TESTE-DRIVE: VOLKSWAGEN GOL 1.6 MSI AUTOMÁTICO

No final de julho deste ano, o Gol passou por uma discreta reestilização. Mas a grande mudança do modelo 2019 do compacto da Volkswagen foi o lançamento da versão topo de linha MSI, a primeira do Gol com câmbio automático – antes, a opção era apenas entre câmbio manual ou automatizado. Externamente, as diferenças estéticas da versão automática em relação ao restante da linha são discretas. O capô e a grade do radiador são mais elevados do que nas outras configurações, com dois frisos ligando os faróis, que são maiores e mais retangulares. O para-choque dianteiro conta com entradas de ar na parte de baixo e design mais esportivo. Os faróis de neblina ganharam formas trapezoidais e molduras pretas. A assinatura “MSI Automatic”, próxima à lanterna direita, arremata as diferenciações externas.

O novo câmbio trabalha em conjunto com o motor 1.6 MSI com quatro cilindros e 16 válvulas, o mesmo da antiga versão Rallye, que foi descontinuada na linha 2019. Com duplo comando de válvulas, bloco e cabeçote feitos de alumínio, o Gol 1.6 MSI automático atinge 110 cavalos quando abastecido com gasolina e 120 cavalos com etanol, em ambos os casos a 5.750 giros. Já o torque é de 15,8 kgf.m com gasolina e 16,8 kgf.m com etanol, disponível aos 4 mil giros. Segundo a Volkswagen, o conjunto leva o Gol do zero a 100 km/h em 10,1 segundos, com velocidade máxima de 185 km/h. No novo câmbio, as trocas seqüenciais podem ser feitas na alavanca ou, opcionalmente, nas aletas localizadas atrás do volante. O sistema tem ainda o modo de acionamento esportivo (posição “S” na base da alavanca), que altera o momento de entradas das marchas para rotações mais altas para conferir acelerações mais vigorosas.

Com a redução na quantidade de versões imposta na linha 2019 do Gol, a Volkswagen adotou uma configuração de acabamento única para a família. Assim, os equipamentos da versão 1.6 16V MSI automática são os mesmos disponíveis quando o modelo vem com o motor 1.0 de três cilindros ou o 1.6 8 válvulas, ambos com câmbio manual – não há mais a oferta do transmissão automatizada. Por dentro, com exceção da troca da alavanca manual pela automática, o hatch continua o mesmo. Os plásticos rígidos ainda predominam no acabamento interno. Os bancos são revestidos em tecido e o do motorista conta com ajuste de altura. O volante incorpora comandos para acessar o sistema de áudio, computador de bordo e telefonia. A lista de itens de série inclui ar-condicionado, direção hidráulica, banco do motorista com ajuste de altura, suporte para celular com entrada USB, travamento elétrico das portas e vidros dianteiros com acionamento elétrico, alerta sonoro de faróis acesos, tomada 12V no console central, para-sol com espelho para motorista e passageiro e luzes indicadoras de frenagem de emergência.

As rodas são de aço, com 15 polegadas, mas, opcionalmente, é possível adotar rodas de liga leve de 15 polegadas. Por R$ 3 mil adicionais, o pacote “Urban Completo” adiciona chave canivete, retrovisores elétricos com pisca integrado, sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina e rodas de liga leve. Gastando mais R$ 2 mil, é possível acrescentar a central multimídia com espelhamento de smartphones, volante multifuncional com borboletas para troca de marchas e computador de bordo. Completo, como o modelo avaliado, o Gol salta de R$ 54.580 para R$ 59.580.

Aparentemente, a estratégia da Volkswagen ao lançar a sua linha 2019 – na qual a principal novidade é a inédita versão automática MSI – deu resultado. No primeiro semestre, antes do lançamento, a média de vendas do Gol ficava perto das 5.500 unidades mensais. Começou a subir após o lançamento da linha 2019, em julho. Em outubro, já atingiu 8.973 emplacadas. No ranking de vendas, superou o Chevrolet Prisma e o Volkswagen Polo e saltou da sexta para a quarta posição. Agora, está atrás apenas de Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Ford Ka. No embalo do novo câmbio automático, o Gol mostra que ainda é capaz de surpreender.

Impressões ao dirigir 

A ausência do pedal da embreagem no Volkswagen Gol não é novidade. Mas o desempenho do hatch com a nova transmissão automática é imensamente superior ao oferecido pelo antigo câmbio automatizado e seus desagradáveis “soluços” nas trocas de marcha. O motor 1.6, com 120 cavalos e 16,8 kgfm de torque com etanol, movimenta com o Gol desenvoltura. As trocas de marchas do câmbio automático de 6 velocidades são rápidas e a sintonia com o propulsor impressiona, proporcionando ao compacto um desempenho bastante satisfatório. O carro tem boas arrancadas e um torque decente desde as baixas rotações.

A boa relação de marchas do câmbio elimina os trancos nas mudanças e rentabiliza com eficiência a força do motor. E as aletas atrás do volante para trocas manuais das marchas aumentam os recursos de quem gosta de uma performance mais esportiva. Para os menos afeitos aos esforços dispensáveis, há ainda a opção de levar a alavanca de câmbio do modo “D” para o modo “S” (Sport), que faz com que as marchas sejam trocadas em giros mais elevados.

O acerto de suspensão dos automóveis da Volkswagen normalmente é um pouco mais firme. No caso do Gol, o conjunto suspensivo proporciona boa estabilidade em curvas rápidas, porém, transfere para o interior do carro as imperfeições da pista. O compacto tem um comportamento dinamicamente equilibrado, com rolagens de carroceria discretas. Para um modelo que não conta com controle eletrônico de estabilidade, não faz feio. A direção tem assistência hidráulica, um pouco mais pesada que a assistência elétrica do Pólo.

Mas o bom diâmetro de giro facilita as manobras. Aos poucos, os modelos de entrada do mercado automotivo brasileiro começam a se adaptar aos novos gostos dos consumidores. A transmissão automática figura entre os itens desejados por consumidores deste tipo de veículos. Para quem roda muito em cidades engarrafadas, o câmbio automático é uma “extravagância” que começa a ser encarada como racional.

Texto: Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix Fotos: Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix


Ficha técnica
Volkswagen Gol MSI 1.6 automático

Motor: Gasolina e etanol, 1.598 cm³, dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas. Injeção multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não dispõe de controle de tração.
Potência máxima: 110 cavalos e 120 cavalos a 5.750 rpm com gasolina e etanol.
Torque máximo: 15,8 kgfm e 16,8 kgfm às 4 mil rpm com gasolina e etanol.
Aceleração de zero a 100 km/h: 10,1 segundos.
Velocidade máxima: 185 km/h.
Diâmetro e curso: 76,5 X 86,9 mm. Taxa de compressão: 11,5:1.
Freios: A disco na frente e a tambor atrás, com ABS e EBD.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com braços triangulares transversais e barra estabilizadora. Traseira com eixo de torção com braços longitudinais. Não dispõe de controle de estabilidade.
Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,92 metros de comprimento, 1,90 metro de largura, 1,49 metro de altura e 2,47 metros de distância entre-eixos. Airbags frontais.
Peso: 1.040 kg.
Capacidade do porta-malas: 285 litros.
Tanque de combustível: 55 litros.
Produção: Taubaté/SP.
Preço: R$ 54.580.

Opcionais: Rodas de liga leve de 15 polegadas, alarme keyless, chave tipo “canivete” com controle remoto, retrovisores e maçanetas pintados na cor do veículo, grade do radiador pintada em preto ninja, espelhos retrovisores externos com ajuste elétrico, função tilt down (lado direito) e luzes indicadoras de direção integradas, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros e traseiros, destravamento elétrico da tampa traseira com controle remoto, travamento elétrico das portas com controle remoto, para-sol com espelho iluminado, farol de neblina, lanterna traseira escurecida, duas luzes de leitura dianteiras e duas traseiras, alças de segurança no teto, coluna de direção com ajuste de altura e distância, central multimídia com espelhamento de celulares, computador de bordo, volante multifuncional e aletas para trocas manuais de marchas.
Preço completo: R$ 59.580.

SALÃO DO AUTOMÓVEL: MARCAS EUROPEIAS

SALÃO DO AUTOMÓVEL: MARCAS EUROPEIAS

Após alguns anos de trevas, parece que o mercado automotivo brasileiro reencontrou a luz. Depois que o ainda otimista Salão do Automóvel de São Paulo de 2014 foi sucedido por três anos seguidos de profunda retração nas vendas, com direito a milhares de concessionárias fechadas e uma edição do evento paulistano quase depressiva em 2016, finalmente em 2018 as vendas voltaram a crescer de forma consistente. E as empresas do setor não disfarçam a euforia. Por isso, a trigésima edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo – que acontece de 8 a 18 de novembro no São Paulo Expo, na capital paulista – tem ares de celebração, apesar de algumas ausências de marcas que tradicionalmente participam do evento, como Peugeot, Citroën, Land Rover, Jaguar e Volvo, terem resolvido não participar. O público esperado é de mais de 700 mil pessoas que visitarão os mais de 120 estandes, entre fabricantes de veículos e de autopeças e empresas de serviços do setor. Confira as novidades dos carros de origem europeia.

TEXTO E FOTOS Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix

Fiat Fastback

No estande da Fiat, estão expostas versões customizadas dos produtos da marca italiana, como o Argo Sting, o Cronos Sport e a picape Toro Rescue, incrementada com acessórios da Mopar. Mas a grande atração é o conceito Fastback. Trata-se de um utilitário esportivo com teto descendente na traseira, típico de cupês, construído sobre a base da picape Toro. O conceito tem a linha de cintura muito elevada e adianta como será o estilo dos modelos da Fiat nos próximos anos.

Volkswagen Tarok

O nome é uma mistura de Tarek, o futuro utilitário esportivo médio argentino da Volkswagen, com Amarok, a picape portenha da marca. Com estilo mais urbano, pouco voltado para o trabalho, a picape derivada da plataforma MQB é esperada para 2020 e o “alvo preferencial” é a Fiat Toro. Um de seus destaques é o uso de um painel traseiro rebatível, que aumenta a dimensão da caçamba ao “deitar” os bancos traseiros, criando um piso plano.

Audi RS4 Avant

O imponente sedã A8, repleto de moderníssimos sistemas automatizados de assistência ao motorista, e o novo utilitário esportivo Q8 tinham tudo para disputar o posto de principal atração da Audi no Salão de São Paulo. Mas a nova perua esportiva RS4 Avant está lá, com todo o seu carisma e um vistoso tom vermelho. Equipada com um motor 2,9 litros de 450 cavalos, câmbio Tipotronic de 8 velocidades e a indefectível tração integral Quattro da marca das argolas, é um dos lançamentos mais aguardados da linha de esportivos da Audi.

AMG One

A Mercedes-Benz ousou ao colocar sob os holofotes do Salão de São Paulo o chamado hiperesportivo AMG One, na prática, um carro de Fórmula-1 com licença para andar nas ruas. Nunca é demais lembrar que a AMG, a divisão esportiva da Mercedes, é a responsável pela equipe de Fórmula-1, novamente campeã do Mundial neste ano com o inglês Lewis Hamilton. O One combina motor a combustão 1.6 V6 turbo com elétricos, somando absurdos mil cavalos de potência. Apesar de ser um conceito, o modelo já teve uma futura produção em série pré-vendida de 275 unidades, com entregas previstas para o final do próximo ano na Europa.

Renault Zoe

A Renault escolheu o Salão do Automóvel de São Paulo para apresentar aos brasileiros sua maior novidade no mundo dos 100% elétricos. O compacto Zoe, tido como o elétrico mais vendido na Europa, começou a ser comercializado no país, na versão Intense, paralelamente à mostra paulistana, com preço de R$ 149.990. De acordo com a fabricante francesa, o Zoe tem autonomia de mais de 300 quilômetros e precisa de uma hora e 40 minutos para carregar 80% da capacidade total das baterias. Com torque de 22,9 kgfm, o modelo acelera de zero a 100 km/h em 8 segundos.

BMW X5

O novo BMW X5 é um dos SUVs de luxo mais aguardados do Salão do Automóvel de São Paulo. O utilitário esportivo de grandes proporções tem na versão xDrive 40i motor 3.0 turbo de seis cilindros em linha com 340 cavalos de potência e aceleração de zero a 100 km/h em 5,5 segundos. Na configuração xDrive 50i, o motor é um 4.4 V8 com 462 cavalos de potência, com a mesma aceleração feita em 5 segundos. Para ambas as versões, o SUV da BMW tem transmissão automática de 8 velocidades com conversão de torque e tração integral.

Porsche GT3 RS

Com 70 anos de estrada, a Porsche desembarca no Salão de São Paulo destacando a nova geração do 911 GT3 RS, um dos esportivos com melhor desempenho do mercado mundial na atualidade. Com motor 4.0 aspirado de seis cilindros, a potência da lenda alemã é de 520 cavalos e torque de 47 kgfm. O carro utiliza na sua construção materiais leves como ligas de aço e alumínio. Para o mercado brasileiro, a Porsche liberou apenas 19 unidades, com preço de R$ 1.242.000.

T-CROSS, O NOVO SUV GLOBAL DA VW CHEGA PARA O SALÃO


A Volkswagen apresentou globalmente o T-Cross, em evento inédito que integra os três continentes onde o modelo será produzido e comercializado (Europa, Ásia e América). O novo SUV faz parte da estratégia da empresa de oferecer modelos globais com características específicas para atender às necessidades locais de cada região. Primeiro SUV da marca Volkswagen produzido no País chegará ao mercado nacional no 1º semestre de 2019 e também será comercializado para a América Latina. 

A versão brasileira terá atributos exclusivos para a região, como o maior entre-eixos (2.651 mm). No Brasil, modelo será oferecido com motores TSI e terá o maior torque da categoria: 250 Nm (25,5 kgfm). Todas as versões trarão de série Controle de Estabilidade (ESC) e seis airbags, entre outros itens de segurança. O modelo Será uma das atrações da marca durante o Salão Internacional do Automóvel, que acontece em São Paulo entre 8 e 18 de novembro.

Para os mercados da América Latina, o T-Cross p será produzido em São José dos Pinhais (PR) – para isso, a fábrica recebeu investimentos na casa de R$ 2 bilhões – e faz parte dos cinco novos SUVs a serem lançados pela Volkswagen na região até 2020. O modelo será produzido sobre a Estratégia Modular MQB, que é o mais moderno conceito de produção do Grupo Volkswagen no mundo. Os veículos baseados na Estratégia Modular MQB proporcionam o que há de mais avançado em termos de design, inovação, alta performance e segurança.

O novo SUV da VW se destacará pelo excelente comportamento dinâmico – no Brasil terá exclusivamente motores TSI –, por oferecer cabine espaçosa e confortável e pelos avançados recursos de tecnologia, conectividade e segurança. Oferecerá itens exclusivos no segmento, como o painel totalmente digital (Active Info Display), seletor de perfil de condução, Controle de Estabilidade (ESC) de série, bloqueio eletrônico do diferencial, Park Assist 3.0, suporte para celular no painel, quatro entradas USB (inclusive para o banco traseiro), iluminação da cabine em LED e acabamento com apliques no painel. Também contará com faróis full-LED, seis air bags, saída de ar-condicionado para o banco traseiro e teto solar panorâmico, entre outros recursos.

No Brasil, o T-Cross terá exclusivamente motores TSI, que combinam injeção direta de combustível e turbocompressor para entregar alta eficiência energética e prazer ao dirigir. O motor 250 TSI Total Flex gera potência de até 150 cv (110 kW), com gasolina ou etanol, a 4.500 rpm. O torque máximo, também com ambos os combustíveis, é de 250 Nm (25,5 kgfm) – será o maior torque da categoria. Esse motor será combinado exclusivamente à transmissão automática de seis marchas com função Tiptronic e aletas (“shift paddles”) para trocas no volante.

Já o motor 200 TSI Total Flex desenvolve potência de até 128 cv (94 kW) a 5.500 rpm, com etanol – com gasolina, são 116 cv (85 kW), à mesma rotação. O torque máximo é de 200 Nm (20,4 kgfm), com gasolina ou etanol, sempre na faixa de 2.000 a 3.500 rpm. Esse motor poderá ser combinado à transmissão manual ou à automática com função Tiptronic (também com as aletas no volante), ambas de seis marchas.

Todas as versões do T-Cross serão equipadas com luz de condução diurna (DRL) em LED, integrada ao farol de neblina. Haverá oferta de faróis full-LED para o T-Cross – neste caso, a luz de condução diurna encontra-se na própria carcaça do farol. E a capacidade do porta-malas varia entre 373 e 420 litros.

O T-Cross também poderá ser equipado com teto solar panorâmico “Sky View” – dois painéis de vidro que abrangem mais da metade da área do teto do carro (a seção dianteira pode ser aberta eletricamente). Outro destaque no interior do T-Cross é a iluminação ambiente em LED. Há luzes na região dos pés, no centro do console, no painel e nas maçanetas. O T-Cross terá disponível o sistema de som “Beats”, de alta fidelidade sonora, com sete alto-falantes (incluindo um sub woofer no porta-malas) e potência é de 300W RMS.


“O T-Cross é o primeiro SUV produzido pela Volkswagen no Brasil, que chega para revolucionar os padrões de seu segmento”, afirma o Presidente e CEO da Volkswagen América Latina, Pablo Di Si. “É um carro global, que traz alterações para o gosto e perfil dos clientes da América Latina, reforçando a nossa estratégia de Regionalização”, explica Di Si. “O T-Cross que será feito no Brasil traz mudanças em seu design, maior espaço interno e é mais alto que o modelo europeu, além de ser um modelo seguro, conectado e cheio de tecnologia”, conclui.

MAIOR E MAIS TECNOLÓGICO, NOVO JETTA CUSTA R$ 109.990

Não será preciso esperar o Salão do Automóvel para o consumidor brasileiro conhecer o Novo Jetta. O carro traz muitas novidades em termos de design e tecnologia embarcada. Produzido em Puebla, no México, a sétima geração do sedã médio da Volkswagen chega em outubro em duas versões e tem as três primeiras revisões gratuitas. Os valores giram entre R$ 109.990 (Comfortline 250 TSI) e R$ 119.990 (R-Line 250 TSI).

Comparado com a geração anterior, o Novo Jetta traz desenho totalmente novo. O carro está mais longo, largo e alto, o que refletiu também em um maior espaço interno. O Novo Jetta mede 4.702 milímetros (mm) de comprimento. A largura é de 1.799 mm e a altura é de 1.474 mm. Mas o que mais chama a atenção é o entre-eixos: são 2.688 mm.

Versões o itens de série

O Novo Jetta está mais “clean” e uma aparência geral mais elegante. A combinação de uma grande grade dianteira e linhas definidas, enquanto a adição de cromados e iluminação LED. O interior é todo novo. Os instrumentos e o sistema de infotainment são orientados de forma horizontal e oferecendo fácil leitura. O sedã traz novas cores de tecido e acabamentos de porta.

O Novo Jetta Comfortline 250 TSI conta com ar-condicionado “Climatronic” com regulagem digital de temperatura para motorista e passageiro (duas zonas), sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, sensor de chuva, seis airbags (dois frontais, dois laterais e dois do tipo cortina), bloqueio eletrônico do diferencial, sistema Start/Stop e função de frenagem de manobra (RBF).

Já o Jetta R-Line traz uma “pegada” mais esportiva. O visual frontal é marcado pelas grades em preto brilhante. O logo R-Line aparece na grade frontal e nos para-lamas dianteiros. O conjunto R-Line é composto por rodas de 17” estilo “Viper” e espelhos retrovisores pintados em preto. O teto do Novo Jetta R-Line também é pintado de preto. A cabine traz ambientação escura, com o teto e as colunas forrados em preto. O volante é exclusivo, com base achatada e logotipo alusivo à versão. Na traseira, o destaque fica com os detalhes cromados na parte inferior do para-choque.

Além do visual exclusivo e de todos os equipamentos da versão Comfortline, o Novo Jetta R-Line 250 TSI traz Active Info Display (painel digital programável), controlador automático de velocidade (ACC), Front Assist com função City Emergency Brake, Detector de Fadiga, Sistema de Frenagem Pós-Colisão e regulagem automática do farol alto (FLA). O teto solar é opcional em ambas as versões e custa R$ 4.990.

Conectividade

Também é de série o sistema de infotainment “Discover Media” com tela de 8”, que permite conectividade avançada com os smartphones por meio do App-Connect (Android Auto, Apple CarPlay e Mirrorlink) e oferece navegação integrada. Rodas de 17 polegadas, câmera traseira e sistema Kessy também vêm de fábrica. O Novo Jetta conta, também de série, com o sistema de seleção do modo de condução (Eco, Normal, Sport e Individual) e iluminação ambiente ajustável em 10 tonalidades.

Motor e freios

O Novo Jetta chega ao mercado brasileiro com o motor 1.4 TSI Total Flex –produzido em São Carlos (SP) – e transmissão automática de seis marchas (com conversor de torque) com função Tiptronic. O propulsor desenvolve potência máxima de 150 cv (etanol ou gasolina) a 5.000 rpm. Seu torque máximo, de 25,5 kgf.m, surge a apenas 1.400 rpm e se mantém plano até 3.500 rpm, independentemente da mistura de combustível. Segundo dados da montadora, o sedã acelera de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos e tem velocidade máxima de 210 km/h, com gasolina ou etanol.


O Novo Jetta traz freios a disco nas quatro rodas e possui o recurso BSW, de secagem dos discos de freio dianteiros, para ajudar a remover a água e ajuda a otimizar a frenagem em clima úmido. O sistema de freios do Novo Jetta também traz as tecnologias de distribuição eletrônica da pressão de frenagem (EBD) e de assistência hidráulica à frenagem (HBA).

Cores e revisões gratuitas

O Novo Jetta é oferecido em seis opções de cor: três sólidas (Branco Puro, Preto Ninja e Vermelho Tornado), duas metálicas (Prata Snow e Cinza Platinum) e uma perolizada (Preto Mystic). Todas as versões terão as três primeiras revisões (10.000 km, 20.000 km e 30.000 km) gratuitas. Isso representa uma economia de R$ 1.400 para o cliente – média de preço dos três primeiros serviços dos principais concorrentes do Novo Jetta no Brasil. E ainda plano de manutenção até os 60 mil km do Novo Jetta totaliza R$ 2.204 – isto é, segundo a montadora, 40% abaixo do custo médio do segmento.

T-CROSS, O NOVO SUV DA VOLKSWAGEN

Que os Sport Utility Vehicles (SUVs) caíram nas graças do consumidor brasileiro não é novidade. Basta acompanhar os números de vendas dos Jeep Compass e Renegade, além do Honda HR-V. Marcas como Hyundai, Nissan e Renault já participam deste concorrido mercado. Outras estão trazendo novas opções e renovando modelos . Caso da Volkswagen que mudou radicalmente o Tiguan e apresentará em breve o T-Cross, modelo que já foi visto rodando camuflado. O carro será robusto e de personalidade forte, customizável e conectado, perfeito para o jovem endinheirado e descolado. Com tração dianteira, o novo SUV será produzido em São José dos Pinhais (PR), e deve ganhar as ruas já no primeiro semestre de 2019. Para o desenvolvimento e a produção deste SUV  compacto, a Volkswagen fará um investimento de R$ 2 bilhões. 

Usando a mesma arquitetura (MQB A0) do Polo e do Virtus, o T-Cross será, segundo a marca, um dos mais seguros do segmento. O novo SUV da Volkswagen mede 4.192 mm de comprimento e 1.568 mm de altura (10 mm mais alto que o T-Cross europeu). A distância entre eixos do modelo que será produzido no Brasil é a maior do segmento: 2.649 mm (86 mm a mais do que a distância entre-eixos do T-Cross europeu). Sendo assim, o T-Cross é consideravelmente maior do que o Novo Polo. Equipada com rodas de até 17 polegadas, a gama T-Cross dispõe de duas opções de motores com turbocompressor e injeção direta de combustível. O motor 1.0 TSI Total Flex atinge uma potência de até 128 cv com etanol. Já o motor 1.4 TSI Total Flex gera uma potência de até 150 cv, também com o combustível vegetal.

Confira as quatro principais características do T-Cross:
Prático.” O novo SUV oferece um espaço surpreendente. Um dos elementos responsáveis por isso é a Estratégia Modular MQB. Esta base inovadora puxa o eixo dianteiro bastante para a frente, garantindo uma distância adicional entre os eixos, maior espaço interno e volume de carga. Assim, a capacidade do porta-malas é excelente (390 litros). O encosto dobrável do banco do passageiro dianteiro oferece ainda mais flexibilidade. Típica de um SUV é a posição elevada dos assentos no T-Cross. O ângulo de visão elevado do T-Cross é obtido graças a uma maior altura livre do solo e ao sistema de bancos.

Descolado.” O design é marcante. A parte dianteira destaca-se por sua altura; o design é carismático, com uma grade ampla e faróis de LED integrados. Também responsável por esta altura acentuada é a tampa do compartimento do motor. A região inferior da parte dianteira distingue-se por detalhes como os faróis de neblina inseridos de modo marcante. Nas versões do T-Cross com faróis halógenos, a luz de condução diurna é integrada no módulo dos faróis de neblina; já no caso de faróis full-LED, a luz de condução diurna encontra-se acima, na carcaça do farol. Nas laterais, uma linha característica acentuada divide os espaços. Atrás, ela forma uma seção dos ombros impactante, e assinala na traseira um novo elemento de design da Volkswagen: a faixa de refletores estendida transversalmente na parte traseira e emoldurada por um painel preto. Dash pads integram o estilo jovial e as oito cores do exterior (opcionalmente também bicolor) com o interior do veículo projetado de forma explicitamente generosa para esta classe. A música do smartphone ou dos serviços de streaming pode ser reproduzida pelo sistema de som “Beats”, com sete alto-falantes e qualidade de som premium.

Intuitivo.” Ainda é cedo demais para revelar todos os novos detalhes técnicos do interior. Porém, já é claro: o T-Cross inclui, opcionalmente, um sistema de Infotainment com tela sensível ao toque (touchscreen) de 8 polegadas e um cockpit digital “Active Info Display” (painel de instrumentos) de última geração. A operação é intuitiva. Quatro entradas USB (duas na frente, duas atrás) garantem a conexão ideal e energia suficiente para os smartphones. O sistema opcional de travamento e partida “Keyless Access” torna o acesso ao T-Cross mais confortável, enquanto os faróis full-LED proporcionam mais eficiência e precisão na iluminação. 

 

Seguro”. A influência positiva da Estratégia Modular MQB revela-se em todas as áreas do T-Cross. Graças à MQB, o SUV já entrará na concorrência como um dos veículos mais seguros de sua classe – o que é garantido pela alta resistência a impactos, seis airbags e uma gama especialmente ampla de sistemas de assistência. Além de sensores dianteiro e traseiro para estacionamento, o T-Cross também está equipado com o sistema “Park Assist 3.0”, que permite o estacionamento autônomo em vagas paralelas e transversais – e agora com a função de freio de manobra. Entre os outros sistemas de assistência estão o sistema de “Frenagem Automática Pós-Colisão” (aciona automaticamente os freios do veículo em caso de acidente) e o “Detector de fadiga” (detecta a perda de concentração do motorista e o sistema recomenda uma pausa para descanso). Além disso, o T-Cross poderá ser equipado com o “Seletor do perfil de condução”, para o motorista ajustar a experiência de direção entre os modos normal, ecológico, esportivo ou individual.

MAIS POTENTE, VW AMAROK V6 CUSTA R$ 185 MIL

A Volkswagen Amarok V6 Highline chega com o título de picape média mais potente (225 cavalos) e rápida do mercado brasileiro. Faz de 0 a 100 km/h em apenas 8 segundos, segundo medições da marca”, avalia Gustavo Schmidt, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen do Brasil. O executivo da montadora aposta que esse apelo vai atrair tanto clientes particulares urbanos como frotas de trabalho, melhorando o desempenho comercial do veículo. O preço sugerido para a Amarok V6 é de R$ 184.990 e o modelo traz outros destaques: sistema multimídia com tela de 6,33” e espelhamento de smartphone, bancos de couro com regulagem elétrica, quatro airbags e faróis bixenônio com LEDs.“A Amarok V6 também vai atrair compradores novos, que antes não tinham na Volkswagen a opção da motorização maior”, afirma o executivo. 

Com a chegada da nova opção, a picape da VW passa a ser oferecida com três opções de motorização, todas diesel: a versão S (cabine simples ou dupla) com motor 2.0 turbodiesel de 140 cv e 34,7 kgfm de torque, associado a câmbio manual de seis marchas; as versões SE, Trendline e Highline equipadas com o 2.0 diesel biturbo de 180 cv e 40,8 kgfm, com caixa manual (SE) ou 42,8 kgfm, com transmissão automática de oito velocidades (Trendline e Highline); e agora a Amarok Highline 3.0 V6 TDI (turbodiesel) de 225 cv e 56,1 kgfm, com o mesmo câmbio automático ZF de oito velocidades e tração integral 4×4.

Em termos de conforto e nível de equipamentos da versão V6 são quase iguais aos da opção Highline 2.0, até agora a mais vendida do mix no varejo. A picape mais potente vem completa, o único opcional são as rodas de liga leve de 19 polegadas, que acrescentam R$ 2.720 ao preço.

A extensa lista de itens de série inclui recursos como faróis bixenônio emoldurados por luzes diurnas de LED, sensores de auxílio ao estacionamento com câmera de ré, freios a disco ventilados nas quatro rodas com sistema de pós-colisão, monitor de pressão dos pneus, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistência de partida em rampa e de descida automática em modo off-road, ajuste elétrico dos bancos dianteiros, ar-condicionado digital de dupla zona de temperatura, volante multifuncional e sistema de infoentretenimento “Discover Media”, com tela colorida sensível ao toque de 6,33 polegadas, leitor de CD, duas entradas para SD-Card, Auxiliar e porta USB, além de espelhamento de smartphones.