Versão Black do Chevrolet Onix Joy é carro para frotistas e motoristas de App

O GM Onix Joy usa carroceria antiga e parte de R$ 50.150 / Luiza Kreiton/AutoMotrix
O GM Onix Joy usa carroceria antiga e parte de R$ 50.150 / Luiza Kreiton/AutoMotrix

Com a manutenção da carroceria antiga do Onix no Joy, a Chevrolet busca melhorar a relação custo/benefício para atender a quem procura um hatch razoavelmente equipado por um preço acessível – especialmente os frotistas, compradores de grandes volumes de carros e atualmente responsáveis pela maioria das vendas da marca. O Chevrolet Joy parte de R$ 50.150 e a versão Black começa em R$ 50.890, ambas na cor metálica Preto Ouro Negro – a única que não encarece o preço do carro. Os equipamentos de série continuam iguais: ar-condicionado, alarme, direção elétrica, travas e acionamento dos vidros frontais elétricos.

A versão Black do GM Onix é bem equipada / Luiza Kreiton/AutoMotrix
A versão Black do GM Onix é bem equipada / Luiza Kreiton/AutoMotrix

A versão “top” do Joy é a opção de acabamento Black, que agrega somente itens decorativos: o indefectível logo “gravatinha” da Chevrolet vem em versão Bow Tie com fundo preto, a moldura da grade e as carenagens dos retrovisores externos são em preto brilhante, as luzes de posição diurna em Leds, as rodas aro 15 tem calotas escurecidas e as maçanetas pintadas na mesma cor da carroceria. O para-choque tem a mesma cor do veículo e o farol vem com máscara negra com detalhes cromados. As lanternas, as mesmas das versões mais caras do Onix anterior, invadem levemente a lateral. Por dentro, o Joy em versão Black apresenta acabamento do tablier e dos bancos em tons de preto e cinza e volante com moldura em preto.

Nesta versão a "gravatinha" da Chevrolet é preta / Luiza Kreiton/AutoMotrix
Nesta versão a “gravatinha” da Chevrolet é preta / Luiza Kreiton/AutoMotrix

Toda linha Joy vem equipada de série com direção elétrica progressiva, ar-condicionado, velocímetro digital e desembaçador elétrico temporizado do vidro traseiro. O painel de instrumentos vem com conta-giros, hodômetro parcial e marcador de nível de óleo. Já equipamentos como o sistema multimídia, o ajuste elétrico dos retrovisores externos ou os vidros traseiros com acionamento elétrico, por exemplo, são ofertados como acessórios. A versão Black do Joy incorpora “pequenos luxos” como aviso sonoro para cinto de segurança do motorista, sistema Isofix & Top Tether para fixar as cadeirinhas infantis, alarme, para-sol do passageiro com espelho, cinto de segurança do motorista com regulagem de altura e aviso de não afivelamento dos cintos. O sistema multimídia é opcional.

O para-choque tem a mesma cor do veículo / Luiza Kreiton/AutoMotrix
O para-choque tem a mesma cor do veículo / Luiza Kreiton/AutoMotrix

O Joy representa uma opção interessante para quem prefere câmbios manuais ou para ser o primeiro carro de alguém que esteja aprendendo a dirigir e precise adquirir traquejo com o acionamento manual das marchas. Também é uma alternativa para motoristas de aplicativo que buscam um carro novo, com ar-condicionado e razoavelmente espaçoso, mas pretendem pagar o mínimo possível por isso. Só não é mais atraente porque seu preço se aproxima demais das configurações básicas da nova geração do Onix, principalmente se forem incluídos opcionais. Um inconveniente do hatch mais barato da Chevrolet é que o nível de ruído a bordo é elevado – seja do ar-condicionado, das rodas no piso, do motor e até do vento. Talvez por conta de “aliviamento” de revestimento acústico, a versão Joy é mais ruidosa que os antigos Onix com o mesmo “powertrain”.

O sistema multimídia é opcional / Luiza Kreiton/AutoMotrix
O sistema multimídia é opcional / Luiza Kreiton/AutoMotrix

Impressões ao dirigir O hatch de entrada da Chevrolet é movido pelo já conhecido motor 1.0 flex de quatro cilindros com 80 cavalos de potência a 6.400 e torque de 9,8 kgfm a partir de 5.200 rpm quando abastecido com etanol. No Joy, a transmissão manual de 6 marchas tem indicador de troca para tentar melhorar a eficiência do motorista. Apesar do trem de força “veterano”, o Joy nem se sai assim tão mal nos testes de consumo. De acordo com o Inmetro, o Joy roda 15,2 km/l na estrada e 12,8 km/l na cidade com gasolina. Com etanol, as médias são 10,5 km/l e 8,7 km/l, respectivamente.

O consumo médio, com etanol, é quase 10 Km/l / Luiza Kreiton/AutoMotrix
O consumo médio, com etanol, é quase 10 Km/l / Luiza Kreiton/AutoMotrix

Olhar os dados da ficha técnica do Joy e verificar que o torque máximo só se apresenta plenamente em elevados 5.200 giros não permite imaginar um desempenho muito emocionante ou esportivo. No entanto, apesar de, na teoria, os números parecerem pouco entusiásticos, o modelo se mostra eficiente – boa parte do torque está disponível já a partir dos dois mil giros. Nas subidas mais íngremes ou quando é necessário ganhar velocidade rapidamente para uma ultrapassagem, é preciso superar qualquer eventual preguiça para acionar manualmente as marchas e obter o melhor desempenho possível. Uma vantagem é que o câmbio manual do Joy permite trocas suaves e precisas, facilitando a utilização no trânsito cotidiano. Outra é que a embreagem é macia e torna o trabalho pouco cansativo.

O porta-malas do Onix Joy tem capacidade para 289 litros / Luiza Kreiton/AutoMotrix
O porta-malas do Onix Joy tem capacidade para 289 litros / Luiza Kreiton/AutoMotrix

Nas viagens, o hatch acelera rápido o suficiente para ganhar velocidade e entrar em uma via expressa sem estresse, mesmo com quatro pessoas a bordo – bastando reduzir as marchas para arrancar a força desejada do motor. Até atingir uma velocidade de cruzeiro em torno dos 100 km/h, saber engatar as marchas corretamente é importante para mover o carro com destreza. Depois, com a velocidade estabilizada e em sexta marcha, o Joy desenvolve bem e mantém o ritmo sem dar sinais de esmorecer. A direção elétrica é bem calibrada. Além de transmitir vibrações mínimas ao volante, é leve em baixas rotações e firme em altas velocidades – poderia até ser um pouco mais firme acima dos 100 km/h. A suspensão é rígida e conta com um ajuste que permite um comportamento dinâmico honesto nas curvas acentuadas.

Texto Luiz Humberto Monteiro Pereira / Automotrix

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