HOJE É SEXTA: VAMOS PRATICAR O MOTOTURISMO?

 

Ferramenta de trabalho, opção inteligente para a questão da mobilidade urbana, a moto é também um instrumento de prazer. Já que ela pode levar o homem a conhecer novos lugares, novas culturas… Pode ser considerada um agente de socialização. Não há nada melhor que depois de dezenas de quilômetros rodados parar em uma cidadezinha, fazer novas amizades – ou rever velhos amigos de estrada –, poder trocar experiências e contar ‘causos’. E isso é uma experiência única!
Pode ser ainda um ‘rolê’ no centro velho, conhecer uma cidade histórica, descer para o litoral e ver o mar. Muitas vezes a moto se transforma em um tanque de guerra que enfrenta obstáculos. Em outras oportunidades em um avião para devorar as curvas de um autódromo em alta velocidade. É ir até onde a imaginação deixar (ou a rodovia permitir). Praticar o mototurismo é um estado de espírito, um estilo de vida que rejuvenesce as pessoas .
Não tem nenhuma ligação com marca, modelo ou cilindrada. Claro que há afinidades, gosto pessoal. Mas no final não importa o tamanho do “brinquedo”. O que importa mesmo é se aventurar, programar roteiros incríveis, já que a moto não tem fronteiras. Espero que as 11 fotos de Johanes Duarte, do Photo & Road, inspirem muitas pessoas a redescobrirem o Brasil sobre duas rodas, um País continental de inúmeras belezas!
Revise a moto, faça as malas e boa viagem. Bons equipamentos são fundamentais para uma viagem mais confortável e segura. Ah! Não esqueça da capa de chuva. O smartphone também é indispensável para registrar os momentos de alegria e descontração. Agora é pé na estrada!!!

FOTOS: Johanes Duarte / Photo & Road – www.photoandroad.com

TSUNAMI DE HARLEYS ATINGE CAMBORIÚ (SC)

A vida só tem sentido se colecionarmos experiências. Com as ruins aprendemos, as boas guardamos de recordação. Agora tenha em mente esta equação: experiência positiva, somada com um grupo de amigos que compartilham da mesma paixão. De quebra eleve este produto a um lugar paradisíaco com céu azul e mar de águas mornas. Tudo em um clima do mais puro alto astral. O resultado foi o National H.O.G. Rally 2018, que aconteceu em Balneário Camboriú (SC) entre os dias 28 e 30 de abril. O evento anual organizado pela Harley-Davidson reuniu 1200 pessoas e cerca de 700 motos no badalado litoral catarinense. Um verdadeiro “tsunami de motos” que invadiu as ruas da cidade. 

Além do cenário cinematográfico, esta irmandade sobre duas rodas pode participar de festas a beira da piscina regadas com o bom e velho rock´n roll, jantar e festa a fantasia (com temática Anos 80). Além, é claro, do tradicional desfile de Harleys, que ligou o balneário até Penha, onde fica o Beto Carreiro (parque temático), num percurso de 30 quilômetros. Lá foi realizado o ‘Motor Games’, disputa de habilidades de pilotagem sobre as máquinas americanas, e o almoço de confraternização. No final das contas foram muitos quilômetros rodados e novas amizades para adicionar aos contatos do celular. Confira abaixo algumas histórias que rolaram durante o H.O.G. Rally:

Experiência internacional
Roberto Thedaco (acima), de 48 anos, é fã de carteirinha da Harley-Davidson. A bordo deste ícone americano há 11 anos, o empresário já rodou quase 130 mil quilômetros, que foram divididos entre viagens no Brasil, Estados Unidos, Europa e Austrália. Na garupa sua inseparável companheira Ketty. Sua primeira H-D foi uma V-Rod, moto que chegou ao Brasil em 1.999 custando míseros R$ 100 mil.
Simpático e de sorriso largo, Thedaco diz não comprou uma moto, adquiriu um novo estilo de vida e, de quebra, veio uma família junto. “Claro que as Harleys são importantes, já que nos levam a descobrir lugares maravilhosos, além conquistar novos amigos”, afirma o mototurista. “As minhas motos são como “Lego”, já que não acabo de encaixar peças e acessórios”.
Hoje Thedaco é dono de uma Ultra Limited, edição comemorativa aos 115 anos da marca, que rodou de São Paulo até o Balneário Camboriú com outras 50 Harleys no “bonde” da concessionária ABA.

Estranho no ninho
Ver uma BMW K 1600 GTL (moto prata) no meio de cerca de 700 Harleys parece uma cena surreal, mas aconteceu no desfile de motos entre Balneário Camboriú e Penha. Andrei Rakowitsch, que também é dono de uma H-D Road King, esbanjava bom humor. “Rodo também de Harley, tenho amigos harleiros, mas, desta vez optei pelos seis cilindros da K 1600”, brincou.
Aos 67 anos, o empresário de São Paulo, decidiu vir com a grã-turismo alemã pelo maior nível de conforto para encarar trechos mais longos. “A idade pesa. Em viagens mais curtas, a ‘rainha da estrada’ é minha companheira habitual”, afirmou, dizendo que os eventos organizados pela Harley são muito democráticos. “Qualquer motociclista, dono de qualquer tipo ou marca de moto, é sempre muito bem recebido. Em outras marcas a recíproca não é verdadeira”, conta o experiente piloto.

Sonho de infância
“Meu sonho de infância era ter uma Harley. Hoje sou dono de uma Fat Boy 2009”, conta Cláudio Quirino Guimarães, 43 anos. Sempre ligado em carros e motos, o empresário fez sua primeira viagem de H-D entre São Paulo e o balneário catarinense. “A sensação de ‘poder’ é indescritível”, conta com lágrimas nos olhos.
Para comprar a Fat Boy, Cláudio teve de abrir mão de uma outra joia sobre rodas, um Chevrolet Opala SS, 1975, impecavelmente restaurado. 
“Hoje me sinto um pouco dependente da Fat Boy. Não consigo ficar dois dias sem pilotar minha moto. Invento desculpas para ir comprar algo ou encher o tanque. Mas, ao mesmo tempo que você fica ‘pilhado’ para pilotar, a moto também oferece um efeito relaxante. “Harley é isso, uma turbulência de sentimentos e emoções”, resume Cláudio Guimarães. Agora o empresário está de olho em uma moto da linha Touring. O objetivo é viajar com mais frequência e conforto ao lado da esposa Bárbara que, aliás, já está de olho na Sportster 883, modelo de entrada da marca da águia.

Aulas de pilotagem para mãe
Ninguém duvida das habilidades de Ana Magosso no comando de sua H-D Street Glide Special (na moto branca), de quase 400 quilos. A curitibana de 21 anos é, hoje, um dos nomes fortes quando o assunto é manobras em baixa velocidade. A jovem foi um dos destaques do ‘Motor Games’, categoria feminina. Ficou na segunda colocação. Perdeu para Samantha Longhi (em primeiro plano pilotando uma H-D Road King), que apresentou um estilo clássico de pilotagem e postura invejável. Isso sem falar na frieza sobre a moto.
Mas como não dá para ganhar todas, Ana vai treinando para melhorar seu desempenho que, aliás, é invejável. Ana começou a pilotar minimotos aos 7 anos e, hoje, a estudante de direito diz que não trocaria sua Harley por nada. “Ela faz parte de mim!”, afirma a fotógrafa nas horas vagas.
Apesar de pai e irmão motociclistas, Ana Magosso teve certa resistência para tirar sua carta de moto. Teve que pagar o valor escondida para fazer os exames teóricos e práticos e obter a tão sonhada CNH, categoria “A”. Depois da aprovação geral da família e, é claro, a cumplicidade do irmão, a futura advogada foi curtir a estrada e já viajou para várias cidades, entre elas, Petrópolis (RJ) e Foz do Iguaçu (PR). Agora Ana Magosso tem dois objetivos: ensinar a mãe a pilotar (já iniciou as aulas) e montar sua própria escola de manobras. Para isso deverá fazer cursos nos Estados Unidos. “Fazer manobras é minha vida”!

Novos harleiros
“Um dos pilares do National H.O.G. Rally é atrair pilotos novatos para uma experiência incrível. Uma viagem com total segurança, a possibilidade de ‘trocar figurinhas’ com pilotos mais rodados e ter ao seu redor um ambiente familiar e de pura confraternização. É uma irmandade que vem crescendo a cada ano”, avalia Flávio Villaça, gerente de Marketing da Harley-Davidson América Latina, que contabiliza hoje 10 mil associados ao H.O.G. no Brasil. O moto grupo da H-D tem 1 milhão de integrantes em todo o planeta.

VÍDEO: HONDA APRESENTA O REDRIDER

Com mais de 40 anos de Brasil, 80% do market share e cerca de 30% de participação nas vendas de motos acima de 500cc, a Honda decidiu investir em um programa de relacionamento para consumidores de alta cilindrada. O RedRider foi desenvolvido para oferecer experiências exclusivas por meio de eventos, viagens, passeios e cursos de pilotagem. Tudo para uma maior integração entre o motociclista e a Honda. Apesar de toda sua supremacia mercadológica, a Honda, até então, seguia comendo poeira de outras marcas Premium como, por exemplo, Triumph, Harley-Davidson e BMW, que há alguns anos desenvolvem ações de relacionamento com seus clientes. Agora é hora de acelerar forte e recuperar o tempo e os quilômetros perdidos. O programa RedRider começará oficialmente em maio. 


O RedRider será baseado em três linhas de ações principais: O Rider Expedition, que promoverá roteiros de viagens e passeios pelo país e exterior. O Rider Training, com treinamentos e capacitação de pilotagem por meio de cursos homologados pelos CETH´s (Centro Educacional de Trânsito Honda). Além de eventos, que contarão com apoio das concessionárias e incluirão áreas exclusivas nos campeonatos com participação do team Honda Racing Brasil, como o SuperBike Brasil e o Brasileiro de Motocross.

Os clientes da bigtrail CRF 1000L Africa Twin serão os primeiros convidados a participar do Rider Expedition. O destino inicial será a Serra da Canastra, no Centro-Oeste de Minas Gerais, um dos destinos mais procurados hoje pelos moto-aventureiros. Além disso, ainda em 2018, está confirmado um grupo que acompanhará parte da etapa do Rally dos Sertões.


Na sequência serão atendidos consumidores de motos da linha importada da Honda, passando por modelos de alta cilindrada fabricados em Manaus, até chegar aos proprietários da família 500. Entre as ações programadas estão viagens do tipo bate-e-volta e bate-e-fica, além de atividades On-Road e Off-Road. O RedRider disponibilizará aos consumidores motocicletas do próprio programa. O calendário de atividades e os eventos serão divulgados com o lançamento do site oficial, que acontece em maio.

Serviço
www.redriders.com.br
redrider@redrider.com.br
(11) 4810-5372