TEST-DRIVE: SW4 SRV – BOM PARA FAMÍLIA, PÉSSIMO PARA O BOLSO

Com visual moderno, boa lista de equipamentos e motorização robusta, porém beberrona -, a Toyota SW4 2019 se posiciona como um dos utilitários esportivos mais vendidos no mercado nacional. O modelo está disponível em quatro versões de acabamento: SR, SRV, SRX e SRX Diamond. As duas primeiras são equipadas com um motor 2.7 litros flex, enquanto as outras duas com o propulsor 2.8 litros turbo diesel. Os preços partem de R$ 169.190, podendo alcançar salgados R$ 267.690 em sua configuração mais completa. Confira a avaliação feita pelo MinutoMotor.

A SW4 tem 4,79 m de comprimento, daí você pode imaginar que o entre-eixo tem 2,74m isso proporciona muito espaço para os passageiros da segunda fileira. Infelizmente não acontece na terceira fileira, além de ter pouco espaço, como o banco da segunda fileira não corre sobre trilhos, dificulta bem o acesso para as fileiras de trás. O espaço para as pernas dos passageiros é bem estreito para adultos, cabendo confortavelmente somente duas crianças. Apesar da robustez, o utilitário esportivo da Toyota chama a atenção pelas linhas exclusivas, com destaque para a dianteira agressiva, que ganhou a adoção do faróis que tem desenho fluído e projetor de LED para facho alto e baixo na versão topo de linha.

Na traseira, as lanternas também são usam LED. Para facilitar o acesso dos usuários à cabine, o conta com estribo. Já os retrovisores são rebatidos eletricamente. O modelo tem 1,85 de largura e 1,83 de altura.

Internamente o SUV da Toyota tem defletor de ar no teto para os passageiros dos bancos traseiros. Além disso, os ocupantes têm o controle independente das saídas de ar e temperatura. No habitáculo, há uma mescla de tonalidades e materiais no acabamento. Tem couro em tons – marrom e preto-, detalhes imitando madeira e em preto brilhante, maçanetas cromadas e apliques em cor prata.

A central multimídia da Toyota não é muito intuitiva, embora tenha DVD e TV Digital, que funciona somente com o carro parado; além de câmera de ré e navegador.

Em termos de conforto, o SW4 vem bem recheado: acendimento automático dos faróis, ar-condicionado dual zona, banco traseiro bipartido, rebatível, reclinável e com descansa-braços, chave tipo canivete, volante multifuncional com ajuste de altura e profundidade, compartimento refrigerado no painel, controle de cruzeiro, faróis com follow me home, modos de condução Eco e Power, vidros, travas e retrovisores elétricos.

Falando de segurança, o SUV da Toyota tem airbag duplo frontal para motorista, laterais para os passageiro e de cortina e airbag para os joelhos.

Para total controle do carro nas estradas e ruas, o SW4 tem controles de estabilidade e tração, assistente de subida, assistente de reboque, luz auxiliar de freio em LED, luz de condução diurna, luz de frenagem emergencial, freios ABS com EBD e BAS, sensor de estacionamento traseiro e Isofix. Já o porta-malas tem um bom espaço – 500 litros- , mesmo com a terceira fileira de bancos levantadas, ainda sobra espaço para colocar pequenas malas e mochilas.

O Toyota SW4 SRV uso o propulsor Dual VVT-i Flex 2.7 com 163 cv de potência a 5.000 rpm, quando abastecidos com etanol, e 159 cv, também a 5.000 rpm, com gasolina. Com 1.880 kg, a Toyota SW4 SRV 2.7 Flex, mesmo com transmissão automática de seis velocidades, não pode ir muito longe, pois peca no quesito economia.

No sistema de transmissão há uma opção de mudanças manuais na alavanca e atrás do volante (shift padle), mas o motor fraco exige muito giro alto e paciência. Nesta avaliação conseguimos apenas 4,9 km/litro no etanol e 7,1 km/litro na gasolina, em circuito urbano. Na estrada, ela faz 5,9 km/litro no etanol e 8 km/litro na gasolina.

Em curvas bem fechadas e a traseira começa a sair facilmente. A estabilidade é condizente com a proposta. Ou seja, não dá para brincar em serviço. Os pneus cantam imediatamente e na pior das hipóteses com segurança, os controles de tração e estabilidade entram em ação.

Toyota SW4

Ficha técnica

Motor: quatro cilindros, dianteiro, longitudinal 2.646 cm³ de cilindrada, 16V, flex

Potência: 158/163 cv a 5.000 rpm (G/E)

Torque: 25,0 kgfm a 4.000 rpm

Câmbio: automático com modo manual de seis marchas

Direção: Hidráulica

Suspensão: Independente McPherson na dianteira com barra estabilizadora e 4-link e molas helicoidal na traseira

Freios: Discos ventilados na dianteira e na traseira com ABS e EBD (distribuição de força e frenagem)

Rodas e Pneus: liga-leve aro 17” com pneus 265/65 R 17

Comprimento: 4,79 m

Largura: 1,85 m

Altura: 1,83 m

Entre-eixos: 2,74 m

Capacidade do tanque: 80 litros

Peso: 1.880 kg (Em ordem de marcha)

TEST-DRIVE: YARIS SEDAN XLS 1.5 É LACUNA PREENCHIDA

A Toyota é uma grande conhecida do brasileiro. O pós-venda dos seus veículos e valor de revenda jogam sempre a favor dos automóveis da marca. Mas faltava algo no portfólio da fabricante japonesa. Bem, isso já não pode ser mais questionado. A chegada do Yaris, nas versões hatch e sedan, tentam completar e ao mesmo tempo conquistar os clientes do segmento compactos premium. Será que consegue?  avaliou a versão completa do sedan, a XLS 1.5 automática com câmbio CVT, que tem preço sugerido de R$ 83.590.

Logo de cara, o visual agrada, com linhas bem resolvidas. Lembra o irmão mais velho, o Corolla. Com desenho moderno e harmonioso, com faróis alongados integrados a grade dianteira deixam a dianteira do sedan bonita. Já as laterais possuem traços mais suaves e a traseira aposta nas lanternas horizontais, que invadem o porta-malas. E é exatamente neste ponto a primeira falha do Yaris, a falta de cuidado no acabamento do bagageiro.

Já internamente, temos espaço de sobra para quatro ocupantes. Os 2,55 metros de entre-eixos do Yaris Sedan possibilita aos passageiros viajarem com conforto, mas a curvatura da caída do teto podem incomodar os mais altos.

Já o fato do túnel central ser mais baixo, representa um ganho expressivo para as pernas. Outro ponto positivo é ao adentrar no veículo. Mesmo com muito plástico rígido, o desenho no geral é agradável, até mais moderno que o Corolla. O acabamento em preto brilhante tenta dar um ar mais sofisticado, mas para por aí.

A versão topo de linha, avaliada por MinutoMotor, conta ainda com teto solar, sensor de chuva, maçanetas cromadas, faróis com projetor e lâmpadas halógenas, lanternas em LED e sete airbags, adicionando dois laterais, dois de cortina e um de joelhos para o motorista, além dos banco de couro, ar-condicionado digital, nova central multimídia com tela de sete polegadas (um tanto confusa para espelhar e fazer funcionar um smartphone), entre outros mimos.

O motor 1.5 com 110 cavalos de potência e 14,9 kgmf de torque quando abastecido com álcool tem sede. No computador de bordo do Yaris Sedan, a máxima alcançada foi de 5 km/l na média, o que no final assustou, já que seu tanque tem apenas 45 litros. Já o câmbio é o mesmo utilizado no Corolla, o conhecido CVT e a suspensão tem acerto mais voltado para o conforto, o que pode incomodar ao passar por vias mais esburacadas. Já na estrada, é bastante agradável.

 

+ GOSTAMOS: Design, conforto, acabamento interno, preço se comparado aos principais rivais

– NÃO GOSTAMOS: Acabamento porta-malas, autonomia, consumo, usabilidade da central multimídia confusa

Texto e Fotos: Fernando Eduardo, especial para o MinutoMotor

YARIS SEDAN XLS 1.5

Ficha Técnica
Motor: quatro cilindros, dianteiro, transversal 1.496 cm³ de cilindrada, 16V, comando duplo variável, flex

Potência: 105/110 cv a 5.600 rpm (G/E)

Torque: 14,3/14,9 kgfm a 4.750 rpm

Câmbio: automático CVT simulando sete marchas

Direção: Elétrica

Suspensão: Independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira com barra estabilizadora

Freios: Discos solidos na dianteira e tambores na traseira, ABS

Rodas e Pneus: Liga-leva aro 15” com pneus 185/60 R 15

Comprimento: 4,42 m

Largura: 1,73 m

Altura: 1,49 m

Entre-eixos: 2,54 m

Capacidade do tanque: 45 litros

Peso: 1.150 kg

Central multimídia: 7 polegadas

 

SALÃO DO AUTOMÓVEL: MARCAS ASIÁTICAS

SALÃO DO AUTOMÓVEL: MARCAS ASIÁTICAS

Após alguns anos de trevas, parece que o mercado automotivo brasileiro reencontrou a luz. Depois que o ainda otimista Salão do Automóvel de São Paulo de 2014 foi sucedido por três anos seguidos de profunda retração nas vendas, com direito a milhares de concessionárias fechadas e uma edição do evento paulistano quase depressiva em 2016, finalmente em 2018 as vendas voltaram a crescer de forma consistente. E as empresas do setor não disfarçam a euforia. Por isso, a trigésima edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo – que acontece de 8 a 18 de novembro no São Paulo Expo, na capital paulista – tem ares de celebração, apesar de algumas ausências de marcas que tradicionalmente participam do evento, como Peugeot, Citroën, Land Rover, Jaguar e Volvo, terem resolvido não participar. O público esperado é de mais de 700 mil pessoas que visitarão os mais de 120 estandes, entre fabricantes de veículos e de autopeças e empresas de serviços do setor. Confira as novidades dos carros de origem asiática.

TEXTO E FOTOS Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix

Honda Accord

O novo Accord é o destaque da Honda no Salão de São Paulo deste ano. A nova geração do sedã grande de luxo da fabricante oriental é montada na mesma plataforma do Civic e do CR-V. O Accord estreia o motor 2.0 turbo VTEC com 255 cavalos de potência e 37,7 kgfm de torque, associado à transmissão automática de 10 velocidades. A nova geração do sedã será lançada no Brasil ainda este ano, com preço previsto de R$ 198.500.

Kia Stinger GT

Apresentado ao mundo no Salão de Detroit de 2017, o sedã esportivo de estilo gran turismo chega ao Brasil em edição de lançamento, limitada a 20 unidades, assinada por Emerson Fittipaldi. O preço sugerido para o modelo é de R$ 399.990, mas o primeiro lote está sendo oferecido por R$ 349.990. O Stinger GT é o veículo mais potente da história da marca sul-coreana. O motor é um 5,81 quartilhos V6 biturbo, movido a gasolina. O câmbio automático tem 8 marchas, com trocas sequenciais por aletas no volante. A tração é integral.

Toyota Yaris X-Way

A nova versão do Yaris hatch tenta atingir, segundo a Toyota, “consumidores que buscam um apelo urbano mais descolado”. Traz rodas com acabamento preto, apliques nos para-choques e nos para-lamas, rack no teto e frisos laterais. O motor é o mesmo 1.5 dual VVTi de 110 cavalos. Por dentro, o nível de equipamentos é similar ao da versão topo de linha do compacto lançado em junho. A versão estará disponível a partir de fevereiro.

Nissan Leaf

Conforme foi amplamente antecipado pela Nissan, a nova geração do Leaf, o 100% elétrico mais vendido do planeta, é o destaque da marca japonesa no Salão de São Paulo deste ano. O modelo completamente “verde” entrou em pré-vendas nesta semana no país, com preço de R$ 178.400. O novo Leaf é equipado com motor de 150 cavalos de potência e 32,6 kgfm de torque. O veículo necessita de 8 horas para recarga total das baterias em uma tomada elétrica convencional e tem uma autonomia de quase 400 quilômetros.

Hyundai Saga

Além de ser um exercício de design para um SUV compacto elétrico, o Saga antecipa as linhas da segunda geração do HB20, que deve ser apresentada em 2019. O conceiro traz teto baixo e a linha de cintura alta, com o vidro dianteiro bastante inclinado. Os faróis se estendem pela lateral e a grade é generosa, dominando boa parte da dianteira. Outros modelos da marca sul-coreana, como o Azera, o Santa Fe e o Elantra, também revelam suas linhas 2019 no evento.

Suzuki Jimny Sierra

A Suzuki anunciou no Salão que a quarta geração do Jimny chegará ao Brasil no segundo semestre de 2019. E que a terceira, produzida em Catalão/GO, continuará sendo vendida. Segundo a marca, o novo Jimny custará cerca de 20% mais que o atual. Ele é equipado com motor 1.5 de 108 cavalos e tem opção de câmbio manual ou automático. Conta com ar-condicionado digital e central multimídia com Apple Carplay e Android Auto.

Caoa Chery Tiggo 7

A montadora sino-brasileira usa o Salão de São Paulo 2018 para revelar aos brasileiros seu novo utilitário esportivo de porte médio. O Tiggo 7 vem com motor 1.5 turbo flex com até 150 cavalos de potência e 21,4 kgfm de torque. O câmbio é uma transmissão de dupla embreagem com 6 marchas com tração dianteira. Foi apresentado também o SUV compacto Tiggo 5X. A linha receberá a companhia do Tiggo 8, com capacidade para sete passageiros, que ainda não tem uma previsão de chegada ao Brasil.

Mitsubishi Pajero Sport HPE

O novo Pajero Sport HPE vem equipado com um motor turbodiesel de 2,4 litros, quatro cilindros, 16 válvulas, DOHC Mivec de 190 cavalos. Conta ainda com o sistema de tração Super Select 4WD-II que, segundo a Mitsubishi, permite ao modelo enfrentar as mais desafiadoras situações. Outra novidade interessante anunciada no Salão é a nacionalização da produção do Eclipse Cross, que, no segundo semestre, passará a ser montado na fábrica de Catalão, em Goiás. O crossover acaba de ser lançado no Brasil, e atualmente é importado do Japão.

Subaru WRX STI

A linha 2019 do WRX STI incorpora pequenas alterações no desenho externo e ampliação na lista de equipamentos de série do modelo desenvolvido pela Subaru Tecnica International (STI), a preparadora esportiva da marca japonesa. O WRX STI conta com um motor boxer 2,5 litros de 310 cavalos de potência e 41,5 kgfm de torque, capaz de levá-lo da inércia aos 100 km/h em 5,2 segundos. Importado do Japão, tem preço de R$ 258.900.

Lexus UX

Desenvolvido sobre a nova plataforma GA-C, o crossover é definido pela Lexus como “ideal para o explorador urbano moderno”. Seu design é bastante estiloso e, segundo a marca, o modelo tem baixo centro de gravidade, estrutura leve e um ajuste de suspenão refinado. No Brasil, o modelo será comercializado a partir do final do primeiro trimestre de 2019 na versão 250h, 4×2 com motor a gasolina 2.0 de 145 cavalos acoplado a um motor elétrico de 107 cavalos.

VENDAS DE VEÍCULOS CRESCE EM 2018

De janeiro a setembro de 2018 foram emplacados 2.650.212 veículos – automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários -, número que representa alta de 12,64%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Apenas em setembro, foram comercializadas 299.583 unidades, 8,5% acima do volume registrado em idêntico mês de 2017, quando foram vendidos 276.103 veículos. Entretanto, quando comparado com agosto, este volume representa queda de 14,99%, explicada pelos quatro dias úteis a menos (em setembro foram 19 dias, contra os 23 dias de agosto). Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).


Nos segmentos de automóveis e de comerciais leves, o viés de alta segue mantido, apresentando, no acumulado dos nove primeiros meses, crescimento de 13,1%, totalizando 1.779.675 unidades. Considerando apenas setembro, estes segmentos apresentaram avanço de 5,77%, na comparação com o mesmo mês do ano passado, contudo, retração de 14,42% ante agosto de 2018.


Para o Presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, a quantidade de dias úteis influenciou, significativamente, no comparativo entre agosto e setembro deste ano. “Em setembro, o mercado sofreu em função da menor quantidade de dias úteis.

Contudo, é importante ressaltar que, na média diária, houve crescimento de 3,6%, nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves. Além disso, diante do clima das eleições, naturalmente, o mercado entra em compasso de espera”, enfatiza o Alarico.

Para os emplacamentos totais , a entidade projeta, para este ano, alta de 12,4% sobre 2017, contra os 9,8% estimados anteriormente. A nova projeção da entidade, para os segmentos de Automóveis e Comerciais Leves, aponta para crescimento de 11,9% em 2018. Em julho, a entidade estimava que os segmentos cresceriam 9,7% no ano.

A nova projeção para o segmento de Caminhões é de 38,2% de alta, ante os 24,8% estimados em julho. Para o segmento de Ônibus, a revisão das projeções considera avanço de 23,2% nas vendas de 2018. Em julho, a projeção era de queda de 4,1%. A Fenabrave também está revendo para cima, a projeção para o mercado de Motocicletas, que deve chegar a 9,9% de crescimento, ante os 7,7% estimados anteriormente.

TOP 10 – Carros mais vendidos em 2018 (Jan/Set)
GM Onix               89.284
Hyundai HB20    62.716
Ford Ka                43.678
VW Polo               42.457
Renault Kwid       39.628
Honda HR-V       33.238
Fiat Argo               30.969
Toyota Corolla     29.140
GM Prisma           28.871
VW Fox                 23.235

SALÃO DO VEÍCULO ELÉTRICO REÚNE NOVIDADES EM SP


O Salão do Veículo Elétrico Latino-Americano trouxe a São Paulo soluções, iniciativas e serviços para auxiliar no crescimento da mobilidade e do mercado de elétricos no país provou. Deixou claro que eletrificação é o futuro da indústria automotiva. Neste ritmo, elétrico, o evento se consolidou como a maior plataforma de debate, impulsão e desenvolvimento da mobilidade elétrica na América Latina. O novo espaço – Transamerica Expo Center – atraiu 50 marcas e permitiu que mais de cinco mil participantes conhecesse a diversidade da mobilidade elétrica tivessem contato com novos produtos e a oportunidade de participar de um test-drive. Além das novidades, uma bela expectativa de crescimento para o segmento. Até 2030, de 15% a 30% dos veículos vendidos no País conterão algum tipo de eletricidade. O VE Latino Americano 2019 já tem data definida. Acontece de 17 a 19 de setembro, no mesmo Transamerica.

Espalhadas por cerca de 6000 m², marcas como Toyota, Lexus, Volvo, Mercedes, Renault, BYD, Siemens e Eletra marcaram presença no evento, exibindo seus modelos híbridos e elétricos. “Este ano, pudemos apresentar o Prius híbrido flex, primeiro protótipo do mundo, ainda em fase de teste, mas que já gerou muita expectativa de quem visitou nosso estande. Sentimos que, esse ano, a feira está mais organizada, profissional, com um público interessante. Para nós, é muito importante participar, pois temos a oportunidade de disseminar a tecnologia híbrida para o público”, comentou Thiago Sugahara, chefe de departamento para assuntos governamentais da Toyota. Já a Lexus fez o lançamento do NX300, SUV de luxo da marca japonesa.

A Volvo aproveitou o salão para apresentar os modelos híbridos XC90 e XC60. O primeiro, inclusive, esteve disponível para teste drive. “É bem diferente. O carro é silencioso, tem uma outra pegada. Gostei muito da experiência”, contou Jonas Pereira dos Santos, instrutor de elétrica na Auto Jonas Elétrica e Treinamentos. Já o XC60 foi apresentado em primeira mão durante o evento. Em função de sua popularidade, a Volvo decidiu lançar seu modelo mais vendido no mundo – o XC60 -, em versão híbrida.

A área de teste drive, aliás, foi uma das principais atrações do evento, com cerca de 1300 testes entre veículos e motos. A Riba aproveitou a feira para anunciar o lançamento de seu aplicativo de scooters elétricas compartilhadas, que inicia em novembro, na capital paulista, por apenas R$0,59 o minuto de uso.

Já a experiência com bicicletas elétricas, diciclos, patinetes e outros levíssimos eletrificados também não ficou para trás e movimentou o pavilhão com mais de 500 testes. Além disso, o público pode experimentar o kart elétrico e a pilotagem de drones. O piloto de Fórmula-E, Lucas Di Grassi também marcou presença no evento, e falou sobre o lançamento da bicicleta de sua marca. “Decidi investir na mobilidade elétrica e, há um ano e meio iniciamos o desenvolvimento da bicicleta em parceria com a CBMM. Após um período de testes, estamos prontos para de fato entrar no mercado com a proposta que pensamos inicialmente, que é a do aluguel mensal de R$ 190”, contou o piloto.

Para nortear e iluminar o caminho do segmento, a consultoria McKinsey apresentou um estudo inédito sobre os veículos elétricos no Brasil e no mundo e as perspectivas para os próximos 12 anos. A projeção que até 2030, de 15% a 30% dos veículos vendidos terão algum tipo de eletricidade. “O Brasil vende dois milhões de carros por ano, e apenas 3000 são elétricos. Apesar disso, começamos a enxergar algumas mudanças de comportamento, incentivo da indústria e investimento em novas tecnologias. Por isso precisamos entender o que precisa ser melhorado para avançarmos ainda mais”, revelou Bernardo Ferreira, sócio associado da McKinsey.

TOYOTA RAV 4 SENTE O PESO DA IDADE

Com qualidades já conhecidas em outros veículos Toyota, como ergonomia, espaço interno e confiabilidade, o SUV da fabricante japonesa chega às concessionárias em duas versões, a 2.0 de entrada por R$ 129.990 e a topo de linha por R$ 144.990. MinutoMotor avaliou a configuração básica e conta aqui suas impressões.

Imagem: Denis Armelini

Com a falta de equipamentos como central multimídia, bancos em couro, câmera de ré, ajustes elétricos dos bancos dianteiros e acabamentos mais requintados para um veículo nesta faixa de preço, o SUV da Toyota cobra caro pelo que entrega se comparado a outros veículos num segmento tão competitivo e preços semelhantes, como por exemplo o Jeep Compass.

Imagem: Denis Armelini

Com 2,66 metros de entre-eixos, quatro a menos que o Toyota Corolla, o SUV da fabricante japonesa acomoda confortavelmente cinco pessoas adultas, com rodagem suave a ponto de não transmitir as imperfeições de piso enfrentadas no dia a dia das grandes cidades ou mesmo de uma viagem.  Mas a percepção ao entrar no RAV 4, na sua configuração básica, é que a idade chegou. Prova disso é a apresentação da nova geração em mercados como Estados Unidos, onde o veículo é um dos mais vendidos no segmento.

Imagem: Denis Armelini

Já o motor é o mesmo 2.0 com câmbio CVT que simula 7 velocidades do Corolla, apenas com algumas diferenças de ajustes e alimentação, rendendo 145 cv e 19,1 kgf.m a partir de 3.600 rpm. Por ser mais pesado que o sedã, aproximadamente 200 kg, o SUV tem um rendimento honesto para o ritmo do dia a dia a dia, mas que deixa a desejar em situações como em uma ultrapassagem mais rápida.

Imagem: Denis Armelini

 

Ficha técnica
Toyota RAV 4

Motor: Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 2.0, 16V, injeção eletrônica, gasolina
Potência: 145 cv
Torque: 19,1 kgfm a 3.600 rpm
Câmbio: CVT de 7 marchas, tração dianteira
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente, McPherson (dianteiro) e braços duplos triangulares (traseiro)
Freios: Discos ventilados (dianteiros) e discos sólidos (traseiros)
Pneus: 225/65 R17
Comprimento: 4,60 m
Largura: 1,84 m
Altura: 1,71 m
Entre-eixos: 2,66 m
Tanque: 60 litros
Porta-malas: 547 litros
Peso: 1.525 kg

VÍDEO: COMO FUNCIONA O PRIUS, O HÍBRIDO DA TOYOTA

Na próxima segunda (17/09), a 14ª Plataforma Latino-Americana de Veículos Híbridos-Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias abre suas portas. Mais importante evento do segmento na América Latina, a feira será um ambiente ideal para o fortalecimento do networking do setor, disseminando conhecimento, novas tecnologias e gerando negócios que tenham potencial para tornar as cidades mais inteligentes e sustentáveis. O evento é dividido em duas frentes: Congresso e Exposição, na qual serão apresentadas soluções para mobilidade urbana, infraestrutura e políticas para veículos sem combustão. Aproveitando o gancho de evento e o preço da gasolina nas aturas, esta semana testamos o Prius, o híbrido da Toyota. Falando na marca, a montadora de origem japonesa também participará do salão. Exibirá o protótipo Prius Flex e outros modelos híbridos da linha de luxo Lexus. O Salão Latino-Americano de Veículos Híbridos-Elétricos vai até quarta-feira (19/9) no Transamerica Expo Center, em São Paulo.


A Toyota já vendeu mais de 10 milhões de veículos híbridos em todo o mundo desde 1997, quando o Prius – primeiro híbrido de produção de massa – foi lançado. Desse total cerca de 60% são Prius. No Brasil já foram comercializadas exatas 5.340 unidades do modelo híbrido desde o lançamento em 2013. A marca já está testando um protótipo do Prius equipado com motor bicombustível. Esses testes, segundo a montadora, têm sido satisfatórios. Infelizmente, a marca não tem previsão de lançamento desta nova versão para o mercado interno.


Porém, com vários projetos de carros híbridos e elétricos ainda em desenvolvimento, a missão da Toyota é disseminar o conhecimento e os benefícios dessa tecnologia. Ou seja, as pessoas precisam conhecer mais sobre economia de combustível, baixo índice de emissão de CO2 e o quão agradável e divertido é um carro híbrido. Só depois disso, a Toyota poderá considerar a expansão gradual desse mercado de acordo com a aceitação dos consumidores. Agora confira como funciona o Prius em mais um vídeo exclusivo produzido pelo MinutoMotor.

TOYOTA APRESENTA O YARIS, QUE PARTE DE R$ 59.950

O carro número 1 da Toyota em vendas ao redor do mundo chega ao Brasil com a missão de desbancar a forte concorrência. O Yaris, que será comercializado nas plataformas hatch e sedã, enfrentará artilharia pesada – lê-se VW Virtus e Polo, Fiat Cronos e Argus, Honda City e Fit, além do GM Cobalt. A marca japonesa vive um momento especial, comemora 60 anos de Brasil. Com o lançamento de seu novo compacto premium, a Toyota quer crescimento sustentado, porém com grandes ambições. A expectativa é de vender este ano 200 mil carros, 5% a mais que ano passado. E o Yaris é peça-chave para crescimento ainda mais acelerado em 2019. Ou seja, recorde sobre recorde!


As versões manuais (de entrada) deverão representar apenas 5% das vendas totais no modelo. Segunda a marca, a fabricação deverá seguir a seguinte proporção: 55% hatch e 45% sedã. Grande parte das vendas estarão nas versões intermediárias e, é claro, nos modelos topo de linha. Para o modelo hatch, são elas: XL manual e XL CVT, XL Plus Tech CVT (todas com motorização 1.3 litro), XS e XLS, estas com câmbio CVT e motor 1.5 litro. A carroceria sedã possui as mesmas versões, somente com motorização 1.5 litro. O novo modelo conta com os motores Dual VVT-i que já equipam o Etios, transmissão automática CVT e manual de seis velocidades. A economia é ponto chave no processo de crescimento de vendas do modelo. Segundo dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, o hatch da Toyota é o mais econômico da categoria. Com consumo médio – cidade e estrada – entre 8,8 km/l (hatch 1.5 manual) a 9,6 km/l (sedã 1.5 CVT).


O compacto premium conta ainda com uma completa lista de itens como, por exemplo, vidros e travas elétricos, controle de estabilidade, tração e assistente de subida em rampa, faróis com regulagem elétrica e acendimento automático, roda de liga leve de 15” e faróis de neblina.

MOTOR, POTÊNCIA E TORQUE
– 1.3L Flexfuel, Dual VVT-i DOHC de 16 válvulas, que rende 101 cv a 5.600 rpm, quando abastecido com etanol, e 94 cv, a 5.600 giros, com gasolina. O torque máximo nesta configuração é de 12,9 kgfm (com etanol) e de 12,5 kgfm (com gasolina), sempre a 4.000 rpm. Em comparação com o Etios, o ganho foi de 3 cv e 0,2 kgfm de torque com etanol e de 6 cv com gasolina em comparação com o Etios.

– 1.5L Flexfuel, Dual VVT-i DOHC de 16 válvulas, que rende 110 cv de potência a 5.600 rpm, quando abastecido com etanol, e 105 cv, a 5.600 giros, com gasolina. O torque máximo nesta configuração, a 4.000 giros, é de 14,9 kgfm (com etanol) e de 14,3 kgfm (com gasolina). Para esta motorização, o ganho de potência também foi de 3 cv e 0,5 kgfm de torque com etanol e de 3 cv com gasolina em comparação com o Etios.


EQUIPAMENTOS DE SÉRIE

A Toyota recheou o novo Yaris com de itens de conforto, conveniência, tecnologia e segurança, fazendo dele um dos modelos mais completos de sua categoria. Ou seja, a concorrência que se cuide. O recheio é requintado. Desde a versão de entrada XL de câmbio manual, a linha traz de série, computador de bordo, comandos no volante, descansa-braços dianteiro, controle de estabilidade (VSC), tração (TRC) e assistente de partida em rampa (HAC).

O modelo também possui direção eletroassistida progressiva (EPS), ar-condicionado, vidros dianteiros e traseiros com acionamento elétrico por um toque, travas elétricas, faróis com regulagem elétrica, faróis de neblina, retrovisor interno eletrocrômico, banco traseiro rebatido 40/60 (sedã), entre outros itens, além dos obrigatórios airbag duplo dianteiro e freios com sistema ABS de última geração com distribuição eletrônica de frenagem (EBD).

A versão XL com câmbio CVT adiciona os seguintes itens: controle de velocidade de cruzeiro e função Eco Driving do computador de bordo.

Já a versão XL Plus Tech passa a contar com descansa-braços traseiro, detalhes internos na cor prata, ar-condicionado automático e digital, chave inteligente presencial, Smart Entry e sistema de partida sem chave tipo Start Button, banco traseiro rebatido 40/60 na versão hatch e central multimídia com tela de 7” sensível ao toque com funções de rádio AM/FM, MP3, entrada USB, conexão auxiliar Bluetooth, Toyota Play+, sistema que permite espelhamento de aplicativos por meio da tecnologia SDL e com tecnologia Harman e navegador Tom Tom para sistemas operacionais IOS e Android e Waze para sistema IOS.

A versão XS agrega todos os equipamentos da XL Plus Tech, e volante, manopla do câmbio e revestimento das portas em couro, grade com detalhes cromados, roda de liga leve de 15” Dual Tone (preto e prata), bancos de couro, retrovisor externo com rebatimento elétrico, câmera de ré, tapetes em carpete e computador de bordo com tela de 4.2” com tecnologia TFT.

Por fim, a versão topo de linha XLS ainda agrega teto solar, sensor de chuva, maçanetas cromadas, faróis projetores com lâmpadas halógenas, lanternas em LED e sete airbags, adicionando aos dois frontais, dois laterais, dois de cortina e um de joelhos para o motorista.

CORES

Branco Polar (sólido), Branco Perolizado, Cinza Cosmopolita, Prata Lua Nova, Prata Premium, Preto Infinito, Vermelho Super (sólido) e a nova e exclusiva, Azul Titã.

REVISÕES

Até os 60.000 km, o custo total com revisões do Toyota Yaris será de R$ 2.914,44, o mais baixo da categoria.

 


PREÇOS
Toyota Yaris Hatch
XL 1.3 manual – R$ 59.950
XL 1.3 CVT – R$ 65.590
XL 1.5 Plus – R$ 69.950
XS 1.5 – R$ 74.590
XLS 1.5 – R$ 77.590
Toyota Yaris Sedã
XL 1.5 manual – R$ 53.990
XL 1.5 CVT – R$ 68.690
XL 1.5 Plus – R$ 73.990
XS 1.5 – R$ 76.990
XLS 1.5 – R$ 79.990