TESTE-DRIVE: JEEP COMPASS LONGITUDE, O QUERIDINHO DO MERCADO

Com preços a partir de R$ 111.990, o Jeep Compass pode ser considerado um sucesso de vendas. Primeiro por ser o SUV mais emplacado no acumulado até novembro, com 55.522 unidades de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo, por estar entre os dez veículos mais emplacados de todo o Brasil. Minuto Motor pode avaliar a edição limitada Night Eagle, baseada na versão Longitude, para conhecer os atributos do utilitário que conquistou o mercado. Infelizmente, já não é mais possível encontrar a Night Eagle nas concessionárias. Uma pena!

Equipado com motor quatro cilindros, 2.0 Tigershark Flex, o propulsor é capaz de desenvolver 166 cv e 20,5 kgfm a 4.000 rpm quando abastecido com etanol e 159 cv e 19,9 kgfm a 4.000 rpm com gasolina, levando o Jeep Compass de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos e com velocidade máxima de 192 km/h, sempre com câmbio automático de 6 velocidades, com opção de trocais manuais graças as aletas atrás do volante. Além da versão flex 4×2, também é possível encontrar nas concessionárias o modelo equipado com o motor turbodiesel 2.0 Multijet II 4×4, com nove marchas, 170 cv a 3.750 rpm e 35,7 kgfm a 1.750 rpm (Longitude, Limited e Trailhawk).

Com visual que agrada boa parte dos consumidores, sempre com linhas bem resolvidas, sobretudo pela grade dianteira com as tradicionais sete fendas verticais, o Jeep Compass Longitude 2019 conta com rodas de 18 polegadas, retrovisores laterais com rebatimento elétrico e tela de 7” no painel de instrumentos.
Ainda nos itens de série, o utilitário esportivo conta com controle de estabilidade, que inclui sistemas eletrônicos anticapotamento, ar-condicionado digital bizona, bancos revestidos em couro e central multimídia com tela de 8,4 polegadas compatível com Apple CarPlay e Android Auto, além de assistente de partida em rampa e monitoramento de pressão dos pneus.

O Compass conta também com coluna de direção com regulagem de altura e de distância, regulagem manual da altura do banco, câmera de ré com ótima visualização na tela multimídia, volante com comandos de telefonia, som e controle de velocidade, garantindo boa ergonomia para os ocupantes e motorista, deixando a dirigibilidade mais agradável.

Numa viagem entre São Paulo e Pouso Alegre (MG), com direito a conhecer o Laboratório Nacional de Astrofísica, localizado em Itajubá, também no estado mineiro, o Compass mostrou-se confortável e com comportamento exemplar para quatro ocupantes e malas. Durante o trajeto, de aproximadamente três horas, foi possível conhecer um pouco mais dos atributos do utilitário, suas tecnologias e sistemas eletrônicos. Pena que o motor 2.0 TigerShark Flex poderia ser um pouco mais forte.

Texto e Fotos: Fernando Eduardo, especial para o MinutoMotor

 Ficha técnica – Jeep Compass 2.0 flex Longitude 4×2

Motor – de quatro cilindros linha, flex, 1.995 cm³ de cilindrada, com potências de 166 cv (etanol) a 6.000 rpm e 159 cv (gasolina) a 6.000 rpm e torques máximos de 20,5 kgfm (etanol) a 4.000 rpm e 19,9 kgfm (gasolina) a 4.000 rpm
Transmissão – tração dianteira e câmbio automático de seis marchas
Direção – tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica
Freios – disco ventilado na dianteira, e sólido na traseira
Suspensão – dianteira, McPherson, com barra estabilizadora; traseira, McPherson com braços laterais/transversais e barra estabilizadora
Capacidades –Tanque de combustível, 60 litros; carga útil (passageiros + bagagem), 400 kg; porta-malas, 410 litros
Rodas/pneus – 7×18”de liga de alumínio/225/55R18
Peso – 1.546 kg
Dimensões (metro) – comprimento, 4,41; largura, 1,81; altura, 1,63; distância entre-eixos, 2,64
Desempenho – velocidades máximas, 192 km/h (etanol) e 188 km/h (gasolina); aceleração até 100 km/h, 10,6 (etanol) e 10,9 (gasolina)
Consumo (km/l) – urbano, 6,1 (etanol) e 8,8 (g); estrada, 7,5 (etanol) e 10,8 (g)
Dimensões – Compr.: 4,41 m / Largura: 1,81 m / Altura: 1,63 m / Entre-eixos: 2,63 m

TESTE-DRIVE: VOLKSWAGEN GOL 1.6 MSI AUTOMÁTICO

No final de julho deste ano, o Gol passou por uma discreta reestilização. Mas a grande mudança do modelo 2019 do compacto da Volkswagen foi o lançamento da versão topo de linha MSI, a primeira do Gol com câmbio automático – antes, a opção era apenas entre câmbio manual ou automatizado. Externamente, as diferenças estéticas da versão automática em relação ao restante da linha são discretas. O capô e a grade do radiador são mais elevados do que nas outras configurações, com dois frisos ligando os faróis, que são maiores e mais retangulares. O para-choque dianteiro conta com entradas de ar na parte de baixo e design mais esportivo. Os faróis de neblina ganharam formas trapezoidais e molduras pretas. A assinatura “MSI Automatic”, próxima à lanterna direita, arremata as diferenciações externas.

O novo câmbio trabalha em conjunto com o motor 1.6 MSI com quatro cilindros e 16 válvulas, o mesmo da antiga versão Rallye, que foi descontinuada na linha 2019. Com duplo comando de válvulas, bloco e cabeçote feitos de alumínio, o Gol 1.6 MSI automático atinge 110 cavalos quando abastecido com gasolina e 120 cavalos com etanol, em ambos os casos a 5.750 giros. Já o torque é de 15,8 kgf.m com gasolina e 16,8 kgf.m com etanol, disponível aos 4 mil giros. Segundo a Volkswagen, o conjunto leva o Gol do zero a 100 km/h em 10,1 segundos, com velocidade máxima de 185 km/h. No novo câmbio, as trocas seqüenciais podem ser feitas na alavanca ou, opcionalmente, nas aletas localizadas atrás do volante. O sistema tem ainda o modo de acionamento esportivo (posição “S” na base da alavanca), que altera o momento de entradas das marchas para rotações mais altas para conferir acelerações mais vigorosas.

Com a redução na quantidade de versões imposta na linha 2019 do Gol, a Volkswagen adotou uma configuração de acabamento única para a família. Assim, os equipamentos da versão 1.6 16V MSI automática são os mesmos disponíveis quando o modelo vem com o motor 1.0 de três cilindros ou o 1.6 8 válvulas, ambos com câmbio manual – não há mais a oferta do transmissão automatizada. Por dentro, com exceção da troca da alavanca manual pela automática, o hatch continua o mesmo. Os plásticos rígidos ainda predominam no acabamento interno. Os bancos são revestidos em tecido e o do motorista conta com ajuste de altura. O volante incorpora comandos para acessar o sistema de áudio, computador de bordo e telefonia. A lista de itens de série inclui ar-condicionado, direção hidráulica, banco do motorista com ajuste de altura, suporte para celular com entrada USB, travamento elétrico das portas e vidros dianteiros com acionamento elétrico, alerta sonoro de faróis acesos, tomada 12V no console central, para-sol com espelho para motorista e passageiro e luzes indicadoras de frenagem de emergência.

As rodas são de aço, com 15 polegadas, mas, opcionalmente, é possível adotar rodas de liga leve de 15 polegadas. Por R$ 3 mil adicionais, o pacote “Urban Completo” adiciona chave canivete, retrovisores elétricos com pisca integrado, sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina e rodas de liga leve. Gastando mais R$ 2 mil, é possível acrescentar a central multimídia com espelhamento de smartphones, volante multifuncional com borboletas para troca de marchas e computador de bordo. Completo, como o modelo avaliado, o Gol salta de R$ 54.580 para R$ 59.580.

Aparentemente, a estratégia da Volkswagen ao lançar a sua linha 2019 – na qual a principal novidade é a inédita versão automática MSI – deu resultado. No primeiro semestre, antes do lançamento, a média de vendas do Gol ficava perto das 5.500 unidades mensais. Começou a subir após o lançamento da linha 2019, em julho. Em outubro, já atingiu 8.973 emplacadas. No ranking de vendas, superou o Chevrolet Prisma e o Volkswagen Polo e saltou da sexta para a quarta posição. Agora, está atrás apenas de Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Ford Ka. No embalo do novo câmbio automático, o Gol mostra que ainda é capaz de surpreender.

Impressões ao dirigir 

A ausência do pedal da embreagem no Volkswagen Gol não é novidade. Mas o desempenho do hatch com a nova transmissão automática é imensamente superior ao oferecido pelo antigo câmbio automatizado e seus desagradáveis “soluços” nas trocas de marcha. O motor 1.6, com 120 cavalos e 16,8 kgfm de torque com etanol, movimenta com o Gol desenvoltura. As trocas de marchas do câmbio automático de 6 velocidades são rápidas e a sintonia com o propulsor impressiona, proporcionando ao compacto um desempenho bastante satisfatório. O carro tem boas arrancadas e um torque decente desde as baixas rotações.

A boa relação de marchas do câmbio elimina os trancos nas mudanças e rentabiliza com eficiência a força do motor. E as aletas atrás do volante para trocas manuais das marchas aumentam os recursos de quem gosta de uma performance mais esportiva. Para os menos afeitos aos esforços dispensáveis, há ainda a opção de levar a alavanca de câmbio do modo “D” para o modo “S” (Sport), que faz com que as marchas sejam trocadas em giros mais elevados.

O acerto de suspensão dos automóveis da Volkswagen normalmente é um pouco mais firme. No caso do Gol, o conjunto suspensivo proporciona boa estabilidade em curvas rápidas, porém, transfere para o interior do carro as imperfeições da pista. O compacto tem um comportamento dinamicamente equilibrado, com rolagens de carroceria discretas. Para um modelo que não conta com controle eletrônico de estabilidade, não faz feio. A direção tem assistência hidráulica, um pouco mais pesada que a assistência elétrica do Pólo.

Mas o bom diâmetro de giro facilita as manobras. Aos poucos, os modelos de entrada do mercado automotivo brasileiro começam a se adaptar aos novos gostos dos consumidores. A transmissão automática figura entre os itens desejados por consumidores deste tipo de veículos. Para quem roda muito em cidades engarrafadas, o câmbio automático é uma “extravagância” que começa a ser encarada como racional.

Texto: Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix Fotos: Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix


Ficha técnica
Volkswagen Gol MSI 1.6 automático

Motor: Gasolina e etanol, 1.598 cm³, dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não dispõe de controle de tração.
Potência máxima: 110 cavalos e 120 cavalos a 5.750 rpm com gasolina e etanol.
Torque máximo: 15,8 kgfm e 16,8 kgfm às 4 mil rpm com gasolina e etanol.
Aceleração de zero a 100 km/h: 10,1 segundos.
Velocidade máxima: 185 km/h.
Diâmetro e curso: 76,5 X 86,9 mm. Taxa de compressão: 11,5:1.
Freios: A disco na frente e a tambor atrás, com ABS e EBD.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com braços triangulares transversais e barra estabilizadora. Traseira com eixo de torção com braços longitudinais. Não dispõe de controle de estabilidade.
Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,92 metros de comprimento, 1,90 metro de largura, 1,49 metro de altura e 2,47 metros de distância entre-eixos. Airbags frontais.
Peso: 1.040 kg.
Capacidade do porta-malas: 285 litros.
Tanque de combustível: 55 litros.
Produção: Taubaté/SP.
Preço: R$ 54.580.

Opcionais: Rodas de liga leve de 15 polegadas, alarme keyless, chave tipo “canivete” com controle remoto, retrovisores e maçanetas pintados na cor do veículo, grade do radiador pintada em preto ninja, espelhos retrovisores externos com ajuste elétrico, função tilt down (lado direito) e luzes indicadoras de direção integradas, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros e traseiros, destravamento elétrico da tampa traseira com controle remoto, travamento elétrico das portas com controle remoto, para-sol com espelho iluminado, farol de neblina, lanterna traseira escurecida, duas luzes de leitura dianteiras e duas traseiras, alças de segurança no teto, coluna de direção com ajuste de altura e distância, central multimídia com espelhamento de celulares, computador de bordo, volante multifuncional e aletas para trocas manuais de marchas.
Preço completo: R$ 59.580.

TEST-RIDE: HARLEY FXDR 114, A EMOÇÃO COMEÇA EM 2.500 RPM

As muscle bikes me fascinam. Atraem meu olhar por suas linhas radicais que esbanjam personalidade. São arrojadas, musculosas, torcudas e potentes. Seu desempenho esportivo vem de motores mais apimentados e sua ciclística impõe respeito pela robustez e eficiência. Em 2016 tive o privilégio de participar do lançamento mundial da Ducati XDiavel, em Santa Mônica, na Califórnia (EUA). Mas antes disso, a partir do início dos anos 2000, pilotei praticamente toda a linha V-Rod, da Harley-Davidson. Cheguei a rodar nos Estados Unidos com a Night Rod em 2012. Testei ainda as versões Muscle e a Night Rod Special. Em termos globais, o Brasil ocupou a segunda posição em vendas desta família. Apesar do sucesso, aposentadoria da família V-Rod veio em 2016. De lá para cá havia uma lacuna que só agora foi preenchida com a chegada da FXDR 114 2019, nova integrante da linha Softail.

Misto entre Night Rod Special e XR 1200X, a nova power cruiser da H-D não usa o motor Revolution, desenvolvido em parceria com a alemã Porsche, mas sim o novo Milwaukee-Eight 114 (de 114 polegadas cúbicas), refrigerado a ar, que oferece ‘apenas’ 16,11 kgf.m de torque já disponíveis a 3.500 rpm . A moto se diferencia também pelo uso materiais mais leves: alumínio na balança e no sub-chassi. O resultado é o menor peso – 303 kg em ordem de marcha – e mais agilidade.

O que incomoda, à primeira vista sãs as peças em plástico que emolduram o assento solo e o paralama traseiro, que se move junto com a suspensão que, alias, recebeu um monoamortecedor com nova posição de ancoragem. São 112 mm de curso e ajuste na pré-carga da mola. Aqui valeria um acabamento mais requintado, como o uso da fibra de carbono, já que estamos falando em uma moto que custa a partir de R$ 80.200. Porém este tipo de acabamento faz parte de uma extensa linha de acessórios da marca, desenvolvida exclusivamente para o modelo!

A posição de pilotagem lembra a da Night Rod Special, ou seja, braços esticados e bem abertos e pernas semiflexionadas, com as pedaleiras não tão à frente, quando comparado com as primeiras V-Rod. É uma postura de pilotagem diferente, com o troco projetado para frente Aqui a relação é ‘ame ou odeie’. Eu gosto!

Atenção nas manobras em baixa velocidade, como em uma moto esportiva o ângulo de esterço é reduzido. Além disso, a FXDR 114 – assim como a Breakout – conta com um ângulo de cáster de 34 graus. Mas a altura do assento, de 720 mm, auxilia o motociclista nesta situação. Outro item que veio das superesportivas foi a suspensão dianteira: invertida (upside down) com tubos de 43mm de diâmetro e 130mm de curso. Absorve bem as irregularidades do piso, deixa a moto sempre no trilho e dita o caminho para a próxima curva.

COMO É PILOTAR?

Para domar esta usina de força, o piloto precisa ir com calma, até se acostumar com a nova posição de pilotagem. Já o motor é bruto e muito cuidado nas aceleradas mais vigorosa. Aqui de duas uma: ou a FXDR114 vai empinar ou a moto vai sair fritando o pneu traseiro de 240mm, enrugando o asfalto. Por isso, o motociclista precisa ter total controle sobre a máquina.

Ao apertar o botão do start, o Milwaukee-Eight 114, de cerca de 80 cv de potência máxima (número não confirmado pela Harley), desperta e emite um som médio-grave que é propagado pelo escape 2 em 1. O ‘rugido’ do motor refrigerado a ar instiga o piloto a girar o cabo. E é a 2.500 giros que a emoção começa.

Com uma boa relação de marchas, a FXDR114 vai ganhando velocidade de forma controlada. Aqui o mais importante não é o torque, mas sim como esta força é distribuída. No caso desta Softail é feita de forma exemplar, progressiva. Mas se o motociclista quiser mais emoção é só girar o acelerador com vontade e ter adrenalina correndo solta no corpo, já que a moto vai derrapar nas saídas de curva. Por isso, a Harley deveria ter investido em um pacote eletrônico completo – modos de pilotagem e controle de tração – como na sua coirmã italiana.

Em pista plana, asfalto bom, sexta marcha engatada e motor girando a 3.150 rpm, a muscle bike da HD já estava a 140 km/h, com folga para muito mais. A velocidade por ultrapassar, com facilidade, 200 km/h. A autonomia é de cerca de 300 km, já que o tanque tem capacidade para 16,7 litros da gasolina.

Depois de cruzar a Marginal Pinheiros e um trecho da rodovia Castelo Branco, a FXDR seguiu pela Estada dos Romeiros, que liga Itu a Cabreuva, no interior de São Paulo. Devoradora de curvas – as mais abertas, de preferência –, a moto mostrou para que veio: rodar com o giro baixo, porém de forma bastante vigorosa. Quando é preciso de mais potência e troque bastava dar uma leve girada da manopla do acelerador. No trecho mais sinuoso, a moto rodou praticamente o tempo todo em quarta marcha. A FXDR 114 até parecia um scooter. Claro que oferecendo mais emoção!

Agora nas saídas de curvas e já emendando em retas, a nova HD despeja força e potência quase que de forma instantânea, já que o comportamento dinâmico do ‘V2’, de 1.868 cm³, é quase um soco no estômago. Em função da nova arquitetura, com a transmissão primária deslocada para traz, o motor oferece um dos maiores ângulos de inclinação na família Softail, que faz desta Harley boa de curvas e de retas. O mais incrível é que em nenhum momento a pedaleira raspou no chão.

Aqui duas ressalvas, antes de mergulhar nas curvas o correto é frear antes, deixar o sistema entrar em ação – disco duplo de 300mm na dianteira e, na traseira, disco simples de 292mm. Em alguns momentos de abuso por parte do piloto (este que vos escreve), o ABS entrou em ação e não deixou a roda travar. Em resumo, a FXDR não é uma moto para iniciantes, mas sim para pilotos experientes que gostam de acelerar. Com a nova muscle bike ninguém vai ficar órfão da V-Rod.

Fotos: Guilherme Veloso / Divulgação – Harley-Davidson

TESTE: MERCEDES-BENZ C 200 EQ BOOST É ADITIVO ENERGÉTICO

TESTE: MERCEDES-BENZ C 200 EQ BOOST É ADITIVO ENERGÉTICO

O atual Classe C está no meio do seu ciclo de produto. Lançada em 2014, a quarta geração do sedã da Mercedes-Benz acaba de ganhar, em sua linha 2019, ligeiros retoques visuais e alguns novos equipamentos para manter-se atualizada até a chegada da quinta geração, que deve vir em 2021. Mas a principal novidade da linha 2019 vai além das aparências: é a versão C 200 EQ Boost. Essa versão usa um motor elétrico para suplementar a potência do motor a combustão nas arrancadas e acelerações.

Além da versão C 200 EQ Boost, o modelo terá as já conhecidas configurações C180 Exclusive e Avantgarde e a C300 Sport – essa última teve a sua potência aumentada de 245 para 258 cavalos. A linha 2019 do Classe C será um dos destaques no estande da Mercedes-Benz no próximo Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que começa a semana que vem. Depois disso, o modelo chega as concessionárias nacionais.

A reestilização do modelo 2019 do Classe C inclui a adoção de novo para-choque frontal, faróis full-led com luzes de neblina integradas e lanternas com novo arranjo de luzes – agora, quando estão acessas, em vez dos antigos três traços, o feixe luminoso tem forma de “C”. As rodas também têm novo design. Por dentro, mudaram materiais de acabamento, o volante agora tem comandos sensíveis ao toque e a central multimídia permite a integração com o navegador Waze. O painel digital configurável de 12,3 polegadas também é novo. O cockpit inclui um conjunto de instrumentos totalmente digital, que permite a opção entre três estilos visualmente distintos: “Clássico”, “Esportivo” e “Progressivo”. A função de partida Keyless-Go (sem chave) é standard para todos os modelos e o botão para acionar o motor foi reestilizado.

Mas é o lançamento da versão C 200 EQ Boost que mais anima os fãs do Classe C. O motor a gasolina 1.5 com turbocompressor acionado pelos gases do escapamento gera 183 cavalos a 5.800 rpm e 28,5 kgfm a 3.000 rpm. Quando há demanda, pode receber mais 14 cavalos e 16,3 kgfm vindos de uma rede elétrica adicional de 48 volts, com um motor de arranque/alternador unificado acionado por correia (BSG – Belt-driven Starter-generator). O motor elétrico usa a energia da desaceleração para carregar a bateria e viabiliza ainda a adoção do modo de deslizamento (roda livre), que deixa o propulsor a combustão desligado em velocidade de cruzeiro e passa a usar apenas a energia elétrica para manter o movimento por algum tempo, para ajudar na economia de combustível.

Nas reduções de velocidade, o motor elétrico funciona como um alternador, recuperando energia cinética e carregando a bateria. O câmbio automático GTronic de 9 velocidades é o mesmo utilizado em todas as versões do Classe C. Os componentes elétricos tradicionais, como as luzes, são alimentados por uma rede com 12 volts.

Pela legislação brasileira, quando pelo menos 2% da força de um veículo é derivada de um recurso elétrico, o modelo é classificado como híbrido, e está liberado do rodízio nos municípios em que os híbridos podem rodar sem restrições. Já a Mercedes-Benz só considera híbrido um veículo que é capaz de rodar apenas com energia elétrica, mesmo que seja por alguns momentos.

Como no 200 EQ Boost a propulsão elétrica funciona como um reforço de potência, a marca alemã não enquadra o EQ Boost como híbrido. De qualquer forma, as tecnologias renderam à versão a classificação “A” em emissões e “C” no geral nos testes do Inmetro, com consumo de 10,2 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada e emissão de 117 g/km de dióxido de carbono fóssil.

Na linha 2019, as versões do Classe C que já existiam anteriormente tiveram seus preços aumentados em cerca de 5%. A C180 Avantgarde agora custa R$ 187.900, a C180 Exclusive sai por R$ 188.900 e a C300 Sport, que é importada da Alemanha, sai por R$ 259.900. Já a novata C200 EQ Boost, montada na fábrica paulista de Iracemápolis, custa R$ 228.900. A Mercedes aposta que essa nova versão representará 25% do mix de vendas da linha.

Experiência a bordo – Padrão elegante

Por dentro da linha 2019 do Classe C, há novas opções de cores de revestimento, dependendo da versão, bem como de materiais de acabamento do console. O painel de instrumentos digital e configurável de 12,3 polegadas reúne as principais informações do carro e a central multimídia conta com sistema de navegação GPS em conexão com os aplicativos de smartphones com sistemas Apple ou Android. O volante multifuncional também mudou, e agora conta com partes sensíveis ao toque para acessar o sistema multimídia. Lembra bastante o do Classe E.

A central multimídia conta com uma tela de 10,3 polegadas com ótima resolução, mas que não é “touchscreen”. Os controles do sistema continuam sendo feitos por meio de um botão giratório no console central, de manejo pouco intuitivo. Os comandos sensíveis ao toque no volante do novo Classe C melhoraram a usabilidade.

O moderníssimo sistema de infoentretenimento MBUX (Mercedes-Benz User Experience) apresentado no início do ano no novo Classe A – com tela sensível ao toque, touchpad, comandos vocais, capacidade de auto-aprendizagem e navegação com realidade aumentada (quando imagens reais são integradas aos gráficos) – provavelmente só chegará ao Classe C com a nova geração do modelo, prevista para 2021.

No multimídia disponível atualmente, a conectividade foi aprimorada e agora é possível replicar as funções do smartphone por meio do Android Auto ou do Apple CarPlay, o que coloca aplicativos como Waze, Google Maps e Spotify à disposição do motorista.

 

Primeiras impressões – A 120 km/h e com o motor desligado

O C200 EQ Boost marca a estreia da Mercedes-Benz do Brasil rumo à eletrificação, uma das tendências hegemônicas da indústria automotiva global. O novo 1.5 turbo a gasolina de 183 cavalos de potência e 28,6 mkgf de torque funciona em parceria com um motor de arranque/alternador unificado acionado por correia que atua em demandas específicas. Ele pode contribuir com 14 cavalos e 16,3 kgfm em acelerações mais vigorosas. O sistema é conhecido como “híbrido leve” ou “híbrido parcial”, já que o motor elétrico não substitui o propulsor a combustão – apenas adiciona potência e torque ao conjunto.

Uma das constatações mais impressionantes para quem dirige o C200 EQ Boost é como o suporte do motor elétrico permite rodar no modo de deslizamento (roda-livre) para economizar combustível. Essa função atua com princípios semelhantes ao Start/Stop, só que em movimento. Em velocidades de cruzeiro, em torno de 120 km/h, com o carro no modo Eco, nos momentos em que o motorista libera o pedal do acelerador, o EQ Boost pode desligar o motor a combustão. O sistema de 48V mantém os diferentes sistemas do carro em funcionamento por algum tempo, para economizar combustível. A visão do conta-giros zerado ao lado do velocímetro apontando 120 km/h não deixa de ser um tanto atemorizante.

Mas, assim que o motorista pisa no acelerador ou no freio, ou quando a carga da bateria do EQ Boost começa a cair, o motor é reativado automaticamente, já na marcha correta para a velocidade. Tudo sem trancos e de forma elegante e quase imperceptível. Além de reforçar as acelerações, o EQ Boost ajuda na economia de combustível porque a energia acumulada pelo sistema pode ser usada pelo sistema Start/Stop, para dar a partida no motor, e também para viabilizar o uso da função roda-livre.

Tirando a curiosa novidade tecnológica, o Classe C modelo 2019 preserva o elevado padrão que já caracterizava o anterior, com muito equilíbrio dinâmico em retas e em curvas e performances consistentes. Trata-se de um sedã de respeito, com bastante tecnologia embarcada – e a nova versão apenas aprofundou essa característica. O seletor de modos de condução continua a contar com as opções Eco, Comfort, Sport, Sport Plus e Individual, que ajustam as respostas do motor/câmbio, direção/suspensão e ESP.

O câmbio é sempre o GTronic de 9 velocidades, que tem trocas de marchas precisas e discretas e possibilita que o torque esteja sempre disponível, assegurando força para acelerar sempre que o motorista pressiona o pedal da direita. A percepção de confiabilidade transmitida pelo conjunto é reconfortante. Uma característica dinamicamente interessante do C200 EQ Boost é que o sistema gerador elétrico é acionado antes mesmo do turbocompressor, fazendo com que o motor atinja altas rotações mais rapidamente. O recarregamento do sistema elétrico ocorre quando o motorista não está acelerando, e pode ser monitorado pelo mostrador digital.

TEXTO Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix – FOTOS Divulgação

Ficha técnica

Mercedes-Benz Classe C 200 EQ Boost

Motor: 1.5 litro, 1.497 cm3, turbo, 4 cilindros em linha, gasolina. Sistema de recuperação de energia nas frenagens / desaceleração e função coasting (roda-livre) com motor totalmente desligado. Motor elétrico de arranque/alternador unificado acionado por correia BSG (Belt-driven Starter-generator)
Potência: 183 cavalos de 5.800 a 6.100 giros (+ 14 cavalos com motor elétrico)
Torque: 28,5 kgfm, entre 3 mil e 4 mil giros (+ 16,3 kgfm com motor elétrico)
Transmissão: automática 9GTronic com 9 velocidades
Comprimento: 4,86 metros
Largura: 2.02 metros
Altura: 1,44 metro
Peso: 1.505 quilos
Suspensão: multibraços (dianteira e traseira)
Peneus: 225/50 R 17
Porta-malas: 435 litros
Tanque: 66 litros
Zero a 100 km/h: 7,7 segundos
Velocidade máxima: 239 km/h (limitada eletronicamente)
Itens de série: Attention Assist; airbags dianteiros e laterais para condutor e passageiro
dianteiro e windowbags para condutor, passageiro dianteiro e passageiros do banco traseiro; conectividade via Bluetooth para celular e players de mídia; controle de temperatura automático independente para motorista e passageiro dianteiro, freios adaptive brake (ABR); controle eletrônico de estabilidade (ESP); distribuição eletrônica de força de frenagem (EBD); sistema anti-bloqueio dos freios (ABS); controle de tração na aceleração (ASR); tração eletrônica em cada roda (ETS); assistente de freio (BAS); assistente de partida na subida (HSA); pré-carregamento de freios, Brake
drying e função Hold; Isofix.
Preço: R$ 228.900

“MUNDO SENAI” ABRE SUAS PORTAS PARA O ENSINO PROFISSIONALIZANTE

“MUNDO SENAI” ABRE SUAS PORTAS PARA O ENSINO PROFISSIONALIZANTE

Entre os dias 08 e 09 de novembro acontece mais uma edição do MUNDO SENAI. Nestes dois dias, as escolas do sistema de ensino mantido pela indústria espalhadas por todo o País abrem suas portas oferecendo à comunidade a oportunidade de ampliar o conhecimento em educação profissional, inovação, serviços técnicos e tecnológicos. A programação inclui workshops e visitas monitoradas aos ambientes de ensino como oficinas e laboratórios .

O MUNDO SENAI tem como objetivo apresentar ao público às profissões e ajudá-los a optar por uma delas e a desenvolver a indústria brasileira. Além disso, valorizar a inovação e a evolução constante do ensino. E, é claro, promover a carreira na indústria como opção rentável.

Dentre várias soluções educacionais destacam-se os cursos de Aprendizagem Industrial (1.500 horas) e Cursos Técnicos ( 1.600 horas), ambos gratuitos e com duração de dois anos. Além disso, o SENAI oferece cursos de graduação(2.400 horas) , pós graduação( 360 horas) e cursos de formação inicial e continuada voltados aos setores automotivo e eletroeletrônica.

Para quem gosta do universo automotivo visite a Escola Senai-SP que fica no bairro do Ipiranga, na capital paulista, é referência quando o assunto é reparação de carros, caminhões e motos.

SERVIÇO
Datas: 08 e 09/11
Período: das 08:00 às 17:00
Duração média para participação : 02 horas
Escola Senai “Conde José Vicente Azevedo” – Rua Moreira de Godói, 226 – Ipiranga – São Paulo/SP
www.facebook.com/senaiautomobilistica
@senaiautomobilistica

NOVA DUCATI MULTISTRADA 1260 CHEGA POR R$ 74.900

NOVA DUCATI MULTISTRADA 1260 CHEGA POR R$ 74.900

A nova Multistrada 1260 desembarca no Brasil em duas versões – ABS e S – e renova a participação da Ducati no segmento bigtrail de alta cilindrada e que se caracteriza por unir alta tecnologia, conforto e desempenho. De eletrônica sofisticada, nova Multistrada 1260 traz o motor de 1.262 cm³ de capacidade, que oferece 158 cavalos de potência máxima. Em comparação a geração anterior, o motor Testastretta DVT teve um aumento do torque e capacidade de tração. Agora a Ducati Multistrada 1260 entrega mais potência a partir de baixas rotações.

Ou seja, 85% do torque já está disponível a partir de 3.500 rpm com um aumento da curva de 18% a 5.500 rpm, comparado com o modelo anterior. Isso torna o modelo com o maior valor de torque a 4.000 rpm de sua categoria.
Entre as principais novidades destaque para o Ducati Quick Shift, que permite a troca de marchas automática para cima ou para baixo, sem o uso da embreagem (disponível na versão S). E também para o sensor de monitoramento da pressão dos pneus. Os preços sugeridos variam entre R$ 74.900 (ABS) e R$ 84.900, para a versão “S”. A bigtrail da marca italiana fará sua estreia no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo.

Multistrada 1260 ABS – Principais equipamentos
• Bosch IMU (Unidade de Medição Inercial)
• Sistema Bosch-Brembo 9.1ME ABS com assistência em curvas
• Discos dianteiros de 320 mm com pinças Brembo de 4 pistões
• Controle de cruzeiro eletrônico
• Modos de pilotagem
• Modo de Potência Ride-by-Wire
• Ducati Wheelie Control (DWC)
• Controle de Tração Ducati (DTC)
• Controle de retenção de veículo (VHC)
• Altura do assento do piloto ajustável
• Painel de instrumentos em LCD


Multistrada 1260 S – Principais equipamentos
• Ducati Motor Testastretta DVT 1262
• Ducati Quick Shift (DQS) up/down
• Ducati Safety Pack (Bosch Cornering ABS + DTC)
• Bosch IMU (Unidade de Medição Inercial)
• Sistema Bosch-Brembo 9.1ME ABS con assistência em curvas
• Discos dianteiros de 320 mm com pinças Brembo de 4 pistões
• Controle de cruzeiro eletrônico
• Modos de pilotagem
• Modo de Potência Ride-by-Wire
• Ducati Wheelie Control (DWC)
• Controle de Tração Ducati (DTC)
• Controle de retenção de veículo (VHC)
• Ducati Multimedia System (DMS)
• Altura do assento do piloto ajustável
• Painel de instrumentos em LCD
• Sistema de suspensão eletrônica semiativa Sachs Ducati Skyhook Suspension (DSS) Evolution
• Farol Full-LED com Ducati Cornering Lights (DCL)
• Painel de instrumentos com tela de 5” de alta resolução TFT em cores

T-CROSS, O NOVO SUV GLOBAL DA VW CHEGA PARA O SALÃO


A Volkswagen apresentou globalmente o T-Cross, em evento inédito que integra os três continentes onde o modelo será produzido e comercializado (Europa, Ásia e América). O novo SUV faz parte da estratégia da empresa de oferecer modelos globais com características específicas para atender às necessidades locais de cada região. Primeiro SUV da marca Volkswagen produzido no País chegará ao mercado nacional no 1º semestre de 2019 e também será comercializado para a América Latina. 

A versão brasileira terá atributos exclusivos para a região, como o maior entre-eixos (2.651 mm). No Brasil, modelo será oferecido com motores TSI e terá o maior torque da categoria: 250 Nm (25,5 kgfm). Todas as versões trarão de série Controle de Estabilidade (ESC) e seis airbags, entre outros itens de segurança. O modelo Será uma das atrações da marca durante o Salão Internacional do Automóvel, que acontece em São Paulo entre 8 e 18 de novembro.

Para os mercados da América Latina, o T-Cross p será produzido em São José dos Pinhais (PR) – para isso, a fábrica recebeu investimentos na casa de R$ 2 bilhões – e faz parte dos cinco novos SUVs a serem lançados pela Volkswagen na região até 2020. O modelo será produzido sobre a Estratégia Modular MQB, que é o mais moderno conceito de produção do Grupo Volkswagen no mundo. Os veículos baseados na Estratégia Modular MQB proporcionam o que há de mais avançado em termos de design, inovação, alta performance e segurança.

O novo SUV da VW se destacará pelo excelente comportamento dinâmico – no Brasil terá exclusivamente motores TSI –, por oferecer cabine espaçosa e confortável e pelos avançados recursos de tecnologia, conectividade e segurança. Oferecerá itens exclusivos no segmento, como o painel totalmente digital (Active Info Display), seletor de perfil de condução, Controle de Estabilidade (ESC) de série, bloqueio eletrônico do diferencial, Park Assist 3.0, suporte para celular no painel, quatro entradas USB (inclusive para o banco traseiro), iluminação da cabine em LED e acabamento com apliques no painel. Também contará com faróis full-LED, seis air bags, saída de ar-condicionado para o banco traseiro e teto solar panorâmico, entre outros recursos.

No Brasil, o T-Cross terá exclusivamente motores TSI, que combinam injeção direta de combustível e turbocompressor para entregar alta eficiência energética e prazer ao dirigir. O motor 250 TSI Total Flex gera potência de até 150 cv (110 kW), com gasolina ou etanol, a 4.500 rpm. O torque máximo, também com ambos os combustíveis, é de 250 Nm (25,5 kgfm) – será o maior torque da categoria. Esse motor será combinado exclusivamente à transmissão automática de seis marchas com função Tiptronic e aletas (“shift paddles”) para trocas no volante.

Já o motor 200 TSI Total Flex desenvolve potência de até 128 cv (94 kW) a 5.500 rpm, com etanol – com gasolina, são 116 cv (85 kW), à mesma rotação. O torque máximo é de 200 Nm (20,4 kgfm), com gasolina ou etanol, sempre na faixa de 2.000 a 3.500 rpm. Esse motor poderá ser combinado à transmissão manual ou à automática com função Tiptronic (também com as aletas no volante), ambas de seis marchas.

Todas as versões do T-Cross serão equipadas com luz de condução diurna (DRL) em LED, integrada ao farol de neblina. Haverá oferta de faróis full-LED para o T-Cross – neste caso, a luz de condução diurna encontra-se na própria carcaça do farol. E a capacidade do porta-malas varia entre 373 e 420 litros.

O T-Cross também poderá ser equipado com teto solar panorâmico “Sky View” – dois painéis de vidro que abrangem mais da metade da área do teto do carro (a seção dianteira pode ser aberta eletricamente). Outro destaque no interior do T-Cross é a iluminação ambiente em LED. Há luzes na região dos pés, no centro do console, no painel e nas maçanetas. O T-Cross terá disponível o sistema de som “Beats”, de alta fidelidade sonora, com sete alto-falantes (incluindo um sub woofer no porta-malas) e potência é de 300W RMS.


“O T-Cross é o primeiro SUV produzido pela Volkswagen no Brasil, que chega para revolucionar os padrões de seu segmento”, afirma o Presidente e CEO da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si. “É um carro global, que traz alterações para o gosto e perfil dos clientes da América Latina, reforçando a nossa estratégia de Regionalização”, explica Di Si. “O T-Cross que será feito no Brasil traz mudanças em seu design, maior espaço interno e é mais alto que o modelo europeu, além de ser um modelo seguro, conectado e cheio de tecnologia”, conclui.

FCA: JEEP COMPASS 2019 MAIS CARO E A VOLTA DO FIAT ARGO PRECISION

A FCA, detentora das marcas Jeep e Fiat, apresenta novidades em seu line up 2019. Sucesso de público e crítica, o Jeep Compass é o SUV vai vendido do país, com mais de 100 mil unidades emplacadas. Para se manter na liderança da categoria, a linha 2019 chega com mais estilo, tecnologia e aumento nos preços. Hoje, a marca mantêm seis versões em comercialização e cada uma delas recebeu mais itens de série, além de novas rodas e cores. O Jeep Compass mantém dois motores: 2.0 Flex de até 166 cv com câmbio automático de seis marchas e o 2.0 Diesel de 170 cv com câmbio automático de nove marchas e tração 4×4.

Na configuração de entrada, Sport Flex, o Compass conta com maçanetas e capas dos espelhos retrovisores pintados na cor da carroceria e novo desenho para as rodas de liga leve de 17 polegadas. As versões Longitude Flex e Diesel adotara tela colorida de 7” no quadro de instrumentos, retrovisores externos com rebatimento elétrico e novas rodas de aro 18”.

Também disponível com os dois conjuntos mecânicos, o Jeep Compass Limited ganhou o sistema de estacionamento semiautônomo Park Assist, partida remota do motor pela chave (muito útil para deixar a cabine climatizada antes de entrar no veículo) e as rodas de 19” viraram padrão.

A opção Trailhawk continua sendo a mais off-road da linha e também recebeu o Park Assist e a partida remota, além do teto preto. E por dentro, as versões Sport, Longitude e Trailhawk exibem novo acabamento, com vários detalhes escuros, como as molduras da central multimídia e saídas de ar centrais e da alavanca do câmbio.

Em termos de tecnologia, o Jeep Compass oferece controle de velocidade adaptativo (ACC), alerta de colisão com frenagem automática (FCW+) e monitoramento de mudança de faixa com correção ativa (Lane Sense), que fazem parte do kit opcional High Tech – disponível para as versões Limited e Trailhawk –, que ficou mais acessível.

No Compass Trailhawk, por exemplo, o pacote custava R$ 15.650 e agora está saindo por R$ 8.700. E ele ainda inclui bancos dianteiros elétricos, som premium Beats e porta-malas com abertura e fechamento elétricos.

Preços:

Sport 2.0 Flex AT6 – R$ 111.990
Longitude 2.0 Flex AT6 – R$ 124.990
Limited 2.0 Flex AT6 – R$ 142.490
Longitude 2.0 Diesel AT9 4×4 – R$ 151.990
Limited 2.0 Diesel AT9 4×4 – R$ 171.490
Trailhawk 2.0 Diesel AT9 4×4 – R$ 171.490

 

Fiat Argo Precision 2019


A versão Precision, do Fiat Argo, vendida com motor 1.8 E.torQ de 139 cv (etanol), acaba de voltar ao line up. Destaques para central multimídia “flutuante”, capaz de operar por comando de voz e compatível com Waze e Google Maps, além de ganhar sensor de estacionamento traseiro como item de série. Segundo a Fiat, a versão Precision 1.8 é um dos modelos com a melhor relação custo/benefício do segmento, com valores sugeridos de R$ 62.990 (manual) e R$ 66.990 (automático).

Ainda mais se levarmos em conta o pacote tecnológico e de segurança de série do hatch, que inclui Hill Holder, Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC), Controle de Tração, direção elétrica, ar-condicionado, Start&Stop e central multimídia.

A nova versão Precision 2019 pode ser equipada ainda com kit Stile, que é composto por rodas de liga leve aro 16” com pneus 195/55, LED design nos faróis, bancos em couro e ajuste de profundidade do volante. Side bags laterais também podem ser somados aos opcionais, assim como o kit Tech, composto por retrovisores externos com rebatimento elétrico e luz de conforto, ar condicionado com controle digital, quadro de instrumentos Hi-Resolution TFT de 7 polegadas, sensor de chuva e sensor crepuscular e retrovisor interno eletrocrômico.

Outra novidade é o kit Bicolor, composto por teto preto, assim como detalhes dos retrovisores externos, acabamento do para-choque dianteiro e do aerofólio traseiro.

Preços:

Argo 1.0 – R$ 46.490
Argo Drive 1.0 – R$ 49.490
Argo Drive 1.3 – R$ 55.090
Argo Drive 1.3 GSR – R$ 61.190
Argo Precision 1.8 – R$ 63.790
Argo Precision 1.8 AT6 – R$ 68.190
Argo 1.8 HGT – R$ 67.490
Argo 1.8 HGT AT6 – R$ 72.990

TESTE: MT-07 2019 ESTÁ MAIS EQUILIBRADA E AGRESSIVA

 

Lançada no Brasil em 2015, a Yamaha MT-07 chega à sua segunda geração. O design está mais agressivo, o conjunto de suspensão aprimorado e os bancos foram redesenhados. Já o motor é o mesmo da versão anterior: dois cilindros em linha de 689cc, quase 75 cv de potência máxima (9.000 rpm) e o torque máximo de 7 kgf.m (6.500 rpm). Disponível nas cores Racing Blue (azul metálico), Matt Gray Fluo (cinza metálico fosco) e Matt Black (preto fosco), a MT-07 2019 chega nas revendas da marca já no próximo dia 20. Preço sugerido de R$33.790, mais frete.

Entre suas concorrentes diretas, a MT-07 vai encarar a Honda CB 650F (motor de quatro cilindros e preço sugerido de R$ 34.900), Ducati Monster 797 (R$39.900) e Kawasaki Z 650 (R$ 29.990). Ambas com motores de dois cilindros.

Com 992 unidades emplacadas entre janeiro e setembro, agora com a reformulação da MT-07 a Yamaha quer crescer ainda mais no mercado naked. Não será por falta de bons motivos. De comportamento dócil e ao mesmo tempo vigoroso, isso acontece em função da adoção da tecnologia Crossplane, que garante entrega da torque e potência sem buracos na aceleração.

Com apenas 183 kg em ordem de marcha, a naked da Yamaha tem a melhor relação peso/potência da categoria: 2,4 kg/cv.

NOVO DESIGN E PAINEL LCD

As mudanças no desenho começaram pelo novo tanque de combustível (14 litros), com destaque para os defletores de ar e abas do radiador. O paralama dianteiro e o farol dianteiro também foram remodelados. O painel de instrumentos, de posicionamento ao centro, tem display em LCD totalmente digital. Conta com relógio, indicadores de marcha e combustível; outros destaques são o conta giros que indica, além da rotação, a faixa de maior torque, e o fundamental indicador de marchas.

Completo, o painel oferece inúmeras outras informações: hodômetro total e parcial, consumo médio, consumo instantâneo, F-trip (hodômetro parcial de reserva de combustível), temperatura do líquido de arrefecimento, temperatura do ar de admissão e o indicador “Eco”, que mostra quando a motocicleta está consumindo de maneira eficiente o combustível considerando rotação do motor, ângulo de abertura da borboleta e velocidade.

CONTROLE E SEGURANÇA

A principal mudança  ficou mesmo na parte ciclística, já que o conjunto de suspensão teve uma boa evolução. Os amortecedores dianteiros ganharam nova calibragem – mola e óleo – e agora o comportamento é mais firme. Já o amortecedor traseiro (monocross) traz ajuste de retorno, além das nove regulagens de compressão da mola, similar ao da irmã mais velha, a MT-09. Segundo Henrique Tunes, consultor técnico da Yamaha, “essas mudanças dão à nova MT-07 maior agilidade, controle, estabilidade e segurança”.

Falando nisso, a nova geração da naked está equipada com sistema de freios formado por dois discos flutuantes de 282 mm e pinças de 4 pistões cada na dianteira, um disco de 245 mm e pinça simples na traseira, e claro, sistema ABS. 

Impressões de pilotagem

A principal característica da MT-07 2019 é seu torque generoso – quase 7 kgfm, disponíveis a 6500 giros. Isso reflete em muita agilidade no trânsito urbano e também poucas trocas de marcha. Em muitos modelos, as reduções são necessárias para que a moto ganhe velocidade. Não é o caso da MT-07. Por exemplo, rodando no corredor, em baixa velocidade e em quarta marcha engatada, o piloto vai dosando bem giro do acelerador e, consequentemente, a entrega de torque à roda traseira.

Nesta hora a naked se transforma em um scooter, de tão controlada e fácil que é a condução. A naked média da Yamaha entrega tanto torque como potência (74,8 cv a 9.000 rpm) de forma bastante linear.


O novo conjunto de suspensão deixou a moto mais firme, mas não tem a pretensão de ter o mesmo desempenho de uma superesportiva. Com nova mola e óleo, a suspensão dianteira – de 130 de curso – absorve bem os impactos com o piso. A traseira, com ajuste do retorno da mola, oferece mais controle. A sensação de segurança também se dá pelos freios, com sistema ABS, que não deixa as rodas travarem. Na dianteira discos duplos e na traseira disco simples dão conta do recado. Para ajudar neste trabalho, a moto conta com pneus de perfil esportivo.

O conjunto ciclístico, aliado a geometria do chassi tubular, ajuda a MT-07 realizar mudanças bruscas de direção com muita propriedade e contornar curvas se torna um grande prazer.


Outro item que agradou foi a ergonomia. O piloto fica praticamente com os braços retos (guidão largo), coluna mais erata e pernas semiflexionadas, que se encaixam perfeitamente ao desenho do tanque de combustível. Assim a condução é feita de forma bastante relaxada.

GOSTEI

Agilidade e versatilidade – características que se destacam em função do torque do motor, que é liberado desde as baixas rotações.
Novo conjunto de suspensão – deixou a moto mais firme e equilibrada. Uma verdadeira fun bike.
Painel de instrumentos – LCD, 100% digital, com múltiplas funções e indicador de marcha no centro. Informações com fácil visualização.

NÃO GOSTEI

Alça do garupa –  A MT-07 não oferece o item que é essencial para transportar um passageiro com segurança;
Assento duro – Apesar do novo desenho do banco, mais amplo e mais largo, a densidade da espuma está um pouco mais macia. Mesmo assim, em viagens mais longas, o piloto vai sentir certa fadiga.
Pouco tecnologia embarcada – Para uma moto que chega ao consumidor final na casa dos R$ 35 mil, só o sistema de freios ABS é muito pouco. Quem sabe na próxima geração da MT-07 teremos controle de tração e modos de pilotagem, itens adotados na sua irmã mais velha, a MT-09.

 

FICHA TÉCNICA MT-07 2019

 

Motor
4 Tempos / DOHC 8 válvulas / Arrefecimento líquido
Cilindradas (cm³) 689
Quantidade de cilindros 2
Diâmetro X curso (mm) 80×68,6
Taxa de compressão 11.5:1
Torque máximo (kgf.m/rpm) 6,9 / 6.500
Potência máxima (cv/rpm) 74,8 / 9.000
Sistema de partida Elétrica
Sistema de lubrificação Cárter Úmido
Capacidade de óleo do motor (L) 3

Capacidade do tanque de combustível (L) (reserva) 14 (2,7L)
Alimentação Injeção Eletrônica
Sistema de ignição TCI
Transmissão primária Engrenagens
Transmissão secundária Corrente
Embreagem
Úmida / Multi-disco
Câmbio 6 velocidades
Tipo de chassi Diamante
Ângulo de cáster 24º 50′
Trail (mm) 90

Pneu dianteiro Bridgestone 120/70 ZR 17M/C (58W)
Pneu traseiro Bridgestone 180/55 ZR 17M/C (73W)
Freio dianteiro Disco duplo hidráulico com sistema ABS
Ø do freio dianteiro 282
Freio traseiro Disco hidráulico com sistema ABS
Ø do freio traseiro (mm) 245
Suspensão dianteira Garfo telescópico
Suspensão traseira Balança traseira tipo Monocross com link
Curso da suspensão dianteira (mm) 130
Curso da roda traseira (mm) 130

Comprimento total (mm) 2.085
Largura total (mm) 745
Altura total (mm) 1.090
Altura do assento (mm) 805
Altura mínima do solo (mm) 140
Peso em ordem de marcha (kg) 183
Distância entre eixos (mm) 1.400

 

DOC MOTO: HARLEY FXDR 114 NO BRASIL E AS NOVAS CORES PARA 2019

 

Antes que me perguntem, o lineup brasileiro terá sim a nova FXDR 114 e a Sport Glide, que foi lançada como modelo mid-year em 2018. Ambas já estão em processo de homologação no País. Abaixo minha percepção e comentários sobre os modelos e as paletas de cores.

Como cheguei nos EUA em pleno Labor Day (feriado americano análogo ao nosso Dia do Trabalho) acreditei que não iria encontrar lojas abertas no estado da Flórida. A minha primeira opção foi a Palm Beach Harley-Davidson que, de fato, estava fechada. Segui adiante para a pequena cidade de Stuart para conhecer a revenda Treasure Coast Harley-Davidson. Lá fui razoavelmente bem atendido e digo, razoavelmente, pois minha intenção era apenas olhar os novos modelos e comprar uma camisa que procurava. Lá pude ver algumas motos em cores que potencialmente me interessariam no Brasil, já que as mudanças da linha Harley 2019 foram principalmente cosméticas, vamos lá:

FXDR 114

Divulgação

O modelo foi o único lançamento para a linha 2019 (até o momento) e fonte de muitos comentários tanto positivos, como negativos. De uma maneira geral, a moto traz linhas bem agressivas e, com certeza, vai atrair o público que ficou órfão da família da V-Rod. Como só tive a possibilidade de ver em Vivid Black posso dizer que o modelo lembra, em alguns aspectos, a Night Rod Special, principalmente no tocante a posição de pilotagem.

Divulgação

O banco é um tanto desconfortável para longos percursos, mas o propósito do modelo não será este. E para quem perguntar, a tampa atrás do banco sai e dá para um “buraco” que não pode se chamar de porta-trecos. Na verdade, a intenção da marca foi deixar um espaço para a instalação de um banco para uma eventual garupa.
De fato, o filtro de ar, que foi desenhado para ser algo similar ao oferecido pela linha Screamin’ Eagle, ficou um tanto estranho, virando alvo de piadinhas no Brasil, já que foi comparado com uma furadeira Bosch. Realmente, o brasileiro é muito criativo.
Uma solução que achei um tanto estranha e levanta dúvidas quanto sua durabilidade é o “para-lama” traseiro. A peça é feita em plástico.

Divulgação

A FXDR 114 promete ser um sucesso de vendas, especialmente por deixar o motor de arrefecimento líquido de lado e ter instalado no berço do chassi o tradicional V2 com refrigeração a ar, que traz de volta o som do motor digno de uma HD, ainda que o Milwaukee Eight não se compare com o som dos Evolution.

Heritage Classic


Billiard Blue & Billiard White. Esta combinação de cores ficou muito interessante e talvez ficasse melhor ainda se a Heritage tivesse os cromados de volta. Se a HD-BR decidir incluir como opção será uma cor popular . Com o motor 107 Milwaukee Eight haverá duas opções de cores em dois tons para a Heritage: Wicked Red e Twisted Cherry (já conhecida da linha 2018, em outros modelos).
O azul, que parece em fotos como sendo um azul-marinho brilhante, ao vivo dá a impressão de ser uma cor sólida, que não fica tão bonita assim a não ser na combinação de dois tons.

Fat Boy


Talvez uma das cores mais bonitas para 2019 e que estará na Fat Boy e na Deluxe (na Heritage terá uma opção dois tons, porém só na versão equipada com o motor de 114 Milwaukee Eight). É um marrom metálico, lindo, chamado de Rawhide. Estará disponível também como opção Denim (fosca) na Iron e também na Fat Bob. Porém a cor metálica é algo simplesmente maravilhosa e de muito bom gosto.

Deluxe e Low Rider


Em 2018, a opção de dois tons de marrom com prata foi uma combinação interessante, entretanto, para 2019 a HD preferiu seguir uma linha mais tradicional em oferecer um azul (diferente da Heritage) com prata, chamado de Midnight Blue & Barracuda Silver. Quem olha a moto dentro do showroom tem uma certa dificuldade em ver que a cor é azul, pois é tão escuro que facilmente se confunde com preto.
Na foto acima, a Deluxe até dá para parecer que é azul. A Low Rider também ganhou a cor Midnight Blue, que também parece preto.
Outra cor que pude ver na Low Rider foi o Barracuda Silver, que também deixa a moto bonita (ainda que preferisse o Bonneville Salt, de 2018).

Slim


A Slim na foto promocional tanto do site da HD como do catálogo, em Billiard Blue, faz parecer que a moto é um azul lindo, metálico, mas ao vivo perde um pouco o impacto. Entretanto, há um amarelo fosco chamado de Rugged Gold Denim que ficou bem interessante, além do mesmo vermelho fosco das touring. Resta saber quais serão as cores que a HD-BR pretende comercializar. Gosto não se discute. Façam suas apostas?

Texto e Fotos Dan Morel, do Blog Doctor Dan, especial para MinutoMotor