Gigante chinesa Great Wall Motors é a mais nova montadora a se instalar no Brasil

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Depois de adquirir as instalações da Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP), a gigante chinesa Great Wall Motors (GWM) chegada oficialmente no Brasil com investimentos na casa de R$ 10 bilhões e planos muito ambiciosos. Serão dois ciclos de investimento na sua fábrica em Iracemápolis, em São Paulo: cerca de R$ 4 bilhões entre 2022 a 2025 e R$ 6 bilhões entre 2026 e 2032. O foco são carros híbridos, híbridos plug-in e elétricos, por isso , a GWM irá ajudar a ampliação de eletropostos, com parcerias locais ou operação direta nos principais capitais até 2025. O primeiro veículo, um SUV, deve chegar importado apenas no final do ano. Em três anos serão 10 lançamentos entre SUV e picapes, das marcas Haval, focada em SUVs urbanos, Tank, especializada em modelos off-road, e Poer, dedicada a picapes e a Ora, modelos elétricos premium. Efetivamente, o primeiro carro produzido no interior de São Paulo chegará no segundo trimestre de 2023.

Os veículos com motorização híbrida vão unir sustentabilidade e o prazer de dirigir com opções de configuração que variam de 230 cv a 430 cv de potência e 410 Nm a 762 Nm de torque. Na prática, esses números se traduzem em aceleração de 0 a 100 km/h de 7,2 segundos a apenas 4,8 segundos e consumo de combustível de 75 km/l a inacreditáveis 208 km/l no uso combinado do motor elétrico com o motor a combustão como apoio. Esses valores de consumo só são possíveis porque a GWM vai oferecer no Brasil o híbrido plug-in com a maior autonomia elétrica do mundo, de 200 quilômetros. Esse modelo ainda é capaz de recarregar 80% da sua bateria em apenas 30 minutos, promete a nova marca.

Oswaldo Ramos, Chief Commercial Officer (CCO) da GWM Brasil

Enquanto os carros não chegam, a Autotech foca em pesquisas e desenvolvimentos de novas tecnologias, tendo o etanol como fonte de geração de hidrogênio para veículos com célula de combustível. A GWM enfatiza que a revolução tecnológica está alicerçada em quatro pilares: veículos movidos a energia limpa, conectividade, inteligência artificial e condução autônoma. “Ou seja, ter um carro que ofereça muito mais que uma central multimídia. É preciso em maior inteiração, inclusive com acionamento do motor com o escaneamento facial, sem a necessidade de chave”, explica Oswaldo Ramos, Chief Commercial Officer (CCO) da GWM Brasil, dizendo que, “aqui no interior, fabricaremos carros com qualidade, tecnologias globais, com foco no público mais jovem”, afirma.

O objetivo, segundo a montadora, é ter 60% de nacionalização em seus veículos até 2025. Para isso, a GWM deve contratar um verdadeiro exército, com a geração de 2.000 empregos diretos até 2025 e outros 8.000 indiretos, segundo cálculos da empresa. Para isso, a GWM quer contar com a ajuda de universidades, principalmente as de tecnologia. Para que não conhece, a Great Wall Motors é a maior fabricante privada da China e está presente em mais de 60 países. Vendeu ano passado 1,28 milhão de veículos ao redor do mundo. Conta com 19 fábricas e oito centros de Pesquisa e Desenvolvimento em países como Estados Unidos, Canadá, Áustria, Alemanha e Coreia do Sul. O Brasil será a base de exportação para toda a América Latina.