TESTE: MERCEDES-BENZ C 200 EQ BOOST É ADITIVO ENERGÉTICO

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O atual Classe C está no meio do seu ciclo de produto. Lançada em 2014, a quarta geração do sedã da Mercedes-Benz acaba de ganhar, em sua linha 2019, ligeiros retoques visuais e alguns novos equipamentos para manter-se atualizada até a chegada da quinta geração, que deve vir em 2021. Mas a principal novidade da linha 2019 vai além das aparências: é a versão C 200 EQ Boost. Essa versão usa um motor elétrico para suplementar a potência do motor a combustão nas arrancadas e acelerações.

Além da versão C 200 EQ Boost, o modelo terá as já conhecidas configurações C180 Exclusive e Avantgarde e a C300 Sport – essa última teve a sua potência aumentada de 245 para 258 cavalos. A linha 2019 do Classe C será um dos destaques no estande da Mercedes-Benz no próximo Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que começa a semana que vem. Depois disso, o modelo chega as concessionárias nacionais.

A reestilização do modelo 2019 do Classe C inclui a adoção de novo para-choque frontal, faróis full-led com luzes de neblina integradas e lanternas com novo arranjo de luzes – agora, quando estão acessas, em vez dos antigos três traços, o feixe luminoso tem forma de “C”. As rodas também têm novo design. Por dentro, mudaram materiais de acabamento, o volante agora tem comandos sensíveis ao toque e a central multimídia permite a integração com o navegador Waze. O painel digital configurável de 12,3 polegadas também é novo. O cockpit inclui um conjunto de instrumentos totalmente digital, que permite a opção entre três estilos visualmente distintos: “Clássico”, “Esportivo” e “Progressivo”. A função de partida Keyless-Go (sem chave) é standard para todos os modelos e o botão para acionar o motor foi reestilizado.

Mas é o lançamento da versão C 200 EQ Boost que mais anima os fãs do Classe C. O motor a gasolina 1.5 com turbocompressor acionado pelos gases do escapamento gera 183 cavalos a 5.800 rpm e 28,5 kgfm a 3.000 rpm. Quando há demanda, pode receber mais 14 cavalos e 16,3 kgfm vindos de uma rede elétrica adicional de 48 volts, com um motor de arranque/alternador unificado acionado por correia (BSG – Belt-driven Starter-generator). O motor elétrico usa a energia da desaceleração para carregar a bateria e viabiliza ainda a adoção do modo de deslizamento (roda livre), que deixa o propulsor a combustão desligado em velocidade de cruzeiro e passa a usar apenas a energia elétrica para manter o movimento por algum tempo, para ajudar na economia de combustível.

Nas reduções de velocidade, o motor elétrico funciona como um alternador, recuperando energia cinética e carregando a bateria. O câmbio automático GTronic de 9 velocidades é o mesmo utilizado em todas as versões do Classe C. Os componentes elétricos tradicionais, como as luzes, são alimentados por uma rede com 12 volts.

Pela legislação brasileira, quando pelo menos 2% da força de um veículo é derivada de um recurso elétrico, o modelo é classificado como híbrido, e está liberado do rodízio nos municípios em que os híbridos podem rodar sem restrições. Já a Mercedes-Benz só considera híbrido um veículo que é capaz de rodar apenas com energia elétrica, mesmo que seja por alguns momentos.

Como no 200 EQ Boost a propulsão elétrica funciona como um reforço de potência, a marca alemã não enquadra o EQ Boost como híbrido. De qualquer forma, as tecnologias renderam à versão a classificação “A” em emissões e “C” no geral nos testes do Inmetro, com consumo de 10,2 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada e emissão de 117 g/km de dióxido de carbono fóssil.

Na linha 2019, as versões do Classe C que já existiam anteriormente tiveram seus preços aumentados em cerca de 5%. A C180 Avantgarde agora custa R$ 187.900, a C180 Exclusive sai por R$ 188.900 e a C300 Sport, que é importada da Alemanha, sai por R$ 259.900. Já a novata C200 EQ Boost, montada na fábrica paulista de Iracemápolis, custa R$ 228.900. A Mercedes aposta que essa nova versão representará 25% do mix de vendas da linha.

Experiência a bordo – Padrão elegante

Por dentro da linha 2019 do Classe C, há novas opções de cores de revestimento, dependendo da versão, bem como de materiais de acabamento do console. O painel de instrumentos digital e configurável de 12,3 polegadas reúne as principais informações do carro e a central multimídia conta com sistema de navegação GPS em conexão com os aplicativos de smartphones com sistemas Apple ou Android. O volante multifuncional também mudou, e agora conta com partes sensíveis ao toque para acessar o sistema multimídia. Lembra bastante o do Classe E.

A central multimídia conta com uma tela de 10,3 polegadas com ótima resolução, mas que não é “touchscreen”. Os controles do sistema continuam sendo feitos por meio de um botão giratório no console central, de manejo pouco intuitivo. Os comandos sensíveis ao toque no volante do novo Classe C melhoraram a usabilidade.

O moderníssimo sistema de infoentretenimento MBUX (Mercedes-Benz User Experience) apresentado no início do ano no novo Classe A – com tela sensível ao toque, touchpad, comandos vocais, capacidade de auto-aprendizagem e navegação com realidade aumentada (quando imagens reais são integradas aos gráficos) – provavelmente só chegará ao Classe C com a nova geração do modelo, prevista para 2021.

No multimídia disponível atualmente, a conectividade foi aprimorada e agora é possível replicar as funções do smartphone por meio do Android Auto ou do Apple CarPlay, o que coloca aplicativos como Waze, Google Maps e Spotify à disposição do motorista.

 

Primeiras impressões – A 120 km/h e com o motor desligado

O C200 EQ Boost marca a estreia da Mercedes-Benz do Brasil rumo à eletrificação, uma das tendências hegemônicas da indústria automotiva global. O novo 1.5 turbo a gasolina de 183 cavalos de potência e 28,6 mkgf de torque funciona em parceria com um motor de arranque/alternador unificado acionado por correia que atua em demandas específicas. Ele pode contribuir com 14 cavalos e 16,3 kgfm em acelerações mais vigorosas. O sistema é conhecido como “híbrido leve” ou “híbrido parcial”, já que o motor elétrico não substitui o propulsor a combustão – apenas adiciona potência e torque ao conjunto.

Uma das constatações mais impressionantes para quem dirige o C200 EQ Boost é como o suporte do motor elétrico permite rodar no modo de deslizamento (roda-livre) para economizar combustível. Essa função atua com princípios semelhantes ao Start/Stop, só que em movimento. Em velocidades de cruzeiro, em torno de 120 km/h, com o carro no modo Eco, nos momentos em que o motorista libera o pedal do acelerador, o EQ Boost pode desligar o motor a combustão. O sistema de 48V mantém os diferentes sistemas do carro em funcionamento por algum tempo, para economizar combustível. A visão do conta-giros zerado ao lado do velocímetro apontando 120 km/h não deixa de ser um tanto atemorizante.

Mas, assim que o motorista pisa no acelerador ou no freio, ou quando a carga da bateria do EQ Boost começa a cair, o motor é reativado automaticamente, já na marcha correta para a velocidade. Tudo sem trancos e de forma elegante e quase imperceptível. Além de reforçar as acelerações, o EQ Boost ajuda na economia de combustível porque a energia acumulada pelo sistema pode ser usada pelo sistema Start/Stop, para dar a partida no motor, e também para viabilizar o uso da função roda-livre.

Tirando a curiosa novidade tecnológica, o Classe C modelo 2019 preserva o elevado padrão que já caracterizava o anterior, com muito equilíbrio dinâmico em retas e em curvas e performances consistentes. Trata-se de um sedã de respeito, com bastante tecnologia embarcada – e a nova versão apenas aprofundou essa característica. O seletor de modos de condução continua a contar com as opções Eco, Comfort, Sport, Sport Plus e Individual, que ajustam as respostas do motor/câmbio, direção/suspensão e ESP.

O câmbio é sempre o GTronic de 9 velocidades, que tem trocas de marchas precisas e discretas e possibilita que o torque esteja sempre disponível, assegurando força para acelerar sempre que o motorista pressiona o pedal da direita. A percepção de confiabilidade transmitida pelo conjunto é reconfortante. Uma característica dinamicamente interessante do C200 EQ Boost é que o sistema gerador elétrico é acionado antes mesmo do turbocompressor, fazendo com que o motor atinja altas rotações mais rapidamente. O recarregamento do sistema elétrico ocorre quando o motorista não está acelerando, e pode ser monitorado pelo mostrador digital.

TEXTO Luiz Humberto Monteiro Pereira / Agência AutoMotrix – FOTOS Divulgação

Ficha técnica

Mercedes-Benz Classe C 200 EQ Boost

Motor: 1.5 litro, 1.497 cm3, turbo, 4 cilindros em linha, gasolina. Sistema de recuperação de energia nas frenagens / desaceleração e função coasting (roda-livre) com motor totalmente desligado. Motor elétrico de arranque/alternador unificado acionado por correia BSG (Belt-driven Starter-generator)
Potência: 183 cavalos de 5.800 a 6.100 giros (+ 14 cavalos com motor elétrico)
Torque: 28,5 kgfm, entre 3 mil e 4 mil giros (+ 16,3 kgfm com motor elétrico)
Transmissão: automática 9GTronic com 9 velocidades
Comprimento: 4,86 metros
Largura: 2.02 metros
Altura: 1,44 metro
Peso: 1.505 quilos
Suspensão: multibraços (dianteira e traseira)
Peneus: 225/50 R 17
Porta-malas: 435 litros
Tanque: 66 litros
Zero a 100 km/h: 7,7 segundos
Velocidade máxima: 239 km/h (limitada eletronicamente)
Itens de série: Attention Assist; airbags dianteiros e laterais para condutor e passageiro
dianteiro e windowbags para condutor, passageiro dianteiro e passageiros do banco traseiro; conectividade via Bluetooth para celular e players de mídia; controle de temperatura automático independente para motorista e passageiro dianteiro, freios adaptive brake (ABR); controle eletrônico de estabilidade (ESP); distribuição eletrônica de força de frenagem (EBD); sistema anti-bloqueio dos freios (ABS); controle de tração na aceleração (ASR); tração eletrônica em cada roda (ETS); assistente de freio (BAS); assistente de partida na subida (HSA); pré-carregamento de freios, Brake
drying e função Hold; Isofix.
Preço: R$ 228.900

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