“O mercado de motos de média capacidade cúbica é um mar repleto de oportunidades”. Frase de Claudio Giusti Country Manager Royal Enfield do Brasil. Atuando nesta faixa de cilindrada, a Royal vendeu 12.436 unidades em 2023, que lhe garantiu a sétima posição no cenário nacional.

Meteor, Classic e Hunter, integrantes da plataforma “J”, todos motos de 350cc, são as líderes da categoria custom, isso sem falar da Scram 411. Já Bajaj, com a sua Dominar 400, emplacou quase 3 mil unidades. No último Salão de Milão, realizado em novembro, na Itália, a Kawasaki aumentou a capacidade de suas motos, com as novas Z 500, Eliminator 500 e Ninja 500. Destaques da Honda, no EICMA 2023, foram NX 500 e Hornet 500, que devem substituir, em breve, aqui no Brasil, a CB 500 X e a CB 500 F.

Falando em Honda, a líder do mercado deve estar estudando uma estratégia para conter o crescimento da Royal e Bajaj no Brasil. Para tentar brecar o avanço dos modelos da plataforma “J”, da Royal Enfield e a eminente chegada das também indianas Hero e TVS ao mercado nacional; a “nave mãe” poderia fabricar em Manaus (AM) a CB 350 H’Ness, uma clássica moderna que foi apresentada em setembro de 2020, na própria Índia.

O modelo Honda está equipado com motor de um cilindro, injetado, de 348 cm³, refrigerado a ar que gera 20 cv de potência máxima a 5.500 rpm e 3,05 kgf.m de torque a 3.000 rotações. O câmbio é de cinco velocidades. Moto com cara de moto, o seu design clássico remonta as antigas CB dos anos 1970. Traz aparência mais arredondada, com destaque para farol, piscas e tanque de combustível. A chegada da CB 350 H’Ness ao mercado brasileiro seria uma atitude ousada da Honda, o estiloso modelo que ficaria na casa dos R$ 25 mil (pura especulação minha).

Mas a “marca da asa” é bem estrategista, trabalhando em silêncio e fazendo suas pesquisas de campo. A Honda tem como hábito deixar a concorrência formar um mercado de nicho e, de repente, chega com uma grande novidade para enterrar os rivais. Exemplos não faltam. A Suzuki Burgman 125 era líder do segmento scooter até a chegada do Honda Lead 110.

Bom, agora é momento de profunda reflexão, porém os principais fabricantes estão de olhos no mercado das médias, up grade natural para quem tem uma 160, 200, 250 e 300, independente da marca ou modelo. A pergunte que fica é: seria a Honda CB 350 H’Ness um “antídoto” contra as 350 da Royal?

