LEVORIN FAZ 75 ANOS E AMPLIA LINHA DE PNEUS PARA SCOOTERS

Para comemorar os 75 nos da empresa e ampliar sua participação no segmento moto, a Levorin – que hoje pertence ao grupo Michelin – apresentou uma nova linha de pneus para scooter, que atente a diversos modelos entre 100 a 300cc. Com design moderno, o novo pneu Matrix Scooter é um produto que pode ser usado sem câmara que foca no conforto da pilotagem, unindo aderência e segurança na frenagem em pista molhada. Isso em virtude desenho com sulcos em aclive para melhorar o escoamento de água.Há dez medidas disponíveis ao consumidor no varejo, cobrindo 95% do segmento scooter. Para os pneus dianteiros, as medidas são: 3.50-10, 90/90-10, 90/90-12, 90/90-14, 110/70-13, 110/70-16. E para os pneus traseiros: 100/90-10, 130/70-13, 100/90-14, 130/70-16. Para exemplificar, o novo pneu Matrix Scooter pode ser usado nos modelos Suzuki Burgman (90/90-10 e 100/90-10), Honda Lead (90/90-12 e 100/90-10), Yamaha NMax (110/70-13 e 130/70-13), Honda PCX (90/90-14 e 100/90-14) e até no Dafra Citycom 300i (110/70-16 e 130/70-16).“Retomamos o nome Matrix, referência em motos, oferecendo pneus para scooters de 100 a 300cc com design moderno e esportivo. A novidade chega para completar nosso portfólio de produtos com novas tecnologias, qualidade e confiança”, afirma Francis Ferreira, presidente da Levorin.

VESPA: HISTÓRICA, VERSÁTIL E MODERNA

Fim da Segunda Grande Guerra Mundial. Povo europeu mentalmente abalado, economicamente arruinado e materialmente destruído. Eram necessários meios de transporte financeiramente viáveis e que não consumissem o então caro e raro combustível. Rodas de trem de pouso, motores de popa e de partida de aviões, além de tubulações destinadas a armamentos. Eram os elementos disponíveis! Neste contexto de poucos recursos surgiu a Vespa, um ícone da genialidade em prol da mobilidade. A Itália e, consequentemente, a Europa, precisava rodar. As videiras e as oliveiras tinham que voltar a produzir para gerar receita. Afinal se a gasolina estava escassa, o dinheiro estava muito mais. E a reconstrução do “Velho Continente” gerou a racionalização de recursos, mas não de ideias.

No início da década de 1940, Enrico Piaggio e Corradino D’Ascanio não tinham noção do que estavam criando. Que o reaproveitamento de muitas peças e partes sucateadas resultaria em um dos veículos que mudaria o conceito de ir e vir que nos norteiam até hoje. No início de 1946, um pequeno e extravagante veículo de duas rodas foi apresentado. Prático e econômico, a Vespa foi projetada especialmente para jovens com espírito de liberdade e mulheres, que agora poderiam finalmente pilotar vestindo saia e sem sujar os sapatos.

O veículo foi batizado de Paperino (Pato Donald, em italiano – acima, à esq.), mas Enrico Piaggio, vendo a silueta de sua criação disse: “Parece uma vespa. E a Vespa nasceu com o seguinte slogan: 80 mil liras para um sonho de liberdade a 60 quilômetros por hora”. Tudo começou com o modelo MP5.

The Oscar Goes To

Mas foi o cinema que decretou o sucesso de público e crítica do produto. A Vespa se tornaria em poucos anos o símbolo da Itália Pós-Guerra e se transformaria em cobiçado objeto de cena de muitos filmes e cartões postais da “Vecchia Botta”. Em particular, o filme ‘Roman Holiday’ (A Princesa e o Plebeu), estrelado por Audrey Hepburn e Gregory Peck. O casal cruza a capital Roma em uma Vespa branca. A inesquecível cena produzida em 1953 se transformaria em um verdadeiro spot publicitário para o fabricante.


Depois disso nenhum turista ficou imune à possibilidade de alugar, mesmo que por apenas por algumas horas, o mítico veículo de duas rodas para circular pelas principais cidades italianas como, por exemplo, Milão, Turim, Gênova e Florença, além, é claro, na “Cidade Eterna” de Roma e seus monumentos históricos. Há quem prefira mergulhar – de corpo, alma e de Vespa – na charmosa Costa Amalfitana.

Museo Piaggio

Quer fazer uma viagem no tempo e conhecer melhor a história da Vespa? Então visite o Museo Piaggio di Pontedera, que fica no coração da Toscana, perto de Pisa, ‘piccolo paese’ famoso por sua torre inclinada. Com certeza será uma experiência inesquecível. Completamente renovado este ano, o Museo Piaggio ocupa hoje cinco mil metros quadrados, recebeu mais de 600 mil visitantes e conta com mais de 50 Vespa, sem contabilizar modelos de competição. A coleção traz modelos da década de 1940 até a edição comemorativa 946 Emporio Armani (acima), de 2015. O modelo é uma releitura de grife construído em 1946. Foi criado em homenagem aos 40 anos da Armani e aos 130 anos do Grupo Piaggio. Além do design impactante, a 946 foi concebida com freios ABS.

Em função de sua infraestrutura e quantidade de veículos, o Museu Piaggio di Pontedera é, hoje, o maior e mais completo museu italiano dedicado ao segmento de duas rodas. O acervo recebe exemplares únicos que contam não apenas a história da Vespa, mas também de outras marcas do Grupo Piaggio, entre elas: Aprilia, Gilera e Moto Guzzi. Mais informações, acesse: www.museopiaggio.it

Texto João Tadeu Boccoli, do Pitacos do Vovô, especial para o MinutoMotor

SCOOTER: PREVISÃO DE 68 MIL UNIDADES EM 2018

O fim do primeiro trimestre trouxe boas novas para a indústria de duas rodas. Produção teve crescimento de 12,2% e vendas no varejo – aquelas da revenda para o consumidor final – apresentaram incremento de 3,98%, sempre na comparação com mesmo período do ano passado. Desta forma, tanto a Abraciclo, que representa os fabricantes de motos; quanto a Fenabrave, que reúne os concessionários, já apostam um 2018 com números mais expressivos em todo o segmento automotivo. Neste clima de recuperação, um produto vem se destacando no cenário nacional: o scooter. Segundo as montadoras, o simpático veículo deve chegar até o final do ano com 68 mil unidades vendidas no atacado, ou seja, do fabricante para as concessionárias.


Ano a ano, desde 2015, o scooter é um produto fora da curva, com resultados bem acima do mercado. Com 35.696 unidades vendidas em 2015, encerrou ano passado com 58.228 scooter entregues à rede, ou seja, crescimento de quase 40%. Até o final deste ano, a Abraciclo prevê aumento de 16,7%, com quase mais 10 mil unidades a mais repassadas para as concessionárias se comparado a 2017. No primeiro trimestre já foram entregues exatas 15.321 scooters em vendas no atacado, o que representa 31,4% de crescimento. Números expressivos para a categoria que tem cerca de 7% do mercado nacional de duas rodas.


No varejo, duas marcas polarizam a atenção do consumidor: Honda e Yamaha. Neste ranking ditado pela facilidade de condução e mobilidade urbana, o líder PCX 150 está anos luz à frente da concorrência. De janeiro a março foram emplacadas 8.116 unidades do modelo Honda. Em uma briga interna, Nmax e Neo 125 duelam venda a venda o motociclista, principalmente o iniciante. Resultado: 2.976 para o Nmax, contra 2.594 para o Neo. Fechando a categoria, vem o SH 150. Foram licenciadas 1.723 unidades do scooter de roda grande (16 polegadas) da Honda. Nesta categoria os preços variam entre R$ 8.190 (Neo) e R$ 12.450 (SH 150).

HONDA X-ADV, UM SUV EM DUAS RODAS

Um dos principais destaques da Honda na última edição do Salão Duas Rodas, o X-ADV – misto de scooter e moto aventureira – pode rodar no asfalto e na terra com a mesma desenvoltura. O SUV em duas rodas tem preço sugerido de R$ 52.500 e traz muitas novidades em termos de design e tecnologia embarcada. Porém, segundo a montadora, o primeiro lote foi totalmente vendido. O maxiscooter usa motor de dois cilindros e 750cc (54,8 cv de potência máxima), o mesmo que equipa a linha NC vendida aqui no Brasil.

Com transmissão de seis velocidades e tecnologia DTC, as trocas de marchas podem ser feitas de duas maneiras: automática (Drive ou Sport) ou manual. O X-ADV conta ainda com sistema de freios ABS, suspensão de logo curso (invertida na dianteira) e computador de bordo. Confira as principais características deste polivalente modelo que foi baseado na City Adventure, protótipo apresentada no Salão de Milão de 2105.

Design – O design agressivo, de linhas facetadas, faz do X-ADV um maxiscooter robusto, que oferece praticidade e conforto.
Iluminação – Além de garantir melhor visibilidade e mais economia, a iluminação Full LED da X-ADV remete sofisticação e modernidade.

Para-Brisa – O maxiscooter da Honda oferece cinco opções para ajustar a altura do para-brisa. Proteção garantida contra vento e chuva.
Protetor de Mão – Comum em motos off-road, este tipo de protetor protege as mãos do piloto contra galhos e pedras.

Tomada 12 V – O porta-objetos do X-ADV – com capacidade para acomodar um capacete off-road – tem iluminação interna de LED e uma tomada 12 V para carregar o smartphone.
Rodas Raiadas – Como em uma moto off-road, o modelo conta com rodas raiadas: com 17’’ na dianteira e 15” na traseira e calçadas com pneus de uso misto.

Dimensões – Com peso a seco de 223 kg, o X-ADV mede 2.245 mm de comprimento e distância entre-eixos de 1.590 mm. A distância mínima do solo é de 165 mm. Já a altura do assento, 820 mm.
Freios ABS – Para ampliar a segurança, os freios ABS da X-ADV inspiram confiança e proporcionam uma frenagem precisa em qualquer terreno sem travar as rodas.

Smart Key – O X-ADV conta com o sistema inteligente, que permite ligar o motor sem precisar colocar a chave no contato.
Transmissão DCT – O X-ADV tem transmissão DCT com três tipos de configuração: uma manual e duas automáticas. No modo automático Sport, por exemplo, o maxiscooter fica ainda mais ágil.

Computador de Bordo – Semelhante ao da CRF450 Rally, o painel digital oferece múltiplas informações: hodômetros total e parcial, indicador de marcha e temperatura do ar, relógio, calendário, tacômetro e consumo de combustível.