A mulher, a moto e o “Outubro Rosa”: tempo de cuidados especiais e viver!

Número de mulheres motociclistas cresce a cada ano/ Foto: Via Dupla Produções

Hoje, o Brasil tem cerca de 8 milhões de mulheres habilitadas para pilotar motocicletas. Esse número representa um salto de 96% na comparação com 2011, quando elas somavam pouco mais e quatro milhões de carteiras na categoria “A”. Os dados são do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Atualmente, as mulheres estão mais confiantes, mais determinadas, mais independentes e rodam com mais segurança. Porém é preciso cuidar muito bem da saúde para ‘curtir’ cada momento sobre duas rodas. Por isso, o “Outubro Rosa” é mais que uma campanha é um sinal de alerta para a prevenção ao câncer de mama. No Brasil, a doença é a que mais incide entre as mulheres, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste. Infelizmente, para este ano são estimados 66.280 novos casos, o que representa uma taxa de incidência de 43,74 casos por 100 mil mulheres, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Os dados são alarmantes, por isso a prevenção e o tratamento precoce são fundamentais / Reprodução INCA

A doença está ligada, principalmente, a três fatores de risco: História Reprodutiva/Hormonais, por exemplo: primeira menstruação antes dos 12 anos; Comportamentais/Ambientais, como obesidade e sobrepeso após a menopausa; e Hereditários/Genéticos, ligados ao histórico familiar. E, dessa forma, a prevenção primária (ações para reduzir os fatores de risco) e a detecção precoce são fundamentais para uma vida longa, saudável e cheia de energia. Dicas básicas podem prevenir o câncer como, por exemplo, manter o peso corporal adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas. A amamentação também é considerada um fator protetor e deve ser estimulada pelo maior tempo possível. Estas ações ajudarão a reduzir o risco de câncer de mama.

Todos, sem exceção, unidos contra o câncer de mama / Reprodução

Mas quais são os sinais e sintomas do câncer de mama? Caroço (nódulo) endurecido, fixo e geralmente indolor. É a principal manifestação da doença, estando presente em mais de 90% dos casos. Alterações no bico do peito (mamilo). Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço. Saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja. Por isso, observe, palpe e sinta suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar as alterações suspeitas. Em caso de alterações persistentes, procure o Posto de Saúde ou seu ginecologista. Mas não deixe de realizar anualmente os exames de acompanhamento e a mamografia, independente da existência ou não de suspeitas ou histórico familiar.

A informação e a troca de experiências podem ajudar muito no combate ao câncer de mama / Foto Via Dupla Produções

Segundo o oncologista Daniel Morel, as principais sociedades médicas de mastologia e oncologia, no Brasil e no mundo, recomendam que a mamografia seja realizada anualmente a partir dos 40 anos e esta é a recomendação praticada. Já o Ministério da Saúde recomenda que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia diagnóstica a cada dois anos para avaliar uma possível alteração suspeita na mama. “Porém, o exame poderá ser solicitado pelo especialista em qualquer idade da paciente. Já que um em cada três casos de câncer pode ser curado se for descoberto logo no início. Prevenção é fundamental!”, conclui o médico-motociclista. Além dos cuidados e das medidas preventivas, como o autoexame, também é importante que a vida motociclística seja iniciada com uma moto de menor capacidade cúbica, que seja baixa para manobras em baixas velocidades, confortável e fácil de pilotar. Mulheres que foram submetidas a cirurgias para retirada total ou parcial das mamas, possuem algumas limitações, logo a seleção da motocicleta deve ser feita considerando estes pontos.

Eliana Malízia é uma ‘embaixadora’ sobre duas rodas quando o assunto é câncer de mama / Foto Via Dupla Produções

Empoderamento sobre duas rodas – “Como motociclista apaixonada, repórter e influenciadora me sinto no dever de estar sempre alertando sobre a importância do autoexame e prevenção do câncer de mama. Claro que aproveito o Outubro Rosa para me engajar em vários eventos. Mas este é um alerta que pratico durante todo ano. A minha torcida é que mais mulheres se previnem e entendam a importância dos cuidados”, enfatiza Malízia. Segundo a motorepórter, o motociclismo feminino, de alguma forma, representa a força da mulher. “Somos inspirações para muitas, inclusive, conheci mulheres que depois que venceram o câncer passaram a valorizar mais a vida e seus sonhos, e um deles, acredite, é comprar uma moto”, conclui a influenciadora que tem 25 anos de experiência sobre duas rodas.

Tati Sapateiro: “Amor à primeira vista, a ‘Mafaldinha’ foi feita para mim!”, se referindo a sua Meteor 350 vermelha / Foto: Nanda Fernandes

Em 2018, Tatiana Sapateiro retomou sua vida em duas rodas com um scooter. Uma solução para uma questão de mobilidade urbana, já que a publicitária, de 59 anos, demorava uma hora e meia para ir ao trabalho. A vontade de ganhar novos ares e conhecer novos lugares aumentava, mas para as novas aventuras era preciso uma moto. Então, em 2020, Tati vendeu o scooter e comprou uma Royal Enfield Interceptor 650, batizada de Mafalda. Com a clássica da marca anglo-indiana, ela fez vários passeios. Depois de um ‘rolê’ com um grupo de mulheres, todas de Meteor 350, Tati se apaixonou pela pequena cruiser da Royal. “Foi feita pra mim, já que rodo 80% no bairro, perto de casa. Em 10 dias vendi a Interceptor e comprei a “Mafaldinha”. Amor à primeira vista, ou melhor, nos primeiros quilômetros”, afirma a publicitária que já convenceu mais dois motociclistas a comprarem a mesma moto. Hoje, Tatiana Sapateiro faz parte do grupo “Mulheres de Royal”!

A Royal Enfield é vendida em três versões: Stellar, Supernova e Fireball, preços a partir de R$ 18.990 / Divulgação

Excelente opção – A Meteor 350, moto de entrada da linha Royal Enfield, é estilosa e dócil na tocada. Pode ser uma boa companhia para o dia a dia na cidade e em viagens curtas de final de semana. Oferece boa dose confiança, segurança, conforto, além de ser uma escolha racional para todos os públicos, inclusive motociclistas com pouca experiência. Ah! Não esqueça: pilote sempre equipada e pratique também a mototerapia: corpo e alma na mesma sintonia!