Comparativo: Kawasaki Z400 versus Bajaj Dominar 400. Quem ganha é o consumidor!

Briga declarada: a radical Kawasaki e a sport touring da Bajaj

O mercado de motos de média capacidade cúbica é um mar azul à ser explorado, já que temos pouquíssimas opções e que estão restritas entre a Kawasaki Z 400 e a KTM 390 Duke. Correndo por fora a Royal Enfiend Himalayan 440, entre as trails. Com chegada confirmada para agosto/setembro, a Bajaj irá montar suas motos na Dafra, em Manaus (AM), via sistema CKD (Complete Knock Down). A Dominar 400, que conta em sua base motriz o DNA da marca austríaca KTM e também é uma espécie de prima distante da própria Z400, que custa no País R$ 33.310 (+ frete). A Bajaj Brasil promete preço bastante competitivo para sua topo de linha. Confira neste comparativo das fichas técnicas – dados não oficiais da Bajaj em função de mudanças para atender a legislação e tropicalização do modelo – as semelhanças e as diferenças entre duas motos, que trazem o icônico motor “400cc” em seus nomes. Já que a pioneira neste segmento foi a Honda CB 400, a primeira grande moto do piloto brasileiro.

Com arrefecimento a líquido e equipado com injeção eletrônica de combustível, a Dominar 400 oferece 373 cm³ de capacidade, 40 cv de potência (8.800 rpm) e toque máximo de 3,5 quilos (6500 rpm). Já a Z400 leva vantagem em relação a cilindrada, potência e torque: 399 cm³ de capacidade, 48 cv (10.000 rpm) e torque máximo de 3,9 kgf.m (8.000 rpm). O motor desta nipônica também conta com refrigeração líquida. Por outro lado, na moto Bajaj, a potência e o torque chegam em faixas de rotação mais baixas. Isso, na prática, representa mais agilidade em ambiente urbano. A arquitetura do propulsor da moto indiana é de um cilindro, já a nipônica traz motor de dois cilindros paralelos, também com refrigeração líquida. Ambos DOHC, ou seja, duplo comando no cabeçote, câmbio de seis velocidades e embreagem assistida e deslizante. Os pesos variam entre 184 Kg (abastecida, óleo e fluídos) para a moto indiana e 167 Kg (à seco), para o modelo da Casa de Akashi, que oferece tanque de combustível para 14 litros, contra 13 litros da moto da Bajaj.

Na parte ciclística, as diferenças começam pela ancoragem do motor. Na Dominar, o quadro é do tipo perimetral, já na Z400, quadro de treliça confeccionado em aço. A naked nipônica conta com garfo telescópico tradicional de 41 mm de diâmetro e 120 mm de curso. Já na traseira monoamortecedor a gás, pré-carga ajustável e 130 mm de curso. Na musculosa Bajaj, suspensão invertida na dianteira – 43 mm de diâmetro e 135 mm de curso – e monoamortecedor a gás na traseira também, com 110 mm de curso.

Em relação aos freios, a Dominar 400 usa disco em ambas as rodas – 320 mm de diâmetro na dianteira e 230 mm de diâmetros na traseira – com sistema ABS em ambas as rodas. Na Z400, disco simples semi-flutuante de 310 mm na dianteira e; na traseira, disco simples de 220 mm de diâmetros, ambos com pinça de duplo pistão e formato de margarida, além da segurança do ABS nas duas rodas.

As duas motos apresentam belo design. A sport touring Dominar é musculosa e com linhas mais arredondadas. Já a Z400 traz design mais futurista e ângulos retos, como uma autêntica streetfigther. Os modelos apresentam painel digital, iluminação em LED, assento em dois níveis – aparentemente mais confortável na Dominar – e rodas de liga leve de 17 polegadas. As medidas dos pneus são exatamente as mesmas: 110/70R (D) e 150/60R (T). Como diferencial, o modelo indiano conta com punhos iluminados. Agora, o que nos resta é esperar setembro chegar, confirmar preço da moto indiana e fazer um test-ride. A decisão de compra pode estar em pequenos detalhes! Quem ganha é o consumidor brasileiro!

Apresentação do modelo na Índia