POR DENTRO DA LINHA SOFTAIL 2018 DA HARLEY

Piloto motos Harley-Davidson há 20 anos. Já estive na sede e na fábrica da companhia em Milwaukee (EUA), além de conhecer a linha de montagem da H-D em Manaus (AM). Aliás, a única fora dos Estados Unidos. No final de março fui convidado para uma nova experiência com marca: participar de um curso na escola Senai-SP, que fica no bairro do Ipiranga. A ideia era dessecar a linha Softail 2018, formada pelos modelos Street Bob, Fat Bob, Slim, Deluxe, Fat Boy, Heritage Classic e Breakout.

Sob o comando do instrutor Jefferson de Queiroz (acima), o grupo aprendeu as características comuns entre os novos modelos, além de suas diferenças como, por exemplo, ângulo de inclinação do garfo dianteiro, capacidade do tanque de combustível e regulagem do amortecedor traseiro. No caso específico da Fat Boy e da Breakout os braços das suspensões traseiros são mais largos, já que as motos ganharam pneus mais largos. O pneu traseiro da Breakout tem 240mm.

A “cereja do bolo” foi conhecer internamente o motor Milwaukee-Eight “B”, que traz dois balanceiros sincronizados com a árvore de manivelas. Ou seja, menor incidência de vibração. A família Softail ganhou estes big-twins nas versões de 107 e 114 polegadas (1.753 cm³ e 1.868 cm³, respectivamente). Ambos com radiador de óleo para ajudar a dissipar o calor. Para completar foi hora de fazer exercícios práticos. O primeiro verificar códigos de falha que se apresentam no painel. Na sequência remover e instalar a bateria; depois trocar do cabo da embreagem e, por fim, tirar o tanque de combustível de uma Softail.
Para realizar as tarefas é preciso calma, organização e seguir o passo-a-passo para a realização de cada procedimento específico. Separar as ferramentas primeiro é uma excelente ideia. No caso da retirada do tanque, o jornalista-aprendiz teve que remover outras partes da moto: painel e até a bomba de combustível. Como em qualquer outra missão, os procedimentos devem ser seguidos à risca. Isso é garantia de um bom trabalho e no menor tempo possível. O difícil mesmo é saber quanto de força deve ser usada para reapertar o parafuso. Para isso nada melhor que utilizar o torquímetro. Pilotar uma Harley é uma tarefa fácil e prazerosa. Mas nada melhor que estar sobre uma máquina e ter conhecimento técnico de como funciona cada componente. Ou seja, conteúdo nunca é demais, mesmo sobre duas rodas. (Texto: Aldo Tizzani / Fotos: Johanes Duarte / Photo and Road)