VÍDEO INTERNACIONAL: Nova Royal Enfield Hunter 350 é um ‘jeans’ sobre duas rodas

Ágil, confortável, estilosa e atemporal, a nova Royal Enfield Hunter 350 é uma espécie de calça jeans sobre duas rodas, tamanho o conforto e versatilidade que o modelo oferece ao motociclista. ‘Gostosa’ de vestir, a moto mais barata da linha Royal tem uma missão ambiciosa: democratizar e popularizar a média cilindrada em todo o mundo, inclusive no Brasil. A moto chega ao mercado internacional em oito opções de cores e duas versões: ‘Retro’ e ‘Metro’. A mais simples com roda raiada e freio a tambor na traseira. Já a topo de linha conta com freios a disco e ABS e rodas de liga. Apresenta ainda novo chassi e ciclística, além de rodas de liga leve aro 17 polegadas.

A Hunter foi desenvolvida em torno do motor da Meteor. Um monocilíndrico de duas válvulas e 349 cilindradas, refrigerado a ar e óleo. É capaz gerar 20,2 cavalos de potência (a 6.100 rpm) e oferece 2,75 Kgf.m a 4.000 giros. Porém a roadster da Royal ganhou novo gerenciamento da injeção eletrônica e do sistema de ignição, que deixou o propulsor com um caráter mais esportivo – a moto está mais espertinha nas saídas –, isso sem perder o som mais grave, em função do escape mais curto. O melhor desempenho fica entre baixos e médios regimes de rotação, que ajuda muito na pilotagem urbana, até porque não há a necessidade de trocas de marchas constantes. A transmissão é de cinco velocidades com engates precisos, só o acionamento da embreagem na unidade testada era “duro”.

Test-ride muito louco – Agora o test-ride da Hunter 350 foi surreal. Uma das experiências mais loucas da minha vida. Rodar com a roadster à noite por Bangkok, na Tailândia. Acho que a marca tomou esta decisão para não enfrentar o trânsito, que é bem carregado na cidade durante o dia. O ride avançou pela madrugada. Em quatro horas, os motojornalistas – vindos de várias partes do mundo, apenas três brasileiros – rodaram 110 quilômetros pelos arredores de uma das cidades mais turísticas da Ásia para avaliar todas as qualidades da moto. Para dificultar ainda mais, na capital tailandesa a mão é inglesa. Ou seja, em pista simples, carros e motos rodam pela faixa da esquerda, e não pela direita, como é no Brasil. Para quem não está acostumado dá um nó na cabeça!

Ciclística na medida certa – Totalmente nova, a parte ciclística da Royal Hunter 350 está ancorada em um chassi com nova geometria. A distância entre-eixos é menor se comparado com o da Meteor (1.400 mm da cruiser, contra 1.370 mm da roadster), oferece um bom ângulo de esterço e conta com rodas aro 17 polegadas – medidas: 110/70 (D) e 140/70 (T) e calçadas com pneus de perfil esportivo da CEAT. A Meteor 350 usa roda aro 19 na dianteira. Em função desse conjunto, a Hunter 350 se tornou bem ágil nas mudanças de direção. Na dianteira garfo telescópico tradicional com tubos de 41 mm de diâmetro e 130 mm de curso – com comportamento bem firme, quase esportivo – e disco simples de 300 mm de diâmetro e duplo pista. Na parte traseira, sistema bichoque e 102 mm de curso. Há opção de freio a disco de 270 mm de diâmetro – pistão único – ou a tambor, isso na versão de entrada. Para maior segurança, constatada na prática, a versão utilizada no teste trazia sistema de freio ABS em ambas as rodas – de duplo canal na dianteira e simples na roda traseira. Detalhe: a Hunter pesa 181 quilos em ordem de marcha.

Nestas primeiras impressões de pilotagem a moto se comportou bem no deslocamento urbano e também em vias rápidas. Encarou ainda pisos irregulares e até as curvas fechadas de um kartódromo. Chegou a 110 quilômetros por hora (120 Km/h de final). Resumido: a moto é fácil de conduzir, equilibrada, oferece uma excelente posição de pilotagem, bom nível de acabamento e conforto, em função do desenho e espuma do assento. Ou seja, desempenho honesto para uma 350cc de 20 cavalos! O tanque de combustível tem 13 litros, que confere uma autonomia de cerca de 350 quilômetros, segundo a marca.

Personalização – Em termos de design, a Hunter 350 lembra motos de porte maior como, por exemplo, a Triumph Speed Twin 900 ou a Ducati Srambler. Com vocação para a personalização, o novo modelo da Royal ganhou uma linha completa de acessórios originais, que podem deixar a roadster mais esportiva (Urban) ou com uma “pegada” touring (Suburban, foto acima). Entre outros itens, a moto pode ganhar parabrisa, protetor de motor, novos retrovisores, assento, paralama e sistema de iluminação traseiro, ou até uma pequena mala lateral rígida. Agora o sistema de navegação Tripper e o carregador USB também são acessórios.

Fotos Divulgação

Astros do ring – A Tailândia é considerada o berço do “Muai Tai”. Por isso esta briga, em breve, vai cruzar o Atlântico e chegar ao Brasil. Aqui a Hunter 350 terá com principais adversários a CB Twister 250, da Honda, e as Yamaha Fazer 250 e MT-03. A seu favor, a nova Royal Enfield conta com um estilo bem diferente, com mais personalidade e assinatura própria. E provavelmente baixíssimos índices de roubo. Ideal para novatos e para quem está fazendo um upgrade em relação a capacidade cúbica, a novíssima Hunter 350 deve custar entre R$ 19 mil e R$ 20 mil e por isso será a Royal mais barata aqui e no mundo. Mas antes da Hunter, a marca anglo-indiana promete para o Brasil a Classic 350, que é puro estilo retrô.