“Transformers” sobre duas rodas, conheça a radical Suzuki GSX-S1000

Seis anos após o lançamento da primeira geração, a GSX-S1000 ganhou nova personalidade traduzida pelo visual arrebatador e linhas angulosas. O novo conjunto óptico com iluminação em LEDs hexagonais sobrepostos é a assinatura desta nova versão da naked japonesa. Como sou fã da saga “Transformers” logo imaginei a moto “Autobot” se transformando em um robô para defender a Terra dos “Deceptcons”, liderados por Megatron. Além dessa cara radical, o modelo apresenta um motor atualizado e com mais torque; além de um pacote eletrônico bastante completo. Na Europa tem preço de 13.190 Euros, que na conversão direta daria cerca de R$ 72 mil, sem impostos.

Retomando a questão de design, a moto ostenta uma linha atlética, musculosa. As carenagens que emolduram o tanque de combustível – de 19 litros – estão com ângulos mais retos. Sobre o novo guidão painel 100% digital, com múltiplas informações (foto abaixo). A rabeta está mais compacta e curta, também conta com piscas de LED que completam a silhueta da nova GSX-S1000. A moto estará disponível em três opções de cores: o tradicional azul, além de cinza e preto. De quebra um completo catálogo de acessórios.

Já o motor de quatro cilindros em linha foi atualizado e agora é homologado pela norma europeia Euro 5. Tem uma entrega de potência instantânea, graças ao acelerador eletrônico (ride-by-wire), com torque mais generoso em baixas e médias rotações. Agora são 152 cavalos a 11.000 giros. Já o torque máximo é de 10 Kgf. a 9.250 rpm.

A GSX-S1000 conta com três modos diferentes de pilotagem. Cinco são as configurações fornecidas para o novo Sistema de Controle de Tração Suzuki (STCS), que permitem ao piloto fazer a intervenção do sistema que limita a derrapagem da roda traseira mais rápida e proativa. Todas as alterações nas configurações da moto podem ser feitas por botões que ficam no punho esquerdo (foto acima).

Os engenheiros da Suzuki atualizaram o sistema de exaustão e a caixa do filtro de ar, assim a moto “respira” melhor, tudo para um melhor desempenho. O modelo ganhou ainda Quick Shift bidirecional. Ou seja, o motociclista pode subir ou descer marchas sem precisar acionar o maneta da embreagem. Aliás, o controle de tração e o Quick Shift podem ser desativados pelo piloto.

Na parte ciclística, a moto usa o mesmo chassi da versão anterior. Conta com suspensões totalmente ajustáveis na pré-carga da mola e regulagens também no sistema hidráulico. Freios a disco em ambas as rodas e sistema ABS. As rodas de liga leve ganharam pneus radiais Dunlop Sportmax Roadsport 2 que foram desenvolvidos especificamente para o GSX-S1000 (medidas: 120/70-17 -D- e 190/50-17 -T-). (foto acima)

O peso em ordem de marcha da nova geração da naked japonesa é de 214 kg, aumento de cinco quilos em comparação à sua antecessora. O que nos resta agora é sonhar em pilotar este “Transformer” sobre duas.