Faixa azul é expandida em São Paulo; em 2024 serão 200 km, segundo prefeitura

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A cidade de São Paulo segue avançando com o projeto da Faixa Azul, iniciado ano passado e que praticamente zerou a quantidade de acidentes fatais nas vias onde os corredores exclusivos para motos estão instalados. E nesta segunda-feira, 4 de dezembro, as avenidas Brigadeiro Faria Lima, Luiz Dumont Villares e Zaki Narchi foram contempladas com suas faixas, elevando a Faixa Azul para 60,7 km de extensão.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, a meta é implantar 200 km das faixas exclusivas para motociclistas até o fim de 2024. As próximas ativações estão previstas para as avenidas do Estado e Jacu Pêssego – incluindo a Nova Trabalhadores e Vice-Presidente José de Alencar Gomes da Silva.

Sobre a Faixa Azul

Trata-se de uma sinalização idealizada para reorganizar o compartilhamento das vias entre motociclistas, carros e ônibus. As vias que recebem a Faixa Azul têm as sinalizações do viário reorganizadas e o novo espaço delimitado para que o trânsito seja mais pacífico e humanizado.

Além da pintura no asfalto, as vias com Faixa Azul receberam sinalização vertical: placas de início e término, de orientação e atenção, além de faixas educativas. O projeto-piloto tem como principal objetivo proporcionar maior segurança aos veículos sobre duas rodas que, a partir das ativações, devem trafegar preferencialmente entre as faixas 1 e 2. Lembrando que a Faixa Azul não é obrigatória ou exclusiva.

A Faixa Azul segue duas premissas: os conceitos de Visão Zero e de Sistema Seguro. Na Visão Zero, nenhuma morte no trânsito é aceitável. Já um Sistema Seguro é projetado para evitar que os erros dos diferentes usuários do viário possam ocasionar ocorrências graves, que resultem em lesões ou mortes.

Por não estar prevista no Código Nacional de Trânsito (CTB), a nova proposta de sinalização precisou do aval da Senatran para ser implantada de maneira experimental, para que avaliações sobre o desempenho pudessem ser realizadas e acompanhadas pelo órgão federal.

Histórico da Faixa Azul

A primeira via a contar com o projeto Faixa Azul foi a avenida 23 de maio, com seu trecho indo da Praça da Bandeira até o Complexo Viário João Jorge Saad, inaugurado em 25 de janeiro. A Prefeitura informou que, em um ano de operação, não foi registrado nenhum acidente fatal.

Em 6 de outubro de 2022 foram implantados mais 17 km de Faixa Azul, no trecho das avenidas dos Bandeirantes e Afonso D’Escragnolle Taunay, em ambos os sentidos. Por lá, também não houve a ocorrência de óbitos de motociclistas.

Entre setembro e outubro de 2023, o projeto aumentou no Corredor Norte-Sul, com 1,8 km entre as avenidas Prestes Maia e Tiradentes e, mais 2,8 km, que contemplaram as avenidas Santos Dumont, Rubem Berta e Moreira Guimarães, até o Viaduto Indianópolis.

Já em novembro, mais 6 km foram entregues nas avenidas Sumaré e Paulo VI e, mais recentemente, 5,8 km nas avenidas das Nações Unidas e 4 km na Miguel Yunes. Por fim, a partir desta segunda serão ativados os novos trechos das avenidas Brigadeiro Faria Lima, 9,2 km, Zaki Narchi, 3,6 km, e Luiz Dumont Villares, 5 km.

Sugestão do Minuto Motor: o projeto cairia muito bem em outras avenidas, como Marquês de São Vicente e Sumaré (Zona Oeste), Presidente Tancredo Neves, Atlântica, Jabaquara, rua Domingos de Morais – todas na Zona Sul – e até mesmo na Avenida Paulista. Se considerarmos que São Paulo é uma cidade por onde transitam diariamente muitos motoboys e motociclistas, a iniciativa deve ser expandida com urgência. Seguiremos acompanhando!