VÍDEO: NOVA HONDA GOLD WING CHEGA MAIS BONITA E TECNOLÓGICA

VÍDEO: NOVA HONDA GOLD WING CHEGA MAIS BONITA E TECNOLÓGICA

Para quem gosta de viajar de primeira classe há uma nova opção no mercado de duas rodas. A Honda anunciou a chegada da GL 1800 Gold Wing 2019. Topo de linha, o modelo touring traz o que há de mais atual em termos de tecnologia, conforto, design e desempenho. O Brasil irá comercializar as duas versões com preço público sugerido de R$ 136.550, para a Gold Wing, e R$ 156.550, para a versão Tour, que traz como diferencial a transmissão DCT (Dual Clutch Transmission) de 7 velocidades. A nova GL 1800 tem garantia de 3 anos, sem limite de quilometragem e assistência em 5 países da América do Sul.

Nesta nova geração, a Gold Wing recebeu uma profunda reformulação, mas conseguiu preservar seu caráter estradeiro. O objetivo da marca foi o de oferecer aos fãs a mais completa experiência em termos de tecnologia e condução motociclística, mantendo, porém, intacta a incomparável personalidade do modelo. Conseguiram!!!

A nova Gold Wing está mais compacta e leve (- 39 kg na versão Gold Wing e -18 kg na versão Tour) que a versão anterior. Seu motor preserva a arquitetura Boxer de 6 cilindros horizontalmente opostos, agora com cabeçotes Unicam de quatro válvulas por cilindro. Agora o motor pode ser ajustado de acordo com quatro diferentes modos de pilotagem: TOUR, SPORT, ECON e RAIN. Outras novidades agora a nova Gold, entre elas, acelerador eletrônico, controle de tração, assistente de partida em subidas e sistema Start&Stop, sistema que veio dos carros de luxo, mas também equipa o pequeno scooter PCX 150.

Motor de 126 cv
Apesar de manter praticamente a mesma capacidade cúbica (de 1.832 cc cresceu à 1.833 cc), o motor da Gold Wing ganhou mais potência (126 cv contra 118 cv) e torque (17,34 kgf.m ante 17,0 kgf.m) além de estar 3,8 kg mais leve (versão Tour) e 29 mm mais curto que o motor da versão anterior da Gold Wing.

Acoplado ao motor está a última geração do moderno câmbio de dupla embreagem DCT com 7 marchas (versão Tour). O piloto tem a opção de utilizá-lo no modo plenamente automático ou selecionar a marcha desejada através de comandos “+” e “–” situados no punho esquerdo do guidão. Sistema muito similar ao utilizado na Honda VFR 1200F, uma sport touring que apareceu no Brasil em 2011. Quando chegou, a VFR era uma moto muito além do seu tempo. Foi mal compreendida, quase crucificada pelos “enroladores de cabos”!

Agora, o câmbio DCT que equipa a nova Gold Wing Tour oferece ainda a inédita modalidade ‘Walking Mode‘, que movimenta a motocicleta em velocidade limitada (1,8 km/h à frente e 1,2 km/h em marcha a ré) para auxiliar o piloto nas manobras de estacionamento.

Conforto e conectividade
Os assentos continuam individuais para piloto e passageiro, o que confere nível máximo de conforto e ergonomia. No “top box” e nas protetivas malas laterais há capacidade de transportar até 110 litros, na versão Tour. No novo cockpit se destaca o painel com tela TFT colorida de 7 polegadas, que oferece o mais completo nível de informações sobre a motocicleta, sistema de áudio, navegação e do controle de tração HSTC (Honda Selectable Torque Control), regulagem de suspensão e Cruise Control. A Gold Wing Tour 2019 é compatível com o Apple CarPlay – como nas Harley – e a conectividade é facilitada pela porta USB e Bluetooth. Abaixo, a lista dos principais itens desta representante da categoria grã-turismo:

• Visual moderno
• Sistema de gestão e controle do aquecimento e dos fluxos de ar
• Para-brisa regulável eletricamente variando inclinação e altura
• Cruise Control de ação gradativa com sistema TBW (Throttle By Wire)
• Full-LED e indicadores de direção com desarme automático
• Smart Key com comando para abertura de malas laterais e top box
• Novo chassi dupla trave de alumínio
• Suspensão dianteira por duplo braço oscilante
• Suspensão traseira com nova balança monobraço
• Regulagem eletrônica das suspensões com base nos modos de pilotagem
• Pré-carga da mola/amortecedor traseiro regulável eletricamente (Tour)
• Freios combinados D-CBS (Dual Combined Braking System) com ABS

• Novo motor Boxer 6 cilindros de 1.833 cc, cabeçotes de 4 válvulas
• Acelerador eletrônico TBW (Throttle By Wire) e 4 modos de pilotagem
• Controle de tração HSTC (Tour)
• Start&Stop com sistema ISG (Integrated Starter Generator)
• Sistema HSA (Hill Start Assist) para saídas em subida
• Novo câmbio DCT (Dual Clutch Transmission) com 7 marchas (versão Tour)
• Função ‘Walking Mode‘ para manobras de estacionamento
• Integração total entre os modos de pilotagem e o câmbio DCT (versão Tour)

CB 1000R NSC: A NOVA CLÁSSICA FUTURISTA DA HONDA TEM 142 CV

CB 1000R NSC: A NOVA CLÁSSICA FUTURISTA DA HONDA TEM 142 CV

Com design arrebatador, a CB 1000R Neo Sports Café – a nova naked streetfighter retrô da Honda – está equipado com motor quatro cilindros em linha de 142 cv de potência, derivado da superesportiva CBR 1000RR Fireblade. Mas esta cafe racer é muito mais que um rostinho bonito. Moto raiz em sua concepção e construção – motorzão e farol redondo – ela esbanja personalidade. Poderia ser denominada de “clássica futurista”, já que a CB 1000R foi baseada na CB4, uma moto conceito da fabricante japonesa. Para controlar toda a potência desta máquina – segundo modelo flagship fabricado em Manaus (AM) – a CB NSC, de Neo Sports Café, conta com boa dose de eletrônica embarcada: modos de pilotagem, controle de tração, suspensão regulável e freios ABS. Preço sugerido: R$ 58.690.

Pelo que tudo indica, a Honda irá trazer ainda este ano a CB 650R Neo Sports Café , a irmã mais nova da CB 1000R NSC, que deve ser uma das principais atrações da Honda no Salão Duas Rodas, que acontece em novembro, em São Paulo.

Segundo Alfredo Guedes Jr, engenheiro da Honda, não há nenhum parafuso da versão anterior. Tudo o projeto começou do zero, com uma releitura dos modelos dos Anos 1950 e 1960. “Minimalista e com a mecânica toda aparente, a moto ganhou novos sistemas de alimentação e exaustão, e eletrônica na medida certa. A ideia não foi oferecer um mero aumento do desempenho em comparação ao modelo anterior. O objetivo foi proporcionar uma experiência única ao guidão da CB 1000R NSC. O resultado superou as expectativas”, conta o engenheiro.

O novo desempenho do motor, aliado à eletrônica embarca e a uma ciclística refinada faz da nova CB 1000R uma streetfighter puro sangue “gostosa” de pilotar e acelerar. Com entre eixos curto (1.452 mm) e a distribuição de peso de 49%/51% (frente/traseira), a moto conta com bom ângulo de inclinação. Isso faz dessa CB retrô uma devoradora de curvas. Não é uma moto esportiva, mas oferece emoção e segurança na dose certa.

Na parte ciclística, ancorada pelo inédito chassi monotrave superior de aço, suspensões Showa reguláveis, freios a disco em ambas rodas com sistema ABS. O que mostra que esta Honda se preocupou em apresentar um conjunto bastante eficiente e equilibrado, que pode ser adaptar facilmente a qualquer biotipo do piloto e também ao seu estilo de pilotagem.

E essas diferenças ou características de tocada podem te dar uma sensação de esportividade, porém a CB NSC é uma moto muito dócil para ser usada no dia a dia. O segredo é saber configurar a entrega de potência de forma correta, por isso o modelo conta com quatro modos de pilotagem. Tudo para integrar ou alterar o nível de potência, do freio-motor e da intervenção do controle de tração.

Modos de pilotagem
Três dos quatro modos de pilotagem são pré-ajustados: em RAIN, a potência fica no nível mais baixo, o freio-motor em nível intermediário e o controle de tração em nível elevado. No modo STANDARD o nível de potência, do controle de tração e do freio-motor é intermediário para os três parâmetros. Aqui o motor prefere trabalha em baixos e médios regimes de rotação. Usei este parâmetro para rodar em ambiente urbana, sem susto ou trancos nas trocas de marchas, que são suaves e precisas.

Quando comecei a rodar na estrada optei pelo modo SPORT. Neste caso a potência é ajustada em nível pleno, e tanto controle de tração como de freio-motor estão no nível menos intrusivo. Liberdade total para “girar o cabo” de forma segura. Emoção, mas com a moto na mão, totalmente controlada. Aqui os giros dos batimentos cardíacos “giram” forte!

O quarto e último modo é o USER, que permite determinar o nível de cada um dos parâmetros de acordo ao gosto do piloto, e inclusive desligar o controle de tração. Como não sou piloto profissional, mas sim um jornalista na pele de consumidor, não utilizei este modo de pilotagem. A escolha entre os quatro modos de pilotagem acontece por comandos que ficam no punho esquerdo do guidão, mesmo com a moto em movimento.

Para ajudar neste comportamento exemplar, a CB 1000R NSC conta com acelerador eletrônico e câmbio de seis velocidades, que atua em conjunto com a embreagem deslizante de comando hidráulico.

Neste test-ride pelo interior de São Paulo ficou claro que a nova CB tem vocação estradeira, porém pouca proteção aerodinâmica. Mas isso a Honda já está trabalhando, com a criação de um kit composto por vários acessórios, entre eles uma pequena bola para o cockpit e uma pequena cobertura rígida para o (pequeno) assento do garupa. Com relação ao consumo médio, a CB 1000R NSC fez quase 17 Km/l.

Motor derivado da Fireblade
O motor DOHC de 998cm3 de quatro cilindros em linha e cabeçote de 16 válvulas tem potência máxima de 141,4 cv a 10.500 rpm. Derivado da CBR 1000RR fabricada entre 2008 e 2011, o ajuste do propulsor privilegiou torque em regimes médios, entre 6 e 8 mil rpm, onde praticamente os 10,2 kgf.m de torque já está à disposição. Em função dessa força, a moto oferece bom desempenho também rodando na cidade.

A suspensão dianteira, ajustável, é uma Showa SFF-BP (Separate Function front Fork – Big Piston), sua principal característica é abrigar todas as funções de amortecimento de um lado e reservar o outro lado para a mola. Este tipo de arquitetura garante, ao mesmo tempo, resposta uniforme, conforto e controle em todas as condições de condução. Na traseira a balança monobraço está ligada a um conjunto mola-amortecedor Showa, totalmente regulável.

Dessa forma a bela roda de liga leve fica quase que totalmente aparente. Lembra a Ducati X-Diavel. A moto está calçada com pneus Bridgestone 120/70 ZR17 na dianteira e 190/55 ZR17, na roda traseira. Máxima eficiência para absorver impactos.
O sistema de freios é composto de discos flutuantes de 310mm na dianteira com cálipers de fixação radial com quatro pistões. Na traseira, o cáliper de dois pistões “morde” o disco único de 256mm. Ou seja, freios nervosos que, praticamente, estancam a moto!

Full LED e painel completo
O design adotado pela Honda na CB 1000R resultou em uma clássica futurista, com poucas peças plásticas, motor à mostra, ou seja, minimalista do farol redondo até a rabeta curta. Mas deixando claro o elevado desempenho do motor e ciclística eficientes.

A iluminação Full LED desta naked da “marca da asa” traz sistema DRL (Daytime Running Light) na dianteira e traseira. O painel de instrumentos, totalmente digital oferece uma lista telefônica de informações: velocímetro e conta giros, indicador de marchas, nível de combustível, relógio, indicador de temperatura externa e do arrefecimento do motor, computador de bordo (consumo médio, instantâneo e autonomia restante) indicadores de nível de potência, freio motor e controle de tração selecionados, além de luzes alerta para indicadores de direção, ABS, luz alta, sobreaquecimento do liquido de arrefecimento, corte do controle de tração, pressão do óleo do motor, injeção. Além do shift light, luz que indica o momento para efetuar a troca para uma marcha superior, que é totalmente (personalizável).

Conclusão
A CB 1000R NSC é uma moto de personalidade forte, tanto em termos estéticos, como em desempenho. Motorzão de quatro cilindros de mais de 140 cv bastante dócil e controlável, porém tem comportamento esportivo quando exigido. Eletrônica funcional e simples nos ajustes, tudo bem intuitivo. E, de quebra, o modelo é confortável, ergonômico – já que o piloto “veste” bem a moto. Como destaque traz uma tecnologia vinda dos carros de luxo: em frenagens de emergência a moto aciona, além da luz de freio, o pisca-alerta (dianteiro e traseiro, simultaneamente).

Com relação ao preço público sugerido de R$ 58.690 (base Estado de São Paulo), muitos vão achar um ‘absurdo de caro’, outros nem tanto. Basta comparar todo o pacote desta naked retrô com, por exemplo, uma Yamaha Factor 150 UBS (R$ 9.590) ou um scooter Dafra Citycom S 300i ABS (R$ 21.990) para perceber que o preço desta 1000cc não é tão estratosférico assim. A CB 1000R NSC está disponível nas cores vermelho metálico e o preto perolizado. A garantia é de três anos sem limite de quilometragem e o modelo conta com assistência 24 horas em países da América do Sul.

Equipamentos de segurança usados pelo jornalista Aldo Tizzani, do MinutoMotor, no test-ride da CB 1000R NSC
Capacete: LS2 Arrow
Jaqueta: Dainese
Calça: HLX
Botas: FOX
Luvas: Dainese

HOJE É SEXTA: VAMOS PRATICAR O MOTOTURISMO?

 

Ferramenta de trabalho, opção inteligente para a questão da mobilidade urbana, a moto é também um instrumento de prazer. Já que ela pode levar o homem a conhecer novos lugares, novas culturas… Pode ser considerada um agente de socialização. Não há nada melhor que depois de dezenas de quilômetros rodados parar em uma cidadezinha, fazer novas amizades – ou rever velhos amigos de estrada –, poder trocar experiências e contar ‘causos’. E isso é uma experiência única!
Pode ser ainda um ‘rolê’ no centro velho, conhecer uma cidade histórica, descer para o litoral e ver o mar. Muitas vezes a moto se transforma em um tanque de guerra que enfrenta obstáculos. Em outras oportunidades em um avião para devorar as curvas de um autódromo em alta velocidade. É ir até onde a imaginação deixar (ou a rodovia permitir). Praticar o mototurismo é um estado de espírito, um estilo de vida que rejuvenesce as pessoas .
Não tem nenhuma ligação com marca, modelo ou cilindrada. Claro que há afinidades, gosto pessoal. Mas no final não importa o tamanho do “brinquedo”. O que importa mesmo é se aventurar, programar roteiros incríveis, já que a moto não tem fronteiras. Espero que as 11 fotos de Johanes Duarte, do Photo & Road, inspirem muitas pessoas a redescobrirem o Brasil sobre duas rodas, um País continental de inúmeras belezas!
Revise a moto, faça as malas e boa viagem. Bons equipamentos são fundamentais para uma viagem mais confortável e segura. Ah! Não esqueça da capa de chuva. O smartphone também é indispensável para registrar os momentos de alegria e descontração. Agora é pé na estrada!!!

FOTOS: Johanes Duarte / Photo & Road – www.photoandroad.com