VÍDEO: KAWASAKI NINJA ZX-6R: ESPORTIVA NA MEDIDA CERTA

Com preço sugerido de R$ R$ 49.990, a Kawasaki traz de volta ao mercado brasileiro a icônica Ninja ZX-6R (636), já em sua versão 2020. Totalmente reformulada, a moto têm design mais radical e muita eletrônica embarcada. Conta com controle de tração em oito níveis de atuação, três modos de pilotagem, freio ABS e o modelo a adotou ainda o ‘quick-shifter’, sistema no qual o motociclista não precisa acionar a embreagem para subir marchas.

Com essa moto, a marca japonesa quer preencher rapidamente uma lacuna deixada pela concorrência na classe supersport 600cc e, obviamente, atrair uma boa parte de novos e experientes fãs das motos carenadas. A previsão da Kawasaki é vender cerca de 100 unidades/mês da nova ZX-6R.

Já que não é preciso de uma 1000cc para se divertir em um autódromo, a superesportiva média da Kawa traz muitas qualidades e novidades, porém seu coração é um velho conhecido dos apaixonados pela família Ninja: o motor de quatro cilindros em linha de 636cc. Claro que o propulsor passou por uma atualização, principalmente para atender normas ambientais de emissões.

O motor gera 136 cv de potência máxima a 13.500 rpm, com indução de ar, e torque máximo de 7,2 kgf.m a 11 mil giros. Essa conhecida arquitetura traz características que ajudam a moto rodar com desenvoltura desde as baixas rotações, o que leva o modelo a ser “usável” na cidade, mas também com muito apetite para acelerar nas estradas ou circuitos. Para ajudar nas trocas de marcha (câmbio de 6 velocidades), a nova Ninja conta com embreagem deslizante e ‘quick-shifter’.

Motor e ciclística estão ancorados no quadro perimetral em alumínio. Detalhe: a moto usa freios a disco (duplo de 310mm na dianteira e simples de 210mm na traseira), ambos em formato margarida. Já as suspensões são Showa – invertida na frente e balança com monoamortecedor na roda de trás. Falando nisso, esta Ninja usa rodas aro 17 polegadas que estão calçadas com pneus Bridgestone Battlax S22.

Já o design une as linhas de sua irmã mais poderosa, a H2, com os grafismos da Kawasaki Racing Team, com desenho muito semelhante a moto do tetracampeão mundial de Superbike, Jonathan Rea. A ZX-6R conta ainda com faróis e lanterna em LED e seu peso total é de 196 quilos (abastecida).

Na pista
Para este primeiro contato com a 636, a Kawasaki convidou os jornalistas para testar o modelo na pista da Fazenda Capuava, no Interior de São Paulo. Boa escolha para essas primeiras impressões: parque fechado e a possibilidade de extrair o máximo do conjunto. De cara a moto impressiona por seu design, mas é na pista que ela mostrou todas suas qualidades: bom equilíbrio entre potência e torque.

Com entre-eixos mais curto, a Ninja ZX-6R é extremamente leve e ágil. Fácil de pilotar, a moto tem muita facilidade para rápidas mudanças de direção. Suspensão e freios são eficientes e trabalham em harmonia. Obviamente, o destaque vai para a boa dose de eletrônica, já que é possível fazer múltiplas combinações entre modos de pilotagem e controle de tração. Desde uma tocada mais contida para a cidade, como um acerto para acelerar sem dó na pista. E é essa variação de comportamentos que fazem da 636 uma moto gostosa de acelerar na pista. Já o conforto é proporcional à proposta do modelo.

É, com certeza, uma boa opção para quem quer uma supersportiva de quatro cilindros em linha, nas não tem condições – físicas, experiência ao guidão ou financeira – para pilotar modelos de 1000cc e 200 cv de potência máxima. Ou seja, a Ninja 636 é uma moto dócil, controlável e muito equilibrada. O modelo só reforça o que escrevi no início do texto: “que não é preciso de uma moto de 1000cc para se divertir em um autódromo”. A reformulada Ninja ZX-6R está na medida certa para altas doses de adrenalina!!!

Equipamentos de segurança usados pelo MinutoMotor no test-ride da Kawasaki ZX-6R
Capacete: LS2 Arrow
Macacão: Dainese
Botas: Dainese
Luvas: Dainese

VÍDEO: CIVIC SI VERSUS CBR 1000RR FIREBLADE SP. QUAL É A SUA PRAIA?

VÍDEO: CIVIC SI VERSUS CBR 1000RR FIREBLADE SP. QUAL É A SUA PRAIA?

Esportividade é um termo bastante habitual na Honda e muitas vezes levado ao extremo: basta olhar a quantidade de títulos mundiais que a empresa fundada por Soichiro Honda conquistou nas principais categorias do esporte a motor, entre Formula 1 e MotoGP. Neste comparativo colocamos lado a lado o que a marca japonesa tem de mais especial no mercado brasileiro: de um lado o Civic SI e do outro, a CBR 1000RR Fireblade SP. Em comum o DNA esportivo e a boa dose de tecnologia embarcada. Isso sem falar que os dois veículos compartilham da mesma arquitetura do motor: um quatro cilindros em linha. Uma pergunta: qual é a sua praia? Moto ou carro?

Produzido pelo MinutoMotor em parceria com a Miopia Filmes, este conteúdo contou com a participação de André Deliberato, um especialista no assunto que trabalhou sete anos em UOL Carros. Neste comparativo entre os modelos mais “apimentados” da Honda, Deliberato – que oficialmente passa a colaborar com o MinutoMotor – nos empresta todo seu conhecimento para falar desse rojão de 208 cv de potência máxima, que mais parece um kart com ar-condicionado.

Guiar o Civic Si significa ter a mais pura esportividade japonesa em suas mãos. Câmbio preciso com engates extremamente rápidos, motor turbo com fôlego de sobra e dinâmica com excelente comportamento em curvas: o Si 2019 une todas as melhores características de um kart em um cupê de alto desempenho. Sim, cupê! O novo Civic Si só chega importado ao Brasil na versão de duas portas e com caimento exclusivo na coluna traseira. Custa R$ 162.900.

Pilotar a CBR 1000RR Fireblade SP é ter uma moto de competição homologada para a rua. O modelo é utilizado pela Honda na principal categoria da motovelocidade nacional, a Superbike Brasil. Não é um ‘brinquedo’ para pilotos inexperientes, já que potência e torque se apresentam de forma instantânea, isso em função do acelerador eletrônico.

A Fireblade SP conta com seis modos de pilotagem, sendo três já pré-programados e outros dois totalmente customizáveis. Para uso em pista, por exemplo, a entrega de potência é absurda e as trocas de marchas via quickshift são rápidas e precisas. Até o pneu da SP é homologado para pista, que oferece maior aderência, principalmente em curvas mais acentuadas. Resumindo: motor, ciclística e eletrônica estão na mesma sintonia. O que reflete em um controle total numa pilotagem mais agressiva! Custa R$ 79.900.

DUCATI BR: CRESCIMENTO, CONCESSIONÁRIA MODELO E NOVA SUPERESPORTIVA

DUCATI BR: CRESCIMENTO, CONCESSIONÁRIA MODELO E NOVA SUPERESPORTIVA

Enfim, a luz. Depois de um período de forte retração, o segmento de duas rodas está se recuperando de forma gradativa. Segundo dados da Fenabrave, que reúne os concessionários de todo o País, o setor teve crescimento de quase 18% no primeiro trimestre, comparado ao mesmo período de 2018. No acumulado do ano já foram vendidas quase 260 mil motos. Essa retomada de crescimento tem dado uma injeção de ânimo ao mundo corporativo, que não está poupando esforços para ampliar sua capilaridade. Bons exemplos não faltam!

A Triumph, por exemplo, abriu revendas em Várzea Grande (MT) e Fortaleza (CE), além da reinaugurar a Triple, que foi para o Distrito de Sousas, em Campinas (SP). A marca inglesa também prometeu cinco lançamentos para este ano. A Harley-Davidson deve ter mais uma revenda na região Sudeste, que também terá uma realocação. Tudo indica que a marca norte-americana reabrirá uma loja na região Nordeste. Em março, a Ducati inaugurou revenda em Campo Grande (MS), sua primeira concessionária integrada no modelo Audi-Ducati. É a décima loja da marca italiana no Brasil.

O novo formato inclui um espaço exclusivo de 100 metros quadrados para motocicletas com oficina e pátio. Já a área de showroom apresenta um novo modelo de exposição – as motocicletas estarão distribuídas pela concessionária ao lado dos carros da Audi -, numa sinergia entre os modelos de quatro e duas rodas.

Crescimento
Falando na “Ferrari das Motos”, 2019 começou acelerado. A marca italiana registrou o melhor trimestre desde o início da sua operação no País em 2012. Foram 297 unidades emplacadas impulsionando um crescimento de 26% da marca nos primeiros três meses do ano no comparativo com igual período de 2018.

“Este resultado inédito é reflexo do trabalho consistente realizado pela Ducati do Brasil nos últimos dois anos e meio. Sem dúvida a unidade brasileira está em seu melhor momento”, explica Diego Borghi, presidente da subsidiária no País. Segundo o executivo, além da consistência nas ações, “temos sido persistentes ao demonstrar que é possível conquistar mercado, melhorar a rentabilidade e aumentar a capilaridade no território brasileiro. Só para comparar, o mercado de duas rodas acima de 500 cm3 evoluiu apenas 4,3% nos primeiros três meses do ano”, afirma Borghi.

Panigale V4 R à venda
Para deixar os ducatistas, amantes da velocidade ainda mais animados, a marca confirmou a pré-venda da Panigale V 4 R. A nova superesportiva apresenta um novo motor Desmosedici Stradale R, de quatro cilindros, 998 cm3, que oferece 221 cv de potência máxima, distribuídos em apenas 172 quilos.

As encomendas da versão R, modelo mais potente e de maior desempenho já construído pela Ducati, serão feitas por meio dos concessionários. O preço da Panigale V4 R é de R$ 250 mil. Para fazer parte deste seleto grupo, o abonado piloto deverá pagar 20% do valor da moto (R$ 50 mil) já no ato da reserva.

VÍDEO: NOVA CBR1000RR FIREBLADE TEM TECNOLOGIA DE ROBÔ

VÍDEO: NOVA CBR1000RR FIREBLADE TEM TECNOLOGIA DE ROBÔ

Com a nova Honda CBR 1000RR Fireblade, a Honda voltou com força total ao mercado das superesportivas. A moto chega mais leve (15 quilos menos que sua antecessora), mais potente – agora são 192 cv de potência – e com muita tecnologia embarcada, que veio até do robô humanoide Asimo. O conceito “Controle Total” adotado pela Honda está na raiz da versatilidade do modelo, que custa a partir de R$ 69.900, em sua versão ABS.

A CBR 1000RR foi 100% renovada em 2017, ano de seu 25º aniversário, porém manteve seu DNA esportivo e com uma bela injeção de tecnologia. Para gerenciar toda sua cavalaria, a Honda adotou o RMSS – Riding Mode Selectable System, que permite ao piloto escolher vários modos adequados às condições de uso, necessidades e características de pilotagem.

Através da unidade de medição inercial IMU – Inertial Measurement Unit – ocorre a análise em tempo real com leitura em cinco eixos (três de aceleração e dois de velocidade angular) e, consequentemente, determinando assim a ação do controle de tração HSTC – Honda Selectable Torque Control System – em nove níveis e a exata gestão da derrapagem da roda traseira sob a precisa ação do acelerador eletrônico. Resumindo, o IMU monitora vários parâmetros dinâmicos. E é essa filosofia que está presente no robô humanoide Asimo.

A plataforma inercial IMU, fornecido pela Bosch, está integrada ao ABS e limita a elevação da roda traseira em frenagem (RLC – Real Lift Control) como o levantamento da roda dianteira sob aceleração. Os três modos de pilotagem (gestão eletrônica selecionáveis) – Street (Estrada), Circuit (Circuito) e Mechanic (Mecânico) – podem ser ajustados durante a condução por meio de seletores que ficam no punho esquerdo. Todas as operações podem ser conferidas no painel LCD TFT colorido.

Importada do Japão, a nova CBR1000RR Fireblade está disponível em duas versões: CBR1000RR Fireblade ABS e CBR1000RR Fireblade SP, com mais eletrônica ainda. Ou seja, uma superbike pronta para a pista. Os preços sugeridos são de R$ 69.990 e R$ 79.990, respectivamente. A garantia é de 3 anos sem limite de quilometragem e durante esse período a moto conta com o “Honda Assistance”, com assistência 24 horas.

COM A CLÁSSICA Z900 RS, KAWASAKI COMEMORA10 ANOS DE BRASIL

A Kawasaki Motores do Brasil está em festa. A marca comemora 10 anos de operação oficial no País. A inauguração da primeira concessionária na capital paulista em 2008 e, no ano seguinte, a instalação de uma linha de montagem em Manaus (AM), deram o ‘start’ para uma trajetória de crescimento sustentado e consolidação das “verdinhas” junto ao motociclista brasileiro. Em uma década de Brasil, a subsidiária da Kawasaki Heavy Industries já produziu pouco mai de 64 mil unidades. Para fechar com have de ouro, a Kawa deverá oficializar a comercialização da Z900 RS, uma clássica moderna que foi apresentada quase que simultaneamente nos salões de Milão (Eicma) e Duas Rodas (São Paulo) no final do ano passado. No melhor estilo retrô, mas motor e ciclística atual, a moto chega no início julho e o preço sugerido é de R$ 48.990.

Desde o início das operações, o objetivo da Kawasaki foi o de oferecer uma linha diversificada de motos, alinhada com os principais lançamentos mundiais da marca. A companhia buscava trazer opções de modelos e categorias inéditas no Brasil. Bons exemplos não faltam, como a Ninja 250R, uma mini-esportiva que elevou a categoria de baixa cilindrada a um novo patamar; e a Z750, uma naked que ocupou uma lacuna entre média e alta cilindrada. De lá pra cá surgiram outras boas novidades, como a insana H2R, superesportiva equipada com um compressor (supercharger).

“Esses modelos reforçam nosso histórico de inovação globalmente, já que acabávamos de criar novos segmentos no mercado nacional, lançando uma tendência posteriormente seguida até por nossos concorrentes”, destaca Sonia Harue, gerente comercial e de marketing da Kawasaki. “Inovação é algo que realmente faz parte de nossa história de mais de 140 anos no mundo todo e ela não fica restrita às atualizações tecnológicas, à busca constante por entregar desempenho e a um belo design”, concluí Sonia Harue.

Confira abaixo os fatos que marcaram a trajetória da Kawasaki no Brasil

2008
• Início das atividades da Kawasaki Motores do Brasil com a inauguração de uma revenda. A esportiva Ninja ZX-6R é primeiro modelo comercializado oficialmente no País

2009
• Inauguração da fábrica em Manaus (AM) e os lançamentos de três ícones da marca: a mini-esportiva Ninja 250R; a naked Z750, a primeira motocicleta quatro cilindros produzida fora do Japão e a superesportiva Ninja ZX-10R

2010
• Fábrica de Manaus atinge 10.000 motos produzidas

2011
• Os modelos Z1000 e Versys 650 começam a ser montados no Brasil

2012
• Lançamento da Ninja 300, modelo que substituiu a Ninja 250R. A marca inicia as vendas da Concours 14, grã-turismo com motor de 1.400 cc e derivada da esportiva ZX-14

2013
• Comemoração dos primeiros cinco anos da Kawasaki Motores do Brasil

2014
• Chega ao mercado a Ninja 1000. A nova geração da sport-touring traz controle de tração, três modos de mapeamento do motor e malas laterais na cor da moto
• Fábrica de Manaus atinge a marca de 48 mil unidades produzidas desde o início das atividades em 2009

2015
• A Kawasaki trouxe para o Salão Duas Rodas a novíssima ZX-10 R, que estreou simultaneamente em Barcelona (Espanha) e São Paulo
• Lançamento da Z300, naked de baixa cilindrada inspirada nas motos da linha Z: Z1000 e Z800
• Lançamento da custom Vulcan S

2016
• Lançamento da superesportiva H2R, equipada com um compressor (supercharger), que atinge incríveis 326 cv de potência

2017
• Lançamento das nakeds Z650 e Z900
• Início da produção nacional dos modelos off-road KX250 e KX450
• Lançamento da Versys-X 300, modelo de entrada da linha aventureira da Kawasaki

2018
• Produção acumulada da Kawasaki no Brasil ultrapassa as 64 mil unidades
• A retrô Z900 RS traz motor de quatro cilindros e 111 cv, controle de tração e iluminação em LED