TESTE-DRIVE: JEEP COMPASS LONGITUDE, O QUERIDINHO DO MERCADO

Com preços a partir de R$ 111.990, o Jeep Compass pode ser considerado um sucesso de vendas. Primeiro por ser o SUV mais emplacado no acumulado até novembro, com 55.522 unidades de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo, por estar entre os dez veículos mais emplacados de todo o Brasil. Minuto Motor pode avaliar a edição limitada Night Eagle, baseada na versão Longitude, para conhecer os atributos do utilitário que conquistou o mercado. Infelizmente, já não é mais possível encontrar a Night Eagle nas concessionárias. Uma pena!

Equipado com motor quatro cilindros, 2.0 Tigershark Flex, o propulsor é capaz de desenvolver 166 cv e 20,5 kgfm a 4.000 rpm quando abastecido com etanol e 159 cv e 19,9 kgfm a 4.000 rpm com gasolina, levando o Jeep Compass de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos e com velocidade máxima de 192 km/h, sempre com câmbio automático de 6 velocidades, com opção de trocais manuais graças as aletas atrás do volante. Além da versão flex 4×2, também é possível encontrar nas concessionárias o modelo equipado com o motor turbodiesel 2.0 Multijet II 4×4, com nove marchas, 170 cv a 3.750 rpm e 35,7 kgfm a 1.750 rpm (Longitude, Limited e Trailhawk).

Com visual que agrada boa parte dos consumidores, sempre com linhas bem resolvidas, sobretudo pela grade dianteira com as tradicionais sete fendas verticais, o Jeep Compass Longitude 2019 conta com rodas de 18 polegadas, retrovisores laterais com rebatimento elétrico e tela de 7” no painel de instrumentos.
Ainda nos itens de série, o utilitário esportivo conta com controle de estabilidade, que inclui sistemas eletrônicos anticapotamento, ar-condicionado digital bizona, bancos revestidos em couro e central multimídia com tela de 8,4 polegadas compatível com Apple CarPlay e Android Auto, além de assistente de partida em rampa e monitoramento de pressão dos pneus.

O Compass conta também com coluna de direção com regulagem de altura e de distância, regulagem manual da altura do banco, câmera de ré com ótima visualização na tela multimídia, volante com comandos de telefonia, som e controle de velocidade, garantindo boa ergonomia para os ocupantes e motorista, deixando a dirigibilidade mais agradável.

Numa viagem entre São Paulo e Pouso Alegre (MG), com direito a conhecer o Laboratório Nacional de Astrofísica, localizado em Itajubá, também no estado mineiro, o Compass mostrou-se confortável e com comportamento exemplar para quatro ocupantes e malas. Durante o trajeto, de aproximadamente três horas, foi possível conhecer um pouco mais dos atributos do utilitário, suas tecnologias e sistemas eletrônicos. Pena que o motor 2.0 TigerShark Flex poderia ser um pouco mais forte.

Texto e Fotos: Fernando Eduardo, especial para o MinutoMotor

 Ficha técnica – Jeep Compass 2.0 flex Longitude 4×2

Motor – de quatro cilindros linha, flex, 1.995 cm³ de cilindrada, com potências de 166 cv (etanol) a 6.000 rpm e 159 cv (gasolina) a 6.000 rpm e torques máximos de 20,5 kgfm (etanol) a 4.000 rpm e 19,9 kgfm (gasolina) a 4.000 rpm
Transmissão – tração dianteira e câmbio automático de seis marchas
Direção – tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica
Freios – disco ventilado na dianteira, e sólido na traseira
Suspensão – dianteira, McPherson, com barra estabilizadora; traseira, McPherson com braços laterais/transversais e barra estabilizadora
Capacidades –Tanque de combustível, 60 litros; carga útil (passageiros + bagagem), 400 kg; porta-malas, 410 litros
Rodas/pneus – 7×18”de liga de alumínio/225/55R18
Peso – 1.546 kg
Dimensões (metro) – comprimento, 4,41; largura, 1,81; altura, 1,63; distância entre-eixos, 2,64
Desempenho – velocidades máximas, 192 km/h (etanol) e 188 km/h (gasolina); aceleração até 100 km/h, 10,6 (etanol) e 10,9 (gasolina)
Consumo (km/l) – urbano, 6,1 (etanol) e 8,8 (g); estrada, 7,5 (etanol) e 10,8 (g)
Dimensões – Compr.: 4,41 m / Largura: 1,81 m / Altura: 1,63 m / Entre-eixos: 2,63 m

NOVO SCOOTER HONDA ELITE 125 TEM PREÇO DEFINIDO: R$ 8.250

O novo scooter de entrada da Honda já está chegando às lojas. O preço do modelo foi definido esta semana pela montadora: R$ 8.250. Em função de suas características, o Elite 125 tem tudo para ser uma nova referência de mobilidade urbana sobre duas rodas. Traz boa dose de tecnologia, modernidade e design, aliado ao motor injetado e transmissão automática V-Matic. Para maior segurança e conforto, o Elite está equipado com freio CBS, painel LCD, iluminação frontal por LED, porta-capacete sob o assento, além de piso plano. Seu principal concorrente, o Yamaha Neo 125 UBS custa R$ 8.290.

Honda Elite 125 – Especificações técnicas
Tipo: OHC, Monocilíndrico 4 tempos, arrefecido a ar.
Cilindrada: 124, 9 cc
Potência Máxima: 9,34 CV a 7500 rpm
Torque Máximo: 1,05 kgf.m a 6000 rpm
Transmissão: Tipo V – MATIC
Sistema de Partida: Elétrica
Diâmetro x Curso: 52,4 x 57,9 mm
Relação de Compressão: 9.8 : 1
Sistema Alimentação: Injeção Eletrônica PGM-FI
Combustível: Gasolina
Tanque de Combustível: 6,4 litros
Óleo do Motor: 0,8 litro
Chassi: Monobloco (underbone)
Suspensão Dianteira/Curso: Garfo telescópico/ 90 / 80 mm
Suspensão Traseira/Curso: Monoamortecida/ 70 / 70 mm
Freio Dianteiro/Diâmetro: A disco / 160,8 mm / 190 mm
Freio Traseiro/Diâmetro: A tambor / 130 mm
Pneu Dianteiro: 90/90 -12
Pneu Traseiro: 100/90 -10
Comprimento x Largura x Altura: 1735 x 689 x 1118 mm
Distância entre eixos: 1223 mm
Distância mínima do solo: 133 mm
Altura do assento: 772 mm
Peso Seco: 104 kg

TESTE-DRIVE: VOLKSWAGEN GOL 1.6 MSI AUTOMÁTICO

No final de julho deste ano, o Gol passou por uma discreta reestilização. Mas a grande mudança do modelo 2019 do compacto da Volkswagen foi o lançamento da versão topo de linha MSI, a primeira do Gol com câmbio automático – antes, a opção era apenas entre câmbio manual ou automatizado. Externamente, as diferenças estéticas da versão automática em relação ao restante da linha são discretas. O capô e a grade do radiador são mais elevados do que nas outras configurações, com dois frisos ligando os faróis, que são maiores e mais retangulares. O para-choque dianteiro conta com entradas de ar na parte de baixo e design mais esportivo. Os faróis de neblina ganharam formas trapezoidais e molduras pretas. A assinatura “MSI Automatic”, próxima à lanterna direita, arremata as diferenciações externas.

O novo câmbio trabalha em conjunto com o motor 1.6 MSI com quatro cilindros e 16 válvulas, o mesmo da antiga versão Rallye, que foi descontinuada na linha 2019. Com duplo comando de válvulas, bloco e cabeçote feitos de alumínio, o Gol 1.6 MSI automático atinge 110 cavalos quando abastecido com gasolina e 120 cavalos com etanol, em ambos os casos a 5.750 giros. Já o torque é de 15,8 kgf.m com gasolina e 16,8 kgf.m com etanol, disponível aos 4 mil giros. Segundo a Volkswagen, o conjunto leva o Gol do zero a 100 km/h em 10,1 segundos, com velocidade máxima de 185 km/h. No novo câmbio, as trocas seqüenciais podem ser feitas na alavanca ou, opcionalmente, nas aletas localizadas atrás do volante. O sistema tem ainda o modo de acionamento esportivo (posição “S” na base da alavanca), que altera o momento de entradas das marchas para rotações mais altas para conferir acelerações mais vigorosas.

Com a redução na quantidade de versões imposta na linha 2019 do Gol, a Volkswagen adotou uma configuração de acabamento única para a família. Assim, os equipamentos da versão 1.6 16V MSI automática são os mesmos disponíveis quando o modelo vem com o motor 1.0 de três cilindros ou o 1.6 8 válvulas, ambos com câmbio manual – não há mais a oferta do transmissão automatizada. Por dentro, com exceção da troca da alavanca manual pela automática, o hatch continua o mesmo. Os plásticos rígidos ainda predominam no acabamento interno. Os bancos são revestidos em tecido e o do motorista conta com ajuste de altura. O volante incorpora comandos para acessar o sistema de áudio, computador de bordo e telefonia. A lista de itens de série inclui ar-condicionado, direção hidráulica, banco do motorista com ajuste de altura, suporte para celular com entrada USB, travamento elétrico das portas e vidros dianteiros com acionamento elétrico, alerta sonoro de faróis acesos, tomada 12V no console central, para-sol com espelho para motorista e passageiro e luzes indicadoras de frenagem de emergência.

As rodas são de aço, com 15 polegadas, mas, opcionalmente, é possível adotar rodas de liga leve de 15 polegadas. Por R$ 3 mil adicionais, o pacote “Urban Completo” adiciona chave canivete, retrovisores elétricos com pisca integrado, sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina e rodas de liga leve. Gastando mais R$ 2 mil, é possível acrescentar a central multimídia com espelhamento de smartphones, volante multifuncional com borboletas para troca de marchas e computador de bordo. Completo, como o modelo avaliado, o Gol salta de R$ 54.580 para R$ 59.580.

Aparentemente, a estratégia da Volkswagen ao lançar a sua linha 2019 – na qual a principal novidade é a inédita versão automática MSI – deu resultado. No primeiro semestre, antes do lançamento, a média de vendas do Gol ficava perto das 5.500 unidades mensais. Começou a subir após o lançamento da linha 2019, em julho. Em outubro, já atingiu 8.973 emplacadas. No ranking de vendas, superou o Chevrolet Prisma e o Volkswagen Polo e saltou da sexta para a quarta posição. Agora, está atrás apenas de Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Ford Ka. No embalo do novo câmbio automático, o Gol mostra que ainda é capaz de surpreender.

Impressões ao dirigir 

A ausência do pedal da embreagem no Volkswagen Gol não é novidade. Mas o desempenho do hatch com a nova transmissão automática é imensamente superior ao oferecido pelo antigo câmbio automatizado e seus desagradáveis “soluços” nas trocas de marcha. O motor 1.6, com 120 cavalos e 16,8 kgfm de torque com etanol, movimenta com o Gol desenvoltura. As trocas de marchas do câmbio automático de 6 velocidades são rápidas e a sintonia com o propulsor impressiona, proporcionando ao compacto um desempenho bastante satisfatório. O carro tem boas arrancadas e um torque decente desde as baixas rotações.

A boa relação de marchas do câmbio elimina os trancos nas mudanças e rentabiliza com eficiência a força do motor. E as aletas atrás do volante para trocas manuais das marchas aumentam os recursos de quem gosta de uma performance mais esportiva. Para os menos afeitos aos esforços dispensáveis, há ainda a opção de levar a alavanca de câmbio do modo “D” para o modo “S” (Sport), que faz com que as marchas sejam trocadas em giros mais elevados.

O acerto de suspensão dos automóveis da Volkswagen normalmente é um pouco mais firme. No caso do Gol, o conjunto suspensivo proporciona boa estabilidade em curvas rápidas, porém, transfere para o interior do carro as imperfeições da pista. O compacto tem um comportamento dinamicamente equilibrado, com rolagens de carroceria discretas. Para um modelo que não conta com controle eletrônico de estabilidade, não faz feio. A direção tem assistência hidráulica, um pouco mais pesada que a assistência elétrica do Pólo.

Mas o bom diâmetro de giro facilita as manobras. Aos poucos, os modelos de entrada do mercado automotivo brasileiro começam a se adaptar aos novos gostos dos consumidores. A transmissão automática figura entre os itens desejados por consumidores deste tipo de veículos. Para quem roda muito em cidades engarrafadas, o câmbio automático é uma “extravagância” que começa a ser encarada como racional.

Texto: Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix Fotos: Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix


Ficha técnica
Volkswagen Gol MSI 1.6 automático

Motor: Gasolina e etanol, 1.598 cm³, dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não dispõe de controle de tração.
Potência máxima: 110 cavalos e 120 cavalos a 5.750 rpm com gasolina e etanol.
Torque máximo: 15,8 kgfm e 16,8 kgfm às 4 mil rpm com gasolina e etanol.
Aceleração de zero a 100 km/h: 10,1 segundos.
Velocidade máxima: 185 km/h.
Diâmetro e curso: 76,5 X 86,9 mm. Taxa de compressão: 11,5:1.
Freios: A disco na frente e a tambor atrás, com ABS e EBD.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com braços triangulares transversais e barra estabilizadora. Traseira com eixo de torção com braços longitudinais. Não dispõe de controle de estabilidade.
Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,92 metros de comprimento, 1,90 metro de largura, 1,49 metro de altura e 2,47 metros de distância entre-eixos. Airbags frontais.
Peso: 1.040 kg.
Capacidade do porta-malas: 285 litros.
Tanque de combustível: 55 litros.
Produção: Taubaté/SP.
Preço: R$ 54.580.

Opcionais: Rodas de liga leve de 15 polegadas, alarme keyless, chave tipo “canivete” com controle remoto, retrovisores e maçanetas pintados na cor do veículo, grade do radiador pintada em preto ninja, espelhos retrovisores externos com ajuste elétrico, função tilt down (lado direito) e luzes indicadoras de direção integradas, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros e traseiros, destravamento elétrico da tampa traseira com controle remoto, travamento elétrico das portas com controle remoto, para-sol com espelho iluminado, farol de neblina, lanterna traseira escurecida, duas luzes de leitura dianteiras e duas traseiras, alças de segurança no teto, coluna de direção com ajuste de altura e distância, central multimídia com espelhamento de celulares, computador de bordo, volante multifuncional e aletas para trocas manuais de marchas.
Preço completo: R$ 59.580.

TEST-RIDE: HARLEY FXDR 114, A EMOÇÃO COMEÇA EM 2.500 RPM

As muscle bikes me fascinam. Atraem meu olhar por suas linhas radicais que esbanjam personalidade. São arrojadas, musculosas, torcudas e potentes. Seu desempenho esportivo vem de motores mais apimentados e sua ciclística impõe respeito pela robustez e eficiência. Em 2016 tive o privilégio de participar do lançamento mundial da Ducati XDiavel, em Santa Mônica, na Califórnia (EUA). Mas antes disso, a partir do início dos anos 2000, pilotei praticamente toda a linha V-Rod, da Harley-Davidson. Cheguei a rodar nos Estados Unidos com a Night Rod em 2012. Testei ainda as versões Muscle e a Night Rod Special. Em termos globais, o Brasil ocupou a segunda posição em vendas desta família. Apesar do sucesso, aposentadoria da família V-Rod veio em 2016. De lá para cá havia uma lacuna que só agora foi preenchida com a chegada da FXDR 114 2019, nova integrante da linha Softail.

Misto entre Night Rod Special e XR 1200X, a nova power cruiser da H-D não usa o motor Revolution, desenvolvido em parceria com a alemã Porsche, mas sim o novo Milwaukee-Eight 114 (de 114 polegadas cúbicas), refrigerado a ar, que oferece ‘apenas’ 16,11 kgf.m de torque já disponíveis a 3.500 rpm . A moto se diferencia também pelo uso materiais mais leves: alumínio na balança e no sub-chassi. O resultado é o menor peso – 303 kg em ordem de marcha – e mais agilidade.

O que incomoda, à primeira vista sãs as peças em plástico que emolduram o assento solo e o paralama traseiro, que se move junto com a suspensão que, alias, recebeu um monoamortecedor com nova posição de ancoragem. São 112 mm de curso e ajuste na pré-carga da mola. Aqui valeria um acabamento mais requintado, como o uso da fibra de carbono, já que estamos falando em uma moto que custa a partir de R$ 80.200. Porém este tipo de acabamento faz parte de uma extensa linha de acessórios da marca, desenvolvida exclusivamente para o modelo!

A posição de pilotagem lembra a da Night Rod Special, ou seja, braços esticados e bem abertos e pernas semiflexionadas, com as pedaleiras não tão à frente, quando comparado com as primeiras V-Rod. É uma postura de pilotagem diferente, com o troco projetado para frente Aqui a relação é ‘ame ou odeie’. Eu gosto!

Atenção nas manobras em baixa velocidade, como em uma moto esportiva o ângulo de esterço é reduzido. Além disso, a FXDR 114 – assim como a Breakout – conta com um ângulo de cáster de 34 graus. Mas a altura do assento, de 720 mm, auxilia o motociclista nesta situação. Outro item que veio das superesportivas foi a suspensão dianteira: invertida (upside down) com tubos de 43mm de diâmetro e 130mm de curso. Absorve bem as irregularidades do piso, deixa a moto sempre no trilho e dita o caminho para a próxima curva.

COMO É PILOTAR?

Para domar esta usina de força, o piloto precisa ir com calma, até se acostumar com a nova posição de pilotagem. Já o motor é bruto e muito cuidado nas aceleradas mais vigorosa. Aqui de duas uma: ou a FXDR114 vai empinar ou a moto vai sair fritando o pneu traseiro de 240mm, enrugando o asfalto. Por isso, o motociclista precisa ter total controle sobre a máquina.

Ao apertar o botão do start, o Milwaukee-Eight 114, de cerca de 80 cv de potência máxima (número não confirmado pela Harley), desperta e emite um som médio-grave que é propagado pelo escape 2 em 1. O ‘rugido’ do motor refrigerado a ar instiga o piloto a girar o cabo. E é a 2.500 giros que a emoção começa.

Com uma boa relação de marchas, a FXDR114 vai ganhando velocidade de forma controlada. Aqui o mais importante não é o torque, mas sim como esta força é distribuída. No caso desta Softail é feita de forma exemplar, progressiva. Mas se o motociclista quiser mais emoção é só girar o acelerador com vontade e ter adrenalina correndo solta no corpo, já que a moto vai derrapar nas saídas de curva. Por isso, a Harley deveria ter investido em um pacote eletrônico completo – modos de pilotagem e controle de tração – como na sua coirmã italiana.

Em pista plana, asfalto bom, sexta marcha engatada e motor girando a 3.150 rpm, a muscle bike da HD já estava a 140 km/h, com folga para muito mais. A velocidade por ultrapassar, com facilidade, 200 km/h. A autonomia é de cerca de 300 km, já que o tanque tem capacidade para 16,7 litros da gasolina.

Depois de cruzar a Marginal Pinheiros e um trecho da rodovia Castelo Branco, a FXDR seguiu pela Estada dos Romeiros, que liga Itu a Cabreuva, no interior de São Paulo. Devoradora de curvas – as mais abertas, de preferência –, a moto mostrou para que veio: rodar com o giro baixo, porém de forma bastante vigorosa. Quando é preciso de mais potência e troque bastava dar uma leve girada da manopla do acelerador. No trecho mais sinuoso, a moto rodou praticamente o tempo todo em quarta marcha. A FXDR 114 até parecia um scooter. Claro que oferecendo mais emoção!

Agora nas saídas de curvas e já emendando em retas, a nova HD despeja força e potência quase que de forma instantânea, já que o comportamento dinâmico do ‘V2’, de 1.868 cm³, é quase um soco no estômago. Em função da nova arquitetura, com a transmissão primária deslocada para traz, o motor oferece um dos maiores ângulos de inclinação na família Softail, que faz desta Harley boa de curvas e de retas. O mais incrível é que em nenhum momento a pedaleira raspou no chão.

Aqui duas ressalvas, antes de mergulhar nas curvas o correto é frear antes, deixar o sistema entrar em ação – disco duplo de 300mm na dianteira e, na traseira, disco simples de 292mm. Em alguns momentos de abuso por parte do piloto (este que vos escreve), o ABS entrou em ação e não deixou a roda travar. Em resumo, a FXDR não é uma moto para iniciantes, mas sim para pilotos experientes que gostam de acelerar. Com a nova muscle bike ninguém vai ficar órfão da V-Rod.

Fotos: Guilherme Veloso / Divulgação – Harley-Davidson

“MECÂNICO VIRTUAL”, ENGIE FAZ DIAGNÓSTICOS DE 10 MIL ITENS

Se você é ligado em carro, manutenção e tecnologia, leia com atenção esta notícia. Disponível para modelos a partir do ano 2002, o Engie – solução que faz diagnósticos de prevenção e manutenção de mais de 10 mil itens de um carro em tempo real – funciona em conjunto com o aplicativo Engie para celular. Criado por uma startup israelense, cofundada por um dos criadores do Waze e do Moovit, Uri Levine, o Engie veio para revolucionar a experiência de manutenção preventiva ao funcionar como um “mecânico virtual”.  

 

O dispositivo Engie verifica o estado geral do veículo e notifica automaticamente o motorista pelo aplicativo caso algum item não esteja funcionando bem. O app, além de indicar oficinas e mecânicos credenciados por região, permite também que o dono do carro peça orçamentos online, arquive informações sobre consumo de combustível. O Engie lembra ainda o motorista onde o carro está estacionado, entre outros serviços úteis. Segundo o fabricante, usados juntos, dispositivo e app são capazes de gerar uma economia de até 30% na manutenção do veículo e em gastos diários.

A instalação é simples e rápida: basta acoplar o dispositivo à entrada OBD2 do carro, que geralmente fica abaixo do volante. Por meio do sistema Bluetooth, o “gadget” envia os dados coletados do carro para o aplicativo Engie baixado no celular. Além de Brasil, o produto só é encontrado em Israel, Reino Unido, EUA, Espanha e México. Nesses países, são 150 mil veículos conectados e 250 mil downloads realizados. No Brasil, um de seus mercados mais promissores, já são 30 mil veículos conectados e 90 mil downloads.

O Engie participa pela primeira vez da Black Friday com desconto de 18% para quem comprar o dispositivo até o dia 25 de novembro.  Os preços variam entre R$ 82, para o sistema operacional Android, e R$ 111, para o iOS. Além disso, a promoção Pague 2 e Leve 3 pelo valor de R$ 164 (Android) e pelo valor de R$ 222 (iOS), valerá até 25 de novembro. A entrega é grátis e a promoção online pode ser acessada no link http://www.blackfriday.engieapp.com.

SALÃO DO AUTOMÓVEL: BALANÇO E HARD NEWS

O melhor salão da história

A aposta dos organizadores do Salão do Automóvel em enfatizar a experiência para os visitantes da 30a edição deu certo. Uma prova disso foi o número aproximado de 742 mil pessoas que visitaram o São Paulo Expo desde o último dia 8. O evento apresentou marcas grandiosas como os 66 modelos lançados, 45 mil test drives, mais de 1.200 atividades interativas, mais de 540 veículos em exposição e aproximadamente 100 eventos paralelos, com destaque para a inédita Arena New Mobility. As montadoras aproveitaram o evento para apresentar seus modelos elétricos e lançamentos, como foram os casos do Audi e-Tron, Chevrolet Bolt, Nissan Leaf e Renault Zoe.

O tema Mobilidade foi amplamente debatido na Arena New Mobility, que recebeu mais de 130 palestrantes, entre eles jornalistas, representantes de empresas, start-ups e referências do setor, que abordaram diversos temas referentes ao futuro da mobilidade urbana. O projeto foi decisivo para o retorno da Bosch ao Salão do Automóvel depois de 24 anos e apresentou o espaço ao lado de patrocinadores como CBMM, Discovery, Goodyear e Smarters.
Ao entrar no pavilhão do São Paulo Expo, o público viu de perto as principais novidades de Audi, BMW, CAOA Chery, Chevrolet, Chrysler, Dodge, Ferrari, Fiat, Ford, Honda, Hyundai, Jeep, KIA, Lamborghini, Lexus, Lifan, Maserati, Mercedes-Benz, Mini, Mitsubishi, Nissan, Porsche, Renault, Rolls Royce, Subaru, Suzuki, Toyota, Troller e Volkswagen. Além das montadoras, o total de expositores foi 25% maior em relação à edição de 2016.

Juntas, as montadoras apresentaram 66 novos modelos para o público, comprovando a importância do Salão do Automóvel para o setor no País. Os modelos elétricos e híbridos, tendências mundiais, foram amplamente explorados pelas montadoras. As empresas também aproveitaram a ocasião para reforçar a importância desse portfólio, destacando também os modelos autônomos. O que se viu foi uma verdadeira exposição de supermáquinas mas também de modelos que cabem no bolso do brasileiro.

Gringo no pedaço

A paixão do brasileiro por carros icônicos coloca o novo Chevrolet Camaro como uma das principais atrações do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. É a primeira aparição do modelo fora dos Estados Unidos. O superesportivo é apresentado no Brasil na versão SS cupê e conversível com aperfeiçoamentos na performance do motor 6.2 V8 de 461 cavalos, associado à nova transmissão automática sequencial de 10 velocidades com função “launch control”, para arrancadas bruscas com a máxima eficiência. O novo Camaro se diferencia também pelo design mais imponente e esportivo. A nova geração do “muscle car” deve chegar ao mercado brasileiro no início de 2019.

Pelas costas

O Ford EcoSport passou recentemente por uma profunda renovação de conteúdo, com a introdução do motor 1.5 Ti-VCT de três cilindros, da nova transmissão automática e da central multimídia Sync 3. A marca norte-americana revela agora o próximo passo para completar a transformação de seu SUV compacto: o lançamento de uma versão sem o estepe afixado na tampa do porta-malas. O futuro modelo de produção, que será a versão Titanium do EcoSport, é uma das atrações da Ford no Salão de São Paulo. O modelo projetado e desenvolvido no Brasil será o primeiro da categoria a adotar o “Run Flat Tire”, um pneu que roda até 80 quilômetros com pressão zero.

Balão de ensaio

A Kia Motors destaca em seu estande no Salão de São Paulo o SUV compacto Stonic, desenvolvido sobre a plataforma do hatch Rio. Apesar de estar exposto na mostra paulistana, o Stonic foi projetado para o mercado europeu e não deve ser lançado no Brasil. A intenção da marca sul-coreana é testar as reações do público sobre o carro pois está projetando um modelo similar para o nosso país. Embora a Kia guarde os detalhes sobre o futuro utilitário esportivo a sete chaves, comenta-se que poderá utilizar a plataforma do Cerato, com porte um pouco maior em relação ao Stonic e mais espaço interno.

SUV e cupê

O novo Audi Q8 é uma das estrelas da marca alemã no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. O modelo tem a proposta de combinar a elegância de um cupê de quatro portas de luxo à versatilidade de um SUV de grande porte. Interior com dimensões generosas e compartimento de bagagens variável, sistema operacional de última geração, suspensão tecnológica, sistemas de assistência inteligentes e tração integral permanente quattro caracterizam a personalidade do Q8. Para o nosso mercado, o novo Q8 será equipado com motor 3.0 TFSI (turbo) com 340 cavalos de potência, associado à transmissão tiptronic de 8 velocidades.

Novo A

A Mercedes-Benz promete muita modernidade em termos de interface com o usuário na quarta geração do Classe A. O modelo chega ao Brasil nas configurações hatch e sedã e conta com motor 2.0 turbo de quatro cilindros com 224 cavalos de potência. Previsto para chegar ao mercado em 2019, o novo Classe A está sendo exposto no Salão de São Paulo. É o primeiro modelo da marca alemã a contar com o sistema de multimídia MBUX. A plataforma tem um “cockpit” de duas telas integradas com reconhecimento de voz, acessível por meio das palavras-chave “olá”, “oi ou “e aí?”, seguidas por “Mercedes”.

Game não virtual

A Hyundai mostra pela primeira vez fora da Europa e dos Estados Unidos o conceito N 2025 Vision Gran Turismo, modelo que antecipa o futuro dos veículos de alto desempenho da fabricante sul-coreana. O carro está exposto no Salão do Automóvel de São Paulo e servirá também como “padrinho” da HB20 Motorsports, categoria que está sendo lançada no evento paulistano, com estreia em 2019. Criado a partir da série de jogos Gran Turismo Sport do PlayStation, o N 2025 se inspira na aeronáutica e nos testes feitos no “Rogers Dry Lake”, no qual pilotos e astronautas treinavam para viagens ao espaço, como no filme Os Eleitos.

Losango com caçamba

Ainda sem data para estrear como veículo de produção, a picape média Alaskan está sendo mostrada pela Renault no Salão de São Paulo como conceito. O novo modelo da fabricante francesa será construído na Argentina, ao lado das “irmãs de plataforma”, a Nissan Frontier e a Mercedes Classe X, prevista para chegar ao mercado no próximo ano. O “protótipo” da Alaskan mostrada em São Paulo é equipada com o mesmo motor 2.3 diesel biturbo de 190 cavalos e o câmbio automático de 7 velocidades da Frontier, vendida há mais de duas décadas.

Dragão SUV

A Lifan Motors se apresenta no Salão de São Paulo com uma linha completamente renovada de veículos, incluindo três SUVs e uma minivan. Os seis anos de atuação no mercado brasileiro e os quatro modelos exibidos na mostra paulistana atestam o novo patamar de qualidade alcançado pela fabricante chinesa. A principal atração da marca asiática em São Paulo é o X70, modelo que terá a missão de disputar espaço no competitivo segmento dos SUVs. O utilitário esportivo da Lifan tem motor 2.0 de quatro cilindros que desenvolve 140 cavalos e 18,9 kgfm de torque.

Presença brasileira

Fabricante nascida em São José dos Campos/SP, a D2D Motors confirma no Salão de São Paulo a construção de sua planta na cidade de Linhares, no Espírito Santo, com investimento de R$ 30 milhões na primeira fase do projeto. Na mostra paulista, a marca brasileira destaca o mini carro Sky, exposto como protótipo na edição de 2016 do Salão de São Paulo. O Sky utiliza motor fornecido pela Chery. “O carro tem muitos diferenciais para o segmento. O projeto se concentra no design e na qualidade de acabamento”, afirma Eduardo Eberhardt, idealizador e presidente da D2D Motors.

Na pista

Já vem de longe na história dos grandes salões automotivos: se a Ferrari está presente na mostra, ela é a grande estrela. No Salão de São Paulo, não é diferente. Desta vez, a “prima donna” é a 488 Pista. A máquina da Casa de Maranello tem motor 4.0 V8 com 720 cavalos de potência, que faz o “bólido” vermelho acelerar de zero a 100 km/h em apenas 2,8 segundos e chegar aos 340 km/h, números similares aos de outra grande atração da mostra, o McLaren Senna. Mas, não tem jeito. Não há visitante do evento que não pare em frente à Ferrari 488 e não “babe” um pouco.

 

Texto: Daniel Dias  /  Fotos: Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix e Divulgação

TESTE: MERCEDES-BENZ C 200 EQ BOOST É ADITIVO ENERGÉTICO

TESTE: MERCEDES-BENZ C 200 EQ BOOST É ADITIVO ENERGÉTICO

O atual Classe C está no meio do seu ciclo de produto. Lançada em 2014, a quarta geração do sedã da Mercedes-Benz acaba de ganhar, em sua linha 2019, ligeiros retoques visuais e alguns novos equipamentos para manter-se atualizada até a chegada da quinta geração, que deve vir em 2021. Mas a principal novidade da linha 2019 vai além das aparências: é a versão C 200 EQ Boost. Essa versão usa um motor elétrico para suplementar a potência do motor a combustão nas arrancadas e acelerações.

Além da versão C 200 EQ Boost, o modelo terá as já conhecidas configurações C180 Exclusive e Avantgarde e a C300 Sport – essa última teve a sua potência aumentada de 245 para 258 cavalos. A linha 2019 do Classe C será um dos destaques no estande da Mercedes-Benz no próximo Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que começa a semana que vem. Depois disso, o modelo chega as concessionárias nacionais.

A reestilização do modelo 2019 do Classe C inclui a adoção de novo para-choque frontal, faróis full-led com luzes de neblina integradas e lanternas com novo arranjo de luzes – agora, quando estão acessas, em vez dos antigos três traços, o feixe luminoso tem forma de “C”. As rodas também têm novo design. Por dentro, mudaram materiais de acabamento, o volante agora tem comandos sensíveis ao toque e a central multimídia permite a integração com o navegador Waze. O painel digital configurável de 12,3 polegadas também é novo. O cockpit inclui um conjunto de instrumentos totalmente digital, que permite a opção entre três estilos visualmente distintos: “Clássico”, “Esportivo” e “Progressivo”. A função de partida Keyless-Go (sem chave) é standard para todos os modelos e o botão para acionar o motor foi reestilizado.

Mas é o lançamento da versão C 200 EQ Boost que mais anima os fãs do Classe C. O motor a gasolina 1.5 com turbocompressor acionado pelos gases do escapamento gera 183 cavalos a 5.800 rpm e 28,5 kgfm a 3.000 rpm. Quando há demanda, pode receber mais 14 cavalos e 16,3 kgfm vindos de uma rede elétrica adicional de 48 volts, com um motor de arranque/alternador unificado acionado por correia (BSG – Belt-driven Starter-generator). O motor elétrico usa a energia da desaceleração para carregar a bateria e viabiliza ainda a adoção do modo de deslizamento (roda livre), que deixa o propulsor a combustão desligado em velocidade de cruzeiro e passa a usar apenas a energia elétrica para manter o movimento por algum tempo, para ajudar na economia de combustível.

Nas reduções de velocidade, o motor elétrico funciona como um alternador, recuperando energia cinética e carregando a bateria. O câmbio automático GTronic de 9 velocidades é o mesmo utilizado em todas as versões do Classe C. Os componentes elétricos tradicionais, como as luzes, são alimentados por uma rede com 12 volts.

Pela legislação brasileira, quando pelo menos 2% da força de um veículo é derivada de um recurso elétrico, o modelo é classificado como híbrido, e está liberado do rodízio nos municípios em que os híbridos podem rodar sem restrições. Já a Mercedes-Benz só considera híbrido um veículo que é capaz de rodar apenas com energia elétrica, mesmo que seja por alguns momentos.

Como no 200 EQ Boost a propulsão elétrica funciona como um reforço de potência, a marca alemã não enquadra o EQ Boost como híbrido. De qualquer forma, as tecnologias renderam à versão a classificação “A” em emissões e “C” no geral nos testes do Inmetro, com consumo de 10,2 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada e emissão de 117 g/km de dióxido de carbono fóssil.

Na linha 2019, as versões do Classe C que já existiam anteriormente tiveram seus preços aumentados em cerca de 5%. A C180 Avantgarde agora custa R$ 187.900, a C180 Exclusive sai por R$ 188.900 e a C300 Sport, que é importada da Alemanha, sai por R$ 259.900. Já a novata C200 EQ Boost, montada na fábrica paulista de Iracemápolis, custa R$ 228.900. A Mercedes aposta que essa nova versão representará 25% do mix de vendas da linha.

Experiência a bordo – Padrão elegante

Por dentro da linha 2019 do Classe C, há novas opções de cores de revestimento, dependendo da versão, bem como de materiais de acabamento do console. O painel de instrumentos digital e configurável de 12,3 polegadas reúne as principais informações do carro e a central multimídia conta com sistema de navegação GPS em conexão com os aplicativos de smartphones com sistemas Apple ou Android. O volante multifuncional também mudou, e agora conta com partes sensíveis ao toque para acessar o sistema multimídia. Lembra bastante o do Classe E.

A central multimídia conta com uma tela de 10,3 polegadas com ótima resolução, mas que não é “touchscreen”. Os controles do sistema continuam sendo feitos por meio de um botão giratório no console central, de manejo pouco intuitivo. Os comandos sensíveis ao toque no volante do novo Classe C melhoraram a usabilidade.

O moderníssimo sistema de infoentretenimento MBUX (Mercedes-Benz User Experience) apresentado no início do ano no novo Classe A – com tela sensível ao toque, touchpad, comandos vocais, capacidade de auto-aprendizagem e navegação com realidade aumentada (quando imagens reais são integradas aos gráficos) – provavelmente só chegará ao Classe C com a nova geração do modelo, prevista para 2021.

No multimídia disponível atualmente, a conectividade foi aprimorada e agora é possível replicar as funções do smartphone por meio do Android Auto ou do Apple CarPlay, o que coloca aplicativos como Waze, Google Maps e Spotify à disposição do motorista.

 

Primeiras impressões – A 120 km/h e com o motor desligado

O C200 EQ Boost marca a estreia da Mercedes-Benz do Brasil rumo à eletrificação, uma das tendências hegemônicas da indústria automotiva global. O novo 1.5 turbo a gasolina de 183 cavalos de potência e 28,6 mkgf de torque funciona em parceria com um motor de arranque/alternador unificado acionado por correia que atua em demandas específicas. Ele pode contribuir com 14 cavalos e 16,3 kgfm em acelerações mais vigorosas. O sistema é conhecido como “híbrido leve” ou “híbrido parcial”, já que o motor elétrico não substitui o propulsor a combustão – apenas adiciona potência e torque ao conjunto.

Uma das constatações mais impressionantes para quem dirige o C200 EQ Boost é como o suporte do motor elétrico permite rodar no modo de deslizamento (roda-livre) para economizar combustível. Essa função atua com princípios semelhantes ao Start/Stop, só que em movimento. Em velocidades de cruzeiro, em torno de 120 km/h, com o carro no modo Eco, nos momentos em que o motorista libera o pedal do acelerador, o EQ Boost pode desligar o motor a combustão. O sistema de 48V mantém os diferentes sistemas do carro em funcionamento por algum tempo, para economizar combustível. A visão do conta-giros zerado ao lado do velocímetro apontando 120 km/h não deixa de ser um tanto atemorizante.

Mas, assim que o motorista pisa no acelerador ou no freio, ou quando a carga da bateria do EQ Boost começa a cair, o motor é reativado automaticamente, já na marcha correta para a velocidade. Tudo sem trancos e de forma elegante e quase imperceptível. Além de reforçar as acelerações, o EQ Boost ajuda na economia de combustível porque a energia acumulada pelo sistema pode ser usada pelo sistema Start/Stop, para dar a partida no motor, e também para viabilizar o uso da função roda-livre.

Tirando a curiosa novidade tecnológica, o Classe C modelo 2019 preserva o elevado padrão que já caracterizava o anterior, com muito equilíbrio dinâmico em retas e em curvas e performances consistentes. Trata-se de um sedã de respeito, com bastante tecnologia embarcada – e a nova versão apenas aprofundou essa característica. O seletor de modos de condução continua a contar com as opções Eco, Comfort, Sport, Sport Plus e Individual, que ajustam as respostas do motor/câmbio, direção/suspensão e ESP.

O câmbio é sempre o GTronic de 9 velocidades, que tem trocas de marchas precisas e discretas e possibilita que o torque esteja sempre disponível, assegurando força para acelerar sempre que o motorista pressiona o pedal da direita. A percepção de confiabilidade transmitida pelo conjunto é reconfortante. Uma característica dinamicamente interessante do C200 EQ Boost é que o sistema gerador elétrico é acionado antes mesmo do turbocompressor, fazendo com que o motor atinja altas rotações mais rapidamente. O recarregamento do sistema elétrico ocorre quando o motorista não está acelerando, e pode ser monitorado pelo mostrador digital.

TEXTO Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix – FOTOS Divulgação

Ficha técnica

Mercedes-Benz Classe C 200 EQ Boost

Motor: 1.5 litro, 1.497 cm3, turbo, 4 cilindros em linha, gasolina. Sistema de recuperação de energia nas frenagens / desaceleração e função coasting (roda-livre) com motor totalmente desligado. Motor elétrico de arranque/alternador unificado acionado por correia BSG (Belt-driven Starter-generator)
Potência: 183 cavalos de 5.800 a 6.100 giros (+ 14 cavalos com motor elétrico)
Torque: 28,5 kgfm, entre 3 mil e 4 mil giros (+ 16,3 kgfm com motor elétrico)
Transmissão: automática 9GTronic com 9 velocidades
Comprimento: 4,86 metros
Largura: 2.02 metros
Altura: 1,44 metro
Peso: 1.505 quilos
Suspensão: multibraços (dianteira e traseira)
Peneus: 225/50 R 17
Porta-malas: 435 litros
Tanque: 66 litros
Zero a 100 km/h: 7,7 segundos
Velocidade máxima: 239 km/h (limitada eletronicamente)
Itens de série: Attention Assist; airbags dianteiros e laterais para condutor e passageiro
dianteiro e windowbags para condutor, passageiro dianteiro e passageiros do banco traseiro; conectividade via Bluetooth para celular e players de mídia; controle de temperatura automático independente para motorista e passageiro dianteiro, freios adaptive brake (ABR); controle eletrônico de estabilidade (ESP); distribuição eletrônica de força de frenagem (EBD); sistema anti-bloqueio dos freios (ABS); controle de tração na aceleração (ASR); tração eletrônica em cada roda (ETS); assistente de freio (BAS); assistente de partida na subida (HSA); pré-carregamento de freios, Brake
drying e função Hold; Isofix.
Preço: R$ 228.900

“MUNDO SENAI” ABRE SUAS PORTAS PARA O ENSINO PROFISSIONALIZANTE

“MUNDO SENAI” ABRE SUAS PORTAS PARA O ENSINO PROFISSIONALIZANTE

Entre os dias 08 e 09 de novembro acontece mais uma edição do MUNDO SENAI. Nestes dois dias, as escolas do sistema de ensino mantido pela indústria espalhadas por todo o País abrem suas portas oferecendo à comunidade a oportunidade de ampliar o conhecimento em educação profissional, inovação, serviços técnicos e tecnológicos. A programação inclui workshops e visitas monitoradas aos ambientes de ensino como oficinas e laboratórios .

O MUNDO SENAI tem como objetivo apresentar ao público às profissões e ajudá-los a optar por uma delas e a desenvolver a indústria brasileira. Além disso, valorizar a inovação e a evolução constante do ensino. E, é claro, promover a carreira na indústria como opção rentável.

Dentre várias soluções educacionais destacam-se os cursos de Aprendizagem Industrial (1.500 horas) e Cursos Técnicos ( 1.600 horas), ambos gratuitos e com duração de dois anos. Além disso, o SENAI oferece cursos de graduação(2.400 horas) , pós graduação( 360 horas) e cursos de formação inicial e continuada voltados aos setores automotivo e eletroeletrônica.

Para quem gosta do universo automotivo visite a Escola Senai-SP que fica no bairro do Ipiranga, na capital paulista, é referência quando o assunto é reparação de carros, caminhões e motos.

SERVIÇO
Datas: 08 e 09/11
Período: das 08:00 às 17:00
Duração média para participação : 02 horas
Escola Senai “Conde José Vicente Azevedo” – Rua Moreira de Godói, 226 – Ipiranga – São Paulo/SP
www.facebook.com/senaiautomobilistica
@senaiautomobilistica

NOVA DUCATI MULTISTRADA 1260 CHEGA POR R$ 74.900

NOVA DUCATI MULTISTRADA 1260 CHEGA POR R$ 74.900

A nova Multistrada 1260 desembarca no Brasil em duas versões – ABS e S – e renova a participação da Ducati no segmento bigtrail de alta cilindrada e que se caracteriza por unir alta tecnologia, conforto e desempenho. De eletrônica sofisticada, nova Multistrada 1260 traz o motor de 1.262 cm³ de capacidade, que oferece 158 cavalos de potência máxima. Em comparação a geração anterior, o motor Testastretta DVT teve um aumento do torque e capacidade de tração. Agora a Ducati Multistrada 1260 entrega mais potência a partir de baixas rotações.

Ou seja, 85% do torque já está disponível a partir de 3.500 rpm com um aumento da curva de 18% a 5.500 rpm, comparado com o modelo anterior. Isso torna o modelo com o maior valor de torque a 4.000 rpm de sua categoria.
Entre as principais novidades destaque para o Ducati Quick Shift, que permite a troca de marchas automática para cima ou para baixo, sem o uso da embreagem (disponível na versão S). E também para o sensor de monitoramento da pressão dos pneus. Os preços sugeridos variam entre R$ 74.900 (ABS) e R$ 84.900, para a versão “S”. A bigtrail da marca italiana fará sua estreia no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo.

Multistrada 1260 ABS – Principais equipamentos
• Bosch IMU (Unidade de Medição Inercial)
• Sistema Bosch-Brembo 9.1ME ABS com assistência em curvas
• Discos dianteiros de 320 mm com pinças Brembo de 4 pistões
• Controle de cruzeiro eletrônico
• Modos de pilotagem
• Modo de Potência Ride-by-Wire
• Ducati Wheelie Control (DWC)
• Controle de Tração Ducati (DTC)
• Controle de retenção de veículo (VHC)
• Altura do assento do piloto ajustável
• Painel de instrumentos em LCD


Multistrada 1260 S – Principais equipamentos
• Ducati Motor Testastretta DVT 1262
• Ducati Quick Shift (DQS) up/down
• Ducati Safety Pack (Bosch Cornering ABS + DTC)
• Bosch IMU (Unidade de Medição Inercial)
• Sistema Bosch-Brembo 9.1ME ABS con assistência em curvas
• Discos dianteiros de 320 mm com pinças Brembo de 4 pistões
• Controle de cruzeiro eletrônico
• Modos de pilotagem
• Modo de Potência Ride-by-Wire
• Ducati Wheelie Control (DWC)
• Controle de Tração Ducati (DTC)
• Controle de retenção de veículo (VHC)
• Ducati Multimedia System (DMS)
• Altura do assento do piloto ajustável
• Painel de instrumentos em LCD
• Sistema de suspensão eletrônica semiativa Sachs Ducati Skyhook Suspension (DSS) Evolution
• Farol Full-LED com Ducati Cornering Lights (DCL)
• Painel de instrumentos com tela de 5” de alta resolução TFT em cores

BMW E SENAI-SP: PREPARANDO PROFISSIONAIS PARA O FUTURO

BMW E SENAI-SP: PREPARANDO PROFISSIONAIS PARA O FUTURO

Com investimentos na casa dos R$ 4 milhões –R$ 3 milhões em instalações, área construída e infraestrutura, e mais R$ 1 milhão em equipamentos e produtos –, a Academia BMW Group Brasil SENAI-SP surge para atender um complexo panorama de negócios e com forte expectativa de crescimento. “Esta co-training tem a missão de levar a um nível superior a questão da capacitação profissional nas áreas autônoma, conectada, eletrificada e compartilhada no País”, explica Helder Boavida, presidente da BMW do Brasil.

Ou seja, o novo centro de treinamento conta tecnologia de última geração para formação de profissionais em veículos elétricos e híbridos, sistemas de diagnóstico e programação, assim como agrega ferramental voltado para reparação de carrocerias feitas de alumínio.

Com uma área de 1.000 m², a edificação está em anexo às dependências da Escola SENAI-SP do Ipiranga. A previsão é atender 2.700 pessoas/ano, sendo 1.500 profissionais da própria rede BMW e as outras 1.200 vagas estarão disponíveis para a comunidade. Os primeiros treinamentos acadêmicos começam a partir da 2ª quinzena de janeiro de 2019. A inauguração do complexo aconteceu em 29 de outubro.

O novo local também está capacitado para treinar profissionais da rede BMW e alunos do SENAI–SP em tecnologias assistentes de condução semiautônoma presentes em veículos como o BMW X3 M40i, produzido na fábrica do BMW Group em Araquari (SC). O novo centro de treinamento oferecerá também capacitação técnica para as novas tecnologias em produtos e serviços das marcas BMW, MINI e BMW Motos.

Esta iniciativa ainda permitiu a unificação das áreas de capacitação específica de funilaria e pintura, de mecânica e eletrônica embarcada, além de favorecer a logística, reduzindo o tempo de deslocamento de equipamentos e de pessoal.

Para Paulo Skaf, presidente do SENAI-SP, o Brasil precisa estar mais conectado nas grandes mudanças tecnológicas no mundo. “A quarta revolução deverá chegar logo ao País. Por isso já estamos preparando a mão de obra do futuro”, completo Skaf.