TEST-DRIVE: Versão topo de linha do WR-V 2021 esbanja conforto e soluções criativas

As maiores mudanças se apresentam na dianteira do veículo / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
As maiores mudanças se apresentam na dianteira do veículo / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

O Honda WR-V 2021 apresenta sutis retoques de estilo que deixaram o visual do SUV derivado do Fit um tanto mais contemporâneo, além de incorporar equipamentos e aprimoramentos em segurança – especialmente na configuração “top” EXL, oferecida por R$ 94.700. Na dianteira, o WR-V 2021 EXL ostenta uma nova grade, com desenho horizontal e área cromada mais estreita, valorizando o logotipo da Honda ao centro. O visual é complementado pela iluminação com novo design e tecnologia de leds, que amplia a luminosidade e reforça a frente do modelo. Os faróis de neblina ganharam uma nova moldura e lâmpadas em leds, com luzes diurnas de circulação também em leds. Na traseira, o modelo tem um novo para-choque e lanternas em leds. O friso superior da placa, antes cromado, agora segue a cor da carroceria. E as rodas de 16 polegadas ganharam acabamento escurecido. Segundo dados da Fenabrave, o WR-V só é o 41º carro mais vendido do país. Entre janeiro e setembro 6.424 unidades foram emplacadas.

O WR-V ganhou “paddles shifts” atrás do volante / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
O WR-V ganhou “paddles shifts” atrás do volante / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

Por dentro, a versão EXL traz revestimento em couro com costuras na cor preta. O painel ganhou atualizações nas cores aplicadas, com a utilização de friso do volante e molduras do painel em black piano, com detalhes cromados. A ergonomia é complementada com a adoção de regulagem de altura e profundidade do volante e ajuste de altura do banco do motorista. Ao lado dos bancos revestidos em couro, são exclusivos da EXL o navegador GPS integrado ao sistema multimídia, os retrovisores eletricamente rebatíveis, os sensores de estacionamento dianteiros e o espelho interno fotocrômico.

O WR-V 2021 adotou controles de estabilidade e tração / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
O WR-V 2021 adotou controles de estabilidade e tração / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

Produzido em Itirapina (SP), o WR-V manteve em todas as versões o motor 1.5 i-VTEC FlexOne com 116 cavalos de potência a 6 mil giros e 15,3 kgfm de torque a 4.800 rotações por minuto, associado à transmissão CVT com conversor de torque. Na configuração EXL, traz “paddles shifts” localizados atrás do volante para trocas sequenciais comandadas pelo motorista. Entre os aprimoramentos da linha 2021 do WR-V estão a adoção dos controles de estabilidade e tração, do assistente de partida em aclive, do alerta de frenagem emergencial e do sensor crepuscular para acendimento automático dos faróis, que são de série em todas as versões. A estrutura de deformação progressiva ACETM (Advanced Compatibility Engineering) e as barras de proteção nas portas também estão em toda a linha, mas só a versão EXL vem com seis airbags – frontais, laterais e do tipo cortina.

O porta-copos fica ao lado do painel, entre o volante e a porta / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
O porta-copos fica ao lado do painel, entre o volante e a porta / Luiza Kreitlon / AutoMotrix

Impressões de pilotagem – Em termos dinâmicos, o WR-V tira proveito do conjunto suspensivo, projetado para possibilitar altura do solo (20,7 centímetros) e ângulos de ataque (o da frente, com 21 graus) e de saída (o de trás, com 30,1 graus). São números compatíveis com a proposta de um utilitário esportivo compacto e permitem ultrapassar os buracos e quebra-molas do cotidiano sem comprometer o conforto e a agilidade para o uso urbano – que é o efetivo foco do modelo. Segundo a Honda, a suspensão adota amortecedores com batente hidráulico e haste do amortecedor reforçada, com barra estabilizadora projetada para reduzir a rolagem da carroceria. O eixo traseiro tem seu desenvolvimento baseado no do HR-V – as rolagens existem, no entanto, não chamam demasiadamente a atenção. A direção eletricamente assistida tem comportamento progressivo – é leve nas manobras lentas e ganha rigidez conforme o carro acelera mais. As retomadas acontecem de forma consistente graças ao motor 1.5 i-VTEC FlexOne com 116 cavalos e 15,3 kgfm, que se entende bem com o câmbio CVT. Não transmite grande esportividade, mas é bem competente no uso urbano. Eventualmente, o “powertrain” se mostra um tanto barulhento, algo corriqueiro nos câmbios continuamente variáveis.

Um dos pontos fortes do WR-V é sua suspensão reforçada / Luiza Kreitlon / AutoMotrix
Um dos pontos fortes do WR-V é sua suspensão reforçada / Luiza Kreitlon / AutoMotrix


Texto Luiz Humberto Monteiro Pereira / AutoMotrix

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