 X, só que com um design mais agressivo e entre-eixo menor. Ambas chegam em 2020. No ano seguinte será a vez da Custom 1250 (abaixo), que compartilha o motor com a Pan America. A moto fará parte de um seleto grupo formado pelas muscle bike. Sua principal concorrente será a Ducati XDiavel. Começa a ser vendida em 2021. Porém, a ousada estratégia de crescimento começa com a LiveWire (última foto), modelo elétrico que será lançado em agosto de 2019. Ou seja, em breve teremos mais novidades sobre a moto que, em vez de gasolina, traz bateria de íons de lítio. Mas os projetos com energia elétrica não ficarão apenas na moto. Devem ter outras finalidades! A marca ficará eletrizada!


Depois de todo o imbróglio com o presidente Donald Trump, a montadora americana fez uma parceria com uma fábrica asiática, cujo nome está sendo guardado em segredo. O objetivo será entrar no mercado de modelos de baixa cilindrada. O foco estará nas motos entre 250cc a 500cc, destinadas para a Índia e outros mercados da Ásia. Será que futuramente será fabricada no Brasil? Motos de “massa” não são nenhuma novidade para quem tem mais de 50 anos. A marca, que havia sido vendida para a American Machine and Foundry (AMF), vendia no Brasil as Harley-Daidson Motovi SS, nas versões 125/175/250. Os modelos, equipados com motores de um cilindro, eram importados pela Magazine Mesbla, nos anos de 1960.

Ou seja, a marca norte-americana terá uma nova imersão nos modelos de baixa cilindrada. Mas será que a popularização da marca, tida como Premuim, não causará certa estranheza por parte dos mais abonados, que tem na Harley símbolo de status. Muitos clientes tradicionais irão torcer no nariz?! Vender motos populares em marca luxo não será uma tarefa das mais fáceis. Mas a atitude ousada da centenária marca norte-americana mostra que quem fica parado é poste. A mudança de rota e a entrada em novos segmentos podem ser decisivos para o futuro. Meu desejo é que a H-D se reinvente e traga à reboque um público da vez mais jovem para o mundo das duas rodas. As motos podem mudar, as marcas podem mudar e até as pessoas podem mudar. Mas a sensação de vento no rosto, a tal liberdade, continuará viva em todo motociclista.

 

CARIOCAS VENCEM CONCURSO DE CUSTOMIZAÇÃO DA HARLEY

Rusty Rio. Esse é o nome do projeto vencedor da primeira edição do Battle Of The Kings Brasil, concurso de customização realizado entre as concessionárias Harley. Com a vitória, a moto da concessionária Rio Harley-Davidson, do Rio de Janeiro, representará o País na final mundial que acontece no Salão de Motos de Milão, na Itália. Mas qual a mágica que os mecânicos cariocas criaram para transformar a Sportster Forty-Eight em uma obra de arte sobre duas rodas?

A inspiração veio da brisa do mar, ou melhor da força corrosiva da maresia. Algo bem característico da “Cidade Maravilhosa”. A Rusty Rio é uma versão em duas rodas dos ‘rat rods’, tendência de customização de veículos que adota um aspecto de velho, enferrujado. Wagner ‘Mexicano’, da Rio Harley-Davidson, conta que a intenção era deixar a Sportster com uma cara ‘bandida’, com peças com acabamento em preto – bengala e tampa da transmissão primária. “Este projeto é marcado pela criatividade, rebeldia e ausência de cromados”, conta o mecânico que ressaltou o trabalho coletivo do time carioca.

Além do estilo dark, algumas peças foram descartadas para deixar a Sportster Forty-Eight mais clean. Entre elas, capa do pinhão e a parte interna do paralama, que na dianteira foi encurtado. O projeto da Rusty Rio também teve inspiração na coleção “Brass Collection”, que homenageia os 115 anos da H-D, mesclando o vintage com o moderno. A moto ganhou da guidão mais alto da linha CB, pneus faixa branca e banco solo em couro marrom.Mas, o que chama a atenção mesmo é a presença da tecnologia eletroluminocente e folhas de ouro aplicadas no tradicional tanque “peanut” (no formato de amendoim). “A assinatura da Harley-Davidson ascende e combina perfeitamente com o estilo da moto”, resume Wagner ‘Mexicano’.

Flávio Villaça (acima e ao ao centro), gerente de marketing da Harley-Davidson para América Latina, destaca a participação de 14 concessionárias H-D, além da participação do público. O concurso Battle Of The Kings 2018 recebeu mais de 10 mil votos via internet e os projetos mais votados (abaixo) passaram pelo crivo de um júri especializado que definiu o projeto campeão. “Vale ressaltar a competência e a paixão da rede H-D que produziu verdadeiras obras de arte, cheias de estilo e personalidade. A customização de uma Harley é o ápice da liberdade de expressão individual”, filosofa Villaça.

Do Rio para a Itália. Agora a Rusty Rio cruzará o Atlântico para e representar o Brasil na fase mundial do concurso, que acontecerá durante o EICMA 2018 – Salão de Motos de Milão (ITA), onde será escolhido o projeto campeão mundial do Battle Of The Kings 2018. A batalha entre os ‘reis da customização’ não poderia ser realizada em local mais propício, já que a cidade italiana é considerada a capital da moda e do design. Mas entre 6 e 11 de novembro, Milão será a capital mundial da moto – original ou customizada. Seja na moda, design ou em duas rodas, a cidade estará sempre na vanguarda, ditando tendências.  (FOTOS: Julia Foroni)