Pacto pela vida: meta é reduzir pela metade o número de mortes no trânsito no período de 10 anos

Reduzir pela metade, no período de 10 anos, o número de mortes e lesões no trânsito brasileiro é a meta do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS), do Governo Federal. Para oferecer total apoio, a Federação Nacional das Autoescolas esteve presente ao evento e assinou o compromisso firmando parceria com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Segundo Magnelson Carlos de Souza (presidente da Feneauto), é necessário “promover uma disruptura no processo de habilitação no Brasil” para aprimorar o treinamento e diminuir os acidentes com os veículos, principalmente de duas rodas. “Para isso, vamos levar essa mensagem e o compromisso assumido para as 12 mil auto escolas do Brasil”, afirmou o presidente da entidade.

Foto MM

No evento, que aconteceu em 25 de março, esteve presente Frederico de Moura Carneiro (secretário Nacional do Trânsito/Senatran) que agradeceu o apoio da Feneauto e também da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo. Para o secretário o papel dos CFC´s e da indústria é fundamental e lembrou que “nenhuma morte no trânsito é aceitável, precisamos promover ações para salvar vidas. Lanço o desafio que possamos pensar juntos, uma forma de melhorar a qualificação, a capacitação, principalmente dos usuários de motocicletas que é um segmento crítico para o qual devemos ter um olhar atento”.

Magnelson Carlos de Souza (presidente da Feneauto), Frederico de Moura Carneiro (secretário Nacional do Trânsito/Senatran) e
Marcos Fermanian (presidente da Abraciclo) / Fotos Danilo Ramos

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, lembrou que “faz parte da missão da Abraciclo atuar na conscientização e respeito às leis de trânsito e da manutenção preventiva para evitar acidentes. Com essa parceria, daremos continuidade ao trabalho já realizado junto a todas as esferas do governo para contribuir com a melhoria da segurança veicular e do tráfego nas cidades”, afirma Fermanian.

As vítimas – Pedestres, ciclistas e motociclistas são os mais vulneráveis em relação ao trânsito. Todos os dias uma guerra por espaço é travada em ruas, avenidas e rodovias e quem leva a pior são sempre os mais frágeis. Em 2021, foram 11.647 mortes no trânsito, ou seja, a cada dia, 32 pessoas perderam a vida em acidentes. Já o número de acidentes foi de 632.764 registros. O equivalente a 72 incidentes por hora no Brasil. As informações são do Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (RENAEST), da Secretaria Nacional de Trânsito, do Ministério da Infraestrutura.

Divulgação SAMU

As principais causas de acidentes e, consequentemente, feridos e mortes no trânsito estão: desatenção por parte do motorista; excesso de velocidade; ingestão de álcool; desobediência à sinalização; ultrapassagens indevidas e até motoristas adormeceram ao volante.

Criado em 2018, o PNATRANS parte do princípio de que o erro humano pode ser inevitável, mas as mortes e ferimentos graves no trânsito não. Com base nisso, órgãos governamentais e de trânsito, universidades, organizações sociais e associações do setor produtivo estão, agora, deixando as salas de aula e gabinetes para colocar em prática ações para garantir mais segurança a todos.

  • Colaborou Cícero Lima, editor da revista “MotoEscola” e do Canal “Trajetos & Destinos”