ESPECIAL CAPACETE – PARTE 1 – MinutoMotor dá dicas de como escolher corretamente o capacete

O capacete é muito mais que um item de segurança obrigatório na pilotagem de uma moto. Por isso, o motociclista deve se conscientizar de que o cérebro é um órgão vital e um dos mais frágeis do corpo humano. Infelizmente, a cabeça é a parte do corpo mais afetada em caso de impacto, causada por queda ou acidente – principalmente testa e queixo. Dessa forma, o motociclista – e ou garupa – deve sempre escolher por um produto confiável para sua utilização – cidade, estrada ou aventura – e minimizar ao máximo danos cerebrais em função de um impacto multidirecional causado por queda.

Confiança e qualidade estão diretamente ligados à segurança. Por isso os testes servem para avaliar a resistência de diversas partes do capacete, como a cinta jugular, a viseira e o casco propriamente dito a choques sofridos na parte superior e nas laterais. “Portanto, na hora de comprar um novo ou seu primeiro capacete, o motociclista deve verificar se o produto conta com o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) na parte traseira do casco, que garante que o capacete passou e foi aprovado por todos os testes de resistência”, observa Angél Leite, gerente de Produção e Desenvolvimento de Produtos da Starplast, empresa que produz os capacetes Bieffe, Peels e Fly.

Capacete, um modelo para cada tipo de uso – Para ser um sucesso de vendas, o capacete precisa ser bonito, confortável e, obviamente, seguro. Existem outros fatores que influem na escolha de um capacete. O principal deles é para quê você vai usá-lo. Por exemplo, se for andar na pista, recomenda-se usar um capacete estilo “Racing”, com casco integral. Agora, se a idéia é pilotar em trilhas use um capacete do tipo “Cross”, daqueles com queixeira projetada para frente e pala. O modelo requer também o uso de um óculos de proteção. Nos grandes centros urbanos ao redor do mundo os modelos abertos, do tipo Jet, são bem comuns, quase uma unanimidade por sua versatilidade. O casco é compacto e muitos deles podem ser guardados em baús ou no espaço sob o assento, nos caso de scooters ou CUBs.

Tamanho certo – Aqui vai uma dica importante: capacete só protege se for do tamanho correto e estiver bem afivelado. Por isso é fundamental saber escolher corretamente:
1) Meça a circunferência da cabeça usando uma fita métrica. O número encontrado em centímetros será correspondente ao tamanho do capacete. Exemplos: 56 – S; 58 – M; 60 – L; 62 – XL; 64 – XXL. Caso o tamanho da circunferência seja ímpar, o mais indicado é optar pelo próximo número maior. Exemplo, 59 cm de circunferência da cabeça, escolha um capacete 60.
2) Procure pelo selo do Inmetro. A presença do selo de conformidade identifica que aquele produto passou pelos testes de resistência exigidos pela norma NBR 7471/2001.

3) O capacete precisa encostar no couro cabeludo e as almofadas laterais nas bochechas. É importante destacar que não pode haver um espaço entre o capacete e a cabeça.
4) Depois de prender a cinta jugular rente ao pescoço, verifique se é possível mover o capacete para os lados. Caso o motociclista consiga, recomenda-se que troque-o por outro de número menor.
5) A resolução nº 203 do Contran determina que os motociclistas deverão utilizar capacete com viseira, ou em sua ausência óculos de proteção. Vale ressaltar que estes tipos de óculos são aqueles utilizados em provas de motocross ou em trilhas. E não são os tradicional óculos de sol.