Análise – Duas Rodas: Honda lidera as vendas e Harley-Davidson perde mercado em 2021

Em 2021 a Honda vendeu mais de 315 mil unidades de seu best-seller – Fotos Divulgação

Ano passado, o Brasil emplacou exatas 1.157.369 motos. Só em dezembro foram licenciadas mais de 112 mil unidades. Apesar do bom resultado – crescimento de 26,42% em relação à 2020. Reflexo da pandemia e falta de componentes, segundo as montadoras. Infelizmente, o segmento está no mesmo patamar de uma década atrás. Mas quais os destaques positivos e negativos em relação as vendas das marcas para o consumidor em 2021. Honda e Yamaha seguem na ponta, ampliando sua participação no mercado. Agora a marca da “asa” tem 76,25% de participação – 882.483 motos emplacadas em 2021, contra 201.666 unidades licenciadas pela Yamaha, que apresenta 17,42% de market-share e crescimento de mais de 2% em relação à 2020. Os dados são da Fenabrave.

A Meteor 350, a pequena cruiser da Royal, vendeu 2.246 unidades ano passado

LIKE – Apesar de pouco conhecida nas regiões Sul e Sudeste e acusada de copiar modelos Honda, a marca chinesa Shineray ganhou uma posição. Hoje é a terceira força do mercado, com 13.767 unidades emplacadas em 2021, o que representa 1,19% do share. Outra marca que teve um belo crescimento no mercado brasileiro de duas rodas foi a Royal Enfield. De origem anglo-indiana, a Royal pulou da décima posição em 2020 para a sétima colocação ano passado, com 6.538 licenciamentos, isso graças a ampliação da rede e também à Meteor 350. A pequena cruiser vendeu 2.246 unidades e reinou absoluta na categoria custom. A meta da Royal Brasil é encerrar o ano na quinta posição. Para isso serão necessárias novas revendas e mais lançamentos como, por exemplo, a Classic 350, que logo logo estará entre nós.

Hoje, a Harley-Davidson é a 11a. força no mercado brasileiro de duas rodas

DONT LIKE – As marcas de motos premium sofreram em 2021, entre elas BMW e Triumph que perderam uma posição no ranking das montadoras. Apesar da Covid-19 e falta de insumos, agora a marca alemã é a quarta força, com 11.904 motos emplacadas em 2021; enquanto a montadora inglesa é a oitava nos licenciamentos, com 5.049 unidades vendidas ano passado. A maior decepção foi da Harley-Davidson, que despencou para 11ª posição das montadoras, com 2.339 unidades emplacadas em 2021, contra 3.737 no final de 2020. Ou seja, queda de 37,5% em relação a 2020. As mudanças estratégicas da HD com seu plano de reestruturação, chamado de “Hardwire”, procurou focar em modelos com maior vendagem e priorizar mercados selecionados com seus lançamentos, algo que não ocorreu no Brasil. Em contrapartida, vimos uma operação mais enxuta, na qual foram abolidas as promoções de anos anteriores que tinham por objetivo baixar os estoques. Ou seja, esta mudança operacional teve impacto direto nas vendas da marca norte-americana, associado ao cenário econômico desfavorável do País, o que ocasionou a elevação de preços alinhada a política de transformar a marca em premium.