20 CURIOSIDADES SOBRE OS 60 ANOS DO VOLKSWAGEN FUSCA

Um dos veículos mais queridos pelos brasileiros comemora 60 anos no país. O lendário VW Fusca começou a ser produzido em São Paulo há seis décadas. Para que o aniversário do sedã não passasse em branco, o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) preparou uma lista com 20 curiosidades e informações sobre o carro mais amado do Brasil!

1. A produção brasileira do Fusca começou em 3 de janeiro de 1959.
2. Os primeiros saíram da fábrica Anchieta da montadora Volkswagen.
3. No sistema do Detran.SP, constam atualmente 827.202 unidades registradas.
4. É o modelo mais colecionado no Estado de São Paulo. Do total de veículos registrados, 6.927 têm a cobiçada placa preta, para colecionadores.
5. São Paulo (com 3.856 unidades), Campinas (com 193) e São Bernardo do Campo (com 167) são as cidades com mais Fuscas com placa preta.

6. O primeiro modelo do Fusca foi lançado na Alemanha em 1935. Ele foi chamado de Volkswagen (ou carro do povo).
7. O automóvel foi criado pelo alemão Ferdinand Porsche (sim, o mesmo da marca Porsche).
8. O Fusca também é conhecido como Beetle (ou “besouro”, em inglês).
9. Bug, Käfer, Type 1, Carocha, Coccinelle, Escarabajo, Maggiolino são alguns exemplos de nomes ou apelidos do Fusca em alguns países.
10. No Brasil, ele chegou como Volkswagen Sedan. E sua fabricação por aqui começou em 1959 e foi até 1986.

11. No Rio Grande do Sul ficou conhecido como Fuca; no Paraná, como Fuqui.
12. De seu projeto, surgiram ainda outros sucessos, como a Brasília e a Variant.
13. Em 1993, o Fusca voltou à linha de produção, a pedido do então presidente Itamar Franco. A nova fase durou até 1996.
14. Houve até uma última versão, a Série Ouro, que teve apenas 1.500 unidades.
15. Durante os anos 1970, a produção do “besouro” bateu a marca de 1,5 milhão de veículos fabricados no Brasil. Ao todo, foram fabricados cerca de 3,3 milhões de Fuscas.

16. No mundo todo, a produção foi de mais de 21,5 milhões de unidades.
17. Até hoje, o Fusca está entre os modelos mais fabricados de todos os tempos, seja no Brasil ou no mundo.
18. No dia 22 de junho é comemorado o Dia Mundial do Fusca. No Brasil, existe ainda o Dia Nacional do Fusca, em 20 de janeiro.
19. O Fusca permaneceu na liderança de vendas do mercado automobilístico por 24 anos consecutivos (entre 1959 e 1982).
20. Sua produção mundial foi encerrada em 2003, no México.

VESPA: HISTÓRICA, VERSÁTIL E MODERNA

Fim da Segunda Grande Guerra Mundial. Povo europeu mentalmente abalado, economicamente arruinado e materialmente destruído. Eram necessários meios de transporte financeiramente viáveis e que não consumissem o então caro e raro combustível. Rodas de trem de pouso, motores de popa e de partida de aviões, além de tubulações destinadas a armamentos. Eram os elementos disponíveis! Neste contexto de poucos recursos surgiu a Vespa, um ícone da genialidade em prol da mobilidade. A Itália e, consequentemente, a Europa, precisava rodar. As videiras e as oliveiras tinham que voltar a produzir para gerar receita. Afinal se a gasolina estava escassa, o dinheiro estava muito mais. E a reconstrução do “Velho Continente” gerou a racionalização de recursos, mas não de ideias.

No início da década de 1940, Enrico Piaggio e Corradino D’Ascanio não tinham noção do que estavam criando. Que o reaproveitamento de muitas peças e partes sucateadas resultaria em um dos veículos que mudaria o conceito de ir e vir que nos norteiam até hoje. No início de 1946, um pequeno e extravagante veículo de duas rodas foi apresentado. Prático e econômico, a Vespa foi projetada especialmente para jovens com espírito de liberdade e mulheres, que agora poderiam finalmente pilotar vestindo saia e sem sujar os sapatos.

O veículo foi batizado de Paperino (Pato Donald, em italiano – acima, à esq.), mas Enrico Piaggio, vendo a silueta de sua criação disse: “Parece uma vespa. E a Vespa nasceu com o seguinte slogan: 80 mil liras para um sonho de liberdade a 60 quilômetros por hora”. Tudo começou com o modelo MP5.

The Oscar Goes To

Mas foi o cinema que decretou o sucesso de público e crítica do produto. A Vespa se tornaria em poucos anos o símbolo da Itália Pós-Guerra e se transformaria em cobiçado objeto de cena de muitos filmes e cartões postais da “Vecchia Botta”. Em particular, o filme ‘Roman Holiday’ (A Princesa e o Plebeu), estrelado por Audrey Hepburn e Gregory Peck. O casal cruza a capital Roma em uma Vespa branca. A inesquecível cena produzida em 1953 se transformaria em um verdadeiro spot publicitário para o fabricante.


Depois disso nenhum turista ficou imune à possibilidade de alugar, mesmo que por apenas por algumas horas, o mítico veículo de duas rodas para circular pelas principais cidades italianas como, por exemplo, Milão, Turim, Gênova e Florença, além, é claro, na “Cidade Eterna” de Roma e seus monumentos históricos. Há quem prefira mergulhar – de corpo, alma e de Vespa – na charmosa Costa Amalfitana.

Museo Piaggio

Quer fazer uma viagem no tempo e conhecer melhor a história da Vespa? Então visite o Museo Piaggio di Pontedera, que fica no coração da Toscana, perto de Pisa, ‘piccolo paese’ famoso por sua torre inclinada. Com certeza será uma experiência inesquecível. Completamente renovado este ano, o Museo Piaggio ocupa hoje cinco mil metros quadrados, recebeu mais de 600 mil visitantes e conta com mais de 50 Vespa, sem contabilizar modelos de competição. A coleção traz modelos da década de 1940 até a edição comemorativa 946 Emporio Armani (acima), de 2015. O modelo é uma releitura de grife construído em 1946. Foi criado em homenagem aos 40 anos da Armani e aos 130 anos do Grupo Piaggio. Além do design impactante, a 946 foi concebida com freios ABS.

Em função de sua infraestrutura e quantidade de veículos, o Museu Piaggio di Pontedera é, hoje, o maior e mais completo museu italiano dedicado ao segmento de duas rodas. O acervo recebe exemplares únicos que contam não apenas a história da Vespa, mas também de outras marcas do Grupo Piaggio, entre elas: Aprilia, Gilera e Moto Guzzi. Mais informações, acesse: www.museopiaggio.it

Texto João Tadeu Boccoli, do Pitacos do Vovô, especial para o MinutoMotor

CB 400: UMA MOTO – LITERALMENTE – DE COLEÇÃO


Entre amostras de tecido, moldes, manequins e talões de pedido, Evandro Luiz de Souza Baptista tem uma paixão especial por rodas e motores. Desde a infância, o comerciante do ramo do vestuário feminino tinha em seu imaginário pilotar carros de corrida. Na fase adulta Evandro conseguiu realizar parte de seus sonhos acelerando um kart em Interlagos (SP), circuito no qual ganhou algumas provas amadoras.

Fã de carteirinha de Ayrton Senna que, aliás, morou no mesmo bairro (Horto Florestal, extremo da Zona Norte de São Paulo), Evandro acompanhou todos os passos do vizinho campeão. “Ele era um piloto diferenciado, dono de um estilo único. Senna impressionava por sua dedicação e postura positiva frente às adversidades”. Mas o que Ayrton e Evandro têm em comum? A paixão pela velocidade e pelas motos. No caso do comerciante, uma Honda CB 400 1981 impecavelmente “zerada”! 


Em função da correria do dia a dia, do excesso de trabalho e por sua paixão por carros, especificamente pelos Fiat Uno 1.5R e Tempra Style Turbo, sedã que está na família desde 1.995 -, a CB 400 ficou parada por dois períodos, que totalizaram 12 anos de hibernação. Hoje, com exatos 27.240 quilômetros rodados, a primeira grande moto do brasileiro traz o visual – e a aura – de uma unidade que acabou de sair da linha de montagem.

A pintura é reluzente e os adesivos estão intactos. Por cima do polimento do motor, a CB ganhou uma demão de verniz, que protege e dá mais vida ao propulsor de dois cilindros, de ‘impressionantes’ 40 cavalos de potência máxima. Detalhe: os parafusos foram zincados para não enferrujar. Recentemente a moto ganhou pneus novos. “A CB nunca foi restaurada, apenas cuidamos de sua estética e fizemos uma completa manutenção mecânica. Nível máximo de conservação para dar aquelas voltinhas de final de semana”, comemora o comerciante de 57 anos.


Na garagem da casa dos Baptista, a moto saiu do estado de inércia e ganhou vida já na segunda ‘pedalada’. O motor propagou um som médio, ritmado, sem bater válvulas. A moto está com o Evandro desde que saiu da concessionária. O próximo passo será reunir a papelada para garantir a placa preta, indicada para veículos fabricados há mais de 30 anos e que conserva suas características originais de fabricação.

Mas a paixão pela máquina está sempre na memória do paulistano que levava o modelo, literalmente, para passear. “Eu colocava a moto na carreta para curtir a viagem de carro e lá, no destino, aproveitava para fazer passeios curtos de CB em companhia da minha esposa Cibele”, conta quase que gargalhando, lembrando das aventuras por Monte Verde (SP) e Guarapari (ES). “A moto saia de frente e de traseira no barro e na areia”.


Tamanho natural e miniatura – Para formar dupla com a Honda CB original de fábrica, o comerciante uniu seu outro hobby: o de colecionar de miniaturas. Há pouco tempo o comerciante fez uma encomenda para Claudio Antonio da Silva, da Claus Miniatura, modelista de Minaçu, interior de Goiás (GO).

Em escala 1:12, a mini CB 400 de Evandro traz riqueza de detalhes. Tanque, rabeta, farol, escapamentos, além da cor. Tudo igual ao modelo de tamanho original. “Depois da encomenda, a motinho demorou quase três meses para chegar. Fiquei preocupado, mas valeu a espera, já que a miniatura feita em resina de forma artesanal é muito bem acabada”, explica o comerciante de São Paulo.

Ayrton, Ayrton, Ayrton Senna do Brasil!!! – Além da CB 400, a Evandro Baptista tem um santuário na parte superior de sua casa no qual guarda algumas recordações do tempo do kart – fotos e troféus – e 204 miniaturas, exemplares de marcas europeias, norte-americanas, japoneses, modelos dos anos 1930, clássicos nacionais, esportivos e, é claro, uma coleção completa de carros pilotados pelo ídolo Ayrton Senna.

São 22 réplicas, desde a Mercedes C190 até a Willians, passando pelo kart e também pelas equipes Toleman, Lotus e os carros campeões da McLaren. Oito miniaturas em tamanho 1:18 e mais 14 em escala 1:43. A coleção começou em 1992 com os populares “carrinhos de ferro” da Matchbox.


Seja em tamanho real ou em miniatura, “a CB 400 era o sonho de consumo, um marco da indústria nacional. Aliás, sonho para poucos. O modelo Honda carregava status, glamour. Época de um motociclismo romântico. Comparando, seria como comprar hoje modelos de luxo da BMW, Harley ou Triumph”, finaliza, saudosista, Evandro Baptista, que se diz um apaixonado pelo ronco dos motores de três cilindros da marca inglesa.

FOTOS: Renato Teixeira