Com tecnologia de F1, nova Honda CRF 1100 L Africa Twin está mais aventureira e parte de R$ 70.490

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Mais de 40% das motos de alta cilindrada vendidas no Brasil são aventureiras. São feitas para motociclistas experientes que viajam pelo Brasil e também no exterior, independentemente do tipo de piso – asfalto ou terra. Enfim, um mercado cada dia mais promissor. Pensando em ampliar sua participação neste segmento, a Honda apresenta a nova CRF 1100 L Africa Twin, que foi completamente renovada. A bigtrail conta com nova motorização, roupagem mais arrojada, ciclística aprimorada, além disso a moto está mais tecnológica. O modelo está disponível em quatro versões, duas com transmissão tradicional e duas com dupla embreagem (a grande novidade), estas últimas importadas do Japão. Os preços sugeridos são: CRF 1100 L Africa Twin – R$ 70.490, CRF 1100 L Africa Twin DCT – R$ 76.804, CRF 1100 L Africa Twin Adventure Sports ES – R$ 90.490 e CRF 1100 L Africa Twin Adventure Sports ES DTC – R$ 96.626. Pré-venda a partir de 17 de maio.

Africa Twin é destinada mais para uso off-road. Conta com um pequeno parabrisa, luzes em LED DRL (luzes diurnas de condução), novas carenagens, freios dianteiros com ABS em curvas, já o ABS traseiro, que pode ser desabilidade. O motor ganhou aumento de cilindrada, maior potência e torque, principalmente em baixas e médias. O novo chassi mais leve e os pneus ganharam novos desenhos de banda rodagem. Além disso, a Africa Twin recebeu novo escape, sistema ESS – luzes de direção dianteiras e traseiras piscam alertando os outros usuários da via -; piloto automático, painel digital e um cérebro eletrônico (IMU) de seis eixos, que avalia todas as reações da moto. Todas as versões contam com painel de TFT, de 6,5 polegadas, sensível ao toque, mesmo com o piloto usando luvas. A conectividade com o Apple CarPlay e Android Auto permite o uso do GPS / Waze e exibição de informações diretamente no painel, além da possibilidade de fazer ou receber chamadas telefônicas usando capacetes com fones de ouvido e microfone via Bluetooth.

Já as versões Adventure Sports foram preparadas para longas viagens, já que conta com largo parabrisa, luzes em curva – abaixo do DRL, que amplia a faixa de visão noturna; carenagem mais encorpadas e uma maior protetor de motor e suspensão eletrônica, como diferencial. Há ainda suporte de alumínio para receber top case, além de manoplas aquecida. Outro diferencial é a adoção de pneus sem câmara, uma exigência dos mais aventureiros. As versões Adventure Sports têm tanque de combustível de 24,8 litros.

O DCT (Dual Clutch Transmission) oferece suavidade nas trocas de marcha, com rapidez e precisão no engate de marchas pares e ímpares, já que o piloto não precisa desacelerar para subir marchas. Tudo é feito automaticamente, num piscar de olhos. Em função de seu alto rendimento, este tipo de transmissão é usada até nos carros da Fórmula 1 e Indy, além de outros esportivos de rua como, por exemplo, modelos Ferrari, Lamborghini e Audi. Detalhe: em uma década mais de 100 mil motos rodam pelo mundo com transmissão com dupla embreagem. Segundo a montadora, “a exemplo do que acontece na Europa, a tendência é o câmbio DCT ficar com 45% das vendas do modelo Africa Twin. Porém no início esse número será menor o que naturalmente ocorrerá um crescimento”.

“Para adotar a terceira geração do DCT, aAfrica Twin ganhou mais recursos eletrônicos, como, por exemplo um cérebro eletrônico (IMU), de seis eixos, que avalia todas as reações da moto. O piloto pensou, a moto já executou. O DTC é a última palavra em termos de esportividade”, afirma Alfredo Guedes Jr, supervisor de Relações Públicas da Honda, dizendo que a nova Africa Twin DTC não conta com pedal de câmbio, muito menos alavanca de embreagem (foto acima). “E há duas maneiras para realizar as trocas de marchas: de forma manual e automatizada”, concluí.

Falando em eletrônica embarcadas, a bigtrail conta com vários modos de pilotagem: Tour, Urban, Gravel e Off-Road, que abrangem a maioria das condições e situações de condução. Há ainda dois modos User (1 e 2) totalmente personalizáveis. A família Africa Twin conta ainda com uma completa linha de acessórios, que focam conforto e segurança.

Já a arquitetura do motor bicilíndrico paralelo, SOHC, de 8 válvulas, permanece inalterada, mas o incremento da capacidade, de 998 cm³para 1.084 cm3, resultou em maior potência, que passou de 88,9 para 99,3 cv a 7.500 rpm. O torque máximo também subiu de 9,5 para 10,5 Kgf.m a 6.000 rpm. A elevação de potência e torque é sentida desde 2.500 rpm. Ou seja, mais curso e mais torque em baixas e médias rotações. O comando de válvulas Unican foi herdado da CRF 450F. Para o resfriamento do motor, a CRF 1100 conta com dois radiadores.