As montadoras indianas já instaladas no Brasil – leia-se Royal Enfield e Bajaj, apresentaram excelente desempenho em vendas no ano de 2024. A Royal emplacou 17.253 unidades; já a Bajaj licenciou 11.087 motos. Mas você sabe o que elas têm em comum, além da origem? Elas travam uma “guerra silenciosa”, uma briga real por espaço territorial. Traduzindo: aumento do número de concessionárias pelo País.

De lá para cá, a Royal Enfield já soma 34 lojas, a última, aberta no bairro de Santana na Zona Norte da capital paulista, que é considerada a maior da América Latina (imagem abaixo). São 1.146 metros quadrados, divididos em três pavimentos. No acumulado a Royal já vendeu mais de 50 mil unidades no Brasil.

No mercado há oito anos, a Royal conta com duas linhas de montagens em Manaus, uma dentro da Dafra e outra em parceria com o Grupo Multi, que está em fase de teste. Nos primeiros dois anos de vida no Brasil, a marca contou com o apoio irrestrito da 2WMotors, empresa dos irmãos Maurício e Raul Fernandes. Hoje, a Royal Enfield SP tem três lojas – República do Líbano, Tatuapé e Shopping Aricanduva- onde fica o maior showroom da marca- 890 metros quadrados, além de uma oficina (Moema).
Para o mercado brasileiro, a Royal disponibiliza a linha 350 (Meteor, Classic e Hunter); Interceptor 650, Continental GT 650e Super Meteor 650, que compartilham a mesma base mecânica; a aventureira Himalayan, a versátil Scram 411. Para este ano há grandes expectativas para os lançamentos das novas Himalayan e Guerrilla, além da ampliação da família 650 com as novas Bear (imagem abaixo), Shotgun e Classic 650. Ou seja, a Royal Enfield Brasil tem “muita bala na agulha”.

Com mais de 15 mil unidades emplacadas em menos de dois anos, a Bajaj já conta com 33 concessionárias em todo o Brasil. Na região Sudeste passam a ser 17 endereços, sendo 13 no Estado de São Paulo, dois em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo. Para o ano de 2025, novos endereços já estão planejados para todas as regiões do País.

Porém, a Bajaj tomou um rumo diferente. Logo de cara abriu cinco revendas, todas em SP. Em vez de continuar montando suas motos na Dafra, o grupo indiano resolveu investir pesado e rapidamente ergueu – também em Manaus – sua fábrica própria, a primeira fora da Índia. A planta opera em regime CKD (Completely Knock Down, ou seja, completamente desmontada), realizando os processos de preparação de kit, montagem de motor, montagem da motocicleta, controle de qualidade, embalagem e expedição.
Alí, na capital manauara, a Bajaj já montou mais de 10 mil unidades. Hoje a marca conta com quatro modelos: Dominar 400, Dominar 250, Dominar 200 e Dominar 160. Pelo que tudo indica teremos boas novidades nas baixas cilindradas para 2025. Quem sabe opções de modelos das linhas Pulsar, Avenger e Platina.

Nesta briga – leal entre as marcas – quem ganha é o consumidor brasileiro. Ganha no direito de escolha, estilo e também opções de motos que cabem no bolso. Falando em marcas indianas, que venham TVS e Hero. Ambas estão em compasso de espera para iniciarem suas atividades por aqui. Sejam bem-vindos! E que joguem o jogo com ética e profissionalismo.
*Fonte: Fenabrave

